segunda-feira, dezembro 24, 2007

CARTÃOZINHO DE BOAS FESTAS

Este cartãozinho de boas festas destina-se aos leitores deste blogue que não estão na minha lista de endereços, ou que sendo meus amigos ou meus conhecidos não receberam atempadamente o nosso cartãozinho personalizadamente(caixas já cheias, mudança de emilio não comunicada, etc).

O desenho foi uma ideia minha, a São foi à net buscar o coração e o barretinho e fez a composição (que ilustrava o nosso cartãozinho interactivo), e a Khristina recebeu o nosso cartãozinho interactivo e fez isto com a composição:



E assim se fez este outro cartãozinho de boas festas, que aqui fica para quem o receber!

quinta-feira, dezembro 20, 2007

AFINAL O PAI NATAL EXISTE

Recebi ontem esta triste notícia, que para quem sabe do meu processo judicial só mancha a imagem dos altos magistrados da nação (mas para essa gente, mais uma mancha numa imagem já tão manchada, nem lhes deve fazer grande diferença):

Passo a informá-lo de que recebi ontem o acórdão do STJ, tendo sido negado provimento ao mesmo. Com efeito, é referido que: "... tanto no que se refere à limpeza das árvores como à limpeza dos matos, não cumpriu com o que se obrigara no contrato que firmou com o IFADAP(a que sucedeu o Instituto de Financiamento da Agricultura e Pesacas, IP), o que vale por dizer que improcedem todas as conclusões do recurso."

Fiquei pior que estragado, com vontade de insultar essa gente que é tão incompetente que merecia ... enfim, fica à imaginação dos leitores!

De passagem por Coimbra, conto as novidades à São e ela fica revoltada e preocupada por eu estar assim revoltado e triste. E pergunta-me o que é que me poderia fazer mudar de humor. Respondo que a única coisa que me poderia fazer sorrir era dizerem-me que o Pai Natal existe, que afinal, mesmo depois de toda a gente me dizer que não existe, e eu deixar de acreditar que existe, o Pai Natal é uma realidade. A São olha para mim e diz-me: - O Pai Natal existe! Vai aí debaixo da cama e tira de lá uma coisa embrulhada numa manta!

Eu tirei, desembrulhei e nem queria acreditar! A bicicleta que há uns meses atrás tinha referido aqui como sendo um sonho, estava ali, azulinha, toda dobradinha. Uns dias antes do Natal o Pai Natal veio provar, mais uma vez, que Natal deve ser todos os dias!

Obrigado ao Pai Natal, esteja onde estiver, sei que está onde os meus amigos estão! E sempre existe!

(Acho que este episódio vai dar um bom guião para uma história de Natal)

sábado, dezembro 01, 2007

MOTARDS EM FARO 2007


Um tema que ficou por escrever neste blogue, em Julho, foi a Des'locaSão a Faro 2007, a maior concentração Motard que se realiza em Portugal. Já estão as fotos no meu álbum há muito tempo, mas prometi à São que contava aqui como foi o evento visto por mim e vivido por todos nós, os que ali nos deslocámos nesta aventura colectiva. A ideia e a viagem estão descritas neste texto do site da São (se ainda não leste clica aqui).
É verdade, ao aproximarmo-nos já era uma confusão de trânsito. Uma operação policial logo à chegada a mandar parar todas as motas, mesmo para chatear e pouco pedagógica, mas lá passou a caravana das duas side car e do Renault 9, que já tinha vindo a ser filmada desde a Estação de Serviço de Faro, ainda na Auto-Estrada, pela equipa da TVI, que preparava uma reportagem da Des'locaSão Faro 2007. Mas essas filmagens a polícia não viu, senão eram capazes de nos admoestar, ainda passou um carro da Brigada, mas foram condescendentes.
O que mais me impressionou nesta Concentração foi a organização. É verdade que os dirigentes do Moto Clube de Faro foram de uma enorme solidariedade, de um coração sem tamanho, de uma sensibilidade inesperada, mas percebemos que a atenção que foi dada à nossa aventura e à São transbordava para todos os elementos da organização. Assim que chegámos à periferia da Concentração tínhamos um elemento da Direcção à nossa espera, que com uma moto 4 foi fazer de batedor, levando-nos directamente para a entrada de honra, onde éramos aguardados pelo Presidente da Direcção do Moto Clube, e outros elementos da Direcção, que pessoalmente nos desejaram uma boa estadia, nos entregaram as papeladas todas referentes à inscrição e ainda um livre-trânsito para podermos circular com o carro dentro do recinto. Na zona VIP estava também o centro de imprensa, por isso foi ali mesmo que a TVI captou as imagens para o final da reportagem, e depois os jornalistas de outros órgãos de informação que ali estavam interessaram-se pela nossa aventura e fizeram também a reportagem.
Logo no dia da chegada fomos fazer uma visita de reconhecimento, ver o local onde era a nossa base, onde a São poderia ficar descansada com a sua máquina ligada à electricidade. Era um stand onde ficámos a conhecer novos amigos, o David e a sua família, orgulhosos da sua exposição de motociclos todos transformados, uns maquinões! Também vendiam um licor alemão, à base de ervas, um belo xarope!
As noites eram passadas em casa de uns amigos que nos ofereceram abrigo, afastados da confusão, para recarregar baterias, pertinho de São Brás de Alportel. Uma casa muito bonita, acolhedora e a transpirar simpatia.
Ou seja, entre as viagens e um descanso merecido, acabámos por passar as tardes e princípio de noites na Concentração. Logo no 2º dia ia ser inaugurado um monumento ao motard, e nós dissemos que era boa ideia lá ir, depois do convite que nos fizeram. Mas só quando já íamos em viagem e que nos telefonaram para saber se demorávamos muito (porque já íamos atrasados), é que percebemos que estavam todos à nossa espera para dar início à inauguração. Aí vamos nós a acelerar, mas para azar andámos à procura da rotunda errada, e por isso chegámos super atrasados. Todos à nossa espera... uma vergonha!
Com toda a cobertura jornalística do evento, lá apareceram mais jornalistas e a SIC aproveita e pede para fazer uma entrevista em directo para o noticiário da hora de almoço. E foi assim que muitos dos nossos amigos nos viram, na TVI ou na SIC, recebemos sms, até julgaram que eu também era motard, e alguns amigos que não víamos há anos foram lá para nos verem. Foi uma verdadeira festa, dentro dessa outra festa que é a Concentração, estar com amigos de há longa data e com novos amigos, alguns que viram na TV, outros que souberam da iniciativa e até contribuiram para ela, e que depois ali foram para nos conhecermos pessoalmente. Para a jornalista da SIC, a nossa presença ali e o tomar conhecimento da nossa aventura, fizeram com que a reportagem fosse diferente do que é todos os anos, porque acaba por ser sempre um pouco repetitivo.
Mas para nós foi mesmo uma novidade, tudo muito tranquilo, mas sempre em ambiente de festa, tudo muito bem organizado nos vários sectores, deram umas refeições pré-embaladas, nada de especial, mas fica sempre bem, pena ver depois tanta comida desperdiçada.
Por falar em desperdício, no final da Concentração, com a indicação da Rosina, que fez parte da nossa aventura, andámos na recolha de materiais abandonados, tendo recuperado uma mala térmica nova, alguns colchões insufláveis, tendas, pacotinhos de batatas fritas, eu sei lá! Carregámos o carro, tipo carro de ciganos, e lá nos despedimos desta aventura, que recomendo mesmo a quem não é motard, pelo bom ambiente que ali se pode viver.
Tenho fotos minhas no meu álbum publicado na net, basta clicar aqui!
Para quando uma concentração de utilizadores de bicicleta? Aí lá teríamos que inventar uma maneira de levar a São, talvez na sua cadeira de rodas atrelada a uma bicicleta!

