sábado, maio 23, 2020

LIDO: MEMORIAL DO CONVENTO

É sublime, somos transportados no tempo para as vidas na corte e nas pessoas do povo, com uma dose grande de imaginação, misticismo e as análises filosóficas do grande José Saramago integradas nas pequenas histórias do livro. Dá para ler duas vezes, talvez mais. Ainda bem que não o li há mais tempo, há uma altura certa para tudo. "Tudo no mundo está dando respostas, o que demora é o tempo das perguntas".
Não sou de sublinhar livros mas há pouco tempo transcrevi aqui para o Malfadado a reflexão tão actual sobre a justiça em Portugal (link). E hoje deixo aqui mais umas ideias da parte final do livro, agora quando a visionária Blimunda Sete Luas dialoga com o seu Baltasar Sete Sóis: "(Baltazar diz:) Dizes-me sempre que me acautele, eu vou e venho, mais cuidados não posso ter.
Tem-nos todos, não te esqueças.
Sossega, mulher, que o meu dia ainda não chegou.
Não sossego, homem, os dias chegam sempre."

quarta-feira, maio 20, 2020

DIA MUNDIAL DAS ABELHAS - COMEMORAÇÃO EM PORTUGAL

Pelo segundo ano consecutivo, os Aidos da Vila colocaram na agenda do dia a importância das abelhas. Aqui ficam algumas fotos que tirei, enquanto seguia as actividades planeadas. Só não fica a receita da mousse de alfarrobas (produzidas nos Aidos) que estava deliciosa e inigualável em frescura e cremosidade. Parabéns a toda a equipa dos Aidos, um eemplo que devia ser bem mais conhecido por pequenos e graúdos. Lá virá o seu tempo...











segunda-feira, maio 18, 2020

sábado, maio 02, 2020

INICIATIVA CIDADÃ EUROPEIA

Estamos de fim-de-semana e normalmente há mais algum tempo livre nas nossas vidas. Hoje proponho uma coisa simples e que pode ser muito eficaz: participar numa Iniciativa Cidadã Europeia. Funciona mais ou menos como uma petição dirigida à Assembleia da República, mas neste caso é ao nível dos órgãos democráticos europeus. Quem pode participar? Todos os que são potenciais eleitores, e somos muitos. Mas infelizmente são poucos os que se dedicam ao activismo.
O tema é SALVEMOS AS ABELHAS E TAMBÉM OS AGRICULTORES - POR UMA AGRICULTURA QUE RESPEITA AS ABELHAS E UM AMBIENTE SALUTAR.
Numa época em que a vespa asiática provoca mais danos à saúde (a longo prazo) do que o novo corona vírus asiático, esta é uma chamada de atenção para a necessidade de se reverem as práticas agrícolas que matam as abelhas e poluem os nossos recursos ambientais.
É muito fácil participar, depois de clicar neste link (clicar aqui) que segue direitinho para o site da plataforma que promove a Iniciativa Cidadã Europeia. Nesse site aceitam-se os cookies, para depois saltar por cima da inscrição no site e passar directamente para o formulário. É preciso ter o cartão de cidadão à mão, pois pedem o número completo do mesmo para autenticação da participação, e é um site seguro da União Europeia. É só preencher com os dados pessoais solicitados, verificar três quadradinhos e submeter. Eu já faço parte, claro, e agora divulgo aqui pela sua relevância e necessidade de participação alargada de forma a ser efectiva.

