Sem inspiração.
Sem tempo.
Sem...
Há sempre tanta coisa para fazer. Este blogue é vítima das andanças, podia já ir nas mil ideias aqui expressas, mas afinal são só cem! Já merece um destaque, chegar aos 100 textos e imagens.
Por falar em "andanças", ofereci-me de voluntário para ir trabalhar na cozinha desse fabuloso, afamado e animado festival anual, onde as danças e o convívio são quem mandam.
Por falar em festival, chamo a atenção dos leitores para o próximo texto.
Sem pretensiosismo.
Sem glória.
Cem!!!
aqui se narram as aventuras de um portuguesito que desde tenra idade é vítima de erros vários, mas com abertura para outros textos de reflexão e de intervenção cívica
domingo, maio 25, 2008
terça-feira, maio 20, 2008
DO NORTE AO SUL
Este fim-de-semana que passou fui ao IMAGINARIUS, e fiquei maravilhado ao ver uma companhia de teatro chilena, cujo resumo daquilo que vi está aqui neste link (é um resumo de 9 minutos, que dá uma pálida ideia do que nós assistimos, apenas serve para recordarmos, os muitos que ali estávamos). Mas agora vou partir para o sul, para visitar uns amigos e se possível dar-lhes umas ajudinhas. Para breve, anuncia-se já o maravilhoso festival de Dixieland, em Cantanhede, este ano com a Maria João a cantar com um grupo espanhol, que são dos mais acelerados que conheço, que fazem a festa, deitam os foguetes e apanham as canas. Vai ser imperdível, vai ser mesmo inesquecível! Depois não digam que não avisei!
quinta-feira, maio 15, 2008
SANDALINHAS
Foi já em meados de Abril que comecei o período de andar de sandálias. Mas como este ano a chuvinha vai caíndo muitas vezes, e as temperaturas andam mais baixas do que estávamos habituados nos últimos anos, há muita gente que fica a olhar para mim e pensam que devo ter uma doença nos pés... mas já aqui fiz uma reflexão sobre isso, há uns meses atrás, por isso não me vou repetir.
De resto, nada de muito novo por aqui, ainda que, pensando bem, haja muitas coisas para deixar aqui nestas reflexões. Mas como não tenho muito tempo, lá vou deixando os meus escritos aqui e ali, ficando este blogue mais desamparadito.
De resto, nada de muito novo por aqui, ainda que, pensando bem, haja muitas coisas para deixar aqui nestas reflexões. Mas como não tenho muito tempo, lá vou deixando os meus escritos aqui e ali, ficando este blogue mais desamparadito.
sábado, maio 10, 2008
FRENTE POLISÁRIO
Uma amiga espanhola enviou um emilio a pedir a atenção para uma recollha de assinaturas, que é espanhola, mas onde também poderemos inscrever o nosso nome. Por causa da independência de um povo que está sob o domínio do reino de Marrocos, e que inclui um vasto território, grande parte deserto, mas também a zona da Mauritânia, incluindo as águas territoriais.
Aqui vai o link, basta clicar aqui, e tens até um pequeno vídeo e o texto respectivo. Para assinar podes escrever na localidade e pôr à frente PT, eu escrevi Idanha-a-Nova PT, e aceitou! DNI é o número do bilhete de identidade, nada mais fácil.
Aqui vai o link, basta clicar aqui, e tens até um pequeno vídeo e o texto respectivo. Para assinar podes escrever na localidade e pôr à frente PT, eu escrevi Idanha-a-Nova PT, e aceitou! DNI é o número do bilhete de identidade, nada mais fácil.
terça-feira, abril 22, 2008
APELO E LEMBRANÇA
Já todos sabemos que no dia 25 de Abril se comemora o aniversário do nosso genial pianista Mário Laginha. Mas é também nesse dia que, e isso é uma coisa que já muita gente não se lembra, se comemora a revolução que terminou com um regime fascista, que neste País de brandos costumes, durou mais de 40 anos. Hoje é o Dia da Terra e temos o normal circo mediático a trabalhar, para comemorar uma coisa que nem devia ser preciso lembrar: Terra há só uma, e estamos a destruí-la cada vez mais! O meu apelo é para que no próximo dia 25 de Abril, que é um feriado, toda a malta que não consiga sair da cidade, ou que aproveite para ir a uma delas, pegue numa qualquer bicicleta e saia à rua. É assim: nas últimas sextas-feiras de cada mês há uma manifestação, não organizada formalmente, denominada BICICLETADA ou MASSA CRÍTICA. E como desta vez calha a um feriado, e o tempo está previsto que vai ajudar, gostaria de saber que os meus amigos saíram à rua, comemorando a revolução, mas de uma maneira revolucionária. Para saberes se na cidade onde vais estar existe já uma Massa Crítica organizada, basta clicares aqui, site oficial das Bicicletadas portuguesas. O início é sempre ao fim da tarde, porque quando calha a um dia útil, há que pensar em quem trabalha. Mas no site oficial tens todas as informações que precisas.
Eu vou estar em Coimbra, eu vou!
Eu vou estar em Coimbra, eu vou!
domingo, abril 20, 2008
A PROPÓSITO DO TEXTO ANTERIOR
Aqui vai mais uma petição, nem de propósito, sobre estas questões dos magistrados, em que um deles, só por ter este blogue chamado AQUI E AGORA foi impedido de continuar a ser magistrado por outros magistrados, que actuam em bando designado Conselho.
Para ler a petição basta ver neste blogue (clicar) e seguir a ligação.
Para ler a petição basta ver neste blogue (clicar) e seguir a ligação.
segunda-feira, abril 14, 2008
ENTREVISTA EXCLUSIVA
Este mês de Abril, na edição original da National Geographic (só disponível por assinatura ou nas melhores livrarias e quiosques portugueses), sai publicada a entrevista que me fizeram o ano passado, por altura das tosquias, quando eu andava por aí, de tesoura em punho, a tosquiar meia dúzia de ovelhas de amigos.

A entrevista vai da criação de animais em agricultura biológica até ao voluntariado, e fala ainda da situação de um Ministério da Agricultura que prejudica os agricultores e de magistrados que são burros, ou são pagos para se fazerem de burros, prejudicando os cada vez menos habitantes do mundo rural. Também lá vem a referência a este blogue, pois claro, se bem que ainda não tenha uma versão em inglês. Sempre podem ver as fotos...
(o site chama-se
http://www.magmypic.com/
peguei em ti e espetei-te numa capa de revista - São)
NR - este site já mudou os nomes das revistas, talvez por problemas com direitos de autor. Ainda tem umas capas parecidas, mas já não dá para ter os originais...

A entrevista vai da criação de animais em agricultura biológica até ao voluntariado, e fala ainda da situação de um Ministério da Agricultura que prejudica os agricultores e de magistrados que são burros, ou são pagos para se fazerem de burros, prejudicando os cada vez menos habitantes do mundo rural. Também lá vem a referência a este blogue, pois claro, se bem que ainda não tenha uma versão em inglês. Sempre podem ver as fotos...
(o site chama-se
http://www.magmypic.com/
peguei em ti e espetei-te numa capa de revista - São)
NR - este site já mudou os nomes das revistas, talvez por problemas com direitos de autor. Ainda tem umas capas parecidas, mas já não dá para ter os originais...
domingo, abril 13, 2008
VOLUNTÁRIOS PRECISAM-SE

Aqui fica este apelo, para quem é de longe, ou de mais perto, participar neste projecto de recuperação da floresta autóctone. Estas fotos são de lá, e como podem ver aqui neste blogue chamado "Recuperação ecológica do Cabeço Santo", há inúmeras actividades desportivas para praticar ao ar livre. Eu experimentei e gostei, não só pelas actividades físicas, mas pela ideia e pela forma como está a ser posta em prática. Podes até ser voluntário só por um dia no ano, vais ver que enches a alma de positividade por um longo período de tempo. Deve ser por isso que os voluntários que lá vão aparecem poucas vezes. Pela chuvinha é que não é de certeza, pois mesmo à chuva é um prazer arrancar pela raíz as acácias.
quinta-feira, abril 10, 2008
VALHA-NOS O GREENPEACE
Num País onde os únicos valores ambientais tendem a ser os das acções de empresas "verdes" (ou esverdeadas por comprarem associações bem conhecidas) na bolsa, e onde as associações de defesa do ambiente se encontram num marasmo em termos de mobilizar pessoas, finalmente temos o GREENPEACE em Portugal. Ainda que de forma virtual, pelo menos já se vêem as coisas a mexer. Como nesta faixa, onde basta clicar com o rato:
terça-feira, abril 08, 2008
FILMOTECA
Não, ainda não é hoje que escrevo sobre os Direitos Humanos (ou melhor, sobre as violações aos mesmos) na China.
Hoje é dia de publicar a lista actualizada dos filmes que me podes pedir emprestados, para ver ou rever.
A enorme lista está na primeira pedrada (no charco).
Estes filmes são todos originais, comprados em promoção a grande maioria, e pertencem à biblioteca multimedia que o meu pai junta em casa (e na garagem...). Como tal, além do filme tens sempre extras, para quem quer saber mais sobre o filme. Agora o Público está a vender uma nova colecção sobre diferentes realizadores, além do DVD temos um livrinho muito bom sobre cada realizador.
Hoje é dia de publicar a lista actualizada dos filmes que me podes pedir emprestados, para ver ou rever.
A enorme lista está na primeira pedrada (no charco).
Estes filmes são todos originais, comprados em promoção a grande maioria, e pertencem à biblioteca multimedia que o meu pai junta em casa (e na garagem...). Como tal, além do filme tens sempre extras, para quem quer saber mais sobre o filme. Agora o Público está a vender uma nova colecção sobre diferentes realizadores, além do DVD temos um livrinho muito bom sobre cada realizador.
domingo, abril 06, 2008
A PROPÓSITO DO TEXTO ANTERIOR
Se concordas com a manutenção do Serviço Nacional de Saúde, como uma coisa fundamental para assegurar o direito à saúde, em condições de dignidade, de toda a população, clica aqui e depois assina esta importante petição .
sábado, abril 05, 2008
LIVRO DAS RECLAMAÇÕES - 1
Inicia-se aqui a minha galeria de reclamações inscritas nos LIVROS DE RECLAMAÇÕES oficiais.
Poderia começar com as reclamações mais velhinhas, ligadas ao funcionamento deficiente do Ministério da Agricultura, mas isso era andar muito para trás no tempo, e por isso, vou andar só um aninho para trás.
A resposta a esta reclamação (péssimo atendimento no Hospital dos Covões - Coimbra) é um hino à estupidez da administração, que se está a borrifar para que as pessoas sejam bem servidas. Este meu texto é também uma homenagem póstuma a duas pessoas que morreram, depois desta reclamação, nas salas de espera de urgências, uma em Aveiro, outra em Coimbra, por motivos diferentes, cada uma das vítimas mortais.
Atentem bem nesta resposta, pois, passados dois meses, não indica nada de concreto, e a frase final nem se percebe nada. É assinada sem ler o que se assina, torna-se nítido que só escrevem estas desculpas porque são obrigados por lei. Reza assim:
"Assunto: Resposta a reclamação GU-HG, do processo nº 7009324
Na sequência da sua exposição de 08-02-2007, apresentamos o nosso pedido de desculpas pelo transtorno sofrido.
O CHC encetará todos os esforços para proporcionar o melhor atendimento possível aos nossos utentes, nomeadamente diligenciando para, progressivamente, ajustar os recursos á procura excessivos do Serviço de Urgência sejam informados da verdadeira natureza da sua situação clínica.
Com os melhores cumprimentos,
O Presidente do Conselho de Administração do CHC, E.P.E.
(Dr. Rui de Melo Pato)"
É ou não é um hino à estupidez?
Se os portugueses usassem mais o Livro das Reclamações, estes serviços públicos, e as empresas, respeitariam mais os utentes. Mas caminhamos, com a educação que os pais e escolas dão, para uma população que cada vez menos está preparada para escrever uma reclamação.
quinta-feira, abril 03, 2008
DIA DAS MENTIRAS
O dia 1 de Abril, para mim, é um dos mais divertidos do ano, pois gosto de imaginar situações aberrantes e fazer as pessoas acreditarem que é verdade.
Se algum dia lerem aqui alguma coisa com a data de dia 1, desconfiem sempre, porque pode não ser verdade.
Verdade, verdadinha foi eu ter chegado a casa da mãe da São, já mesmo no final do dia, ao lusco-fusco, vejo o carro da irmã dela à porta, abro a porta da rua e digo em voz alta, a falar para a rua: "- Sim, sim, só um momento que eu já a chamo!". Vejo a Né a passar no corredor e digo-lhe: "-Né, um carro bateu no espelho do teu e o senhor quer falar contigo!". Aí vai ela, com uma cara entre o aborrecida e o pior que estragada, passa por mim no corredor, chega lá fora, não vê ninguém, faz-se aquela pausa de silêncio e eu digo: - Primeiro de Abril!!!
Ela volta a entrar, entre o furioso e o irónico, a bater-me e a dizer que já tinha comentado com as colegas do trabalho que não acreditava em nada, mas que eu costumava sempre enganá-la, e na verdade consegui mais uma vez!
Enfim, uma mentirinha bem encenada, nada de especial, não a estaria a contar aqui se não fosse o que se passou a seguir. Estive por ali uns minutos, mas vim-me embora. Uma hora depois de ter saído, eis que dentro da casa da São se houve um estampido, e um carro que vai rua abaixo. A Né e a mãe, a D. Aida, vêm cá fora, não vêem nada de especial, o carro parado à porta parece intacto, mas quando olham para a rua, que desce, reparam num espelho partido no chão. Vão ver e confirma-se: o carro a descer a rua bateu no espelho do carro da Né, não partiu a parte de plástico mas fez saltar o espelho da sua estrutura, vindo parar ao chão e partindo-se.
É caso para dizer: já nem mentir se pode, aparece logo alguém que faz a mentira passar a ser verdade!
Se algum dia lerem aqui alguma coisa com a data de dia 1, desconfiem sempre, porque pode não ser verdade.
Verdade, verdadinha foi eu ter chegado a casa da mãe da São, já mesmo no final do dia, ao lusco-fusco, vejo o carro da irmã dela à porta, abro a porta da rua e digo em voz alta, a falar para a rua: "- Sim, sim, só um momento que eu já a chamo!". Vejo a Né a passar no corredor e digo-lhe: "-Né, um carro bateu no espelho do teu e o senhor quer falar contigo!". Aí vai ela, com uma cara entre o aborrecida e o pior que estragada, passa por mim no corredor, chega lá fora, não vê ninguém, faz-se aquela pausa de silêncio e eu digo: - Primeiro de Abril!!!
Ela volta a entrar, entre o furioso e o irónico, a bater-me e a dizer que já tinha comentado com as colegas do trabalho que não acreditava em nada, mas que eu costumava sempre enganá-la, e na verdade consegui mais uma vez!
Enfim, uma mentirinha bem encenada, nada de especial, não a estaria a contar aqui se não fosse o que se passou a seguir. Estive por ali uns minutos, mas vim-me embora. Uma hora depois de ter saído, eis que dentro da casa da São se houve um estampido, e um carro que vai rua abaixo. A Né e a mãe, a D. Aida, vêm cá fora, não vêem nada de especial, o carro parado à porta parece intacto, mas quando olham para a rua, que desce, reparam num espelho partido no chão. Vão ver e confirma-se: o carro a descer a rua bateu no espelho do carro da Né, não partiu a parte de plástico mas fez saltar o espelho da sua estrutura, vindo parar ao chão e partindo-se.
É caso para dizer: já nem mentir se pode, aparece logo alguém que faz a mentira passar a ser verdade!
quarta-feira, abril 02, 2008
INTERACTIVIDADE SOBRE DUAS RODAS
Se queres ver fotos da minha Mobiky Genius, clica aqui, que vais descobrir uma das minhas actividades aqui no computador, e que te dirá como ir ver essas fotos.
quinta-feira, março 13, 2008
É DEMOCRÁTICO!
Como sabem os meus amigos, sou um dos sócios da QUERCUS que há muitos anos decidiu apoiar activamente esta associação. De sócio comum, passei depois por dirigente associativo, depois para dinamizador de projecto, coordenador de Grupo de Trabalho e voltei a ser um sócio comum, com possibilidade de participar na vida associativa e desenvolver actividades ao nível do voluntariado. É o que faço hoje em dia.
Numa das acções de voluntariado, sou alertado para questões de falta de transparência na associação. Numa outra, sou confrontado com uma massiva falta de participação de associados comuns, mas com uma participação expressiva e quase exclusiva de pessoas ligadas a cargos na associação.
Decido ir a uma reunião de um dos orgãos da Associação, e comunico essa intenção dentro de uma lista de discussão na internet, reservada a sócios da QUERCUS, oportunamente chamada "lista de debate". Quando chego à reunião, sou confrontado com o facto de, no início da mesma, os membros desse órgão, chamado Conselho de Representantes, terem votado que se estabelecia uma hierarquia para as pessoas presentes intervirem: primeiro os membros do orgão, depois membros da QUERCUS ligados ao aparelho, e no final, se ainda houvesse tempo, os sócios comuns. Isto para garantir que os membros do Conselho não perdessem o seu direito a falar, por questões de tempo (ou seja, porque existem tempos pré-definidos para abordar cada ponto da Ordem de Trabalhos). Achei uma vergonha, um atentado à democracia de transparência e um entrave à desejável participação cívica dos associados, até porque seria a primeira vez que se divulgaria uma reunião e depois se dissesse que os sócios comuns não eram bem vindos, e que a sua opinião tem menos valor do que a de outros sócios, só porque esses outros são pagos pela QUERCUS ou desempenham um cargo qualquer.