DEZEMBRO

Aqui está o último mês de 2007, tempo para balanços e para projectos anuais. Como se pode ver neste blogue, o balanço da disponibilidade para estar aqui a escrever foi negativo. Há já alguns meses que anunciei aqui um site, para manter actualizado todo o meu processo, mas continua em fase de construção. Vai tendo algumas coisas, que vou acrescentando, mas falta ainda escrever muito e organizar de modo a que seja uma leitura fácil e minimamente agradável. Para mim não é nada agradável escrever sobre o assunto, mas por outro lado acaba por ser uma forma de desopilar.

É claro que tenho muito tempo para estar aqui sentadinho num computador a escrever, mas isto da blogosfera é um vicio danado, e quando se olha para o relógio já o dia passou a ser noite, já a noite passou a ser de outro dia, e depois quem paga é o soninho, que fica mais curto.

A crise do fígado já passou, já fiz análises e tudo, e está tudo bem. Desci até aos 51 Kg, agora é tempo de recuperar algum peso, fazendo uma alimentação racional e muito exercício físico, para que o ganho de peso seja fundamentalmente de massa muscular. E por isso aí ando eu de bicicleta de um lado para outro. Como se pode ver aqui, e por falar em bicicleta, também podem ver aqui nas minhas fotos uma coisa que eu fiz para a Patrícia.

segunda-feira, novembro 12, 2007

ORGULHO NOS AMIGOS

A vida dá muitas voltas, mas é bem verdade que graças à estupidez do sistema a minha vida é um constante andar por aí às voltas. Os amigos têm sido fundamentais no apoio, no acolhimento simpático e no convívio. Ainda agora voltei de mais um périplo e já tinha na caixa do correio um poema. Aqui vai ele, sem autorização do autor:


AMIGOS

para São e JP


Estão sempre a vir e a ir
os amigos

a sua lei é como a dos pássaros
que pousam sem sossego nos ramos
como a dos objectos simples a quem entregamos a vida

estão sempre a tirar-nos do sítio
dos lugares assíduos nas nossas prateleiras
das nossas almas recostadas

em mil conversas
fica-nos talvez a última palavra
ou o seu silêncio

e quando partem
deixam para trás um enorme sulco
campos semeados de estrelas
o nó na garganta

estrelas a que apetece regressar
sem data marcada nem efeméride

partem sem triunfo
e deixam-nos sem sucesso

o que ficou deles é possível reter numa concha da mão
mas transborda nos olhos

são como os pássaros migrantes
sem se fazerem anunciar
senão por um canto quase inaudível e sem palco

saem às vezes demasiado cedo
como se tivessem acabado de chegar

estão sempre a vir e a ir
e a atravessar-nos como quem entra pela janela

surgem como se ninguém estivesse à sua espera
e no entanto o coração acelera.