sexta-feira, maio 01, 2020

1º DE MAIO - DIA DO TRABALHADOR - EUCALIPTOS EM VALPAÇOS

Hoje é comemoração de dias de luta. O povo unido jamais será vencido. Hoje vou referir aqui uma coisa que merece lugar de destaque no Malfadado: o dia em que os ecologistas se juntaram ao povo para arrancarem uma plantação industrial de eucaliptos. Foi em 1989 e ficou para a história da ecologia em Portugal. Houvessem mais pessoas como os transmontanos em Portugal e certamente teríamos um muito melhor mundo rural. Agora, além dos eucaliptos, teríamos que andar a arrancar olivais e amendoais intensivos. Fica aqui uma notícia de 2017 sobre os acontecimentos que completaram no ano passado 30 anos (link clicando aqui).
Eu tinha 25 anos e andava com outros dois técnicos (Ângelo Rocha e mais alguém que não me lembro, talvez o Luis Filipe Carloto) em Trás-os-Montes em trabalho de acompanhamento dos agricultores biológicos pioneiros (éramos do Gabinete Técnico e de Certificação da AGROBIO), e lembro-me bem que o Ângelo Rocha referiu que ia haver um arranque de eucaliptos e perguntou se nós queríamos lá ir. Eu disse logo que sim. E lá andei no arranque e confirmo os relatos desta notícia de 2017. Ecologistas ao lado dos agricultores. Aquilo ia mesmo dando para o torto, a determinada altura só vejo um calhau enorme a passar ao lado da cabeça de um GNR a cavalo, e sabia que a malta dali estava toda armada com revólveres. Se o calhau tem acertado no guarda, era o fim do mundo. Mas vá lá, passou ao lado. Veio a carga da polícia a cavalo e lá começou a debandada. No ar andava um helicóptero a filmar tudo para as reportagens televisivas, mas os meus 5 minutos de glória foram ter aparecido na capa do Diário de Notícias (ou Jornal de Notícias, agora não posso precisar). Quando cheguei a casa dos meus pais lá estava o jornal e o comentário do meu pai, muito espirituoso como sempre: " - A primeira vez que um filho meu sai na capa do jornal é a fugir da GNR.". Esse recorte deve andar por aqui no meio das minhas papeladas. Bem merece uma digitalização e publicação aqui a ilustrar este texto.
Viva o 1º de Maio, este ano não fui à manifestação, mas estive lá em espírito!


quinta-feira, abril 30, 2020

GUILLAUME CANET - CINÉMA

Apanhei na TV (devida vénia ao canal de TV Cine Mundo, que tem uma boa programação de filmes francófonos recentes) um filme deste actor francês, actor que já conhecia de outros filmes. Ficam aqui cenas inesquecíveis de um desses filmes em dois trailers distintos:


Comecei então a ver este filme mais recente, de 2017, sem saber quem era o realizador, só reparei que era protagonizado pela Marion Cotillard. E apanho com um filme em que a narrativa é sobre o próprio filme, e só a meio percebo isso. E no final confirmo: o realizador é o próprio actor principal. É uma comédia de crítica, em que o guião se confunde com a vida real destes dois actores, Guillaume e Marion, que são mesmo um casal desde há vários anos (não, não é desde que fizeram os papéis principais no "Amor ou Consequência", só se juntaram uns anos mais tarde, mas até ver de forma duradoura). Se gostarem tanto de ver filmes em que a história se confunde com a realidade do mundo do cinema, não percam, pois para além de um filme bem-disposto, é também romântico, reflecte sobre os problemas do passar da idade e os actores são as próprias pessoas. Fica aqui o trailer:


quarta-feira, abril 29, 2020

A VINGANÇA DA BURCA

Depois de terem corrido rios de tinta e/ou rios de pixeis sobre o uso da burca nos países ocidentais, por pessoas cuja tradição passa por usar a burca como quem usa uma gravata, estamos a um passo de ver nas escolas, nas ruas, nos supermercados, nos bares e até nas igrejas cristãs, mais ou menos fundamentalistas, toda a malta de cara tapada com máscaras pouco confortáveis. E por imposição do estado, através de leis que impõem regras de convivência e de distanciamento social. É o confinamento cultural!