Como achei o facto escandaloso, tentei que na reunião seguinte, do mesmo órgão, a democracia fosse reposta, mesmo sabendo que eu não iria estar presente. Mas, mais uma vez, foi votada a mesma hierarquia, desta vez com menos votos a favor, com maior percentagem de abstenções e com algusn votos contra. E gerou-se polémica, gastando-se tempo para isso. Tudo para que as opiniões de um par de sócios comuns não fizesse gastar tempo.
Mas o mais cómico, e caricato, aconteceu no fim-de-semana passado. Depois de uma reunião "aberta" aos sócios comuns (que acabou para almoço, e recomeçou depois de almoço sem se avisarem todos os presentes), tendo em vista discutir questões ligadas ao financiamento da QUERCUS (e que não foi uma reunião aberta a todos os interessados, porque apenas uma parte das pessoas sabia que a mesma iria ter lugar), estava marcada uma nova reunião do mesmo órgão, o Conselho de Representantes. Marcada para as 15 horas. Mas que atrasou, sem aviso prévio, para ter início apenas às 17 horas. Como na véspera fui à manifestação dos professores, aproveitei para ir às 2 reuniões da QUERCUS. E lá estava, no início do Conselho de Representantes, a assistir ao vivo à votação inicial, cuja tradição remonta à reunião a que eu avisei que ia estar presente. Desta vez, conseguiu ser ainda mais ridículo, porque foi posto à votação se os membros do órgão consideravam que eram contra a presença na reunião de membros da QUERCUS com cargos na Associação. Foi aprovado por larga maioria que podiam lá ficar. Depois foi votado se os membros do órgão consideravam que eram contra a presença na reunião de membros comuns da QUERCUS. O único que lá estava era eu, e com tanto atraso no início da mesma não era de crer que viesse mais algum! Foi aprovado, por escassa diferença de dois votos, no meio de muita abstenção, que eu teria que abandonar a sala. Mas uma das pessoas, membro da Direcção Nacional, disse que se tinha enganado e que queria mudar o sentido de voto. Eu estava mesmo atrás dela, e dizia-lhe baixinho: não mudes, não mudes...
Depois de alguma discussão, lá se volta a fazer a votação e de repente as coisas invertem-se, são tantos os votos a favor da minha permanência, como eram anteriormente contra. E eu fico ali sentadinho. E com isto já se tinham passado 15 minutos, tempo suficiente para eu falar por 3 vezes, em períodos de 5 minutos.
Vem depois a "tradicional votação" da hierarquia, e, mais uma vez, é decidido que os sócios comuns só podem falar se sobrar tempo, e em último lugar.
Respeitei a decisão, levantei-me, desejei uma boa continuação de reunião, e abandonei a sala.
Há um ditado que diz, que ri melhor quem ri por último.
Mas como aquilo não é uma convenção de cómicos, preferi sair da sala. Se me tivessem deixado falar, tinha-se poupado muito tempo. Assim é mais democrático! Mas ao mesmo tempo é de um ridículo que faz desconfiar da transparência na acção de pessoas que decidem assim cortar um direito estatutário dos associados.
Quem tem medo de ouvir atempadamente o que os sócios têm para dizer?
Numa das acções de voluntariado, sou alertado para questões de falta de transparência na associação. Numa outra, sou confrontado com uma massiva falta de participação de associados comuns, mas com uma participação expressiva e quase exclusiva de pessoas ligadas a cargos na associação.
Decido ir a uma reunião de um dos orgãos da Associação, e comunico essa intenção dentro de uma lista de discussão na internet, reservada a sócios da QUERCUS, oportunamente chamada "lista de debate". Quando chego à reunião, sou confrontado com o facto de, no início da mesma, os membros desse órgão, chamado Conselho de Representantes, terem votado que se estabelecia uma hierarquia para as pessoas presentes intervirem: primeiro os membros do orgão, depois membros da QUERCUS ligados ao aparelho, e no final, se ainda houvesse tempo, os sócios comuns. Isto para garantir que os membros do Conselho não perdessem o seu direito a falar, por questões de tempo (ou seja, porque existem tempos pré-definidos para abordar cada ponto da Ordem de Trabalhos). Achei uma vergonha, um atentado à democracia de transparência e um entrave à desejável participação cívica dos associados, até porque seria a primeira vez que se divulgaria uma reunião e depois se dissesse que os sócios comuns não eram bem vindos, e que a sua opinião tem menos valor do que a de outros sócios, só porque esses outros são pagos pela QUERCUS ou desempenham um cargo qualquer.
Como achei o facto escandaloso, tentei que na reunião seguinte, do mesmo órgão, a democracia fosse reposta, mesmo sabendo que eu não iria estar presente. Mas, mais uma vez, foi votada a mesma hierarquia, desta vez com menos votos a favor, com maior percentagem de abstenções e com algusn votos contra. E gerou-se polémica, gastando-se tempo para isso. Tudo para que as opiniões de um par de sócios comuns não fizesse gastar tempo.
Mas o mais cómico, e caricato, aconteceu no fim-de-semana passado. Depois de uma reunião "aberta" aos sócios comuns (que acabou para almoço, e recomeçou depois de almoço sem se avisarem todos os presentes), tendo em vista discutir questões ligadas ao financiamento da QUERCUS (e que não foi uma reunião aberta a todos os interessados, porque apenas uma parte das pessoas sabia que a mesma iria ter lugar), estava marcada uma nova reunião do mesmo órgão, o Conselho de Representantes. Marcada para as 15 horas. Mas que atrasou, sem aviso prévio, para ter início apenas às 17 horas. Como na véspera fui à manifestação dos professores, aproveitei para ir às 2 reuniões da QUERCUS. E lá estava, no início do Conselho de Representantes, a assistir ao vivo à votação inicial, cuja tradição remonta à reunião a que eu avisei que ia estar presente. Desta vez, conseguiu ser ainda mais ridículo, porque foi posto à votação se os membros do órgão consideravam que eram contra a presença na reunião de membros da QUERCUS com cargos na Associação. Foi aprovado por larga maioria que podiam lá ficar. Depois foi votado se os membros do órgão consideravam que eram contra a presença na reunião de membros comuns da QUERCUS. O único que lá estava era eu, e com tanto atraso no início da mesma não era de crer que viesse mais algum! Foi aprovado, por escassa diferença de dois votos, no meio de muita abstenção, que eu teria que abandonar a sala. Mas uma das pessoas, membro da Direcção Nacional, disse que se tinha enganado e que queria mudar o sentido de voto. Eu estava mesmo atrás dela, e dizia-lhe baixinho: não mudes, não mudes...
Depois de alguma discussão, lá se volta a fazer a votação e de repente as coisas invertem-se, são tantos os votos a favor da minha permanência, como eram anteriormente contra. E eu fico ali sentadinho. E com isto já se tinham passado 15 minutos, tempo suficiente para eu falar por 3 vezes, em períodos de 5 minutos.
Vem depois a "tradicional votação" da hierarquia, e, mais uma vez, é decidido que os sócios comuns só podem falar se sobrar tempo, e em último lugar.
Respeitei a decisão, levantei-me, desejei uma boa continuação de reunião, e abandonei a sala.
Há um ditado que diz, que ri melhor quem ri por último.
Mas como aquilo não é uma convenção de cómicos, preferi sair da sala. Se me tivessem deixado falar, tinha-se poupado muito tempo. Assim é mais democrático! Mas ao mesmo tempo é de um ridículo que faz desconfiar da transparência na acção de pessoas que decidem assim cortar um direito estatutário dos associados.
Quem tem medo de ouvir atempadamente o que os sócios têm para dizer?
segunda-feira, março 10, 2008
IMPRESSIONANTE
Já se anunciava como uma manifestação gigantesca, mas estar ali no meio de uma multidão que saiu à rua, que deixou as suas casas, o seu conforto, e ali esteve de pé durante horas a fio, que caminhou vagarosamente e organizadamente, uns com o seu farnel, outros a irem abastecer-se localmente de uns comes e bebes, estar ali foi mesmo uma coisa impressionante. Daquelas coisas em que nos envolvemos e que marcam profundamente.
Vimos muita gente, todos a gritarem a sua indignação pela forma como o ensino público caíu na falta de qualidade, na excessiva burocracia, na sobrevalorização da mediocridade dos estudantes, na desvalorização dos professores, na culpabilização dos professores pelo insucesso. Indignação pelas reformas apressadas do sistema educativo, sem dar ouvidos aos elementos envolvidos neste processo complexo que é a Educação.
Milhares de professores unidos, que ao estarem ali só podem ter ganho forças para continuar esta luta por uma melhor educação. No meio dos milhares ainda vimos pessoas conhecidas, que não sabíamos que ali estavam, mas que também optaram por sair à rua, mas foram mais as que sabíamos que ali estavam e que não encontrámos, tal era a grandiosidade da demonstração de união.
Os mais animados no desfile avenida abaixo eram os que iam atrás da faixa do Movimento Escola Pública, com palavras de ordem e coreografias. Muitos deles gente que conhecia de outras manifestações, gente empenhada na luta por uma sociedade melhor. Mas havia também gente nos passeios da Avenida, e no Rossio, que aplaudiam a coragem e revolta dos professores, outros empunhavam cartazes mostrando confiança nos professores. À chegada ao Terreiro do Paço, já lá estava muita gente, mas sabiamos que mais atrás vinha muito mais gente. Já tinham começado as intervenções no palco montado para o efeito, e ali andámos a dar umas voltas, enquanto ouvíamos as intervenções, sempre com gente a chegar, mas também já com professores a saírem, pois já tinham desfilado e queriam evitar confusões na hora do final. Quando falava o último orador, disse que estava orgulhoso de ver ali tanta gente, e que no preciso momento em que ele ia começar a falar lhe comunicaram que estavam a sair os últimos professores do Marquês de Pombal. Depois de um longo discurso, fizeram-se os avisos para organizar a retirada e começou a debandada. Mas, ao voltarmos para trás, deparámos com muitas bandeiras pela Rua do Ouro abaixo, eram ainda os professores da Marcha a chegarem ao Terreiro do Paço. A malta do Norte, muitos e muitos mais ainda estavam a desaguar no largo, uma demonstração do poder de mobilização e espírito de luta dos nortenhos, que vinham ainda com palavras de ordem, com músicos a animar. Junto com outros professores e populares, ali ficámos a aplaudir estes últimos manifestantes. Fiquei até emocionado, e só depois abandonámos o local, em direcção ao ponto de partida.
Algumas fotos estão no meu álbum on line, se bem que as fotos não conseguem explicar como foi impressionante.
Vimos muita gente, todos a gritarem a sua indignação pela forma como o ensino público caíu na falta de qualidade, na excessiva burocracia, na sobrevalorização da mediocridade dos estudantes, na desvalorização dos professores, na culpabilização dos professores pelo insucesso. Indignação pelas reformas apressadas do sistema educativo, sem dar ouvidos aos elementos envolvidos neste processo complexo que é a Educação.
Milhares de professores unidos, que ao estarem ali só podem ter ganho forças para continuar esta luta por uma melhor educação. No meio dos milhares ainda vimos pessoas conhecidas, que não sabíamos que ali estavam, mas que também optaram por sair à rua, mas foram mais as que sabíamos que ali estavam e que não encontrámos, tal era a grandiosidade da demonstração de união.
Os mais animados no desfile avenida abaixo eram os que iam atrás da faixa do Movimento Escola Pública, com palavras de ordem e coreografias. Muitos deles gente que conhecia de outras manifestações, gente empenhada na luta por uma sociedade melhor. Mas havia também gente nos passeios da Avenida, e no Rossio, que aplaudiam a coragem e revolta dos professores, outros empunhavam cartazes mostrando confiança nos professores. À chegada ao Terreiro do Paço, já lá estava muita gente, mas sabiamos que mais atrás vinha muito mais gente. Já tinham começado as intervenções no palco montado para o efeito, e ali andámos a dar umas voltas, enquanto ouvíamos as intervenções, sempre com gente a chegar, mas também já com professores a saírem, pois já tinham desfilado e queriam evitar confusões na hora do final. Quando falava o último orador, disse que estava orgulhoso de ver ali tanta gente, e que no preciso momento em que ele ia começar a falar lhe comunicaram que estavam a sair os últimos professores do Marquês de Pombal. Depois de um longo discurso, fizeram-se os avisos para organizar a retirada e começou a debandada. Mas, ao voltarmos para trás, deparámos com muitas bandeiras pela Rua do Ouro abaixo, eram ainda os professores da Marcha a chegarem ao Terreiro do Paço. A malta do Norte, muitos e muitos mais ainda estavam a desaguar no largo, uma demonstração do poder de mobilização e espírito de luta dos nortenhos, que vinham ainda com palavras de ordem, com músicos a animar. Junto com outros professores e populares, ali ficámos a aplaudir estes últimos manifestantes. Fiquei até emocionado, e só depois abandonámos o local, em direcção ao ponto de partida.
Algumas fotos estão no meu álbum on line, se bem que as fotos não conseguem explicar como foi impressionante.
domingo, março 09, 2008
MANIFESTAÇÃO DE PROFESSORES
- COM ESTE GOVERNO NÃO HÁ EDUCAÇÃO -
(ideia retirada de um cartaz da manifestação que dizia: com esta ministra não há educação)
Se tivesse levado uma cartolina e caneta, era o que escreveria por baixo. MAS COMO VAI HAVER MAIS MANIFESTAÇÕES, AINDA ESTOU A TEMPO! Um dia destes escrevo ao Sócrates a agradecer estas possibilidades de dar asas à minha criatividade...
quarta-feira, março 05, 2008
ÁGUAS DE MARÇO
Enquanto se aguarda pelas águas de Março, antes das águas mil de Abril, aqui vai uma entrada neste blogue, pressionada pela manifestação de centenas de leitores, que estranharam uma ausência de 2 meses. Será que não se passa nada, será que não há novidades? Esta manifestação dos leitores, uma manifestação silenciosa, como há muitos anos eu não tinha conhecimento, tocou-me profundamente. Esperava, dizia eu, as águas de Março, pois já fiz as podas habituais de Inverno, e queria ver se chovendo na roseira e noutras plantas podadas, as mesmas rebentam para uma renovação plena de energia, com flores e frutos lá mais para a frente!
No próximo Sábado vou a Lisboa, para participar na grande manifestação nacional dos professores. Já tinha vontade de participar numa coisa grandiosa, e esta promete milhares de pessoas. Vou como professor que foi afastado do ensino, por criticar a falta de qualidade do ensino na Escola Profissional de Idanha-a-Nova, EPRIN, crítica enviada ao Ministério da Educação, que obviamente nunca respondeu. Obviamente, neste caso, quer dizer que o Director da EPRIN, na altura, é agora um vereador da Câmara Municipal de Castelo Branco, adivinhe-se de que partido... pois, o mesmo do governo!
Há também para aí uma federação das associações de pais que anda a dizer bem do trabalho da ministra da educação. É claro que o responsável pela federação não diz que a mesma associação de associações recebe um financiamento do gabinete da ministra, anual, de milhares de euros. O mesmo responsável já disse que vai instaurar processos judiciais a quem disse na internet que ele é corrupto e que se vende, a ele e à federação, por dinheiro. É claro que eu não vou escrever isso aqui, para processos em tribunal já me basta aturar gente estúpida e corrupta com o meu processo (em breve vou fazer aqui o ponto da situação).
No próximo Sábado vou a Lisboa, para participar na grande manifestação nacional dos professores. Já tinha vontade de participar numa coisa grandiosa, e esta promete milhares de pessoas. Vou como professor que foi afastado do ensino, por criticar a falta de qualidade do ensino na Escola Profissional de Idanha-a-Nova, EPRIN, crítica enviada ao Ministério da Educação, que obviamente nunca respondeu. Obviamente, neste caso, quer dizer que o Director da EPRIN, na altura, é agora um vereador da Câmara Municipal de Castelo Branco, adivinhe-se de que partido... pois, o mesmo do governo!
Há também para aí uma federação das associações de pais que anda a dizer bem do trabalho da ministra da educação. É claro que o responsável pela federação não diz que a mesma associação de associações recebe um financiamento do gabinete da ministra, anual, de milhares de euros. O mesmo responsável já disse que vai instaurar processos judiciais a quem disse na internet que ele é corrupto e que se vende, a ele e à federação, por dinheiro. É claro que eu não vou escrever isso aqui, para processos em tribunal já me basta aturar gente estúpida e corrupta com o meu processo (em breve vou fazer aqui o ponto da situação).
sábado, janeiro 05, 2008
PRIMEIRO DE JANEIRO
O primeiro texto de Janeiro deste malfadado blogue vai direitinho para as perspectivas para este ano que agora começa. Só neste país de brandos costumes, depois das broncas todas que se souberam sobre o BCP, e que só se descobriram porque houve aquele que perdeu na corrida para a administração, é que é posível não haver uma onda de descontentamento e toda a gente retirar de lá as suas contas bancárias. Havia de ser eu... mas como não tenho contas bancárias, nada posso fazer, a não ser escrever aqui esta reflexão. E agora repararam que o tipo que saiu da Caixa Geral de Depósitos para ir ganhar balúrdios no BCP, apoiado por vários accionistas, entre os quais o Joe "Dalton" Berardo, é o mesmo que enquanto estava na CGD aprovou empréstimos bilionários para esses mesmos accionistas comprarem as acções que hoje lhes permitem decidir quem querem a decidir sobre os dinheiros do BCP.