10/11/2007

in Azken Afaria (inédito)

quinta-feira, novembro 01, 2007

ÉPOCA DA SANDÁLIA

Pois é assim, desde o ano passado que adoptei uma nova mania, permitida pelas temperaturas amenas de Portugal: entre o dia 1 de Abril e o dia 1 de Novembro ando sempre com sandálias. Os pés ficam mais arejados, não tenho que sujar meias, compro sandálias baratuchas mas que sejam muito confortáveis e que duram muito (tenho um par de sandálias que custou 5 euros há três anos e ainda estão ao serviço, no ano passado comprei outras iguais, e este ano, ainda outras, para ir renovando o stock).
Muitos dos nossos antepassados andavam sempre descalços, Inverno e tudo, e aguentaram-se bem, por isso eu assim ando muito mais à vontade. Este ano acaba a época da sandália no dia 1, mas com as previsões de bom tempo para os próximos dias bem poderia acabar lá mais para diante.
Claro que quando ando no campo, em trabalhos, lá uso um calçado fechado apropriado, mas de resto: VIVA A SANDÁLIA!!!

terça-feira, outubro 23, 2007

CARTA AO PAI NATAL



Querido Pai Natal, ou Jardim Gonçalves (banqueiro que perdoou dívida de 10 milhões ao filho!!!), ou qualquer outra entidade imbuída do espírito natalício da oferta de presentes:

Esta bicicleta, denominada Mobiky Genius (fotos), era uma verdadeira prenda de Natal. Porque já tenho uma boa bicicleta, uma Corratec de montanha, Ice Bow, e na verdade não preciso de outra. Também já tenho uma bicicleta dobrável, a antiguinha bicicleta verde, e na verdade não preciso de outra. Mas esta é tão gira que é como um brinquedo, e apesar da minha idade (já passei dos trinta!!!) ainda era capaz de ficar com os olhos a rirem-se se desembrulhasse uma prendinha destas.



Ah, é só a bicicleta, uma gata, destas assim, também já tenho!

Se não puder ser para já, faço já um pedido para o ano 2020, em que talvez já tenha alguma dificuldade em pedalar, com esta outra bicicleta, uma revolucionária bicicleta híbrida.(basta ver a imagem de apresentação, o vídeo é em inglês e para além de descrever como funciona vê-se em andamento, só para os mais interessados e com tempo para perder!)

Muito obrigado

segunda-feira, outubro 15, 2007

PARA UM FUTURO BEM MELHOR

Dia de Ação dos Blogs(Blog Action Day), é uma iniciativa internacional a que acabei de aderir. O tema deste ano é o meio ambiente!
Neste país onde ando, o nosso querido Portugal, não se apostou atempadamente na produção de energia eléctrica solar, através dos painéis fotovoltaicos, instalados nas casas dos consumidores. Andam todos os poderes instalados a defender os interesses económicos das grandes empresas, principalmente os da EDP. Que nunca se mexeu para que isso fosse uma realidade porque isso significa perder algum do muito dinheiro que ganha poluindo o ambiente ou destruindo habitats. A QUERCUS, que é a nossa maior associação de defesa do ambiente, defende a energia solar fotovoltaica, mas aparece ao público a fazer parcerias com a EDP para promover a poupança de energia. É uma iniciativa louvável, promover a poupança de energia. Em Espanha, já lá vão mais de dez anos, o GREENPEACE teve caravanas solares a percorrer aquele país, para sensibilizar e obrigar os governos a promoverem a produção de energia nas casas dos consumidores, que vendem o excesso de energia para as grandes empresas. E resultou! Aqui o resultado é outro!

quinta-feira, outubro 04, 2007

JAZZ MAIS POBRE

Morreu Joe Zawinul. Este monstro do Jazz europeu, convidou a Maria João para cantar nos seus espectáculos. Vi no Porto há um bom par de anos. Aqui fica, em jeito de homenagem, uma música bem brasileira.

terça-feira, outubro 02, 2007

PUDIM DE ATUM



Setembro ficou em branco aqui no blogue. É verdade que ninguém notou a falta de notícias, mas o facto é que desde o dia 1 eu fiquei amarelinho de todo, por causa de uma crise no meu fígado, com febre, dores de cabeça fortes e enjôos. Da ida ao meu médico resultou uma dieta rigorosa, repouso absoluto e ter paciência, ao mesmo tempo que fiquei a tomar uns produtos naturais, para limpar o organismo e aguentar a dieta, e mais uns que vou começar a tomar para depois me recompôr. No final de Setembro já estava bem melhor, pelo que entrei em convalescença e já começo a fazer umas coisinhas, ainda que com pouca energia, e portanto tem que ser tudo devagarinho.

Pudim de atum é o meu prato favorito, e vou agora escrever a receita de como se faz, tudo bem explicadinho. Basicamente é um prato muito saboroso, com arroz, refogado de tomate com atum de lata, maionese, alface e azeitonas, come-se frio e sabe mesmo bem na Primavera e Outono. Foi a gota de água (pela quantidade que ingeri foi bem mais do que apenas uma gota...) num fígado que apanhou com 3 semanas de abusos variados, na quantidade e nas gorduras. De um modo geral eu como sempre bem, mas nestas 3 semanas foi um festival gastronómico. Devia ter tido mais cuidado com a quantidade ingerida, pois devia! Se fosse cuidadoso não tinha agora estado neste estado!

domingo, agosto 26, 2007

AGRICULTURA E AMBIENTE

Este tema ganhou um grande destaque graças à acção de um grupo chamado Verde Eufémia, que destruiu uma pequena parcela de milho transgénico, de forma divulgada publicamente com a ajuda dos media.

