MALFADADO, O CONTESTATÁRIO
aqui se narram as aventuras de um portuguesito que desde tenra idade é vítima de erros vários, mas com abertura para outros textos de reflexão e de intervenção cívica
domingo, fevereiro 22, 2026
sábado, fevereiro 21, 2026
JUNTINHOS, COM 61 ANOS - A CONTESTATÁRIA COM O CONTESTATÁRIO
When I get older, losing my hair
Many years from now,
Will you still be sending me a valentine,
birthday greetings, bottle of wine?
If I'd been out till quarter to three,
Would you lock the door?
Will you still need me, will you still feed me,
When I'm sixty four? Ooh
You'll be older too.
Ah, and if you say the word,
I could stay with you.
I could be handy mending a fuse
When your lights have gone.
You can knit a sweater by the fireside,
Sunday mornings, go for a ride.
Doing the garden, digging the weeds,
Who could ask for more?
Will you still need me, will you still feed me,
When I'm sixty four?
Ev'ry summer we can rent a cottage
In the Isle of Wight if it's not too dear.
We shall scrimp and save.
Grandchildren on your knee;
Vera, Chuck and Dave.
Send me a postcard, drop me a line,
stating point of view.
Indicate precisely what you mean to say,
yours sincerely, wasting away.
Give me your answer, fill in a form,
Mine forevermore.
Will you still need me, will you still feed me,
When I'm sixty four?
sexta-feira, fevereiro 20, 2026
A MINHA PARTICIPAÇÃO NA CONSULTA PÚBLICA - CENTRAL FOTOVOLTAICA DE AROUCA
Não posso deixar de me pronunciar sobre mais um mega projecto de instalação de painéis solares fotovoltaicos em espaço natural. Tantos telhados, estacionamentos cobertos, entidades da administração pública, das forças armadas, tantos sítios para colocar ao serviço da produção de energia, que estão sempre em locais onde facilmente descarregam para a rede eléctrica, e anda o nosso governo a promover investimentos como este, para benefício de grandes empresas ou grandes grupos económicos.
Não se pode admitir a destruição de espaços rurais e florestais para instalar ainda mais painéis solares. Já conheço tantas destas mega estruturas, já dá para ver o enorme impacto negativo que tem na paisagem, na alteração do clima nas zonas circundantes, que talvez fosse bom, antes de avançar com mais licenciamentos, fazer uma moratória e fazer um estudo de impacto ambiental global. Este projecto isoladamente, ou junto com o que está já construído ali ao lado, pode parecer pouco grave para o ambiente ou para a paisagem, mas a nível nacional será importante perceber qual a área que vai deixar de ter floresta, e durante quantos anos seguidos, qual a área que vai deixar de ser rural e passar a ser uma área industrial, e durante quantos anos seguidos. Os impactes cumulativos devem passar a ser considerados. Qual a extensão de zonas com vedações metálicas, quantos km lineares de vedações estão a invadir os nossos terrenos agro-florestais, ou mesmo terras incultas onde encontram abrigo inúmeras espécies selvagens da flora e fauna?
E qual a necessidade de construir mais e mais linhas eléctricas, com os seus impactos negativos na avifauna e na paisagem, e na qualidade de vida das pessoas? É sabido que por baixo das linhas eléctricas a E-Redes tem destruído sistematicamente diversas zonas de regeneração da nossa floresta autóctone, barreiras naturais à propagação de incêndios, deixando depois troncos e ramos ali secos e espalhados, que vão depois dar força aos fogos em caso de ignição ou quando a propagação vem de qualquer lado.
Outra coisa que ninguém quer falar é a enorme vulnerabilidade deste tipo de instalações. Não havendo povoações por perto, e não tendo ninguém lá a trabalhar, facilmente podem vir a ser alvo de bombardeamentos ou qualquer tipo de sabotagem.
Este tipo de projectos não traz nenhuma vantagem de desenvolvimento das populações rurais. Nenhuma.