Pudera, um banco que com as benesses do governo e com os dinheiros e bens de muita gente se permite desculpar créditos a amigos, será sempre bom ter à frente um amigo bem pago!
Este ano vou actualizar aqui a situação do meu processo, procurando clarificar o que se vai passando nos tribunais. Para já acho que a Ordem dos Advogados pode finalmente começar a mudar, fazendo com que o sistema judicial melhore um pouco. Já é uma perspectiva optimista. A não perder, muito em breve!
Pudera, um banco que com as benesses do governo e com os dinheiros e bens de muita gente se permite desculpar créditos a amigos, será sempre bom ter à frente um amigo bem pago!
Este ano vou actualizar aqui a situação do meu processo, procurando clarificar o que se vai passando nos tribunais. Para já acho que a Ordem dos Advogados pode finalmente começar a mudar, fazendo com que o sistema judicial melhore um pouco. Já é uma perspectiva optimista. A não perder, muito em breve!
segunda-feira, dezembro 24, 2007
CARTÃOZINHO DE BOAS FESTAS
Este cartãozinho de boas festas destina-se aos leitores deste blogue que não estão na minha lista de endereços, ou que sendo meus amigos ou meus conhecidos não receberam atempadamente o nosso cartãozinho personalizadamente(caixas já cheias, mudança de emilio não comunicada, etc).
O desenho foi uma ideia minha, a São foi à net buscar o coração e o barretinho e fez a composição (que ilustrava o nosso cartãozinho interactivo), e a Khristina recebeu o nosso cartãozinho interactivo e fez isto com a composição:

E assim se fez este outro cartãozinho de boas festas, que aqui fica para quem o receber!
O desenho foi uma ideia minha, a São foi à net buscar o coração e o barretinho e fez a composição (que ilustrava o nosso cartãozinho interactivo), e a Khristina recebeu o nosso cartãozinho interactivo e fez isto com a composição:

E assim se fez este outro cartãozinho de boas festas, que aqui fica para quem o receber!
quinta-feira, dezembro 20, 2007
AFINAL O PAI NATAL EXISTE
Recebi ontem esta triste notícia, que para quem sabe do meu processo judicial só mancha a imagem dos altos magistrados da nação (mas para essa gente, mais uma mancha numa imagem já tão manchada, nem lhes deve fazer grande diferença):
Passo a informá-lo de que recebi ontem o acórdão do STJ, tendo sido negado provimento ao mesmo. Com efeito, é referido que: "... tanto no que se refere à limpeza das árvores como à limpeza dos matos, não cumpriu com o que se obrigara no contrato que firmou com o IFADAP(a que sucedeu o Instituto de Financiamento da Agricultura e Pesacas, IP), o que vale por dizer que improcedem todas as conclusões do recurso."
Fiquei pior que estragado, com vontade de insultar essa gente que é tão incompetente que merecia ... enfim, fica à imaginação dos leitores!
De passagem por Coimbra, conto as novidades à São e ela fica revoltada e preocupada por eu estar assim revoltado e triste. E pergunta-me o que é que me poderia fazer mudar de humor. Respondo que a única coisa que me poderia fazer sorrir era dizerem-me que o Pai Natal existe, que afinal, mesmo depois de toda a gente me dizer que não existe, e eu deixar de acreditar que existe, o Pai Natal é uma realidade. A São olha para mim e diz-me: - O Pai Natal existe! Vai aí debaixo da cama e tira de lá uma coisa embrulhada numa manta!
Eu tirei, desembrulhei e nem queria acreditar! A bicicleta que há uns meses atrás tinha referido aqui como sendo um sonho, estava ali, azulinha, toda dobradinha. Uns dias antes do Natal o Pai Natal veio provar, mais uma vez, que Natal deve ser todos os dias!
Obrigado ao Pai Natal, esteja onde estiver, sei que está onde os meus amigos estão! E sempre existe!
(Acho que este episódio vai dar um bom guião para uma história de Natal)
Passo a informá-lo de que recebi ontem o acórdão do STJ, tendo sido negado provimento ao mesmo. Com efeito, é referido que: "... tanto no que se refere à limpeza das árvores como à limpeza dos matos, não cumpriu com o que se obrigara no contrato que firmou com o IFADAP(a que sucedeu o Instituto de Financiamento da Agricultura e Pesacas, IP), o que vale por dizer que improcedem todas as conclusões do recurso."
Fiquei pior que estragado, com vontade de insultar essa gente que é tão incompetente que merecia ... enfim, fica à imaginação dos leitores!
De passagem por Coimbra, conto as novidades à São e ela fica revoltada e preocupada por eu estar assim revoltado e triste. E pergunta-me o que é que me poderia fazer mudar de humor. Respondo que a única coisa que me poderia fazer sorrir era dizerem-me que o Pai Natal existe, que afinal, mesmo depois de toda a gente me dizer que não existe, e eu deixar de acreditar que existe, o Pai Natal é uma realidade. A São olha para mim e diz-me: - O Pai Natal existe! Vai aí debaixo da cama e tira de lá uma coisa embrulhada numa manta!
Eu tirei, desembrulhei e nem queria acreditar! A bicicleta que há uns meses atrás tinha referido aqui como sendo um sonho, estava ali, azulinha, toda dobradinha. Uns dias antes do Natal o Pai Natal veio provar, mais uma vez, que Natal deve ser todos os dias!
Obrigado ao Pai Natal, esteja onde estiver, sei que está onde os meus amigos estão! E sempre existe!
(Acho que este episódio vai dar um bom guião para uma história de Natal)
sábado, dezembro 01, 2007
MOTARDS EM FARO 2007

Um tema que ficou por escrever neste blogue, em Julho, foi a Des'locaSão a Faro 2007, a maior concentração Motard que se realiza em Portugal. Já estão as fotos no meu álbum há muito tempo, mas prometi à São que contava aqui como foi o evento visto por mim e vivido por todos nós, os que ali nos deslocámos nesta aventura colectiva. A ideia e a viagem estão descritas neste texto do site da São (se ainda não leste clica aqui - link eliminado 2023).
É verdade, ao aproximarmo-nos já era uma confusão de trânsito. Uma operação policial logo à chegada a mandar parar todas as motas, mesmo para chatear e pouco pedagógica, mas lá passou a caravana das duas side car e do Renault 9, que já tinha vindo a ser filmada desde a Estação de Serviço de Faro, ainda na Auto-Estrada, pela equipa da TVI, que preparava uma reportagem da Des'locaSão Faro 2007. Mas essas filmagens a polícia não viu, senão eram capazes de nos admoestar, ainda passou um carro da Brigada, mas foram condescendentes.
O que mais me impressionou nesta Concentração foi a organização. É verdade que os dirigentes do Moto Clube de Faro foram de uma enorme solidariedade, de um coração sem tamanho, de uma sensibilidade inesperada, mas percebemos que a atenção que foi dada à nossa aventura e à São transbordava para todos os elementos da organização. Assim que chegámos à periferia da Concentração tínhamos um elemento da Direcção à nossa espera, que com uma moto 4 foi fazer de batedor, levando-nos directamente para a entrada de honra, onde éramos aguardados pelo Presidente da Direcção do Moto Clube, e outros elementos da Direcção, que pessoalmente nos desejaram uma boa estadia, nos entregaram as papeladas todas referentes à inscrição e ainda um livre-trânsito para podermos circular com o carro dentro do recinto. Na zona VIP estava também o centro de imprensa, por isso foi ali mesmo que a TVI captou as imagens para o final da reportagem, e depois os jornalistas de outros órgãos de informação que ali estavam interessaram-se pela nossa aventura e fizeram também a reportagem.
Logo no dia da chegada fomos fazer uma visita de reconhecimento, ver o local onde era a nossa base, onde a São poderia ficar descansada com a sua máquina ligada à electricidade. Era um stand onde ficámos a conhecer novos amigos, o David e a sua família, orgulhosos da sua exposição de motociclos todos transformados, uns maquinões! Também vendiam um licor alemão, à base de ervas, um belo xarope!
As noites eram passadas em casa de uns amigos que nos ofereceram abrigo, afastados da confusão, para recarregar baterias, pertinho de São Brás de Alportel. Uma casa muito bonita, acolhedora e a transpirar simpatia.
Ou seja, entre as viagens e um descanso merecido, acabámos por passar as tardes e princípio de noites na Concentração. Logo no 2º dia ia ser inaugurado um monumento ao motard, e nós dissemos que era boa ideia lá ir, depois do convite que nos fizeram. Mas só quando já íamos em viagem e que nos telefonaram para saber se demorávamos muito (porque já íamos atrasados), é que percebemos que estavam todos à nossa espera para dar início à inauguração. Aí vamos nós a acelerar, mas para azar andámos à procura da rotunda errada, e por isso chegámos super atrasados. Todos à nossa espera... uma vergonha!
Com toda a cobertura jornalística do evento, lá apareceram mais jornalistas e a SIC aproveita e pede para fazer uma entrevista em directo para o noticiário da hora de almoço. E foi assim que muitos dos nossos amigos nos viram, na TVI ou na SIC, recebemos sms, até julgaram que eu também era motard, e alguns amigos que não víamos há anos foram lá para nos verem. Foi uma verdadeira festa, dentro dessa outra festa que é a Concentração, estar com amigos de há longa data e com novos amigos, alguns que viram na TV, outros que souberam da iniciativa e até contribuiram para ela, e que depois ali foram para nos conhecermos pessoalmente. Para a jornalista da SIC, a nossa presença ali e o tomar conhecimento da nossa aventura, fizeram com que a reportagem fosse diferente do que é todos os anos, porque acaba por ser sempre um pouco repetitivo.
Mas para nós foi mesmo uma novidade, tudo muito tranquilo, mas sempre em ambiente de festa, tudo muito bem organizado nos vários sectores, deram umas refeições pré-embaladas, nada de especial, mas fica sempre bem, pena ver depois tanta comida desperdiçada.
Por falar em desperdício, no final da Concentração, com a indicação da Rosina, que fez parte da nossa aventura, andámos na recolha de materiais abandonados, tendo recuperado uma mala térmica nova, alguns colchões insufláveis, tendas, pacotinhos de batatas fritas, eu sei lá! Carregámos o carro, tipo carro de ciganos, e lá nos despedimos desta aventura, que recomendo mesmo a quem não é motard, pelo bom ambiente que ali se pode viver.
Tenho fotos minhas no meu álbum publicado na net, basta clicar aqui - link eliminado 2023!
Para quando uma concentração de utilizadores de bicicleta? Aí lá teríamos que inventar uma maneira de levar a São, talvez na sua cadeira de rodas atrelada a uma bicicleta!
DEZEMBRO
Aqui está o último mês de 2007, tempo para balanços e para projectos anuais. Como se pode ver neste blogue, o balanço da disponibilidade para estar aqui a escrever foi negativo. Há já alguns meses que anunciei aqui um site, para manter actualizado todo o meu processo, mas continua em fase de construção. Vai tendo algumas coisas, que vou acrescentando, mas falta ainda escrever muito e organizar de modo a que seja uma leitura fácil e minimamente agradável. Para mim não é nada agradável escrever sobre o assunto, mas por outro lado acaba por ser uma forma de desopilar.
É claro que tenho muito tempo para estar aqui sentadinho num computador a escrever, mas isto da blogosfera é um vicio danado, e quando se olha para o relógio já o dia passou a ser noite, já a noite passou a ser de outro dia, e depois quem paga é o soninho, que fica mais curto.
A crise do fígado já passou, já fiz análises e tudo, e está tudo bem. Desci até aos 51 Kg, agora é tempo de recuperar algum peso, fazendo uma alimentação racional e muito exercício físico, para que o ganho de peso seja fundamentalmente de massa muscular. E por isso aí ando eu de bicicleta de um lado para outro. Como se pode ver aqui, e por falar em bicicleta, também podem ver aqui nas minhas fotos uma coisa que eu fiz para a Patrícia.
É claro que tenho muito tempo para estar aqui sentadinho num computador a escrever, mas isto da blogosfera é um vicio danado, e quando se olha para o relógio já o dia passou a ser noite, já a noite passou a ser de outro dia, e depois quem paga é o soninho, que fica mais curto.
A crise do fígado já passou, já fiz análises e tudo, e está tudo bem. Desci até aos 51 Kg, agora é tempo de recuperar algum peso, fazendo uma alimentação racional e muito exercício físico, para que o ganho de peso seja fundamentalmente de massa muscular. E por isso aí ando eu de bicicleta de um lado para outro. Como se pode ver aqui, e por falar em bicicleta, também podem ver aqui nas minhas fotos uma coisa que eu fiz para a Patrícia.
segunda-feira, novembro 12, 2007
ORGULHO NOS AMIGOS
A vida dá muitas voltas, mas é bem verdade que graças à estupidez do sistema a minha vida é um constante andar por aí às voltas. Os amigos têm sido fundamentais no apoio, no acolhimento simpático e no convívio. Ainda agora voltei de mais um périplo e já tinha na caixa do correio um poema. Aqui vai ele, sem autorização do autor:
AMIGOS
para São e JP
Estão sempre a vir e a ir
os amigos
a sua lei é como a dos pássaros
que pousam sem sossego nos ramos
como a dos objectos simples a quem entregamos a vida
estão sempre a tirar-nos do sítio
dos lugares assíduos nas nossas prateleiras
das nossas almas recostadas
em mil conversas
fica-nos talvez a última palavra
ou o seu silêncio
e quando partem
deixam para trás um enorme sulco
campos semeados de estrelas
o nó na garganta
estrelas a que apetece regressar
sem data marcada nem efeméride
partem sem triunfo
e deixam-nos sem sucesso
o que ficou deles é possível reter numa concha da mão
mas transborda nos olhos
são como os pássaros migrantes
sem se fazerem anunciar
senão por um canto quase inaudível e sem palco
saem às vezes demasiado cedo
como se tivessem acabado de chegar
estão sempre a vir e a ir
e a atravessar-nos como quem entra pela janela
surgem como se ninguém estivesse à sua espera
e no entanto o coração acelera.
10/11/2007
in Azken Afaria (inédito)
AMIGOS
para São e JP
Estão sempre a vir e a ir
os amigos
a sua lei é como a dos pássaros
que pousam sem sossego nos ramos
como a dos objectos simples a quem entregamos a vida
estão sempre a tirar-nos do sítio
dos lugares assíduos nas nossas prateleiras
das nossas almas recostadas
em mil conversas
fica-nos talvez a última palavra
ou o seu silêncio
e quando partem
deixam para trás um enorme sulco
campos semeados de estrelas
o nó na garganta
estrelas a que apetece regressar
sem data marcada nem efeméride
partem sem triunfo
e deixam-nos sem sucesso
o que ficou deles é possível reter numa concha da mão
mas transborda nos olhos
são como os pássaros migrantes
sem se fazerem anunciar
senão por um canto quase inaudível e sem palco
saem às vezes demasiado cedo
como se tivessem acabado de chegar
estão sempre a vir e a ir
e a atravessar-nos como quem entra pela janela
surgem como se ninguém estivesse à sua espera
e no entanto o coração acelera.
10/11/2007
in Azken Afaria (inédito)
quinta-feira, novembro 01, 2007
ÉPOCA DA SANDÁLIA
Pois é assim, desde o ano passado que adoptei uma nova mania, permitida pelas temperaturas amenas de Portugal: entre o dia 1 de Abril e o dia 1 de Novembro ando sempre com sandálias. Os pés ficam mais arejados, não tenho que sujar meias, compro sandálias baratuchas mas que sejam muito confortáveis e que duram muito (tenho um par de sandálias que custou 5 euros há três anos e ainda estão ao serviço, no ano passado comprei outras iguais, e este ano, ainda outras, para ir renovando o stock).
Muitos dos nossos antepassados andavam sempre descalços, Inverno e tudo, e aguentaram-se bem, por isso eu assim ando muito mais à vontade. Este ano acaba a época da sandália no dia 1, mas com as previsões de bom tempo para os próximos dias bem poderia acabar lá mais para diante.
Claro que quando ando no campo, em trabalhos, lá uso um calçado fechado apropriado, mas de resto: VIVA A SANDÁLIA!!!
Muitos dos nossos antepassados andavam sempre descalços, Inverno e tudo, e aguentaram-se bem, por isso eu assim ando muito mais à vontade. Este ano acaba a época da sandália no dia 1, mas com as previsões de bom tempo para os próximos dias bem poderia acabar lá mais para diante.
Claro que quando ando no campo, em trabalhos, lá uso um calçado fechado apropriado, mas de resto: VIVA A SANDÁLIA!!!
terça-feira, outubro 23, 2007
CARTA AO PAI NATAL

Querido Pai Natal, ou Jardim Gonçalves (banqueiro que perdoou dívida de 10 milhões ao filho!!!), ou qualquer outra entidade imbuída do espírito natalício da oferta de presentes:
Esta bicicleta, denominada Mobiky Genius (fotos), era uma verdadeira prenda de Natal. Porque já tenho uma boa bicicleta, uma Corratec de montanha, Ice Bow, e na verdade não preciso de outra. Também já tenho uma bicicleta dobrável, a antiguinha bicicleta verde, e na verdade não preciso de outra. Mas esta é tão gira que é como um brinquedo, e apesar da minha idade (já passei dos trinta!!!) ainda era capaz de ficar com os olhos a rirem-se se desembrulhasse uma prendinha destas.