terça-feira, abril 28, 2020

VOLTA GONÇALVES, ESTÁS PERDOADO

Neste final de mês vou tentar colocar aqui alguns textos da minha autoria, e que abordam as situações paralelas à crise provocada pela pandemia. Textos que vão desembocar no dia 1 de Maio, primeiro dia de mais um período de confinamento obrigatório ao concelho de residência.
Uma das coisas mais impressionantes do 25 de Abril foi o período das nacionalizações, ligado ao Gonçalvismo, pequeno período da história de Portugal onde a receita comunista vigente no leste europeu foi implantada em Portugal. Grandes empresas, como os bancos, seguradoras, as grandes indústrias (estaleiros navais, cimenteiras, transportes públicos) que estavam na mão de famílias capitalistas ligadas ao regime fascista foram nacionalizadas, ou seja, os lucros entravam para o orçamento de estado. Desse período também, a reforma agrária, com a tomada da posse de grandes propriedades agrícolas pelos agricultores, reunidos em cooperativas. Não vou aqui escrever uma tese sobre os resultados finais, há já bastante literatura sobre este assunto da autoria de investigadores, sociólogos e historiadores.
A sociedade voltou depois ao capitalismo e as novas gerações foram aprendendo que o mercado deve funcionar com o mínimo de intervenção do estado. E assim foi durante vários anos, passando as nacionalizações nas notícias apenas como casos de países da América do Sul em que perigosos esquerdistas chegavam ao poder, com grande destaque para a Venezuela.
Quando as nacionalizações voltaram a Portugal foi por causa da grande crise financeira provocada pela ganância de banqueiros e esquemas de corrupção e desvios de dinheiros para paraísos fiscais. Toca a nacionalizar o BPN, depois o BES. Mas desta vez não foi para os lucros irem para o orçamento do estado, foi precisamente para o contrário. Agora é o orçamento do estado que tem que financiar os lucros dos grandes empresários. E para o orçamento do estado têm que contribuir os pequenos contribuintes, empresas e consumidores através de impostos, uma vez que as grandes empresas têm as sedes em paraísos fiscais ou equivalentes. Ou pagam também os trabalhadores do estado, como por exemplo os professores, que são roubados nos seus salários e na contagem do tempo de serviço.
A cereja no topo do bolo aparece agora com a pandemia. O orçamento do estado, ainda a pagar os lucros dos bancos, nacionalizados há poucos anos, à gente da alta finança, é chamado a pagar os prejuízos de empresas que andam a pagar salários chorudos a administradores ou a distribuir dividendos a grandes capitalistas proprietários de acções. A TAP é uma dessas empresas que nos dizem que é preciso salvar. Mas não é um exclusivo português, isto acontece em todos os países, levantando ondas de indignação em países com mais cultura de cidadania.
Para ilustrar o texto, fica aqui a musiquinha do Carlos Alberto Moniz e da Maria do Amparo, na versão recente com a voz da Manuela Azevedo, e no final imagens da altura, de campanhas de dinamização cultural, e que apanhei aqui na net:




segunda-feira, abril 27, 2020

GO PARITY - INVESTIR DE FORMA COOPERATIVA

Numa altura em que é má ideia ter o dinheiro a render em bancos, está disponível uma plataforma portuguesa que nos permite investir o dinheiro em projectos que podem ajudar instituições sociais ou ideias inovadoras. E que nos permite procurar apoio financeiro para ideias nossas, sem recorrer a créditos bancários. Há um limite legal para aplicar poupanças neste tipo de plataformas, não pode ser mais de 10 mil euros.
Depois de poder ser cooperante na Coopérnico (link para a página da cooperativa), investindo em centrais de produção de energia fotovoltaica e comprando a energia à cooperativa, existe esta possibilidade para quem não quer ser cooperante (membro de cooperativa), sendo cooperante com instituições sociais em investimentos de autoprodução de energia eléctrica. Basta aceder à plataforma Go Parity (link aqui), registar-se e através de processos simples passar a ser um investidor em projectos, cujas taxas de rentabilidade anual pode variar consoante os projectos disponíveis.