Não traz, como alguns dizem, uma vantagem de criar descontinuidade na paisagem para fazer barreira à propagação de fogos, ao interromper as manchas de eucaliptais e zonas de vegetação autóctone, porque isso obtém-se de muitas outras maneiras possíveis, e ninguém em Portugal está preocupado em fazer isso. Vai, isso sim, ser mais uma instalação industrial perdida no meio de zonas rurais e florestais, a que os bombeiros serão chamados para defender, quando os bombeiros actuais não são suficientes para defender as povoações em casos de incêndios de grandes dimensões, tal como todos vemos todos os anos.
Não é a produzir energia solar destruindo o nosso património natural que vamos ajudar a combater as alterações climáticas. Depois dos milhares e milhares, talvez milhões de árvores que foram arrancadas, partidas, tombadas, afectadas com os fenómenos extremos nos últimos anos, e este ano muito particularmente, pensar em aprovar projectos destes é uma imbecilidade que roça a perfeita estupidez.
Bem sei que este tipo de consultas públicas apenas serve para dizerem que as populações foram ouvidas, e que as opiniões técnicas ou de senso comum de nada valerão, contra os interesses instalados. Mas pelo menos fica aqui registado, e também publicado, para memória futura, que ainda há pessoas que lutam por um Portugal melhor e mais resiliente.
quinta-feira, fevereiro 19, 2026
FORA DO FACEBOOK - COM UM PÉ A DEIXAR UMA FRESTA NA PORTA QUE SE FECHA
Todas as razões são boas para deixar a rede social Facebook. Mas para além daquelas que já aqui referi noutros anos, tenho agora ainda mais razões. Desde o Natal tenho ido ao Facebook. Mantenho no meu perfil a informação que saí, que deixei de usar. E tenho navegado ao sabor dos algoritmos, para saber algumas novidades, mas também porque estes dias de chuva levam a estar em casa mais tempo. Foi assim que soube que o Salvador Sobral, mas também a Maria João, tinham deixado o Spotify. No Youtube encontrei uma boa explicação sobre este movimento de artistas (link aqui para esta explicadora). Mas foi na rede americana que apanhei este vídeo do Salvador Sobral, a contar como foi (clicar aqui no link para o Fb).
quarta-feira, fevereiro 18, 2026
20 ANOS DE MALFADADO - 2006 A 2026
terça-feira, fevereiro 17, 2026
JURO QUE VI FLORES - MARO 2023 COM SÍLVIA PÉREZ CRUZ
Hoje só esta musiquinha, sobre encontros e desencontros que dão faísca à primeira vista. Vídeo com letra a acompanhar e tudo. Do álbum "Hortelã". Suspiro.
Para ouvir com tempo, a música prolonga-se no jeito sentido da cantora catalã.segunda-feira, fevereiro 16, 2026
HISTÓRIA ESCREVEU-SE NO CONCELHO DE VAGOS - PRESIDENCIAIS 2026
Hoje trago aqui uma leitura muito pessoal, que mais ninguém vai fazer, sobre os resultados das eleições presidenciais no meu concelho de residência: Vagos.
As eleições presidenciais trouxeram uma coisa histórica. Desde que há eleições livres em Portugal, pela primeira vez um socialista (do partido socialista!!!) ganhou as eleições. Aqui tem sido sempre PSD e CDS, mais PSD nos últimos anos. Aqui o Cavaco Silva, nas presidenciais, bateu o recorde nacional, se bem me recordo com mais de 70%, foi até notícia nacional.
Não vou fazer a leitura do resultado concelhio, mas só para exemplificar, vou contar como foi na mesa de voto da minha freguesia: Tó Zé com 55%, André com 45%. O vencedor de agora veio de um 3º lugar com 15%, suplantando o vencedor da primeira volta, que tinha tido 33%.