Ah, é só a bicicleta, uma gata, destas assim, também já tenho!
Se não puder ser para já, faço já um pedido para o ano 2020, em que talvez já tenha alguma dificuldade em pedalar, com esta outra bicicleta, uma revolucionária bicicleta híbrida.(basta ver a imagem de apresentação, o vídeo é em inglês e para além de descrever como funciona vê-se em andamento, só para os mais interessados e com tempo para perder!)
Muito obrigado
segunda-feira, outubro 15, 2007
PARA UM FUTURO BEM MELHOR
Dia de Ação dos Blogs(Blog Action Day), é uma iniciativa internacional a que acabei de aderir. O tema deste ano é o meio ambiente!
Neste país onde ando, o nosso querido Portugal, não se apostou atempadamente na produção de energia eléctrica solar, através dos painéis fotovoltaicos, instalados nas casas dos consumidores. Andam todos os poderes instalados a defender os interesses económicos das grandes empresas, principalmente os da EDP. Que nunca se mexeu para que isso fosse uma realidade porque isso significa perder algum do muito dinheiro que ganha poluindo o ambiente ou destruindo habitats. A QUERCUS, que é a nossa maior associação de defesa do ambiente, defende a energia solar fotovoltaica, mas aparece ao público a fazer parcerias com a EDP para promover a poupança de energia. É uma iniciativa louvável, promover a poupança de energia. Em Espanha, já lá vão mais de dez anos, o GREENPEACE teve caravanas solares a percorrer aquele país, para sensibilizar e obrigar os governos a promoverem a produção de energia nas casas dos consumidores, que vendem o excesso de energia para as grandes empresas. E resultou! Aqui o resultado é outro!
Neste país onde ando, o nosso querido Portugal, não se apostou atempadamente na produção de energia eléctrica solar, através dos painéis fotovoltaicos, instalados nas casas dos consumidores. Andam todos os poderes instalados a defender os interesses económicos das grandes empresas, principalmente os da EDP. Que nunca se mexeu para que isso fosse uma realidade porque isso significa perder algum do muito dinheiro que ganha poluindo o ambiente ou destruindo habitats. A QUERCUS, que é a nossa maior associação de defesa do ambiente, defende a energia solar fotovoltaica, mas aparece ao público a fazer parcerias com a EDP para promover a poupança de energia. É uma iniciativa louvável, promover a poupança de energia. Em Espanha, já lá vão mais de dez anos, o GREENPEACE teve caravanas solares a percorrer aquele país, para sensibilizar e obrigar os governos a promoverem a produção de energia nas casas dos consumidores, que vendem o excesso de energia para as grandes empresas. E resultou! Aqui o resultado é outro!
quinta-feira, outubro 04, 2007
JAZZ MAIS POBRE
Morreu Joe Zawinul. Este monstro do Jazz europeu, convidou a Maria João para cantar nos seus espectáculos. Vi no Porto há um bom par de anos. Aqui fica, em jeito de homenagem, uma música bem brasileira.
terça-feira, outubro 02, 2007
PUDIM DE ATUM

Setembro ficou em branco aqui no blogue. É verdade que ninguém notou a falta de notícias, mas o facto é que desde o dia 1 eu fiquei amarelinho de todo, por causa de uma crise no meu fígado, com febre, dores de cabeça fortes e enjôos. Da ida ao meu médico resultou uma dieta rigorosa, repouso absoluto e ter paciência, ao mesmo tempo que fiquei a tomar uns produtos naturais, para limpar o organismo e aguentar a dieta, e mais uns que vou começar a tomar para depois me recompôr. No final de Setembro já estava bem melhor, pelo que entrei em convalescença e já começo a fazer umas coisinhas, ainda que com pouca energia, e portanto tem que ser tudo devagarinho.
Pudim de atum é o meu prato favorito, e vou agora escrever a receita de como se faz, tudo bem explicadinho. Basicamente é um prato muito saboroso, com arroz, refogado de tomate com atum de lata, maionese, alface e azeitonas, come-se frio e sabe mesmo bem na Primavera e Outono. Foi a gota de água (pela quantidade que ingeri foi bem mais do que apenas uma gota...) num fígado que apanhou com 3 semanas de abusos variados, na quantidade e nas gorduras. De um modo geral eu como sempre bem, mas nestas 3 semanas foi um festival gastronómico. Devia ter tido mais cuidado com a quantidade ingerida, pois devia! Se fosse cuidadoso não tinha agora estado neste estado!
domingo, agosto 26, 2007
AGRICULTURA E AMBIENTE
Este tema ganhou um grande destaque graças à acção de um grupo chamado Verde Eufémia, que destruiu uma pequena parcela de milho transgénico, de forma divulgada publicamente com a ajuda dos media.
A QUERCUS, maior associação de defesa do ambiente nacional, apressou-se a condenar esta acção, facto que motivou alguma discórdia entre os membros de um fórum de discussão virtual, de associados da QUERCUS. É claro que eu fui um dos que acho que a acção foi louvável, e como tal, lá contribuí com um ou outro comentário. Desta feita fica aqui a cópia de um comentário feito a uma opinião sobre o perigo da inactividade em relação aos OGMs (Organismos Geneticamente Modificados), no qual recorri à memória de Maio do ano passado deste modesto blogue.
Aqui vai o comentário:
"Pois esta questão da acção é muito importante, e não haja dúvidas de que a QUERCUS pertence à Plataforma Transgénicos Fora do Prato. Mas estamos num país assim, a modos de que é sempre uma minoria, mesmo que se autoconsidere esclarecida, que se preocupa com os problemas do ambiente. E sendo poucos, muito menos são os que activamente procuram divulgar as questões.
Fui à memória do blogue e desenterrei este texto, escrito no ano passado, logo após a manifestação/passeio da CAP contra o Ministro da Agricultura, 3 de Junho de 2006:
"grande banhada afinal! Não houve manifestação nenhuma, foi só um desfile folclórico. A CAP não deixou a nossa associação levar a faixa, que assim ficou tanto trabalho inutilizado. Foi bonito para os turistas, mas dei logo por mal empregue o tempo investido nesta treta inventada pela CAP. Valeu a minha deslocação a Lisboa pelo convívio e por ter dado uma forcinha à malta da Plataforma Transgénicos Fora do Prato, pois estes tiveram problemas por estarem a distribuir uns simples folhetos informativos sobre os problemas dos transgénicos. Estes problemas, a dada altura transformaram-se mesmo em agressões físicas, o que depois levou a que o autor dessas agressões físicas, algum agricultor abrutalhado do interior, fosse identificado pela polícia. A malta depois decidiu não apresentar queixa, mas pelo menos ele sentiu que a sua estupidez não tinha sido esquecida."
É óbvio que nem todos os agricultores reagiram com violência à distribuição dos folhetos, a maior parte estava-se nas tintas. Eu interessei-me pelo facto de estar ali malta ecologista a dar-nos informação e depois acabei por intervir na cena da violência, como testemunha!
Mas a verdade no interior de Portugal (e também no litoral) é esta: os ambientalistas estão mal vistos pelos agricultores. Ali na minha zona (Idanha-a-Nova e arredores), os agricultores são sempre as vítimas das restrições, para proteger o ambiente, parece que só eles é que têm que pagar a factura. Não me refiro só à questão da implantação de áreas protegidas, mas questões como daquela vez em que os agricultores se queixavam de ataques de lobo a ovelhas, e depois os técnicos do ICN nunca pagavam a indemnização porque nunca se provava que não era um cão, até que o lobo apareceu morto e, depois, parecia que os agricultores tinham feito uma magia, ao transformar o cão em lobo. Ou como a questão dos abutres andarem a atacar rebanhos de ovelhas, que esta é uma situação mais actual, em que depois aparecem animais abatidos a tiro ou envenenados, mas como nunca aparece ninguém do ambiente a dar razão e a pagar as devidas indemnizações, acaba por ser uma acção em legítima defesa, em defesa da propriedade privada. Claro que depois, como não se dá razão aos agricultores, é preciso ter os centros de recuperação a funcionar, mesmo sem os financiamentos do governo. É um ciclo, até fica bem aparecer a QUERCUS nos jornais da região a devolver abutres à natureza, com o patrocínio do grupo SONAE, e até a dizer um bocadinho mal do governo por não financiar, mas acabam por fazer o trabalho que é responsabilidade do governo, e isso no final é que interessa. Não sou contra a QUERCUS receber verbas públicas ou privadas, sejam elas quais forem, melhor seria termos independência financeira atarvés das quotizações dos sócios e donativos. Mas também me parece que apesar das críticas públicas, e das iniciativas junto dos poderes públicos e judiciais, não se tomam posições de força de forma a vincar a independência, de forma a marcar uma posição perante a opinião pública, de forma a conseguir bons resultados na defesa do ambiente, porque existe esta relação com os poderes instituídos, no sentido da colaboração desinteressada para que haja melhor legislação. Falta agora estar publicamente do lado dos agricultores, mas sem estar a condenar aquilo que foi uma acção que teve o mérito de trazer os OGMs para as primeiras páginas, que teve o mérito de fazer com que o ministro da agricultura, do desenvolvimento das corporações multinacionais agro-alimentares e da produção de biocombustíveis dissesse mais umas patetadas. À QUERCUS bastava estar calada para se demarcar, e depois denunciar mais uma vez estas manobras para ajudar às plantações com OGMs, e ir apredejar o Ministério da Agricultura, e esvaziar os pneus das viaturas ligadas ao ministério, e insultar os funcionários do Ministério do Ambiente, e atirar-lhes com papas de carolo feitas com milho biológico. Mas uma coisa bem organizada, pois claro!
Bom, isto é só um comentário, não é nenhum manifesto.
Abraços y beijos para todos, obrigado pela vossa participação nesta discussão de fórum
João Paulo Pedrosa"
A QUERCUS, maior associação de defesa do ambiente nacional, apressou-se a condenar esta acção, facto que motivou alguma discórdia entre os membros de um fórum de discussão virtual, de associados da QUERCUS. É claro que eu fui um dos que acho que a acção foi louvável, e como tal, lá contribuí com um ou outro comentário. Desta feita fica aqui a cópia de um comentário feito a uma opinião sobre o perigo da inactividade em relação aos OGMs (Organismos Geneticamente Modificados), no qual recorri à memória de Maio do ano passado deste modesto blogue.
Aqui vai o comentário:
"Pois esta questão da acção é muito importante, e não haja dúvidas de que a QUERCUS pertence à Plataforma Transgénicos Fora do Prato. Mas estamos num país assim, a modos de que é sempre uma minoria, mesmo que se autoconsidere esclarecida, que se preocupa com os problemas do ambiente. E sendo poucos, muito menos são os que activamente procuram divulgar as questões.
Fui à memória do blogue e desenterrei este texto, escrito no ano passado, logo após a manifestação/passeio da CAP contra o Ministro da Agricultura, 3 de Junho de 2006:
"grande banhada afinal! Não houve manifestação nenhuma, foi só um desfile folclórico. A CAP não deixou a nossa associação levar a faixa, que assim ficou tanto trabalho inutilizado. Foi bonito para os turistas, mas dei logo por mal empregue o tempo investido nesta treta inventada pela CAP. Valeu a minha deslocação a Lisboa pelo convívio e por ter dado uma forcinha à malta da Plataforma Transgénicos Fora do Prato, pois estes tiveram problemas por estarem a distribuir uns simples folhetos informativos sobre os problemas dos transgénicos. Estes problemas, a dada altura transformaram-se mesmo em agressões físicas, o que depois levou a que o autor dessas agressões físicas, algum agricultor abrutalhado do interior, fosse identificado pela polícia. A malta depois decidiu não apresentar queixa, mas pelo menos ele sentiu que a sua estupidez não tinha sido esquecida."
É óbvio que nem todos os agricultores reagiram com violência à distribuição dos folhetos, a maior parte estava-se nas tintas. Eu interessei-me pelo facto de estar ali malta ecologista a dar-nos informação e depois acabei por intervir na cena da violência, como testemunha!
Mas a verdade no interior de Portugal (e também no litoral) é esta: os ambientalistas estão mal vistos pelos agricultores. Ali na minha zona (Idanha-a-Nova e arredores), os agricultores são sempre as vítimas das restrições, para proteger o ambiente, parece que só eles é que têm que pagar a factura. Não me refiro só à questão da implantação de áreas protegidas, mas questões como daquela vez em que os agricultores se queixavam de ataques de lobo a ovelhas, e depois os técnicos do ICN nunca pagavam a indemnização porque nunca se provava que não era um cão, até que o lobo apareceu morto e, depois, parecia que os agricultores tinham feito uma magia, ao transformar o cão em lobo. Ou como a questão dos abutres andarem a atacar rebanhos de ovelhas, que esta é uma situação mais actual, em que depois aparecem animais abatidos a tiro ou envenenados, mas como nunca aparece ninguém do ambiente a dar razão e a pagar as devidas indemnizações, acaba por ser uma acção em legítima defesa, em defesa da propriedade privada. Claro que depois, como não se dá razão aos agricultores, é preciso ter os centros de recuperação a funcionar, mesmo sem os financiamentos do governo. É um ciclo, até fica bem aparecer a QUERCUS nos jornais da região a devolver abutres à natureza, com o patrocínio do grupo SONAE, e até a dizer um bocadinho mal do governo por não financiar, mas acabam por fazer o trabalho que é responsabilidade do governo, e isso no final é que interessa. Não sou contra a QUERCUS receber verbas públicas ou privadas, sejam elas quais forem, melhor seria termos independência financeira atarvés das quotizações dos sócios e donativos. Mas também me parece que apesar das críticas públicas, e das iniciativas junto dos poderes públicos e judiciais, não se tomam posições de força de forma a vincar a independência, de forma a marcar uma posição perante a opinião pública, de forma a conseguir bons resultados na defesa do ambiente, porque existe esta relação com os poderes instituídos, no sentido da colaboração desinteressada para que haja melhor legislação. Falta agora estar publicamente do lado dos agricultores, mas sem estar a condenar aquilo que foi uma acção que teve o mérito de trazer os OGMs para as primeiras páginas, que teve o mérito de fazer com que o ministro da agricultura, do desenvolvimento das corporações multinacionais agro-alimentares e da produção de biocombustíveis dissesse mais umas patetadas. À QUERCUS bastava estar calada para se demarcar, e depois denunciar mais uma vez estas manobras para ajudar às plantações com OGMs, e ir apredejar o Ministério da Agricultura, e esvaziar os pneus das viaturas ligadas ao ministério, e insultar os funcionários do Ministério do Ambiente, e atirar-lhes com papas de carolo feitas com milho biológico. Mas uma coisa bem organizada, pois claro!
Bom, isto é só um comentário, não é nenhum manifesto.
Abraços y beijos para todos, obrigado pela vossa participação nesta discussão de fórum
João Paulo Pedrosa"
CRETINOS À SOLTA NO MINISTÉRIO
Podia ser o título de uma série televisiva, mas não é.
A questão dos fogos florestais motivou uma entrada no famoso blogue "piadinhas e torradinhas", podem ver clicando aqui neste sublinhado colorido.
A questão dos fogos florestais motivou uma entrada no famoso blogue "piadinhas e torradinhas", podem ver clicando aqui neste sublinhado colorido.
sexta-feira, agosto 24, 2007
IFAP TEM GENTE SINCERA
Foi nos Axónios Gastos, um blogue bem organizado, e com temas interessantes, que descobri este texto, sobre o IFAP, onde está uma bela descrição daquilo que é esta estrutura, que como se sabe, é a continuação do IFADAP, com muita da mesma gente incompetente. Aqui se vê que pelo telefone, um funcionário, não identificado, foi sincero e diz que ali têm muito que fazer e que andam ocupados com muitos processos, e que o melhor é recorrer às associações de agricultores. De certeza que um dos processos em que andaram ocupados foi o meu, a forjarem relatórios falsos que hoje estão nos tribunais. A pouca vergonha não está à solta, está ligada à administração pública (incluindo aqui a justiça).
quarta-feira, agosto 22, 2007
WC, OU UMA TRADUÇÃO DE METER NOJO
Por acaso não reparei a quem é que a SIC paga uma fortuna para fazer a tradução do programa da OPRAH, que passa na SIC Mulher, mas vejam bem esta tradução, do inglês para o português:
SITUAÇÃO: A Oprah Winfrey e a amiga fazem uma viagem rodoviária pela América, que serve de base a uma reportagem que depois vai sendo exibida no programa e que vai sendo comentada. Numa das estadias ficam num Hotel muito bom, pelos vistos muito conhecido por lá.
Diz a amiga, ao descrever a suite: - And here we have what in some places people call a toillete, but here is a water closet!
TRADUÇÃO : - e aqui temos o que algumas pessoas chamam uma toillete, mas aqui é um armário de água!
