"É patético acreditar no conto de fadas do derrube do regime iraniano para instaurar uma democracia"
MALFADADO, O CONTESTATÁRIO
aqui se narram as aventuras de um portuguesito que desde tenra idade é vítima de erros vários, mas com abertura para outros textos de reflexão e de intervenção cívica
quarta-feira, março 04, 2026
SERÁ PATÉTICO ACREDITAR EM CONTOS DE FADAS? VSM EM NOVA ENTREVISTA
terça-feira, março 03, 2026
ENTREVISTA SEMPRE ACTUAL - RESIDENTE E O GENOCÍDIO
Tem já 2 anos a entrevista, que infelizmente ainda tem partes muito actuais. Fica este resumo, numa publicação do jornal El País.
segunda-feira, março 02, 2026
PETIÇÃO DIRIGIDA AO GOVERNO E AR - CONDENAR A AGRESSÃO ILEGAL
Deve ser a primeira petição a propósito da ilegalidade dos bombardeamentos executados pelos exércitos de Israel e dos EUA. É lançada pelo Bloco, o texto pode ser lido e subscrito aqui neste link (clicar). O texto fala das Forças de Defesa de Israel, mas por outro lado refere o assassinato.
domingo, março 01, 2026
ELIMINAÇÃO OU ASSASSINATO?
Aqui está a pergunta que eu aqui deixo. O líder do Irão foi vítima de um atentado, ou foi executado por ser um criminoso?
Pista 1 - Nos EUA a pena de morte ainda é aplicada nalguns estados, pouco mais de 50% dos estados. Mas também a nível federal, aplicando-se em casos de homicídio. As recentes eliminações de cidadãos americanos no Minnesota, por forças policiais comandadas pelas gentes amigas de Trump, não estão incluídas em casos de pena de morte, porque esta condenação está abolida neste estado americano desde 1911.
Pista 2 - Em Israel a pena de morte existe na legislação, mas quase nunca foi aplicada. No entanto, a extrema-direita (no poder) aprovou no final de 2025 uma lei que permite a execução de palestinianos se praticarem crimes graves contra israelitas. Morte mas só de palestinianos. Não é por acaso que o estado israelita é um regime de apartheid.
Pista 3 - Nas notícias em Portugal, as parangonas anunciam: líder do Irão foi eliminado. Os jornalistas escrevem nas suas peças que foi eliminado. O termo é usado indiscriminadamente. Certo é que nas cadeias internacionais americanas e inglesas o termo usado foi a eliminação. Na RTVE (Espanha) vejo pela primeira vez a designação correcta: asesinado (assassinado em bom português). Na Al Jazeera também vi que ele tinha sido murdered (assassinado em bom português).
Pista 4 - O IDF (sigla em inglês de Forças de Defesa de Israel), quando iniciou o genocídio em Gaza, era sempre mencionado como o exército de defesa de Israel. Depois, com o continuado abuso dos direitos humanos e do direito internacional, apareceu menos. Agora que ataca violando todos os princípios já quase não se ouve essa expressão. Quando se referem ao IDF já dizem as forças de Israel, ou o exército de Israel.
Foi assassinado? Então porque temos em Portugal órgãos de comunicação social a usar o termo eliminação?
sexta-feira, fevereiro 27, 2026
FRANCESCA ALBANESE - NÃO PODE FICAR SOZINHA
Quando estiveres a ler isto, é muito provável que já 500.000 europeus tenham assinado a iniciativa de cidadania europeia, que faz um pedido simples e humanitário. E esse pedido faz muito mais sentido se quisermos perceber o que nos diz a Francesca Albanese. Mas as assinaturas têm que ser ainda mais, e se possível muitas mais. Fica aqui o link, para quem possa ter algum tempo para passar das palavras aos actos.
quinta-feira, fevereiro 26, 2026
FRANCESCA ALBANESE - PARTE 2
quarta-feira, fevereiro 25, 2026
TRILOGIA BLOGAL DEDICADA A FRANCESCA ALBANESE
Era só o que faltava, não era? Trazer aqui ao Malfadado um relator da ONU, ainda por cima uma mulher, e pior que isso, uma advogada italiana, cujo apelido diz que é albanesa (numa tradução literal minha).
A Francesca Albanese faz este ano 49 anos e é a actual Relatora Especial das Nações Unidas sobre os territórios palestinianos ocupados. Ocupados por Israel, há que sublinhar o esclarecimento.