Dos que votaram na 1ª volta (707), houve 40 que agora já lá não foram. Houve 60 que passaram a votar no perdedor, e uns impressionantes 245 que viram em Tó Zé a melhor postura presidenciável.
Não há sondagens que resistam a isto. Se perguntassem a qualquer cidadão vaguense se acreditava que um socialista ia ter mais de 50% dos votos, a resposta seria: nunca na vida! Mas a vida tem destas coisas...
Ainda há esperança para este concelho... a população de sapos é que decresceu de forma abrupta.
domingo, fevereiro 15, 2026
ATACAR A MENSAGEIRA - EM DEFESA DA RELATORA DA ONU
Não sou deputado mas...
Também assino esta carta! (link para notícia no site esquerda.net)
sexta-feira, fevereiro 13, 2026
ANTISSEMITA E ANTISSIONISTA E ANTI-ISRAELITA
É preciso esclarecer que os termos são diferentes, porque significam coisas diferentes.
Se alguém denuncia os crimes do governo de Israel não faz dele um antissionista, muito menos um antissemita. Pode até considerar-se anti-israelita, mas até pode nem ser anti nenhuma destas coisas. Seguramente é anti crimes de guerra, anti genocídios, certamente anti apartheid e anti fascismo.
E tenho a certeza que é um defensor dos direitos humanos.
Preocupa-me ver alguns comentadeiros atacarem humanistas, que denunciam as atrocidades do governo e do exército de Israel, apelidando-os de antissemitas. Dispensávamos bem este tipo de gente a formar uma opinião pública baseada em mentiras, mas há quem considere adequado pagar-lhes para debitarem barbaridades. Provável é também receberem boas prendas vindas desses regimes violentos e supremacistas, de forma directa ou indirecta.
quinta-feira, fevereiro 12, 2026
UMA CAUSA POR DIA - LIVRO "HOJE VOU VOAR"
Desde o desenvolvimento de uma marca de sabonete artesanal, onde emprega mulheres refugiadas, à co-criação de uma associação de mulheres muçulmanas em Portugal; desde a organização de encontros para o diálogo entre diferentes religiões, à promoção de relações de amizade entre pessoas locais e famílias refugiadas e migrantes, a MEERU tem-se desdobrado em dezenas de projetos fantásticos. Mais sobre esta associação aqui (clicar no link).
segunda-feira, fevereiro 09, 2026
APANHADOS PELO MAU TEMPO NA EREIRA - E PELO CORREIO DA MANHÃ!
É um fenómeno extraordinário sermos contactados por amigos com quem já não falamos há muito tempo, por outros com quem falamos mais vezes, e recebemos mensagens de pessoas que nos conhecem e comentam com os nossos amigos comuns.
Vem esta introdução a propósito do agora fenómeno extraordinário que são as cheias na Ereira. Antes o extraordinário era haver um Inverno sem cheia. Mas depois das obras de regularização dos caudais e da contenção do leito do rio, a malta já não está habituada a ter que mudar as tralhas para os andares de cima.
Vai daí que tivemos a comunicação social tradicional em peso na Ereira. E nós fomos lá.
Fomos tratar das galinhas e apanhar laranjas.
Chegámos no sábado, por volta da hora de almoço e queríamos sair antes do temporal, que estava previsto piorar lá para as 17.
Deixámos o carro em Montemor-o-Velho e usámos o transporte rodoviário, camionetas de transporte muito altas do exército. Lá fomos grande parte do trajecto por estrada normal, até termos que passar nas zonas alagadas dessa mesma estrada. Na parte muito alagada era fácil perceber que só veículos especializados conseguiam fazer o percurso. Queríamos sair antes do temporal chegar, mas devido aos ventos fortes, gradual subida do nível da cheia e o tal temporal que entretanto se tinha instalado, às 16 horas deixaram de fazer o transporte pela estrada. E os barcos, insufláveis a motor, dos fuzileiros só começaram já de noite, ainda com ventania e aguaceiros, por isso acabámos por dormir lá em casa.