É verdade que vejo muita televisão, e que sei algum inglês, algum francês e algum castelhano, mas para quem não sabe, estas traduções acabam por passar informações erradas (muitas vezes nomes de animais, plantas, expressões) que deixam os utentes destes programas mal informados. E uma coisa são os canais de sinal aberto, outra são estes canais que pagamos, e que ainda são alimentados pela publicidade, e que depois mandam fazer as traduções aos amiguinhos, dando-lhes a ganhar bom dinheiro! É por estas e por outras que devia haver legislação a punir quem dá erros no português, quem desse erros nas traduções de forma que fosse divulgada publicamente, nomeadamente através dos meios de comunicação social, pagava multa!
Custa muito contratar alguém que faça uma segunda leitura das traduções?
SITUAÇÃO: A Oprah Winfrey e a amiga fazem uma viagem rodoviária pela América, que serve de base a uma reportagem que depois vai sendo exibida no programa e que vai sendo comentada. Numa das estadias ficam num Hotel muito bom, pelos vistos muito conhecido por lá.
Diz a amiga, ao descrever a suite: - And here we have what in some places people call a toillete, but here is a water closet!
TRADUÇÃO : - e aqui temos o que algumas pessoas chamam uma toillete, mas aqui é um armário de água!
É verdade que vejo muita televisão, e que sei algum inglês, algum francês e algum castelhano, mas para quem não sabe, estas traduções acabam por passar informações erradas (muitas vezes nomes de animais, plantas, expressões) que deixam os utentes destes programas mal informados. E uma coisa são os canais de sinal aberto, outra são estes canais que pagamos, e que ainda são alimentados pela publicidade, e que depois mandam fazer as traduções aos amiguinhos, dando-lhes a ganhar bom dinheiro! É por estas e por outras que devia haver legislação a punir quem dá erros no português, quem desse erros nas traduções de forma que fosse divulgada publicamente, nomeadamente através dos meios de comunicação social, pagava multa!
Custa muito contratar alguém que faça uma segunda leitura das traduções?
segunda-feira, agosto 06, 2007
ASSIM É QUE É CONTESTAR!
Estava eu a ler as novidades de blogues dos amigos, quando deparei com esta denúncia de discriminação de pessoas portadoras de deficiência. Aconselho leitura do blogue e seguir o link para a notícia detalhada com os pormenores! Neste caso acho mesmo é que as multas sejam aplicadas pelo limite máximo, mas isso era o mesmo que ser feita justiça em Portugal, o que ainda está longe de acontecer! Já consigo imaginar os juízes a julgarem o caso e a sentirem na pele o "incómodo" sentido pelos responsáveis pela discriminação.
sábado, agosto 04, 2007
MUITAS ACTIVIDADES
Pois bem, enquanto se aguarda que haja tempo para desenvolver as aventuras e os acontecimentos do meu processo dos últimos tempos, aqui fica o convite para irem ao meu álbum de fotografias, pelo menos as imagens contam alguma coisa...
Estou de volta à blogosfera!
Estou de volta à blogosfera!
domingo, maio 20, 2007
CACAHUÈTE NO IMAGINARIUS
Cacahuète é o nome de uma companhia de teatro de rua. São franceses, de perto de Marselha. Este ano voltaram ao Imaginarius, o único festival nacional de teatro de rua, entrada livre, onde ano após ano temos oportunidade de ver espectáculos fora do comum. Todos os anos, Santa Maria da Feira fica mais rica por lá ter esta festa da cultura.
Há um par de anos atrás, os Cacahuète surpreenderam-nos com dois trabalhos bem humorados, umas montras vivas e o funeral da mamã. Nesta edição pediam 15 voluntários para uma nova produção de um seu êxito: Market Platz. A pedido da organização do Imaginarius, foi pensado o Market Platz 2. Tendo visto na net que pediam voluntários para um ateliê, para depois poder participar na peça, fiquei logo de olho aberto e coração aos saltos. Mas só vi este pedido de noite, já tinha passado o dia de início do ateliê. Ainda assim, acordei de manhã decidido e mandei um emilio para a organização, dizendo que gostava e estava disponível, caso fosse preciso. Passei todo o dia à espera de ouvir o telemóvel, mas nada... só à noite me ligaram, dizendo para ir no dia seguinte! Era a véspera da estreia e lá chego eu ao local onde decorriam os últimos ensaios. Voluntários, até à data, muito poucos, apenas 3 raparigas, apenas uma delas portuguesa. Fica desde logo combinado que à noite há ensaio geral, e espera-se a chegada de mais voluntários. De uma escola de teatro do Porto, uns 9, devem estar mesmo a chegar, até já estão atrasados. Mas depois lá vem a notícia que afinal os meninos se tinham portado mal nas aulas e, como castigo, não os levaram! Procuram-se mais voluntários de última hora, mas nada. Ainda aparecem três meninas, mas são dispensadas devido à tenrinha idade. De tudo o que os Cacahuète tinham pedido há uns meses atrás faltava ainda um "dumper", aqueles tractorzinhos camarários de carga. Da organização dizem que não aceitam pedidos de última hora, nos papéis recebidos na organização, há mais de um mês, está lá bem explicado o que era preciso ter ali disponível, incluindo o "dumper". Mas a situação não se resolve, por causa do orçamento do Imaginarius, e essa parte em que aparece um "dumper" e descarrega um monte de lixo na cena é cortada. À noite faz-se um ensaio geral, faz-se uma procissão com uma grande cruz em cima de uma plataforma com rodas, leva-se um pórtico, levam-se carrinhos de compras adaptados (um para levar um dos actores, o director do supermercado Market Platz, dois para levar projectores de iluminação). Mas as coisas correm mal, e no final do ensaio geral, e com a falta de mais malta para ajudar a empurrar, fala-se numa mudança de planos e marca-se para o dia seguinte, dia da estreia, um encontro um pouco mais cedo, para acertos de pormenores. Afinal a cruz já não vai na procissão, o trajecto também é encurtado, a passagem de modelos vai ser feita no local onde estava previsto fazer a cena final. Os poucos voluntários são integrados como actores, ou como assistentes de iluminação, com uma contribuição importante para o sucesso global: a estreia corre bem, o público adere e gosta da crítica implacável à sociedade de consumo, que é caricaturada como uma nova religião, ao mesmo tempo que se brinca com as religiões. Os Cacahuète actuam de forma desbragada, com um ritmo imparável, com pouco texto, mas o suficiente para enquadrar uma crítica mordaz. Na grande cruz branca, está pendurada uma carcaça de um porco, crucificada. O director do supermercado, que sabia falar bem português, diz: - Venham ao Market Platz e consumam, este é o meu porco! - (indicando a carcaça crucificada). No dia seguinte, a segunda actuação é marcada por alguns problemas com o microfone principal, mas ainda assim o sucesso repete-se. No final da actuação venho para junto do público e então reparo que a grande cruz branca está coberta por um grande pano branco, à frente do qual o porco está crucificado. A imagem perde o impacto do primeiro dia. Afinal, alguém se queixou à organização do Imaginarius e esta pediu para suavizar a cena. Estamos em Santa Maria da Feira. Com resistência, lá existe uma pequena cedência e lá se arranja orçamento no Imaginarius para ir comprar o pano a correr. The show must go on. Terceira e última representação ontem à noite, novo sucesso, com muito público a apreciar, desta vez quase sem incidentes anormais. Os voluntários, que tão bem foram recebidos pelos elementos do grupo, neste último dia recebem um livro com o historial, ilustrado com fotos, do grupo francês, com dedicatória e autógrafos de todos os elementos.
Estamos no Portugal que bem conhecemos: voluntários da nossa terra - só 2, desorganização, no pormenor do "dumper" - qb, censura - muita, do sector religioso, para não qualificar a cena da escola do Porto, que falhou à última hora. Da minha parte ficou o grande prazer em poder participar num projecto cultural inteligente, o agrado pela simpatia geral da companhia e do pessoal da organização do Imaginarius. A minha primeira experiência no teatro de rua não poderia ter melhores padrinhos.
Há um par de anos atrás, os Cacahuète surpreenderam-nos com dois trabalhos bem humorados, umas montras vivas e o funeral da mamã. Nesta edição pediam 15 voluntários para uma nova produção de um seu êxito: Market Platz. A pedido da organização do Imaginarius, foi pensado o Market Platz 2. Tendo visto na net que pediam voluntários para um ateliê, para depois poder participar na peça, fiquei logo de olho aberto e coração aos saltos. Mas só vi este pedido de noite, já tinha passado o dia de início do ateliê. Ainda assim, acordei de manhã decidido e mandei um emilio para a organização, dizendo que gostava e estava disponível, caso fosse preciso. Passei todo o dia à espera de ouvir o telemóvel, mas nada... só à noite me ligaram, dizendo para ir no dia seguinte! Era a véspera da estreia e lá chego eu ao local onde decorriam os últimos ensaios. Voluntários, até à data, muito poucos, apenas 3 raparigas, apenas uma delas portuguesa. Fica desde logo combinado que à noite há ensaio geral, e espera-se a chegada de mais voluntários. De uma escola de teatro do Porto, uns 9, devem estar mesmo a chegar, até já estão atrasados. Mas depois lá vem a notícia que afinal os meninos se tinham portado mal nas aulas e, como castigo, não os levaram! Procuram-se mais voluntários de última hora, mas nada. Ainda aparecem três meninas, mas são dispensadas devido à tenrinha idade. De tudo o que os Cacahuète tinham pedido há uns meses atrás faltava ainda um "dumper", aqueles tractorzinhos camarários de carga. Da organização dizem que não aceitam pedidos de última hora, nos papéis recebidos na organização, há mais de um mês, está lá bem explicado o que era preciso ter ali disponível, incluindo o "dumper". Mas a situação não se resolve, por causa do orçamento do Imaginarius, e essa parte em que aparece um "dumper" e descarrega um monte de lixo na cena é cortada. À noite faz-se um ensaio geral, faz-se uma procissão com uma grande cruz em cima de uma plataforma com rodas, leva-se um pórtico, levam-se carrinhos de compras adaptados (um para levar um dos actores, o director do supermercado Market Platz, dois para levar projectores de iluminação). Mas as coisas correm mal, e no final do ensaio geral, e com a falta de mais malta para ajudar a empurrar, fala-se numa mudança de planos e marca-se para o dia seguinte, dia da estreia, um encontro um pouco mais cedo, para acertos de pormenores. Afinal a cruz já não vai na procissão, o trajecto também é encurtado, a passagem de modelos vai ser feita no local onde estava previsto fazer a cena final. Os poucos voluntários são integrados como actores, ou como assistentes de iluminação, com uma contribuição importante para o sucesso global: a estreia corre bem, o público adere e gosta da crítica implacável à sociedade de consumo, que é caricaturada como uma nova religião, ao mesmo tempo que se brinca com as religiões. Os Cacahuète actuam de forma desbragada, com um ritmo imparável, com pouco texto, mas o suficiente para enquadrar uma crítica mordaz. Na grande cruz branca, está pendurada uma carcaça de um porco, crucificada. O director do supermercado, que sabia falar bem português, diz: - Venham ao Market Platz e consumam, este é o meu porco! - (indicando a carcaça crucificada). No dia seguinte, a segunda actuação é marcada por alguns problemas com o microfone principal, mas ainda assim o sucesso repete-se. No final da actuação venho para junto do público e então reparo que a grande cruz branca está coberta por um grande pano branco, à frente do qual o porco está crucificado. A imagem perde o impacto do primeiro dia. Afinal, alguém se queixou à organização do Imaginarius e esta pediu para suavizar a cena. Estamos em Santa Maria da Feira. Com resistência, lá existe uma pequena cedência e lá se arranja orçamento no Imaginarius para ir comprar o pano a correr. The show must go on. Terceira e última representação ontem à noite, novo sucesso, com muito público a apreciar, desta vez quase sem incidentes anormais. Os voluntários, que tão bem foram recebidos pelos elementos do grupo, neste último dia recebem um livro com o historial, ilustrado com fotos, do grupo francês, com dedicatória e autógrafos de todos os elementos.
Estamos no Portugal que bem conhecemos: voluntários da nossa terra - só 2, desorganização, no pormenor do "dumper" - qb, censura - muita, do sector religioso, para não qualificar a cena da escola do Porto, que falhou à última hora. Da minha parte ficou o grande prazer em poder participar num projecto cultural inteligente, o agrado pela simpatia geral da companhia e do pessoal da organização do Imaginarius. A minha primeira experiência no teatro de rua não poderia ter melhores padrinhos.
64
Pois, é o texto número 64 deste blogue! Nasci em 1964, mais uns dias deste Maio e já lá vão 43 anos...
Como já fica confuso perceber as coisas do processo em que estou envolvido, com as ilegalidades do IFADAP e do Ministério da Agricultura, estou a fazer um sítio na net, onde vou organizar tudo. Vai dar algum trabalho, mas acho que será didáctico. Para já ainda está só no início, quando estiver pronto mando um emilio a convidar para a inauguração.
Este blogue vai continuar, até porque aqui cabem muito mais coisas, da música à cidadania, o sítio é mesmo específico. Aqui é mais aberto, e pode ser mais participado. Muito obrigado a quem aqui me visita!
Por falar em visitas, e para ocupar o espaço na net, fui criando uns blogues malfadados aqui e ali, mas que encaminham para este, este é que é o original! Nunca se sabe quem, através de outros servidores, pode descobrir aqui coisas que lhe pareçam interessantes.
Como já fica confuso perceber as coisas do processo em que estou envolvido, com as ilegalidades do IFADAP e do Ministério da Agricultura, estou a fazer um sítio na net, onde vou organizar tudo. Vai dar algum trabalho, mas acho que será didáctico. Para já ainda está só no início, quando estiver pronto mando um emilio a convidar para a inauguração.
Este blogue vai continuar, até porque aqui cabem muito mais coisas, da música à cidadania, o sítio é mesmo específico. Aqui é mais aberto, e pode ser mais participado. Muito obrigado a quem aqui me visita!
Por falar em visitas, e para ocupar o espaço na net, fui criando uns blogues malfadados aqui e ali, mas que encaminham para este, este é que é o original! Nunca se sabe quem, através de outros servidores, pode descobrir aqui coisas que lhe pareçam interessantes.
domingo, maio 06, 2007
BUROCRACIA
É um texto longo, mas vai ser um clássico da internet. Toda a troca de correspondência com o Montepio Geral, por causa de um erro do Banco. Leiam aqui neste outro blogue, esta verdadeira pérola.
quarta-feira, maio 02, 2007
ASSIM É QUE SE COLOCAM PERGUNTAS PERTINENTES
Aqui fica um link para esta carta , onde se pergunta o que raio estava a fazer um representante da igreja católica no meio de ex-presidentes da República, nas comemorações do derrube da ditadura.
Espera-se uma resposta do género: "era para dar colorido ao local, com as suas vestes de cerimónia!"
Espera-se uma resposta do género: "era para dar colorido ao local, com as suas vestes de cerimónia!"
terça-feira, maio 01, 2007
AEROPORTO DA OTA
Estamos em Portugal e lembro-me sempre da questão do polémico túnel da Gardunha. Fizeram-se vários estudos sobre como furar a Serra, e os políticos, baeados nos estudos técnicos, decidiram que o melhor era fazer um furo na Serra, em que o acesso passaria mesmo ao lado de uma linda e pacata terrinha, Alpedrinha. Este acesso é "apenas" uma auto-estrada, e de facto ficou a passar mesmo em cima de Alpedrinha, um atentado. Na altura, criou-se um movimento (a CEDA?), muito contestatário, que obrigou as entidades a reunir na localidade. Como dirigente da QUERCUS de Castelo Branco fui a uma das principais reuniões e aí, os senhores explicaram porque razão o País ia gastar muito mais dinheiro a fazer uma autoestrada, encosta da serra acima, e o maior túnel do território continental (ia gastar muito dinheiro, mas também muito dinheiro iria ser mandado pelos europeus), e porque então teria que passar mesmo por cima de Alpedrinha: é que os estudos da localização do túnel tinham por base a ideia de que a antiga estrada, que ligava as terrinhas desde Castelo Branco até ao Fundão, e que passava por Alpedrinha, ia ser alargada e melhorada, transformada em IP. Logo, o acesso ao túnel teria que ser perto dessa estrada, para evitar maiores custos. Decide-se então que a localização do túnel é aquela mesmo. Pouco tempo depois decide-se que em vez de alargar a estrada já existente, em vez de uma IP, se vai construir, de raíz, uma autoestrada SCUT. Ora, se o túnel já está decidido que vai ser ali, e ainda que não haja nenhuma obra começada, a SCUT tem que lá ir bater.
Resta dizer que a alternativa era, em vez de subir a Serra, ali por alturas da Soalheira (uma localidade na base da Serra), a autoestrada seguir ao lado da linha do comboio e fazer-se um mini túnel ao lado do mini túnel do comboio, e depois seguir em direcção ao Fundão. Olhem para um mapa de Portugal, se não conhecem a região, e verifiquem. Gastar-se-ia se calhar 70% menos de dinheiro, não se afectava de modo significativo nenhuma localidade e poupava-se a encosta da Serra a um rasgão. Bons tempos em que se os portugueses construiram a linha do comboio, em que não havia tanto dinheiro para gastar à parva, e em que viram qual a opção mais fácil e mais barata.
Na altura desta reunião já era tarde para protestar: já estava tudo aprovado, tudo decidido, verbas atribuídas. Alguém foi responsável por este desperdício de verbas públicas, mas como sempre a culpa não é de ninguém em particular...
Vem este texto a propósito da credibilidade dos "muitos" estudos feitos sobre a localização do novo aeroporto. Estudos feitos por empresas "de malta amiga".