A QUERCUS, maior associação de defesa do ambiente nacional, apressou-se a condenar esta acção, facto que motivou alguma discórdia entre os membros de um fórum de discussão virtual, de associados da QUERCUS. É claro que eu fui um dos que acho que a acção foi louvável, e como tal, lá contribuí com um ou outro comentário. Desta feita fica aqui a cópia de um comentário feito a uma opinião sobre o perigo da inactividade em relação aos OGMs (Organismos Geneticamente Modificados), no qual recorri à memória de Maio do ano passado deste modesto blogue.

Aqui vai o comentário:

"Pois esta questão da acção é muito importante, e não haja dúvidas de que a QUERCUS pertence à Plataforma Transgénicos Fora do Prato. Mas estamos num país assim, a modos de que é sempre uma minoria, mesmo que se autoconsidere esclarecida, que se preocupa com os problemas do ambiente. E sendo poucos, muito menos são os que activamente procuram divulgar as questões.
Fui à memória do blogue e desenterrei este texto, escrito no ano passado, logo após a manifestação/passeio da CAP contra o Ministro da Agricultura, 3 de Junho de 2006:

"grande banhada afinal! Não houve manifestação nenhuma, foi só um desfile folclórico. A CAP não deixou a nossa associação levar a faixa, que assim ficou tanto trabalho inutilizado. Foi bonito para os turistas, mas dei logo por mal empregue o tempo investido nesta treta inventada pela CAP. Valeu a minha deslocação a Lisboa pelo convívio e por ter dado uma forcinha à malta da Plataforma Transgénicos Fora do Prato, pois estes tiveram problemas por estarem a distribuir uns simples folhetos informativos sobre os problemas dos transgénicos. Estes problemas, a dada altura transformaram-se mesmo em agressões físicas, o que depois levou a que o autor dessas agressões físicas, algum agricultor abrutalhado do interior, fosse identificado pela polícia. A malta depois decidiu não apresentar queixa, mas pelo menos ele sentiu que a sua estupidez não tinha sido esquecida."

É óbvio que nem todos os agricultores reagiram com violência à distribuição dos folhetos, a maior parte estava-se nas tintas. Eu interessei-me pelo facto de estar ali malta ecologista a dar-nos informação e depois acabei por intervir na cena da violência, como testemunha!

Mas a verdade no interior de Portugal (e também no litoral) é esta: os ambientalistas estão mal vistos pelos agricultores. Ali na minha zona (Idanha-a-Nova e arredores), os agricultores são sempre as vítimas das restrições, para proteger o ambiente, parece que só eles é que têm que pagar a factura. Não me refiro só à questão da implantação de áreas protegidas, mas questões como daquela vez em que os agricultores se queixavam de ataques de lobo a ovelhas, e depois os técnicos do ICN nunca pagavam a indemnização porque nunca se provava que não era um cão, até que o lobo apareceu morto e, depois, parecia que os agricultores tinham feito uma magia, ao transformar o cão em lobo. Ou como a questão dos abutres andarem a atacar rebanhos de ovelhas, que esta é uma situação mais actual, em que depois aparecem animais abatidos a tiro ou envenenados, mas como nunca aparece ninguém do ambiente a dar razão e a pagar as devidas indemnizações, acaba por ser uma acção em legítima defesa, em defesa da propriedade privada. Claro que depois, como não se dá razão aos agricultores, é preciso ter os centros de recuperação a funcionar, mesmo sem os financiamentos do governo. É um ciclo, até fica bem aparecer a QUERCUS nos jornais da região a devolver abutres à natureza, com o patrocínio do grupo SONAE, e até a dizer um bocadinho mal do governo por não financiar, mas acabam por fazer o trabalho que é responsabilidade do governo, e isso no final é que interessa. Não sou contra a QUERCUS receber verbas públicas ou privadas, sejam elas quais forem, melhor seria termos independência financeira atarvés das quotizações dos sócios e donativos. Mas também me parece que apesar das críticas públicas, e das iniciativas junto dos poderes públicos e judiciais, não se tomam posições de força de forma a vincar a independência, de forma a marcar uma posição perante a opinião pública, de forma a conseguir bons resultados na defesa do ambiente, porque existe esta relação com os poderes instituídos, no sentido da colaboração desinteressada para que haja melhor legislação. Falta agora estar publicamente do lado dos agricultores, mas sem estar a condenar aquilo que foi uma acção que teve o mérito de trazer os OGMs para as primeiras páginas, que teve o mérito de fazer com que o ministro da agricultura, do desenvolvimento das corporações multinacionais agro-alimentares e da produção de biocombustíveis dissesse mais umas patetadas. À QUERCUS bastava estar calada para se demarcar, e depois denunciar mais uma vez estas manobras para ajudar às plantações com OGMs, e ir apredejar o Ministério da Agricultura, e esvaziar os pneus das viaturas ligadas ao ministério, e insultar os funcionários do Ministério do Ambiente, e atirar-lhes com papas de carolo feitas com milho biológico. Mas uma coisa bem organizada, pois claro!

Bom, isto é só um comentário, não é nenhum manifesto.