Os Relatores Especiais da ONU são especialistas independentes nomeados pelo Conselho de Direitos Humanos para investigar, monitorizar e aconselhar sobre temas específicos (temáticos) ou situações de países. Atuam a título pessoal, de forma voluntária e independente de governos, realizando visitas de investigação, relatando abusos e recomendando ações para proteger direitos humanos.terça-feira, fevereiro 24, 2026
40 ANOS DA QUERCUS - O VÍDEO
segunda-feira, fevereiro 23, 2026
PLANTAR ÁRVORES E JUNTAR FORÇAS - PRÓXIMO SÁBADO NO CABEÇO SANTO
Realizam-se jornadas de voluntariado quinzenalmente ao longo de quase todo o ano, com um calendário anunciado no início de cada Estação do ano.
Quando e onde: Aos Sábados, normalmente de duas em duas semanas, iniciando-se pelas 9h15 em Belazaima do Chão, em ponto de encontro a anunciar após a confirmação do evento. Nos meses mais quentes as atividades decorrem até às 18h enquanto que nos meses mais frios termina-se por volta das 17h.
domingo, fevereiro 22, 2026
sábado, fevereiro 21, 2026
JUNTINHOS, COM 61 ANOS - A CONTESTATÁRIA COM O CONTESTATÁRIO
When I get older, losing my hair
Many years from now,
Will you still be sending me a valentine,
birthday greetings, bottle of wine?
If I'd been out till quarter to three,
Would you lock the door?
Will you still need me, will you still feed me,
When I'm sixty four? Ooh
You'll be older too.
Ah, and if you say the word,
I could stay with you.
I could be handy mending a fuse
When your lights have gone.
You can knit a sweater by the fireside,
Sunday mornings, go for a ride.
Doing the garden, digging the weeds,
Who could ask for more?
Will you still need me, will you still feed me,
When I'm sixty four?
Ev'ry summer we can rent a cottage
In the Isle of Wight if it's not too dear.
We shall scrimp and save.
Grandchildren on your knee;
Vera, Chuck and Dave.
Send me a postcard, drop me a line,
stating point of view.
Indicate precisely what you mean to say,
yours sincerely, wasting away.
Give me your answer, fill in a form,
Mine forevermore.
Will you still need me, will you still feed me,
When I'm sixty four?
sexta-feira, fevereiro 20, 2026
A MINHA PARTICIPAÇÃO NA CONSULTA PÚBLICA - CENTRAL FOTOVOLTAICA DE AROUCA
Não posso deixar de me pronunciar sobre mais um mega projecto de instalação de painéis solares fotovoltaicos em espaço natural. Tantos telhados, estacionamentos cobertos, entidades da administração pública, das forças armadas, tantos sítios para colocar ao serviço da produção de energia, que estão sempre em locais onde facilmente descarregam para a rede eléctrica, e anda o nosso governo a promover investimentos como este, para benefício de grandes empresas ou grandes grupos económicos.
Não se pode admitir a destruição de espaços rurais e florestais para instalar ainda mais painéis solares. Já conheço tantas destas mega estruturas, já dá para ver o enorme impacto negativo que tem na paisagem, na alteração do clima nas zonas circundantes, que talvez fosse bom, antes de avançar com mais licenciamentos, fazer uma moratória e fazer um estudo de impacto ambiental global. Este projecto isoladamente, ou junto com o que está já construído ali ao lado, pode parecer pouco grave para o ambiente ou para a paisagem, mas a nível nacional será importante perceber qual a área que vai deixar de ter floresta, e durante quantos anos seguidos, qual a área que vai deixar de ser rural e passar a ser uma área industrial, e durante quantos anos seguidos. Os impactes cumulativos devem passar a ser considerados. Qual a extensão de zonas com vedações metálicas, quantos km lineares de vedações estão a invadir os nossos terrenos agro-florestais, ou mesmo terras incultas onde encontram abrigo inúmeras espécies selvagens da flora e fauna?
E qual a necessidade de construir mais e mais linhas eléctricas, com os seus impactos negativos na avifauna e na paisagem, e na qualidade de vida das pessoas? É sabido que por baixo das linhas eléctricas a E-Redes tem destruído sistematicamente diversas zonas de regeneração da nossa floresta autóctone, barreiras naturais à propagação de incêndios, deixando depois troncos e ramos ali secos e espalhados, que vão depois dar força aos fogos em caso de ignição ou quando a propagação vem de qualquer lado.
Outra coisa que ninguém quer falar é a enorme vulnerabilidade deste tipo de instalações. Não havendo povoações por perto, e não tendo ninguém lá a trabalhar, facilmente podem vir a ser alvo de bombardeamentos ou qualquer tipo de sabotagem.