Como foi então a famosa aparição na TV? Há que começar antes. No dia antes.
À chegada à Ereira, logo dei uma curta entrevista à Antena 1, um directo. A Zé que é da terra, sendo abordada, disse à repórter que não queria falar, para falar antes comigo.
E ontem de manhã a aparição na TV, ao chegarmos ao cais de embarque, Alerta CM logo às 9 e meia da manhã. Depois chegaram os barcos, vinha lá a reportagem da SIC e apanharam-me logo para umas breves palavras, já estavam todos dentro dos barcos dos fuzileiros, eu era o último, porque ia no barco dos bombeiros com a cadela. Lá acabei à pressa a entrevista, depois a entrar para o barco, os repórteres CM pediram para fazer o embarque duas vezes, para filmar melhor e também fazer uma foto com a cadela ao colo. O comandante dos fuzileiros até fez um pequeno comentário...
A aventura continuou, mas já sem reportagens.
Um dos barcos dos fuzileiros, que vinha em último, lotação esgotada, ficou sem gasolina. Teve que parar o cortejo, o da frente com o comandante e lotação esgotada, veio para trás, reabastecimento e lá partimos rumo a Montemor. Eu estava excepcionalmente no barco dos bombeiros de Montemor-o-Velho, ficámos ali a assistir às manobras e a aproveitar a paisagem.
Ao tentar abrir as portas somos confrontados com mais uma pequena desventura: o nosso carro estava sem bateria. Porque à chegada, com a pressa de apanhar o transporte, não desliguei as luzes, que vinham ligadas por causa do mau tempo que apanhámos aqui e ali. Lá fomos socorridos pelos bombeiros, que foram ao quartel buscar cabos e ... tudo está bem quando acaba bem!
Aparecendo na Antena 1, na CMTV (em directo e depois aparecendo em imagens gravadas sempre que faziam um directo) e na SIC, no noticiário à hora de almoço, a malta amiga que ouviu, ou viu, acabou por reagir, fazendo assim diferentes os dias iguais. A presença da Pipoca nas imagens, transportada ao colo e depois tranquila já no barco, fez a diferença. Fica aqui o link para a reportagem publicada no Correio da Manhã online, com mais fotos.
A última vez que eu tinha aparecido no Correio da Manhã, foi quando o jornalista Bernardo Esteves fez um exclusivo sobre a minha nota de imprensa, onde revelava as irregularidades cometidas por um dos anteriores presidentes da direcção nacional da Quercus. Março de 2019. Um ano antes dessas irregularidades levarem à sua demissão, na sequência de uma reportagem de investigação na RTP, no saudoso "Sexta às Nove".
domingo, fevereiro 08, 2026
FOTOGRAFAR PALAVRAS - O BLOGUE / THE BLOG
sábado, fevereiro 07, 2026
PARA A HISTÓRIA DA DEFESA DA BEIRA BAIXA
sexta-feira, fevereiro 06, 2026
SALVEM A BEIRA BAIXA - MANIFESTAÇÃO EM LISBOA
EU NÃO ESTIVE LÁ, MAS OS MEUS AMIGOS ESTIVERAM!
Já de seguida vou colar aqui mais de 20 fotos, onde aparecem os meus 22 amigos que levantaram bem alto a minha bandeira em Lisboa. Não lhes dei um abraço ao vivo, fica aqui um abraço figurado, com saudades redobradas e a vontade de um dia nos reencontrarmos. De preferência num convívio de celebração, onde possamos gritar: "É nosso!!!", também honrando e recordando aqueles beirões que defenderam as suas terras há muitos anos atrás, imortalizados e de que maneira pelo José Mário Branco (FMI).
As fotos foram roubadas da net, muitas da Beira Baixa TV, outras do fotógrafo Pedro Vilaça Delgado e outras daqui e dali. Uma ou outra alteradas por mim, para dar destaque.