Abraços y beijos para todos, obrigado pela vossa participação nesta discussão de fórum

João Paulo Pedrosa"

CRETINOS À SOLTA NO MINISTÉRIO

Podia ser o título de uma série televisiva, mas não é.
A questão dos fogos florestais motivou uma entrada no famoso blogue "piadinhas e torradinhas", podem ver clicando aqui neste sublinhado colorido.

sexta-feira, agosto 24, 2007

IFAP TEM GENTE SINCERA

Foi nos Axónios Gastos, um blogue bem organizado, e com temas interessantes, que descobri este texto, sobre o IFAP, onde está uma bela descrição daquilo que é esta estrutura, que como se sabe, é a continuação do IFADAP, com muita da mesma gente incompetente. Aqui se vê que pelo telefone, um funcionário, não identificado, foi sincero e diz que ali têm muito que fazer e que andam ocupados com muitos processos, e que o melhor é recorrer às associações de agricultores. De certeza que um dos processos em que andaram ocupados foi o meu, a forjarem relatórios falsos que hoje estão nos tribunais. A pouca vergonha não está à solta, está ligada à administração pública (incluindo aqui a justiça).

quarta-feira, agosto 22, 2007

WC, OU UMA TRADUÇÃO DE METER NOJO

Por acaso não reparei a quem é que a SIC paga uma fortuna para fazer a tradução do programa da OPRAH, que passa na SIC Mulher, mas vejam bem esta tradução, do inglês para o português:
SITUAÇÃO: A Oprah Winfrey e a amiga fazem uma viagem rodoviária pela América, que serve de base a uma reportagem que depois vai sendo exibida no programa e que vai sendo comentada. Numa das estadias ficam num Hotel muito bom, pelos vistos muito conhecido por lá.
Diz a amiga, ao descrever a suite: - And here we have what in some places people call a toillete, but here is a water closet!
TRADUÇÃO : - e aqui temos o que algumas pessoas chamam uma toillete, mas aqui é um armário de água!

É verdade que vejo muita televisão, e que sei algum inglês, algum francês e algum castelhano, mas para quem não sabe, estas traduções acabam por passar informações erradas (muitas vezes nomes de animais, plantas, expressões) que deixam os utentes destes programas mal informados. E uma coisa são os canais de sinal aberto, outra são estes canais que pagamos, e que ainda são alimentados pela publicidade, e que depois mandam fazer as traduções aos amiguinhos, dando-lhes a ganhar bom dinheiro! É por estas e por outras que devia haver legislação a punir quem dá erros no português, quem desse erros nas traduções de forma que fosse divulgada publicamente, nomeadamente através dos meios de comunicação social, pagava multa!
Custa muito contratar alguém que faça uma segunda leitura das traduções?

segunda-feira, agosto 06, 2007

ASSIM É QUE É CONTESTAR!

Estava eu a ler as novidades de blogues dos amigos, quando deparei com esta denúncia de discriminação de pessoas portadoras de deficiência. Aconselho leitura do blogue e seguir o link para a notícia detalhada com os pormenores! Neste caso acho mesmo é que as multas sejam aplicadas pelo limite máximo, mas isso era o mesmo que ser feita justiça em Portugal, o que ainda está longe de acontecer! Já consigo imaginar os juízes a julgarem o caso e a sentirem na pele o "incómodo" sentido pelos responsáveis pela discriminação.

sábado, agosto 04, 2007

MUITAS ACTIVIDADES

Pois bem, enquanto se aguarda que haja tempo para desenvolver as aventuras e os acontecimentos do meu processo dos últimos tempos, aqui fica o convite para irem ao meu álbum de fotografias, pelo menos as imagens contam alguma coisa...
Estou de volta à blogosfera!