domingo, abril 26, 2020

SCONES E GELEIA

Há que tempos que andava para fazer scones. E para os comer ao lanche, quentinhos e com geleia de marmelo. Foi agora o tempo, inspirado por ter visto na TV alguém a fazer uns verdadeiros scones, mas com gengibre fresco e limão. Vai daí vim à net procurar uma receita equilibrada e descobri esta (link para o site inglês Waitrose). Aqui vai a minha adaptação, com as doses a dobrar e que deu para dois tabuleiros do forno, que cozinharam ao mesmo tempo:
480 g de farinha com fermento
4 col. de sopa de açúcar
55 g de manteiga gelada
50 ml de óleo de girassol
250 ml de leite gordo
2 limões (raspa e 2 col. de sopa do sumo)
4 col. sopa de gengibre fresco ralado
Preparar antes de tudo todos os ingredientes. Ligar o forno a 200ºC e proceder à mistura dos ingredientes numa tigela grande: misturar a farinha com o açúcar, depois juntar a manteiga e o óleo e trabalhar com as mãos até a farinha ficar quase um crumble, desfazendo bem a manteiga. Juntar também a raspa do limão e misturar, fazer um buraco no centro. Deitar o gengibre ralado e as 2 colheres de sopa de sumo de limão no leite e depois deitar o leite no buraco e ir incorporando a farinha com uma espátula ou colher de pau fina. Trabalhar muito ligeiramente a massa, deitar em cima de uma bancada e espalmar até ficar com o máximo de 2 cm de altura e depois ir cortando pedaços que se arredondam e ficam com 5-6 cm e colocam no tabuleiro forrado com papel vegetal. Por esta altura já o forno deve estar à temperatura determinada. No forno ficam apenas 18-20 minutos, ficando mais ou menos douradinhos, devendo ser rodados os tabuleiros durante o tempo de cozedura.
Comem-se quentinhos com geleia abundante e acompanhados de um cházinho.
Mas comidos frios também marcham.

sábado, abril 25, 2020

25 DE ABRIL

SEMPRE!!!!

Hoje deixo-vos um texto publicado há um par de dias com uma reflexão sobre a realidade portuguesa, quase a completarmos 50 anos de vida em verdadeira democracia. É do blogue Grazia Tanta (link para o texto no blogue).

quinta-feira, abril 23, 2020

DIA DA TERRA

Ontem foi mais um Dia da Terra. Mas pouco se falou da efeméride. O meu amigo João Santos partilhou a sua reflexão na net, tal como segue:
"Celebra-se hoje, o “Dia da Terra", mas estaremos nós despertos para a importância deste dia perante o contexto actual?
A epidemia do Corona vírus veio despertar consciências e aguçar a preocupação para as mudanças (radicais) que o homem deveria, há muito, ter encetado, privilegiando assim uma coexistência pacífica e justa com a natureza que o rodeia.
Desta epidemia podemos tirar uma lição valiosa, potenciada pela dor excruciante e pelo remorso de, até agora, nada termos feito; uma lição que lança novamente os dados do debate sobre a problemática dos erros comportamentais cometidos que advém da falta de políticas de desenvolvimento sustentado.
A desflorestação e consequente destruição de habitats estão a levar ao aparecimento de doenças que antes se viam confinadas à vida selvagem. Motivado pela alteração do clima, são várias as espécies de mosquitos transmissores de doenças infecciosas que antes se encontravam confinadas a África a aparecer no Sul de Espanha, como é o caso do Aedes albopictus, espécie transmissora do Dengue, e no Sul de Portugal o Aedes aegypti, espécie transmissora da Febre Amarela, doença víral aguda.
A mensagem de esperança e coragem “Vamos Todos Ficar Bem” que tem corrido mundo fora, traz-nos uma sensação de acalmia no meio deste mar bravo onde nos encontramos, ainda que funcione apenas como um colete de salvação falsificado.
Perante esta adversidade terrível, que no futuro nos permitamos a ganhar coragem para mudar comportamentos, olhar o que nos rodeia com outros olhos, pensar globalmente, para actuar localmente.
A sustentabilidade do planeta começa em cada um de nós"
João Santos
Ecologista e cidadão do mundo (link para as fotos publicadas no Facebook deste fantástico ser humano, que tem exposições e promove visitas guiadas onde explica os ecossistemas com imagens). E fotos do autor, para que não se confundam os Joões Santos do mundo.



quarta-feira, abril 22, 2020

BOLO FÁCIL DE ANANÁS E CÔCO - RECEITA DO RUDOLPH

Hoje foi o dia de fazer, pela primeira vez, uma das receitas do Rudolph Van Veen que apanhei no 24 Kitchen a semana passada. Como ele nunca dá as quantidades certas, fiz uma pesquisa com o nome do bolo e apanhei esta receita do blogue Bom Garfo (link para a receita aqui).