São amigos dos tempos de Idanha-a-Nova, da Quercus, claro, mas também das agriculturas, família e amigos de outras andanças profissionais (escola) e culturais.
quinta-feira, fevereiro 05, 2026
SERAFIM RIEM - A MORTE DE UM HISTÓRICO DA DEFESA DO AMBIENTE
Foi ontem que morreu, fica aqui a notícia para quem ainda não soube. E se não soube é porque não sabe quem é esta figura que foi central na história do associativismo de conservação da natureza e da defesa do ambiente neste nosso pequeno país.
A minha memória não guarda muitas coisas, pelo que não sei quando estive com ele a primeira vez. Anos 80, meio da década. E a última vez que falámos, pouco certamente, também não me lembro, ainda que foi já mais recentemente, talvez numa reunião magna da Quercus. De qualquer modo nunca fui muito próximo dele, não andei com ele a juntar vontades de associações regionais e locais para fundar a Quercus, há 41 anos atrás. Nem depois disso acompanhei de perto os primeiros anos, reuniões e encontros, lutas e denúncias da Quercus - Grupo para a Recuperação da Floresta e Fauna Autóctones, onde o Serafim, junto com alguns outros históricos, militava contra inúmeras dificuldades. Mas a malta era nova e arranjaram maneira de juntar mais e mais pessoas e transformar a Quercus, que é hoje a Associação Nacional de Conservação da Natureza (link aqui).
Actualização, escrita uns dias depois, mas inserida aqui:
A propósito das mensagens que apanhei online, homenagens póstumas ao Serafim Riem, reparei que quase todas referiam aquela que era a minha impressão sobre este amigo, que há alguns anos atrás me pediu também amizade no Facebook: era uma pessoa que vivia para a defesa do ambiente, que vivia para as associações que ajudou a fundar, mas que era ao mesmo tempo profundamente cultivadora de amizades e tratava sempre toda a gente de maneira afável e próxima. Mas vi também homenagens sentidas de pessoas que foram recolhidas para a fileira dos utópicos defensores do ambiente precisamente por terem sido "tocados" pelo Serafim.
Deixo-vos aqui neste link a homenagem escrita pela Marta Leandro, uma vez que foi publicada pelo Público, que é um bom texto e que ajuda a perceber melhor quem foi este homem que agora nos deixa um belo legado. E a certeza de que apesar dos seus 72 anos ainda nos poderia dar uma ajuda importante nas lutas que temos diariamente para termos o ambiente a que temos direito.
Notas breves - Uma das vezes que nos cruzámos foi na famosa luta em Valpaços, onde ajudei a arrancar eucaliptos e depois andei a fugir da carga da GNR a cavalo. Mas acho que nem falei com ele, eu apareci lá porque estava junto com malta da Agrobio, amigos que sabiam que aquela luta estava a acontecer, e como andávamos ali a visitar agricultores bio, fomos lá dar uma ajuda. (link aqui para as minhas malfadadas memórias dessa jornada, com imagens).
E uma das memórias mais fortes do Serafim, ainda que não seja minha, mas com cenas que me foram relatadas, é o famoso resgate do atrelado da Quercus, que foi retirado da propriedade do Serafim, no Alto Alentejo, e foi parar ao Tejo Internacional, onde entretanto foram criadas novas áreas de alimentação de abutres. O Serafim Riem tinha-se afastado da Quercus, mas manteve em seu poder coisas da Associação, e o atrelado era uma delas. Alguém, algum dia, pode ser que conte essa história fabulosa na primeira pessoa.
Muito provavelmente eu estive na Ass. Geral que expulsou o Serafim Riem da Quercus, e muito provavelmente eu estive na Ass. Geral que o readmitiu como associado, uns anos depois. Era justo.
Foto retirada da página da Iris - Associação Nacional de Ambiente
