domingo, maio 20, 2007

CACAHUÈTE NO IMAGINARIUS

Cacahuète é o nome de uma companhia de teatro de rua. São franceses, de perto de Marselha. Este ano voltaram ao Imaginarius, o único festival nacional de teatro de rua, entrada livre, onde ano após ano temos oportunidade de ver espectáculos fora do comum. Todos os anos, Santa Maria da Feira fica mais rica por lá ter esta festa da cultura.
Há um par de anos atrás, os Cacahuète surpreenderam-nos com dois trabalhos bem humorados, umas montras vivas e o funeral da mamã. Nesta edição pediam 15 voluntários para uma nova produção de um seu êxito: Market Platz. A pedido da organização do Imaginarius, foi pensado o Market Platz 2. Tendo visto na net que pediam voluntários para um ateliê, para depois poder participar na peça, fiquei logo de olho aberto e coração aos saltos. Mas só vi este pedido de noite, já tinha passado o dia de início do ateliê. Ainda assim, acordei de manhã decidido e mandei um emilio para a organização, dizendo que gostava e estava disponível, caso fosse preciso. Passei todo o dia à espera de ouvir o telemóvel, mas nada... só à noite me ligaram, dizendo para ir no dia seguinte! Era a véspera da estreia e lá chego eu ao local onde decorriam os últimos ensaios. Voluntários, até à data, muito poucos, apenas 3 raparigas, apenas uma delas portuguesa. Fica desde logo combinado que à noite há ensaio geral, e espera-se a chegada de mais voluntários. De uma escola de teatro do Porto, uns 9, devem estar mesmo a chegar, até já estão atrasados. Mas depois lá vem a notícia que afinal os meninos se tinham portado mal nas aulas e, como castigo, não os levaram! Procuram-se mais voluntários de última hora, mas nada. Ainda aparecem três meninas, mas são dispensadas devido à tenrinha idade. De tudo o que os Cacahuète tinham pedido há uns meses atrás faltava ainda um "dumper", aqueles tractorzinhos camarários de carga. Da organização dizem que não aceitam pedidos de última hora, nos papéis recebidos na organização, há mais de um mês, está lá bem explicado o que era preciso ter ali disponível, incluindo o "dumper". Mas a situação não se resolve, por causa do orçamento do Imaginarius, e essa parte em que aparece um "dumper" e descarrega um monte de lixo na cena é cortada. À noite faz-se um ensaio geral, faz-se uma procissão com uma grande cruz em cima de uma plataforma com rodas, leva-se um pórtico, levam-se carrinhos de compras adaptados (um para levar um dos actores, o director do supermercado Market Platz, dois para levar projectores de iluminação). Mas as coisas correm mal, e no final do ensaio geral, e com a falta de mais malta para ajudar a empurrar, fala-se numa mudança de planos e marca-se para o dia seguinte, dia da estreia, um encontro um pouco mais cedo, para acertos de pormenores. Afinal a cruz já não vai na procissão, o trajecto também é encurtado, a passagem de modelos vai ser feita no local onde estava previsto fazer a cena final. Os poucos voluntários são integrados como actores, ou como assistentes de iluminação, com uma contribuição importante para o sucesso global: a estreia corre bem, o público adere e gosta da crítica implacável à sociedade de consumo, que é caricaturada como uma nova religião, ao mesmo tempo que se brinca com as religiões. Os Cacahuète actuam de forma desbragada, com um ritmo imparável, com pouco texto, mas o suficiente para enquadrar uma crítica mordaz. Na grande cruz branca, está pendurada uma carcaça de um porco, crucificada. O director do supermercado, que sabia falar bem português, diz: - Venham ao Market Platz e consumam, este é o meu porco! - (indicando a carcaça crucificada). No dia seguinte, a segunda actuação é marcada por alguns problemas com o microfone principal, mas ainda assim o sucesso repete-se. No final da actuação venho para junto do público e então reparo que a grande cruz branca está coberta por um grande pano branco, à frente do qual o porco está crucificado. A imagem perde o impacto do primeiro dia. Afinal, alguém se queixou à organização do Imaginarius e esta pediu para suavizar a cena. Estamos em Santa Maria da Feira. Com resistência, lá existe uma pequena cedência e lá se arranja orçamento no Imaginarius para ir comprar o pano a correr. The show must go on. Terceira e última representação ontem à noite, novo sucesso, com muito público a apreciar, desta vez quase sem incidentes anormais. Os voluntários, que tão bem foram recebidos pelos elementos do grupo, neste último dia recebem um livro com o historial, ilustrado com fotos, do grupo francês, com dedicatória e autógrafos de todos os elementos.
Estamos no Portugal que bem conhecemos: voluntários da nossa terra - só 2, desorganização, no pormenor do "dumper" - qb, censura - muita, do sector religioso, para não qualificar a cena da escola do Porto, que falhou à última hora. Da minha parte ficou o grande prazer em poder participar num projecto cultural inteligente, o agrado pela simpatia geral da companhia e do pessoal da organização do Imaginarius. A minha primeira experiência no teatro de rua não poderia ter melhores padrinhos.

64

Pois, é o texto número 64 deste blogue! Nasci em 1964, mais uns dias deste Maio e já lá vão 43 anos...
Como já fica confuso perceber as coisas do processo em que estou envolvido, com as ilegalidades do IFADAP e do Ministério da Agricultura, estou a fazer um sítio na net, onde vou organizar tudo. Vai dar algum trabalho, mas acho que será didáctico. Para já ainda está só no início, quando estiver pronto mando um emilio a convidar para a inauguração.
Este blogue vai continuar, até porque aqui cabem muito mais coisas, da música à cidadania, o sítio é mesmo específico. Aqui é mais aberto, e pode ser mais participado. Muito obrigado a quem aqui me visita!
Por falar em visitas, e para ocupar o espaço na net, fui criando uns blogues malfadados aqui e ali, mas que encaminham para este, este é que é o original! Nunca se sabe quem, através de outros servidores, pode descobrir aqui coisas que lhe pareçam interessantes.

domingo, maio 06, 2007

BUROCRACIA

É um texto longo, mas vai ser um clássico da internet. Toda a troca de correspondência com o Montepio Geral, por causa de um erro do Banco. Leiam aqui neste outro blogue, esta verdadeira pérola.

quarta-feira, maio 02, 2007

ASSIM É QUE SE COLOCAM PERGUNTAS PERTINENTES

Aqui fica um link para esta carta , onde se pergunta o que raio estava a fazer um representante da igreja católica no meio de ex-presidentes da República, nas comemorações do derrube da ditadura.