Resta dizer que a alternativa era, em vez de subir a Serra, ali por alturas da Soalheira (uma localidade na base da Serra), a autoestrada seguir ao lado da linha do comboio e fazer-se um mini túnel ao lado do mini túnel do comboio, e depois seguir em direcção ao Fundão. Olhem para um mapa de Portugal, se não conhecem a região, e verifiquem. Gastar-se-ia se calhar 70% menos de dinheiro, não se afectava de modo significativo nenhuma localidade e poupava-se a encosta da Serra a um rasgão. Bons tempos em que se os portugueses construiram a linha do comboio, em que não havia tanto dinheiro para gastar à parva, e em que viram qual a opção mais fácil e mais barata.
Na altura desta reunião já era tarde para protestar: já estava tudo aprovado, tudo decidido, verbas atribuídas. Alguém foi responsável por este desperdício de verbas públicas, mas como sempre a culpa não é de ninguém em particular...
Vem este texto a propósito da credibilidade dos "muitos" estudos feitos sobre a localização do novo aeroporto. Estudos feitos por empresas "de malta amiga".
sábado, abril 21, 2007
MAIS SETE MARAVILHAS
É de se ficar maravilhado: no mesmo ano somos chamados a votar por duas vezes para nos pronunciarmos sobre coisas maravilhosas que existem no nosso mundo. Já aqui tinha falado das 7 maravilhas do mundo, agora aqui fica a referência às minhas preferências para as sete maravilhas nacionais: Castelo de Almourol, Castelo de Marvão, Castelo de Óbidos, Convento de Cristo Tomar, Torre de Belém, Convento e Basílica de Mafra e o Mosteiro da Batalha.
Só agora o faço aqui no meu blogue, passando pela vergonha, e pela gargalhada, de ter lido algo parecido aqui, que aconselho a clicar com tempo. E com vontade de ficar alegre!
Só agora o faço aqui no meu blogue, passando pela vergonha, e pela gargalhada, de ter lido algo parecido aqui, que aconselho a clicar com tempo. E com vontade de ficar alegre!
terça-feira, abril 17, 2007
JOÃO
Assim se chama o novo CD da Maria João: JOÃO. O lançamento público foi na FNAC em Lisboa. Nós fomos lá, o Clube de Fãs não podia perder este acontecimento. Eu estava com a São em Sintra, calhou mesmo bem! Depois foi um encontro com amigos, que sabe sempre bem, e ouvir ali algumas das músicas ao vivo, com a melhor voz portuguesa a cantar os melhores compositores brasileiros, acompanhada apenas por um baterista e por um guitarrista, foi um momento para mais tarde recordar.
Mais informações se clicarem aqui (site da Maria João).
Fico à espera de descobrir uma promoção, daqui a uns seis meses, para o comprar. Por enquanto vou-me deliciando ainda com o Tralha e o Pele.
Mais informações se clicarem aqui (site da Maria João).
Fico à espera de descobrir uma promoção, daqui a uns seis meses, para o comprar. Por enquanto vou-me deliciando ainda com o Tralha e o Pele.
segunda-feira, abril 16, 2007
AMIGO
Das minhas militâncias, fiz um amigo na Covilhã, que entre nós é o Guerra.
É um nome muito ligado ao belicismo, não gostava de me chamar guerra. Mas mandou uma mensagem de Natal que rezava assim:
Desejo Boas Festas com saúde, amor e paz. Guerra
Uma vez estive doente muito tempo e li o Guerra e Paz, do Tolstoi. Já não me lembro de nada! Mas não vou ler outra vez! Se ficar doente muito tempo vou é escrever muito neste blogue.
Se escrevo pouco, já sabem, estou a cumprir os desejos do Guerra!
Em Sintra, em passeio... até já!
É um nome muito ligado ao belicismo, não gostava de me chamar guerra. Mas mandou uma mensagem de Natal que rezava assim:
Desejo Boas Festas com saúde, amor e paz. Guerra
Uma vez estive doente muito tempo e li o Guerra e Paz, do Tolstoi. Já não me lembro de nada! Mas não vou ler outra vez! Se ficar doente muito tempo vou é escrever muito neste blogue.
Se escrevo pouco, já sabem, estou a cumprir os desejos do Guerra!
Em Sintra, em passeio... até já!
quarta-feira, março 28, 2007
COISAS SALGADAS
Como já referi, no meu álbum podem ver mais fotos de comidinhas. É só escolher o capítulo DOCES E SALGADOS.
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terça-feira, março 27, 2007
DE BICLA OU DE PATINS
Coimbra vai aparecer no mapa do mundo das actividades reivindicativas alternativas ecológicas. À semelhança do que já acontece um pouco por todo o mundo, em Coimbra vai ser a primeira vez na próxima sexta-feira, dia 30, às 18 horas. Podem ver mais informações neste blog dos cidadãos hiperactivos!
Vamos lá ver se esta semana consigo escrever aqui todos os dias...
Vamos lá ver se esta semana consigo escrever aqui todos os dias...
segunda-feira, março 26, 2007
FOTOS CÁDIZ
A galeria completa das fotos pode ser vista nos álbuns do PICASA on line, onde estão vários capítulos no meu álbum, mas neste caso não está em nenhum capítulo do álbum, mas sim numa das galerias vinculadas, a da São (link directo na entrada deste blogue mais abaixo).


FOTOS DE CÁDIZ
Estava aqui a tentar mandar umas fotos pelo gmail, mas fica um ficheiro grande demais e a Sandra sugeriu que fizesse um album do PICASA. Como no meu PICASA não vi a maneira de criar um album online, lembrei-me de aproveitar uma das funcionalidades do PICASA, que é o Blog this. Seleccionei uma dúzia de fotos e pumba! Mas afinal só punha no blogue um grupo de 4! E aqui ficaram as fotos durante um bom tempo em exposição.Mas eis que a São pesquisou e descobriu como era fácil pôr um álbum do PICASA on line. Foi assim que ela pôs todas as fotos on line, neste álbum.
Nestas fotos podem ver-nos em casa da Mamen ou a passear na rua, pois esteve um Solzinho mesmo bom nestes dias. Esta ida com a São a Cádiz veio na sequência de lá termos estado logo no révéillon deste ano, mas como foram poucos dias, ficou a promessa de voltar. Além do passeio a São fez muito trabalho no computador, a Grisi tomava conta de nós enquanto a Mamen ia trabalhar e na última noite ainda houve tempo para uma festa organizada pela Mamen com amigos lá em casa.Estão também fotos de Elvas, com a APP na casa onde dormimos na viagem de regresso, e de Campomaior, casa do Tiazinha, e Faro, casa do Zé Carlos, onde pernoitámos na viagem de ida.
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
COMO SAIR DO LIBERALISMO
Estou a postar desde Idanha-a-Nova, e é aqui mesmo que vou deixar mais um livro, desta feita uma obra de Alain Touraine, cujo título é esse mesmo: Como sair do liberalismo. Foi uma prendinha de Natal que decidi destinar a um uso mais geral, pois como não me dedico à leitura de obras teóricas, sempre é menos uma coisa que tenho que guardar e sempre o livro pode cumprir a sua missão. Basicamente o autor, sociólogo francês, não tem a receita para sair do liberalismo, mas faz uma análise de várias situações actuais e de novos movimentos, concluindo que não devemos desistir de lutar por um mundo melhor, mesmo que nos digam repetidamente que assim estamos bem.
quarta-feira, janeiro 24, 2007
NA BOA FÉ
Escrevia eu em Novembro passado isto, a propósito de mais uma vitória dos agricultores, o qual já tinha tido direito a um comentário anónimo, recebo agora outro comentário, o qual agradeço e até dou destaque, pois, mesmo anónimos, sempre ajudam a esclarecer. Foi o que aconteceu neste caso, conforme se pode ler:
Anonymous said...
OH Senhor Pedrosa,Escusa de pedir um inquérito Parlamentar sobre as dividas do IFADAP e para onde vai o dinheiro. Eu esclareço-o de graça e bem mais rapido. Qualquer divida verificada resulta de um incumprimento (por muito que não queira aceitar ... meu caro). Como são muito processos (impossivel fazer cartas individuais) é sempre possivel serem alegados problemas processuais (o que não quer dizer que o crime não exista). As dividas que saiem nas cartinhas que menciona, têm de ser todas e sem excepção registadas numa base de dados, controlada pela Comissão que recebe o dinheirinho da recuperação. Espero que o tenha ajudado a tirar esses macaquinhos da cabeça ! (embora tenho as minhas duvidas e que vai continuar pela vida fora a arranja-los...).Um bem haja.De um senhor sem gravata
Qua Jan 24, 12:07:24 AM
Diz este gajo, e faço boa fé nas suas palavras, que as verbas recebidas nas devoluções das Medidas Agro-Ambientais vão para a Comissão Europeia. Então a componente nacional destas ajudas volta para os cofres do Ministério da Agricutura, e então quanto mais devoluções forem registadas, menor é o défice público. A minha dúvida era se o dinheirinho alguma vez seria devolvido à Comissão, mas se assim é, acho muito bem!
Mas mais uma vez se desculpa o IFADAP por ter muito trabalho e deste modo poder incorrer em ilegalidades processuais. Mas de facto, o que se passa, e como digo e repito muitas vezes, não pode uma entidade andar a perseguir agricultores quando essa entidade é a primeira a cometer erros. E que erros! A começar pela avaliação do que é o cumprimento ou incumprimento de obrigações, que nem era feito inicialmente pelo IFADAP, mas por outros funcionários do Ministéro da Agricultura. Como erravam muitas vezes (e não me parece que a desculpa fosse o excesso de trabalho), vinha depois o IFADAP fazer a cobrança, admitindo como verdadeira a situação de incumprimento relatada pelos colegas funcionários. E esse incumprimento muitas vezes não era verdadeiro, o meu caso é apenas mais um, conheço outros!
Já gostei de ler alguém anónimo mas bem informado concordar que existem erros processuais. É mais animador que ler sentenças e acórdãos de magistrados, que baseiam as suas decisões não em leis mas em suposições, e defendem as entidades estatais como fiéis sabujos.
Anonymous said...
OH Senhor Pedrosa,Escusa de pedir um inquérito Parlamentar sobre as dividas do IFADAP e para onde vai o dinheiro. Eu esclareço-o de graça e bem mais rapido. Qualquer divida verificada resulta de um incumprimento (por muito que não queira aceitar ... meu caro). Como são muito processos (impossivel fazer cartas individuais) é sempre possivel serem alegados problemas processuais (o que não quer dizer que o crime não exista). As dividas que saiem nas cartinhas que menciona, têm de ser todas e sem excepção registadas numa base de dados, controlada pela Comissão que recebe o dinheirinho da recuperação. Espero que o tenha ajudado a tirar esses macaquinhos da cabeça ! (embora tenho as minhas duvidas e que vai continuar pela vida fora a arranja-los...).Um bem haja.De um senhor sem gravata
Qua Jan 24, 12:07:24 AM
Diz este gajo, e faço boa fé nas suas palavras, que as verbas recebidas nas devoluções das Medidas Agro-Ambientais vão para a Comissão Europeia. Então a componente nacional destas ajudas volta para os cofres do Ministério da Agricutura, e então quanto mais devoluções forem registadas, menor é o défice público. A minha dúvida era se o dinheirinho alguma vez seria devolvido à Comissão, mas se assim é, acho muito bem!
Mas mais uma vez se desculpa o IFADAP por ter muito trabalho e deste modo poder incorrer em ilegalidades processuais. Mas de facto, o que se passa, e como digo e repito muitas vezes, não pode uma entidade andar a perseguir agricultores quando essa entidade é a primeira a cometer erros. E que erros! A começar pela avaliação do que é o cumprimento ou incumprimento de obrigações, que nem era feito inicialmente pelo IFADAP, mas por outros funcionários do Ministéro da Agricultura. Como erravam muitas vezes (e não me parece que a desculpa fosse o excesso de trabalho), vinha depois o IFADAP fazer a cobrança, admitindo como verdadeira a situação de incumprimento relatada pelos colegas funcionários. E esse incumprimento muitas vezes não era verdadeiro, o meu caso é apenas mais um, conheço outros!
Já gostei de ler alguém anónimo mas bem informado concordar que existem erros processuais. É mais animador que ler sentenças e acórdãos de magistrados, que baseiam as suas decisões não em leis mas em suposições, e defendem as entidades estatais como fiéis sabujos.
terça-feira, janeiro 23, 2007
TRANSGÉNICOS
Recebi emilios da malta amiga a dizer para mandar urgentemente para dois dos nossos eurodeputados uma carta onde se apelava para chumbarem um relatório onde se defendem os transgénicos. Também me apetecia reflectir aqui sobre o exagero de dinheiro cobrado por alguns conferencistas, só comparável ao escândalo dos salários dos desportistas de topo. Mas isso fica para uma próxima oportunidade. Hoje deixo aqui as alterações que fiz à carta tipo enviada aos eurodeputados:
Exmos Srs Eurodeputados Duarte Freitas e Capoulas Santos,
A propósito da votação, já amanhã, dia
24 de Janeiro de 2007, na Comissão de Agricultura
de que são membros efectivos, do relatório
Virrankoski sobre biotecnologia e o futuro da
agricultura europeia (2006/2059 (INI)), gostaria que lessem este meu pedido.
Este documento poderia ter sido escrito pela
indústria da engenharia genética, etc, etc.
Segundo dados publicados no Relatório do Estado
do Ambiente de 2003, 74.6% dos portugueses com
opinião não querem que os transgénicos sejam
comercializados. Eu sou um desses portugueses,
já fui agricultor no interior de Portugal e fui vítima da estupidez dos governantes quando era responsável por um projecto de agricultura biológica, mas gostaria de verificar
que os vossos votos foram inteligentes e ajudaram a chumbar o
relatório Virrankoski.
Atenciosamente,
João Paulo Pedrosa
E pronto, acho que fui bastante claro! Quem quiser saber todo o conteúdo da carta é só verificar nas pedradas...
Exmos Srs Eurodeputados Duarte Freitas e Capoulas Santos,
A propósito da votação, já amanhã, dia
24 de Janeiro de 2007, na Comissão de Agricultura
de que são membros efectivos, do relatório
Virrankoski sobre biotecnologia e o futuro da
agricultura europeia (2006/2059 (INI)), gostaria que lessem este meu pedido.
Este documento poderia ter sido escrito pela
indústria da engenharia genética, etc, etc.
Segundo dados publicados no Relatório do Estado
do Ambiente de 2003, 74.6% dos portugueses com
opinião não querem que os transgénicos sejam
comercializados. Eu sou um desses portugueses,
já fui agricultor no interior de Portugal e fui vítima da estupidez dos governantes quando era responsável por um projecto de agricultura biológica, mas gostaria de verificar
que os vossos votos foram inteligentes e ajudaram a chumbar o
relatório Virrankoski.
Atenciosamente,
João Paulo Pedrosa
E pronto, acho que fui bastante claro! Quem quiser saber todo o conteúdo da carta é só verificar nas pedradas...
sexta-feira, janeiro 05, 2007
PROCESSO ARQUIVADO
Já aqui contei, neste modesto blogue, o processo que levou a apresentar uma queixa ao Conselho Superior da Magistratura. Já recebi a resposta à minha queixa formal: O PROCESSO FOI ARQUIVADO. Deitei mãos à obra e enviei agora mesmo uma carta aberta a essa instituição, que devido à sua extensão podem ler na primeira pedrada. Seguir-se-ão outros actos de protesto formal, de que aqui darei conta na devida altura.
sábado, dezembro 23, 2006
HOSPITALEIRO E VOLUNTARIOSO
Estão confirmadas as minhas adesões ao Hospitality Club e à Bolsa do Voluntariado. Clicando podem aceder às páginas onde tudo se explica.
Eu já aderi e aconselho.
O Hospitality Club é uma associação internacional onde as pessoas se inscrevem oferecendo alojamento a outras pessoas, podendo depois ir visitar outras terras e pedir alojamento a outros associados. Foi o meu amigo Pedro Coelho, de Castelo Branco, que me falou disto e das experiências, as boas experiências, que já teve e fiquei convencido. Como não tenho casa não ofereço alojamento, mas ofereci-me para acompanhar visitantes, que queiram conhecer Coimbra e arredores. Também não tenho nenhuma viagem prevista, mas assim já estou inscrito. O funcionamento desta associação é garantido pela participação das várias pessoas, que vão confirmando a veracidade das informações que prestamos e vão avaliando a participação da pessoa, a sua simpatia, as suas aptidões. Uma ideia mesmo muito boa!
A Bolsa do Voluntariado é um sistema onde nos podemos inscrever oferecendo o nosso interesse em ser voluntário em determinada área de actividade e em determinada área geográfica, e podemos ver o que as entidades oferecem em termos das pessoas que querem ser voluntárias.
Eu já aderi e aconselho.
O Hospitality Club é uma associação internacional onde as pessoas se inscrevem oferecendo alojamento a outras pessoas, podendo depois ir visitar outras terras e pedir alojamento a outros associados. Foi o meu amigo Pedro Coelho, de Castelo Branco, que me falou disto e das experiências, as boas experiências, que já teve e fiquei convencido. Como não tenho casa não ofereço alojamento, mas ofereci-me para acompanhar visitantes, que queiram conhecer Coimbra e arredores. Também não tenho nenhuma viagem prevista, mas assim já estou inscrito. O funcionamento desta associação é garantido pela participação das várias pessoas, que vão confirmando a veracidade das informações que prestamos e vão avaliando a participação da pessoa, a sua simpatia, as suas aptidões. Uma ideia mesmo muito boa!