Este tipo de projectos não traz nenhuma vantagem de desenvolvimento das populações rurais. Nenhuma.
Não traz, como alguns dizem, uma vantagem de criar descontinuidade na paisagem para fazer barreira à propagação de fogos, ao interromper as manchas de eucaliptais e zonas de vegetação autóctone, porque isso obtém-se de muitas outras maneiras possíveis, e ninguém em Portugal está preocupado em fazer isso. Vai, isso sim, ser mais uma instalação industrial perdida no meio de zonas rurais e florestais, a que os bombeiros serão chamados para defender, quando os bombeiros actuais não são suficientes para defender as povoações em casos de incêndios de grandes dimensões, tal como todos vemos todos os anos.
Não é a produzir energia solar destruindo o nosso património natural que vamos ajudar a combater as alterações climáticas. Depois dos milhares e milhares, talvez milhões de árvores que foram arrancadas, partidas, tombadas, afectadas com os fenómenos extremos nos últimos anos, e este ano muito particularmente, pensar em aprovar projectos destes é uma imbecilidade que roça a perfeita estupidez.
Bem sei que este tipo de consultas públicas apenas serve para dizerem que as populações foram ouvidas, e que as opiniões técnicas ou de senso comum de nada valerão, contra os interesses instalados. Mas pelo menos fica aqui registado, e também publicado, para memória futura, que ainda há pessoas que lutam por um Portugal melhor e mais resiliente.
quinta-feira, fevereiro 19, 2026
FORA DO FACEBOOK - COM UM PÉ A DEIXAR UMA FRESTA NA PORTA QUE SE FECHA
Todas as razões são boas para deixar a rede social Facebook. Mas para além daquelas que já aqui referi noutros anos, tenho agora ainda mais razões. Desde o Natal tenho ido ao Facebook. Mantenho no meu perfil a informação que saí, que deixei de usar. E tenho navegado ao sabor dos algoritmos, para saber algumas novidades, mas também porque estes dias de chuva levam a estar em casa mais tempo. Foi assim que soube que o Salvador Sobral, mas também a Maria João, tinham deixado o Spotify. No Youtube encontrei uma boa explicação sobre este movimento de artistas (link aqui para esta explicadora). Mas foi na rede americana que apanhei este vídeo do Salvador Sobral, a contar como foi (clicar aqui no link para o Fb).
quarta-feira, fevereiro 18, 2026
20 ANOS DE MALFADADO - 2006 A 2026
terça-feira, fevereiro 17, 2026
JURO QUE VI FLORES - MARO 2023 COM SÍLVIA PÉREZ CRUZ
Hoje só esta musiquinha, sobre encontros e desencontros que dão faísca à primeira vista. Vídeo com letra a acompanhar e tudo. Do álbum "Hortelã". Suspiro.
Para ouvir com tempo, a música prolonga-se no jeito sentido da cantora catalã.segunda-feira, fevereiro 16, 2026
HISTÓRIA ESCREVEU-SE NO CONCELHO DE VAGOS - PRESIDENCIAIS 2026
Hoje trago aqui uma leitura muito pessoal, que mais ninguém vai fazer, sobre os resultados das eleições presidenciais no meu concelho de residência: Vagos.
As eleições presidenciais trouxeram uma coisa histórica. Desde que há eleições livres em Portugal, pela primeira vez um socialista (do partido socialista!!!) ganhou as eleições. Aqui tem sido sempre PSD e CDS, mais PSD nos últimos anos. Aqui o Cavaco Silva, nas presidenciais, bateu o recorde nacional, se bem me recordo com mais de 70%, foi até notícia nacional.
Não vou fazer a leitura do resultado concelhio, mas só para exemplificar, vou contar como foi na mesa de voto da minha freguesia: Tó Zé com 55%, André com 45%. O vencedor de agora veio de um 3º lugar com 15%, suplantando o vencedor da primeira volta, que tinha tido 33%.
Dos que votaram na 1ª volta (707), houve 40 que agora já lá não foram. Houve 60 que passaram a votar no perdedor, e uns impressionantes 245 que viram em Tó Zé a melhor postura presidenciável.
Não há sondagens que resistam a isto. Se perguntassem a qualquer cidadão vaguense se acreditava que um socialista ia ter mais de 50% dos votos, a resposta seria: nunca na vida! Mas a vida tem destas coisas...
Ainda há esperança para este concelho... a população de sapos é que decresceu de forma abrupta.