Espera-se uma resposta do género: "era para dar colorido ao local, com as suas vestes de cerimónia!"

terça-feira, maio 01, 2007

AEROPORTO DA OTA

Estamos em Portugal e lembro-me sempre da questão do polémico túnel da Gardunha. Fizeram-se vários estudos sobre como furar a Serra, e os políticos, baeados nos estudos técnicos, decidiram que o melhor era fazer um furo na Serra, em que o acesso passaria mesmo ao lado de uma linda e pacata terrinha, Alpedrinha. Este acesso é "apenas" uma auto-estrada, e de facto ficou a passar mesmo em cima de Alpedrinha, um atentado. Na altura, criou-se um movimento (a CEDA?), muito contestatário, que obrigou as entidades a reunir na localidade. Como dirigente da QUERCUS de Castelo Branco fui a uma das principais reuniões e aí, os senhores explicaram porque razão o País ia gastar muito mais dinheiro a fazer uma autoestrada, encosta da serra acima, e o maior túnel do território continental (ia gastar muito dinheiro, mas também muito dinheiro iria ser mandado pelos europeus), e porque então teria que passar mesmo por cima de Alpedrinha: é que os estudos da localização do túnel tinham por base a ideia de que a antiga estrada, que ligava as terrinhas desde Castelo Branco até ao Fundão, e que passava por Alpedrinha, ia ser alargada e melhorada, transformada em IP. Logo, o acesso ao túnel teria que ser perto dessa estrada, para evitar maiores custos. Decide-se então que a localização do túnel é aquela mesmo. Pouco tempo depois decide-se que em vez de alargar a estrada já existente, em vez de uma IP, se vai construir, de raíz, uma autoestrada SCUT. Ora, se o túnel já está decidido que vai ser ali, e ainda que não haja nenhuma obra começada, a SCUT tem que lá ir bater.
Resta dizer que a alternativa era, em vez de subir a Serra, ali por alturas da Soalheira (uma localidade na base da Serra), a autoestrada seguir ao lado da linha do comboio e fazer-se um mini túnel ao lado do mini túnel do comboio, e depois seguir em direcção ao Fundão. Olhem para um mapa de Portugal, se não conhecem a região, e verifiquem. Gastar-se-ia se calhar 70% menos de dinheiro, não se afectava de modo significativo nenhuma localidade e poupava-se a encosta da Serra a um rasgão. Bons tempos em que se os portugueses construiram a linha do comboio, em que não havia tanto dinheiro para gastar à parva, e em que viram qual a opção mais fácil e mais barata.
Na altura desta reunião já era tarde para protestar: já estava tudo aprovado, tudo decidido, verbas atribuídas. Alguém foi responsável por este desperdício de verbas públicas, mas como sempre a culpa não é de ninguém em particular...

Vem este texto a propósito da credibilidade dos "muitos" estudos feitos sobre a localização do novo aeroporto. Estudos feitos por empresas "de malta amiga".

sábado, abril 21, 2007

MAIS SETE MARAVILHAS

É de se ficar maravilhado: no mesmo ano somos chamados a votar por duas vezes para nos pronunciarmos sobre coisas maravilhosas que existem no nosso mundo. Já aqui tinha falado das 7 maravilhas do mundo, agora aqui fica a referência às minhas preferências para as sete maravilhas nacionais: Castelo de Almourol, Castelo de Marvão, Castelo de Óbidos, Convento de Cristo Tomar, Torre de Belém, Convento e Basílica de Mafra e o Mosteiro da Batalha.

Só agora o faço aqui no meu blogue, passando pela vergonha, e pela gargalhada, de ter lido algo parecido aqui, que aconselho a clicar com tempo. E com vontade de ficar alegre!

terça-feira, abril 17, 2007

JOÃO

Assim se chama o novo CD da Maria João: JOÃO. O lançamento público foi na FNAC em Lisboa. Nós fomos lá, o Clube de Fãs não podia perder este acontecimento. Eu estava com a São em Sintra, calhou mesmo bem! Depois foi um encontro com amigos, que sabe sempre bem, e ouvir ali algumas das músicas ao vivo, com a melhor voz portuguesa a cantar os melhores compositores brasileiros, acompanhada apenas por um baterista e por um guitarrista, foi um momento para mais tarde recordar.
Mais informações se clicarem aqui (site da Maria João).

Fico à espera de descobrir uma promoção, daqui a uns seis meses, para o comprar. Por enquanto vou-me deliciando ainda com o Tralha e o Pele.

segunda-feira, abril 16, 2007

AMIGO

Das minhas militâncias, fiz um amigo na Covilhã, que entre nós é o Guerra.
É um nome muito ligado ao belicismo, não gostava de me chamar guerra. Mas mandou uma mensagem de Natal que rezava assim:
Desejo Boas Festas com saúde, amor e paz. Guerra

Uma vez estive doente muito tempo e li o Guerra e Paz, do Tolstoi. Já não me lembro de nada! Mas não vou ler outra vez! Se ficar doente muito tempo vou é escrever muito neste blogue.

Se escrevo pouco, já sabem, estou a cumprir os desejos do Guerra!

Em Sintra, em passeio... até já!

terça-feira, março 27, 2007

DE BICLA OU DE PATINS

Coimbra vai aparecer no mapa do mundo das actividades reivindicativas alternativas ecológicas. À semelhança do que já acontece um pouco por todo o mundo, em Coimbra vai ser a primeira vez na próxima sexta-feira, dia 30, às 18 horas. Podem ver mais informações neste blog dos cidadãos hiperactivos!

Vamos lá ver se esta semana consigo escrever aqui todos os dias...

segunda-feira, março 26, 2007

FOTOS CÁDIZ

A galeria completa das fotos pode ser vista nos álbuns do PICASA on line, onde estão vários capítulos no meu álbum, mas neste caso não está em nenhum capítulo do álbum, mas sim numa das galerias vinculadas, a da São (link directo na entrada deste blogue mais abaixo).