A Bolsa do Voluntariado é um sistema onde nos podemos inscrever oferecendo o nosso interesse em ser voluntário em determinada área de actividade e em determinada área geográfica, e podemos ver o que as entidades oferecem em termos das pessoas que querem ser voluntárias.
CARTÃOZINHO

Deste modo estendo esta mensagem, que foi enviada a todos os amigos presentes na minha agenda de contactos, a todos os leitores deste blogue, anónimos e outros menos.
O Natal e dias seguintes vão ser com grandes amigos, zona de Sintra e depois indo por aí abaixo, até ao Algarve e talvez Cádiz. Volto em 2007 !!!!
quarta-feira, dezembro 13, 2006
DOCES AOS MONTES
Cá continuo com a minha auto-imposta dieta de "açucar zero", evitando ao máximo comer coisas feitas com açucar, e aproxima-se o Natal, altura em que vou abrir uma excepção e ver como o organismo vai reagir. Para já tenho conseguido resistir a provar uns belos bolinhos, incluindo bolo-rei.
Também já inventei os rótulos para os frascos de doce que fiz: para já tenho rótulos de "Doce de Laranjinha", "Figuinhos" e "Doce de Amorazinhas". No fim-de-semana estive numa quinta com muitos limoeiros, alguns dos quais tinham ramos partidos do mau tempo. Foi só apanhar limões e mais limões, agora sou capaz de fazer compota de limão, porque nem dando aos amigos e vizinhos se consegue acabar com tantos limões!
Também já inventei os rótulos para os frascos de doce que fiz: para já tenho rótulos de "Doce de Laranjinha", "Figuinhos" e "Doce de Amorazinhas". No fim-de-semana estive numa quinta com muitos limoeiros, alguns dos quais tinham ramos partidos do mau tempo. Foi só apanhar limões e mais limões, agora sou capaz de fazer compota de limão, porque nem dando aos amigos e vizinhos se consegue acabar com tantos limões!
quarta-feira, dezembro 06, 2006
MAIS UMA PANCADA NA AGRICULTURA
Andando a navegar pela Net descobri um tema interessante: uma nova remodelação nas estruturas do Ministério da Agricultura. Já tinha lido no jornal de Castelo Branco, A Reconquista, que as Direcções Regionais da Agricultura se iam fundir, e que a sede da região centro até seria em Castelo Branco. Claro que o actual Director Regional da Beira Interior desde logo se oferecia para ser o chefe de toda a zona centro, possuidor de cartão côr-de-rosa desde há longa data e conhecedor de situações em que o Ministério da Agricultura lesou inúmeros agricultores, mas que soube sempre ficar caladinho que nem um rato. É evidente que, apesar da sua diplomacia, este senhor está ali para defender interesses partidários antes de defender a própria agricultura. É a continuidade do sistema, mexe-se um pouco na estrutura, abana-se que sempre podem cair alguns trabalhadores, mas a ideia é apenas poupar dinheiro, não é aumentar a eficiência poupando recursos. Não é de certeza apoiar os agricultores, nem com isso desenvolver a agricultura e o mundo rural.
A semana passada organizaram a semana da Agricultura Biológica, com muitas palestras, uma almoçarada e divulgação na imprensa. É importante, é sempre importante, divulgar a agricultura biológica, mas esta gentinha que é a mesma que desde há dez anos atrás só tem promovido a ruína da agricultura portuguesa, só agora acordou para uma coisa que as associações de defesa do ambiente há mais de 20 anos andam a defender. Não basta fazer umas coisas que aparecem na TV de vez em quando, para mais quando se está a promover o consumo de produtos de agricultura biológica, que já devem ser mais de 50% importados. Os governantes deixaram passar a hipótese de Portugal ser conhecido na Europa pela produção de alimentos saudáveis, apesar das tentativas de elucidação por parte das associações do sector (o dinheiro das empresas de produtos químicos sempre foi mais forte que os argumentos de economistas, ecologistas e agricultores). Os apoios da Europa foram mal utilizados, apoiaram-se investimentos que apostavam na quantidade em vez da qualidade. Agora temos os espanhóis, os alemães, os franceses, os holandeses a dominarem o mercado, só agora querem que os agricultores mudem de rumo, que comecem a apostar na qualidade. Tarde demais, já muitos desistiram, já muitos estão para desistir.
Li também aqui na Net que o IFADAP, esse instituto financeiro estatal, que há um par de anos se fundiu com o INGA, outro instituto estatal, vai deixar de existir, que uma parte dos seus trabalhadores (mais de 1/4) vai para o desemprego, e que o trabalho por eles desenvolvido vai passar para as estruturas regionais do Ministério da Agricultura. Nós agricultores sabemos bem da falta de apoio que sentimos quando estamos no campo, quando contactamos com o Ministério da Agricultura e tudo corre devagar, com excesso de burocracia. É verdade que já existem grandes empresas agrícolas, que têm meios e técnicos, mas não são essas que fazem o Mundo Rural. Apesar dos atropelos e erros do IFADAP (um dia destes escrevo aqui a minha colecção), apesar dos erros das estruturas regionais do Ministério da Agricultura, o que mais me magoou foi nunca ter tido uma única visita de técnicos no sentido de uma orientação, de verificar se as coisas estavam a correr bem. Conhecendo por dentro o edifício da delegação de Castelo Branco do Ministério da Agricultura ( a futura ex-DRABI ), sempre fiquei com a sensação que havia pouco pessoal para satisfazer as necessidades dos agricultores. Apareceram depois as associações de agricultores, com técnicos contratados para ajudarem no preenchimento das papeladas, mas da parte do Ministério da Agricultura nem aí libertaram meios para fazerem acompanhamento dos agricultores no terreno. E muito menos as associações tinham meios para fazer tal trabalho. A verdade é que cada vez existem menos agricultores, cada vez se produzem menos bens alimentares e se não se investir na agricultura, na pequena agricultura, a sério, o Mundo Rural está condenado. Porque na agricultura é como na indústria: antes só se pensava que o emprego estava na criação de grandes empresas, agora já se pensa nas pequenas e médias empresas. Na agricultura ainda estamos no tempo em que só se pensa em grandes propriedades agrícolas porque essas é que são rentáveis. Um erro que persiste, porque o sistema só vai abanando, nunca existe uma mudança. E com mais esta redução de pessoal da administração, para além de ser óbvio que querem fazer uma triagem, só passando na peneira quem tem cartãozinho de cor, lá vem mais uma porrada na agricultura e mais um desprezo para com os malfadados agricultores.
A semana passada organizaram a semana da Agricultura Biológica, com muitas palestras, uma almoçarada e divulgação na imprensa. É importante, é sempre importante, divulgar a agricultura biológica, mas esta gentinha que é a mesma que desde há dez anos atrás só tem promovido a ruína da agricultura portuguesa, só agora acordou para uma coisa que as associações de defesa do ambiente há mais de 20 anos andam a defender. Não basta fazer umas coisas que aparecem na TV de vez em quando, para mais quando se está a promover o consumo de produtos de agricultura biológica, que já devem ser mais de 50% importados. Os governantes deixaram passar a hipótese de Portugal ser conhecido na Europa pela produção de alimentos saudáveis, apesar das tentativas de elucidação por parte das associações do sector (o dinheiro das empresas de produtos químicos sempre foi mais forte que os argumentos de economistas, ecologistas e agricultores). Os apoios da Europa foram mal utilizados, apoiaram-se investimentos que apostavam na quantidade em vez da qualidade. Agora temos os espanhóis, os alemães, os franceses, os holandeses a dominarem o mercado, só agora querem que os agricultores mudem de rumo, que comecem a apostar na qualidade. Tarde demais, já muitos desistiram, já muitos estão para desistir.
Li também aqui na Net que o IFADAP, esse instituto financeiro estatal, que há um par de anos se fundiu com o INGA, outro instituto estatal, vai deixar de existir, que uma parte dos seus trabalhadores (mais de 1/4) vai para o desemprego, e que o trabalho por eles desenvolvido vai passar para as estruturas regionais do Ministério da Agricultura. Nós agricultores sabemos bem da falta de apoio que sentimos quando estamos no campo, quando contactamos com o Ministério da Agricultura e tudo corre devagar, com excesso de burocracia. É verdade que já existem grandes empresas agrícolas, que têm meios e técnicos, mas não são essas que fazem o Mundo Rural. Apesar dos atropelos e erros do IFADAP (um dia destes escrevo aqui a minha colecção), apesar dos erros das estruturas regionais do Ministério da Agricultura, o que mais me magoou foi nunca ter tido uma única visita de técnicos no sentido de uma orientação, de verificar se as coisas estavam a correr bem. Conhecendo por dentro o edifício da delegação de Castelo Branco do Ministério da Agricultura ( a futura ex-DRABI ), sempre fiquei com a sensação que havia pouco pessoal para satisfazer as necessidades dos agricultores. Apareceram depois as associações de agricultores, com técnicos contratados para ajudarem no preenchimento das papeladas, mas da parte do Ministério da Agricultura nem aí libertaram meios para fazerem acompanhamento dos agricultores no terreno. E muito menos as associações tinham meios para fazer tal trabalho. A verdade é que cada vez existem menos agricultores, cada vez se produzem menos bens alimentares e se não se investir na agricultura, na pequena agricultura, a sério, o Mundo Rural está condenado. Porque na agricultura é como na indústria: antes só se pensava que o emprego estava na criação de grandes empresas, agora já se pensa nas pequenas e médias empresas. Na agricultura ainda estamos no tempo em que só se pensa em grandes propriedades agrícolas porque essas é que são rentáveis. Um erro que persiste, porque o sistema só vai abanando, nunca existe uma mudança. E com mais esta redução de pessoal da administração, para além de ser óbvio que querem fazer uma triagem, só passando na peneira quem tem cartãozinho de cor, lá vem mais uma porrada na agricultura e mais um desprezo para com os malfadados agricultores.
segunda-feira, dezembro 04, 2006
AS SETE MARAVILHAS DO MUNDO
Pessoal, vamos lá a votar, desta vez por uma boa causa e espero que o resultado não esteja viciado à partida... pelo menos parece uma iniciativa séria, à excepção de venderem certificados a dois dólares americanos cada um, mas isso só compra quem é trouxa.
A ideia é que está na altura de escolher as sete maravilhas do mundo que ainda existem, para acabar de vez com aquelas antiguidades que já ninguém se lembra de ter conhecido. E que ficaram para a história como as sete maravilhas do mundo. Estas que agora poderemos escolher são as novas sete maravilhas do mundo, sendo que as pirâmides no Egipto podem voltar a ser escolhidas.
Para ler tudo, basta clicar neste site e seguir as instruções, sendo que se tem que fazer uma pré-inscrição e depois mandam um link para se fazer a votação.
Como a votação não é secreta, aqui ficam as minhas escolhas, sem ser por ordem de importância:
1 - Alhambra, 2 - Chichen Itza, 3 - Grande Muralha, 4 - Machu Picchu, 5 - Pirâmides de Gizé, 6 - Taj Mahal, 7 - Timbuktu.
A ideia é que está na altura de escolher as sete maravilhas do mundo que ainda existem, para acabar de vez com aquelas antiguidades que já ninguém se lembra de ter conhecido. E que ficaram para a história como as sete maravilhas do mundo. Estas que agora poderemos escolher são as novas sete maravilhas do mundo, sendo que as pirâmides no Egipto podem voltar a ser escolhidas.
Para ler tudo, basta clicar neste site e seguir as instruções, sendo que se tem que fazer uma pré-inscrição e depois mandam um link para se fazer a votação.
Como a votação não é secreta, aqui ficam as minhas escolhas, sem ser por ordem de importância:
1 - Alhambra, 2 - Chichen Itza, 3 - Grande Muralha, 4 - Machu Picchu, 5 - Pirâmides de Gizé, 6 - Taj Mahal, 7 - Timbuktu.
domingo, dezembro 03, 2006
DVDs PARA TODOS OS GOSTOS
Já aqui coloquei uma vez uma listagem de filmes, para que os leitores deste humilde blogue possam saber o que existe em Coimbra, e tendo em conta que por vezes, em circunstâncias adversas, temos que passar longos períodos em casa, e um pouco de entretenimento só pode ajudar a manter a boa disposição. Pois a ideia é esta mesmo, e já foi inaugurada por alguém que partiu um braço (mantenho o anonimato porque já basta a vergonha de escorregar na banheira!!!): se alguém quiser uns DVDs emprestados, é só pedir, que eu levo ao domicílio ou faço chegar ao destino.
Antes só tinha a lista dos filmes, desta vez já tenho também a lista dos espectáculos musicais, e para não ocupar aqui muito espaço, ficam na primeira pedrada. À medida que puder actualizar estas listas, acrescento outra pedrada. Ver um DVD, tranquilamente, sem publicidade, poder ver os extras, é uma verdadeira pedrada no charco que são os canais de televisão.
Antes só tinha a lista dos filmes, desta vez já tenho também a lista dos espectáculos musicais, e para não ocupar aqui muito espaço, ficam na primeira pedrada. À medida que puder actualizar estas listas, acrescento outra pedrada. Ver um DVD, tranquilamente, sem publicidade, poder ver os extras, é uma verdadeira pedrada no charco que são os canais de televisão.
sábado, dezembro 02, 2006
MARIA JOÃO
Já aqui tinha feito uma breve referência à Maria João. Foi em Maio deste ano, num pequeno texto. Mas hoje, finalmente, vou aqui falar desta cantora que é universal, muito mais do que portuguesa, até porque este país, e a maioria dos portugueses, não merecem tanta qualidade. Não foi por acaso que eu fui um dos fundadores do Clube de Fãs da Maria João, associação cultural sem fins lucrativos, responsável pela criação e manutenção do site desta artista, site onde se pode ler mais sobre o próprio Clube, sediado em Idanha-a-Nova. A Maria João descobriu a sua vocação e o seu dom lá para os anos oitenta, na escola de Jazz do Hot Clube, e desde aí já correu o mundo dando espectáculos, acompanhada de uma enorme variedade de músicos, mas sempre de grande qualidade. Para além das suas grandes capacidades vocais, ela tem uma raríssima sensibilidade musical, que lhe permite excelentes improvisos e pode dar um toque pessoal e único aos mais diversos estilos musicais. Com esta capacidade para o improviso, o pior que lhe podem dar é interpretar música clássica, mas até aí já fez algumas experiências. Documentando a sua evolução musical, temos as gravações feitas ao longo do tempo, desde os longínquos LPs do Quinteto de Maria João até aos mais recentes CDs em parceria com outro génio musical, o Mário Laginha (já agora, aqui fica a publicidade para uma excelente prenda de Natal para quem não tem nenhum CD da Maria João, uma colectânea construída pelos músicos, editada agora mesmo, que reúne temas muito variados e todos excelentes).
Depois de termos constituído o Clube de Fãs, tenho acompanhado bem mais de perto a carreira da Maria João, tendo assistido a inúmeros espectáculos. Era uma coisa que me impressionava, antes de ver tantos espectáculos da Maria João, o facto de haver pessoas que iam ver espectáculos seguidos do mesmo artista, ver tantas vezes a mesma coisa. Mas com a Maria João, e com o Mário Laginha, cada espectáculo é único, porque a improvisação domina e assistimos, ali perante nós, a momentos únicos de criação musical, de genialidade em dose dupla. Além da música temos a improvisação na forma de estar no palco, temos o aspecto visual, temos a variedade de músicos a acompanhar (por vezes só os dois, depois em trio, em quarteto, em quinteto, em sexteto, com orquestra de Jazz, com orquestra sinfónica, a Maria João com outros músicos, o Mário Laginha com outros músicos), enfim temos verdadeiros espectáculos que se vão sucedendo mas que são únicos em cada acontecimento. Não é como ir ver espectáculos de outros artistas, em que têm uma estrutura de tal forma ensaiada que são sempre idênticos!
Mas também, ao longo dos anos, aparecendo nos camarins nos finais dos espectáculos, foi nascendo uma amizade, e em termos pessoais a Maria João é a anti-estrela, a anti-vedeta. De uma simpatia sempre transbordante, está sempre disposta a ajudar. Só não faz mais porque não pode, tem uma vida atarefadíssima e as constantes viagens fazem o resto para lhe desorganizar a vida. Também tem um problema com a gestão do tempo, o chegar a horas não faz parte do seu dicionário. Adora laranjas, sumo de laranja pode ser todos os dias!
Só tenho mesmo pena é que alguém como a Maria João não seja reconhecida no seu próprio país, uma terra que ela adora. A Maria João é a nossa melhor voz, a Maria João é a nossa artista mais simpática, a Maria João é a nossa artista mais genial, a Maria João é a nossa artista que melhor se faz compreender nos outros países, a Maria João é a nossa artista que melhor conjuga as características da portugalidade. No entanto, a Maria João é a artista que menos é divulgada na comunicação social, a Maria João é a artista menos conhecida pelos portugueses.
Porque tem um rótulo que já não se lhe aplica, o de "Maria João do Jazz", porque as pessoas pensam que ela não canta, só faz improvisos vocais. Porque estes portuguesinhos que mandam no País são limitados. Temos a Maria João, verdadeiro património da Humanidade, e a grande maioria dos portugueses trata-a como se fosse alguém sem importância. É o costume, se receber um prémio lá fora já passa a ser bem tratada cá dentro.