Como eu não queria usar ananás natural, porque apenas tinha em calda na despensa, fiz as devidas alterações e resultou muito bem. Como é um bolo que não cresce e usei as quantidades originais, usei uma forma de mola de diâmetro mais pequeno. Se duplicarmos os ingredientes, o que não será demais para uma casa de família, convém usar a forma de mola maior que se tiver em casa, para não ficar muito alto e cozinhar devidamente.

Aqui fica então a minha receita, com a devida vénia ao Rudolph:

Côco ralado - 80g
Açúcar branco e amarelo - 160g
Farinha de trigo sem fermento - 55g
Leite gordo - 180ml
Manteiga - 130g
Ovos - 2
Ananás em calda - 4 rodelas (cortadas em cubinhos)
Calda da lata de ananás - 60ml

Não pincelei por cima, no final, com a compota. E não foi por falta de compota ou geleia em casa, foi por esquecimento, e depois, porque já tinha provado, achei que não fazia falta, ficou bonito assim e doce o suficiente.

É de facto fácil a sua preparação.

Colocar o leite em lume baixinho com a manteiga para derreter, e quando estiver derretida reservar (para arrefecer um pouco).

Numa malga grande misturar o côco ralado com o açúcar, depois adicionar a farinha e misturar também.

Numa malga mais pequena bater os dois ovos com um garfo e depois adicionar-lhes o leite com a manteiga derretida, mexendo bem com o garfo. Despejar este preparado para a mistura de secos da malga grande, mexendo bem. No final adicionar os 60ml (4 colheres de sopa) da calda da lata e as rodelas de ananás cortadas em pequenos cubinhos e misturar bem.

Vai ao forno a 180-190ºC na forma de mola devidamente untada e com o fundo com papel vegetal que será também untado depois. Será cerca de 25 minutos no forno. No final descolar os bordos laterais com uma faquinha e desenformar, deixando arrefecer muito bem antes de servir.

segunda-feira, abril 20, 2020

SALLY POTTER - RAIVA, NA CAIXA DO CORREIO

Aproveitando a promoção Leopardo Filmes, que referi aqui no Malfadado há uns dias atrás, chegou à caixa do correio o tão aguardado (e mais um  revolucionário) filme da Sally Potter, que queria tanto ver. Tal como outros DVDs, fica disponível para emprestar aos amigos, devidamente desinfectado. Fica aqui o trailer original e sem legendas em português:


quinta-feira, abril 16, 2020

AJUDAR O HORECA

Para além do cataclismo que se abateu sobre o turismo, as medidas de contenção e a declaração do estado de emergência vieram lançar o caos na vida de quem tem um pequeno negócio ou trabalha na restauração/cafetarias. Em Vagos há restaurantes que fecharam, outros adaptaram-se a negócios de take away (servir para fora). Quem ainda pode ajudar tem uma boa maneira de contribuir para a sua terra, que é precisamente recorrer aos serviços de encomendar comida. Uns restaurantes locais até se organizaram para entregar na casa das pessoas. Nas cidades já funcionavam esquemas em que as pessoas podiam escolher de vários restaurantes e uma empresa faz o transporte até casa. O recurso a restaurantes pode ser uma má opção para a saúde individual (comida muito salgada, ingredientes com pouca qualidade), mas dentro das escolhas em cada localidade cada um poderá procurar a melhor opção. E mesmo que não seja muito saudável, não se comparam uns dias de comida de restaurantes com uns dias nos cuidados intensivos carregadinho do corona.
Recebi também a divulgação de um esquema de ajuda a trabalhadores do sector HORECA, em que 10% do preço de tabela de várias bebidas que se podem encomendar e receber grátis em casa vão directamente para pessoas que podem necessitar. É um esquema algo estranho, de facto, mas para lá dos chicos-espertos que se podem aproveitar certamente poderá chegar a uns poucos que precisem. E comprando álcool bebível, sempre é melhor do que andar a pôr álcool nas mãos. Fica aqui o link, nunca se sabe se alguém vai ajudar desta forma. Eu certamente não posso, nem preciso de bebidas.
Aqui se assinala o início da nossa semana de comer em casa.