Depois de termos constituído o Clube de Fãs, tenho acompanhado bem mais de perto a carreira da Maria João, tendo assistido a inúmeros espectáculos. Era uma coisa que me impressionava, antes de ver tantos espectáculos da Maria João, o facto de haver pessoas que iam ver espectáculos seguidos do mesmo artista, ver tantas vezes a mesma coisa. Mas com a Maria João, e com o Mário Laginha, cada espectáculo é único, porque a improvisação domina e assistimos, ali perante nós, a momentos únicos de criação musical, de genialidade em dose dupla. Além da música temos a improvisação na forma de estar no palco, temos o aspecto visual, temos a variedade de músicos a acompanhar (por vezes só os dois, depois em trio, em quarteto, em quinteto, em sexteto, com orquestra de Jazz, com orquestra sinfónica, a Maria João com outros músicos, o Mário Laginha com outros músicos), enfim temos verdadeiros espectáculos que se vão sucedendo mas que são únicos em cada acontecimento. Não é como ir ver espectáculos de outros artistas, em que têm uma estrutura de tal forma ensaiada que são sempre idênticos!
Mas também, ao longo dos anos, aparecendo nos camarins nos finais dos espectáculos, foi nascendo uma amizade, e em termos pessoais a Maria João é a anti-estrela, a anti-vedeta. De uma simpatia sempre transbordante, está sempre disposta a ajudar. Só não faz mais porque não pode, tem uma vida atarefadíssima e as constantes viagens fazem o resto para lhe desorganizar a vida. Também tem um problema com a gestão do tempo, o chegar a horas não faz parte do seu dicionário. Adora laranjas, sumo de laranja pode ser todos os dias!
Só tenho mesmo pena é que alguém como a Maria João não seja reconhecida no seu próprio país, uma terra que ela adora. A Maria João é a nossa melhor voz, a Maria João é a nossa artista mais simpática, a Maria João é a nossa artista mais genial, a Maria João é a nossa artista que melhor se faz compreender nos outros países, a Maria João é a nossa artista que melhor conjuga as características da portugalidade. No entanto, a Maria João é a artista que menos é divulgada na comunicação social, a Maria João é a artista menos conhecida pelos portugueses.
Porque tem um rótulo que já não se lhe aplica, o de "Maria João do Jazz", porque as pessoas pensam que ela não canta, só faz improvisos vocais. Porque estes portuguesinhos que mandam no País são limitados. Temos a Maria João, verdadeiro património da Humanidade, e a grande maioria dos portugueses trata-a como se fosse alguém sem importância. É o costume, se receber um prémio lá fora já passa a ser bem tratada cá dentro.
quarta-feira, novembro 22, 2006
REFERENDANDO
Como já houve 2 referendos que não foram conclusivos por falta de participação popular (foi assim, não foi? ai, ai, esta minha memória), acho que antes deste referendo se devia fazer um referendo a perguntar o que as pessoas pensavam sobre os referendos. E, mesmo com menos de 50% de participação, acho que ganhava a não realização de referendos. Para quê gastar tanto dinheiro em papel, gastar tempo, então se a malta já elegeu malta que deve trabalhar no sentido de fazer leis, para quê agora vir perguntar? Se a malta escolheu para primeiro-ministro um gajo que não mente, um gajo educado e com excelentes ideias para acabar com a crise, para quê agora fazer uma consulta popular?
Eu sou dos que defendem os referendos como um bom princípio, mas não é fazer só referendos sobre matérias que os governantes acham incómodas para eles mesmos, que até são muito poucas. Mas num país onde o nível é baixo, a todos os níveis e em todas as classes, acabamos por ter referendos dominados por uma maioria de gente pouco esclarecida, que se deixam levar pela opinião de um partido, de uma equipa ou religião.
Eu já votei Sim à despenalização e votava Sim ao aborto. Radicalmente. E faço minhas estas brilhantes palavras para quem ainda tem dúvidas sobre o referendo que aí vem.
Eu sou dos que defendem os referendos como um bom princípio, mas não é fazer só referendos sobre matérias que os governantes acham incómodas para eles mesmos, que até são muito poucas. Mas num país onde o nível é baixo, a todos os níveis e em todas as classes, acabamos por ter referendos dominados por uma maioria de gente pouco esclarecida, que se deixam levar pela opinião de um partido, de uma equipa ou religião.
Eu já votei Sim à despenalização e votava Sim ao aborto. Radicalmente. E faço minhas estas brilhantes palavras para quem ainda tem dúvidas sobre o referendo que aí vem.
terça-feira, novembro 21, 2006
FORMAÇÃO EM CIDADANIA ACTIVA
Começou já em Outubro, mas só agora aqui fica o registo: estou a participar no Curso de Cidadania Activa, uma acção de formação em horário pós-laboral, promovido pelo Conselho da Cidade de Coimbra. Para além dos objectivos implícitos de aprender algo teórico sobre movimentos de cidadãos, como surgem, como se organizam, etc, etc, esta formação trouxe a hipótese de conhecer um grupo de pessoas bastante heterógeneo mas todas com uma grande vontade e experiência no mundo da participação cívica.
Há poucos dias atrás realizou-se uma visita a uma zona de Coimbra, a malfadada zona do Ingote, para observarmos a realidade de experiências de organização cívica, onde houve uma explicação histórica da zona, pelo vereador do urbanismo da Câmara Municipal de Coimbra, depois demos uma volta pelas organizações de cidadãos e dois projectos camarários com fundos europeus ou da iniciativa da autarquia.
Nas associações que tiveram a gentileza de nos receber, a associação cultural dos ciganos e duas de moradores de bairros, constatei aquilo que eu sempre defendi em termos de associações: com pequenos mas importantes apoios das instituições, neste caso da Câmara Municipal, é possivel as pessoas fazerem um trabalho comunitário (substituindo a tradicional responsabilidade da administração pública), com resultados melhores e com menos investimento público, promovendo um desenvolvimento mais equilibrado, mais rápido e mais duradouro. Todos os dirigentes associativos foram unânimes em reconhecer o apoio do vereador, onde se comprova que na maioria das vezes basta uma pessoa inteligente e sensível para se resolverem problemas que se arrastam no espaço e no tempo. Segundo os moradores, num par de anos o Bairro do Ingote mudou radicalmente: ainda tem a fama de degradação mas é visível que as coisas estão muito diferentes, e a fama só se mantém porque estas coisas da fama demoram a ultrapassar, vai custar um pouco até as pessoas de Coimbra se virarem de frente para esta zona da cidade.
Há poucos dias atrás realizou-se uma visita a uma zona de Coimbra, a malfadada zona do Ingote, para observarmos a realidade de experiências de organização cívica, onde houve uma explicação histórica da zona, pelo vereador do urbanismo da Câmara Municipal de Coimbra, depois demos uma volta pelas organizações de cidadãos e dois projectos camarários com fundos europeus ou da iniciativa da autarquia.
Nas associações que tiveram a gentileza de nos receber, a associação cultural dos ciganos e duas de moradores de bairros, constatei aquilo que eu sempre defendi em termos de associações: com pequenos mas importantes apoios das instituições, neste caso da Câmara Municipal, é possivel as pessoas fazerem um trabalho comunitário (substituindo a tradicional responsabilidade da administração pública), com resultados melhores e com menos investimento público, promovendo um desenvolvimento mais equilibrado, mais rápido e mais duradouro. Todos os dirigentes associativos foram unânimes em reconhecer o apoio do vereador, onde se comprova que na maioria das vezes basta uma pessoa inteligente e sensível para se resolverem problemas que se arrastam no espaço e no tempo. Segundo os moradores, num par de anos o Bairro do Ingote mudou radicalmente: ainda tem a fama de degradação mas é visível que as coisas estão muito diferentes, e a fama só se mantém porque estas coisas da fama demoram a ultrapassar, vai custar um pouco até as pessoas de Coimbra se virarem de frente para esta zona da cidade.
domingo, novembro 19, 2006
IFADAP CONDENADO
Passei, na semana passada, em Castelo Branco, onde recebi uma boa notícia: uma agricultora que, tal como eu, embargou uma execução do IFADAP, onde estes gatunos de gravata tentavam uma devolução de ajudas concedidas ao abrigo das Medidas Agro-Ambientais, de vários anos, viu os seus autos de embargo serem provados. Na sentença, que li atentamente, prova-se que o IFADAP, ao não proceder correctamente para com a agricultora na ocasião da comunicação por escrito da "inventada" dívida, nunca poderia mandar executar essa dívida. Foi essa a razão pela qual os juízes nem sequer se deram ao trabalho de analisar outras alegações dos autos de embargo!
Ora, estas cartas do IFADAP, a pedirem a devolução de verbas concedidas em anos anteriores, eram iguais para todos os agricultores (eu também recebi umas poucas), e eram todas ilegais porque nunca o IFADAP refere qual a origem legal desta dívida. E não o refere porque estes senhores de gravata andaram a enriquecer, ao pedir devoluções de verbas que a legislação europeia, que condiciona as Medidas Agro-Ambientais, proibe que sejam devolvidas.
E para onde vai este dinheiro destas devoluções, a quanto ascendeu esta verba? É que eu conheço inúmeros casos de agricultores que devolveram dinheiro das Medidas Agro-Ambientais e até hoje nenhum partido político teve coragem para fazer essa investigação através da Assembleia da República. Uma coisa eu tenho quase a certeza: não é devolvido à União Europeia, pelo que quanto mais conseguirem sacar dos agricultores, melhor para o orçamento do Ministério da Agricultura!!!
Também conheço um caso de um agricultor que pelo mesmo assunto levou o caso para tribunal e acabou por receber uma indemnização, paga pelo IFADAP, por acordo antes da sentença, no valor de mais de 250.000 euros. De que orçamento saíu este dinheiro? Foram os administradores que solidariamente o pagaram?
Procurando mais provas de todos os atropelos administrativos cometidos pelo IFADAP, fui consultar a página do CADA e descobri 9 pareceres, em apenas 5 anos, sobre queixas de agricultores (estes são pareceres que são vinculativos, caso alguma entidade não siga as suas indicações basta às pessoas abrirem um processo no Tribunal Administrativo que está ganho à partida). Não é de estranhar que todos os pareceres foram a favor das pretensões dos agricultores... e são só 9 porque a classe dos agricultores, nestas coisas de contactos com a administração, são uns verdadeiros pobres de espírito, preferem logo dar razão aos vígaros de gravata, mesmo que não tenham culpa nenhuma, muitas vezes porque também desconhecem as leis, mas muitas vezes porque não querem chatices, é uma subserviência de séculos instalada na cultura rural. Para isso deviam servir as associações, mas estas transformaram-se em prolongamentos da máquina burocrática do estado.
Veja-se também o caso da QUERCUS, que enquanto associação e enquanto beneficiária das Medidas Agro-Ambientais, pois recebia ajudas para terrenos seus, teve uma experiência de abusos por parte da administração mas nunca a denunciou publicamente, nem nunca soube aproveitar estas Medidas Agro-Ambientais para publicamente se colocar ao lado dos agricultores. Mas isto era uma conversa que nos levaria muito longe, e hoje é Domingo.
Ora, estas cartas do IFADAP, a pedirem a devolução de verbas concedidas em anos anteriores, eram iguais para todos os agricultores (eu também recebi umas poucas), e eram todas ilegais porque nunca o IFADAP refere qual a origem legal desta dívida. E não o refere porque estes senhores de gravata andaram a enriquecer, ao pedir devoluções de verbas que a legislação europeia, que condiciona as Medidas Agro-Ambientais, proibe que sejam devolvidas.
E para onde vai este dinheiro destas devoluções, a quanto ascendeu esta verba? É que eu conheço inúmeros casos de agricultores que devolveram dinheiro das Medidas Agro-Ambientais e até hoje nenhum partido político teve coragem para fazer essa investigação através da Assembleia da República. Uma coisa eu tenho quase a certeza: não é devolvido à União Europeia, pelo que quanto mais conseguirem sacar dos agricultores, melhor para o orçamento do Ministério da Agricultura!!!
Também conheço um caso de um agricultor que pelo mesmo assunto levou o caso para tribunal e acabou por receber uma indemnização, paga pelo IFADAP, por acordo antes da sentença, no valor de mais de 250.000 euros. De que orçamento saíu este dinheiro? Foram os administradores que solidariamente o pagaram?
Procurando mais provas de todos os atropelos administrativos cometidos pelo IFADAP, fui consultar a página do CADA e descobri 9 pareceres, em apenas 5 anos, sobre queixas de agricultores (estes são pareceres que são vinculativos, caso alguma entidade não siga as suas indicações basta às pessoas abrirem um processo no Tribunal Administrativo que está ganho à partida). Não é de estranhar que todos os pareceres foram a favor das pretensões dos agricultores... e são só 9 porque a classe dos agricultores, nestas coisas de contactos com a administração, são uns verdadeiros pobres de espírito, preferem logo dar razão aos vígaros de gravata, mesmo que não tenham culpa nenhuma, muitas vezes porque também desconhecem as leis, mas muitas vezes porque não querem chatices, é uma subserviência de séculos instalada na cultura rural. Para isso deviam servir as associações, mas estas transformaram-se em prolongamentos da máquina burocrática do estado.
Veja-se também o caso da QUERCUS, que enquanto associação e enquanto beneficiária das Medidas Agro-Ambientais, pois recebia ajudas para terrenos seus, teve uma experiência de abusos por parte da administração mas nunca a denunciou publicamente, nem nunca soube aproveitar estas Medidas Agro-Ambientais para publicamente se colocar ao lado dos agricultores. Mas isto era uma conversa que nos levaria muito longe, e hoje é Domingo.
sábado, novembro 18, 2006
DAR-SE À DOENÇA
Ora aqui está uma coisa que as pessoas fazem e que muito ajuda as instituições de saúde e de solidariedade social: dar-se à doença!
Uma expressão que ouvi recentemente e que passo a explicar: uma pessoa que está doente e que fica em casa, deitadinha, sem pedir nada, sem exigir nada, acatando tudo o que o sistema lhe diz para fazer, é uma pessoa que se dá à doença! Estou a falar de pessoas que ficam com doenças crónicas e parcialmente incapacitantes.
Dizia uma médica dos HUC - Hospitais da Universidade de Coimbra, que para uma pessoa que em saúde não tinha o hábito de ver teatro, quando estava doente também não sentia necessidade de ir ao teatro, e assim ficava em casa, a ver TV, dando-se à doença.
Com alguma experiência no acompanhamento de pessoas doentes, conheço bem a alegria de viver que pode proporcionar o sair de casa, o convívio, o ver coisas diferentes, coisas nunca vistas mas que promovem a distração, o entretenimento, a diversão. Claro está que já muito trabalho fazem os serviços de apoio domiciliário, e que as famílias têm um papel importante nestes aspectos do lazer, e até já existem empresas nas grandes cidades que levam as pessoas doentes a passear e a eventos culturais, mas o que acontece às pessoas de fracos recursos económicos, idosos, com famílias muito ocupadas? Onde está a solidariedade do estado?
No outro dia, estava eu no campo perto de Coimbra, entabulei uma conversa com uma velhinha, que ainda vai tomando conta da hortinha, dizia ela que não conhecia a Figueira da Foz, mas que o filho era um professor universitário. Eu perguntei-lhe se o filho não a levava a passear, mas ela logo justificou que o filho era uma pessoa muito ocupada, que a visitava e levava a tratar de problemas, mas que nunca a tinha levado a conhecer a Figueira da Foz. É triste, quando as pessoas são dadas por outros às doenças, quando as pessoas são abandonadas...
Uma expressão que ouvi recentemente e que passo a explicar: uma pessoa que está doente e que fica em casa, deitadinha, sem pedir nada, sem exigir nada, acatando tudo o que o sistema lhe diz para fazer, é uma pessoa que se dá à doença! Estou a falar de pessoas que ficam com doenças crónicas e parcialmente incapacitantes.
Dizia uma médica dos HUC - Hospitais da Universidade de Coimbra, que para uma pessoa que em saúde não tinha o hábito de ver teatro, quando estava doente também não sentia necessidade de ir ao teatro, e assim ficava em casa, a ver TV, dando-se à doença.
Com alguma experiência no acompanhamento de pessoas doentes, conheço bem a alegria de viver que pode proporcionar o sair de casa, o convívio, o ver coisas diferentes, coisas nunca vistas mas que promovem a distração, o entretenimento, a diversão. Claro está que já muito trabalho fazem os serviços de apoio domiciliário, e que as famílias têm um papel importante nestes aspectos do lazer, e até já existem empresas nas grandes cidades que levam as pessoas doentes a passear e a eventos culturais, mas o que acontece às pessoas de fracos recursos económicos, idosos, com famílias muito ocupadas? Onde está a solidariedade do estado?
No outro dia, estava eu no campo perto de Coimbra, entabulei uma conversa com uma velhinha, que ainda vai tomando conta da hortinha, dizia ela que não conhecia a Figueira da Foz, mas que o filho era um professor universitário. Eu perguntei-lhe se o filho não a levava a passear, mas ela logo justificou que o filho era uma pessoa muito ocupada, que a visitava e levava a tratar de problemas, mas que nunca a tinha levado a conhecer a Figueira da Foz. É triste, quando as pessoas são dadas por outros às doenças, quando as pessoas são abandonadas...
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