Posted by Picasa

FOTOS DE CÁDIZ

Estava aqui a tentar mandar umas fotos pelo gmail, mas fica um ficheiro grande demais e a Sandra sugeriu que fizesse um album do PICASA. Como no meu PICASA não vi a maneira de criar um album online, lembrei-me de aproveitar uma das funcionalidades do PICASA, que é o Blog this. Seleccionei uma dúzia de fotos e pumba! Mas afinal só punha no blogue um grupo de 4! E aqui ficaram as fotos durante um bom tempo em exposição.
Mas eis que a São pesquisou e descobriu como era fácil pôr um álbum do PICASA on line. Foi assim que ela pôs todas as fotos on line, neste álbum.
Nestas fotos podem ver-nos em casa da Mamen ou a passear na rua, pois esteve um Solzinho mesmo bom nestes dias. Esta ida com a São a Cádiz veio na sequência de lá termos estado logo no révéillon deste ano, mas como foram poucos dias, ficou a promessa de voltar. Além do passeio a São fez muito trabalho no computador, a Grisi tomava conta de nós enquanto a Mamen ia trabalhar e na última noite ainda houve tempo para uma festa organizada pela Mamen com amigos lá em casa.Estão também fotos de Elvas, com a APP na casa onde dormimos na viagem de regresso, e de Campomaior, casa do Tiazinha, e Faro, casa do Zé Carlos, onde pernoitámos na viagem de ida.

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

COMO SAIR DO LIBERALISMO

Estou a postar desde Idanha-a-Nova, e é aqui mesmo que vou deixar mais um livro, desta feita uma obra de Alain Touraine, cujo título é esse mesmo: Como sair do liberalismo. Foi uma prendinha de Natal que decidi destinar a um uso mais geral, pois como não me dedico à leitura de obras teóricas, sempre é menos uma coisa que tenho que guardar e sempre o livro pode cumprir a sua missão. Basicamente o autor, sociólogo francês, não tem a receita para sair do liberalismo, mas faz uma análise de várias situações actuais e de novos movimentos, concluindo que não devemos desistir de lutar por um mundo melhor, mesmo que nos digam repetidamente que assim estamos bem.

quarta-feira, janeiro 24, 2007

NA BOA FÉ

Escrevia eu em Novembro passado isto, a propósito de mais uma vitória dos agricultores, o qual já tinha tido direito a um comentário anónimo, recebo agora outro comentário, o qual agradeço e até dou destaque, pois, mesmo anónimos, sempre ajudam a esclarecer. Foi o que aconteceu neste caso, conforme se pode ler:

Anonymous said...
OH Senhor Pedrosa,Escusa de pedir um inquérito Parlamentar sobre as dividas do IFADAP e para onde vai o dinheiro. Eu esclareço-o de graça e bem mais rapido. Qualquer divida verificada resulta de um incumprimento (por muito que não queira aceitar ... meu caro). Como são muito processos (impossivel fazer cartas individuais) é sempre possivel serem alegados problemas processuais (o que não quer dizer que o crime não exista). As dividas que saiem nas cartinhas que menciona, têm de ser todas e sem excepção registadas numa base de dados, controlada pela Comissão que recebe o dinheirinho da recuperação. Espero que o tenha ajudado a tirar esses macaquinhos da cabeça ! (embora tenho as minhas duvidas e que vai continuar pela vida fora a arranja-los...).Um bem haja.De um senhor sem gravata
Qua Jan 24, 12:07:24 AM

Diz este gajo, e faço boa fé nas suas palavras, que as verbas recebidas nas devoluções das Medidas Agro-Ambientais vão para a Comissão Europeia. Então a componente nacional destas ajudas volta para os cofres do Ministério da Agricutura, e então quanto mais devoluções forem registadas, menor é o défice público. A minha dúvida era se o dinheirinho alguma vez seria devolvido à Comissão, mas se assim é, acho muito bem!

Mas mais uma vez se desculpa o IFADAP por ter muito trabalho e deste modo poder incorrer em ilegalidades processuais. Mas de facto, o que se passa, e como digo e repito muitas vezes, não pode uma entidade andar a perseguir agricultores quando essa entidade é a primeira a cometer erros. E que erros! A começar pela avaliação do que é o cumprimento ou incumprimento de obrigações, que nem era feito inicialmente pelo IFADAP, mas por outros funcionários do Ministéro da Agricultura. Como erravam muitas vezes (e não me parece que a desculpa fosse o excesso de trabalho), vinha depois o IFADAP fazer a cobrança, admitindo como verdadeira a situação de incumprimento relatada pelos colegas funcionários. E esse incumprimento muitas vezes não era verdadeiro, o meu caso é apenas mais um, conheço outros!

Já gostei de ler alguém anónimo mas bem informado concordar que existem erros processuais. É mais animador que ler sentenças e acórdãos de magistrados, que baseiam as suas decisões não em leis mas em suposições, e defendem as entidades estatais como fiéis sabujos.

terça-feira, janeiro 23, 2007

TRANSGÉNICOS

Recebi emilios da malta amiga a dizer para mandar urgentemente para dois dos nossos eurodeputados uma carta onde se apelava para chumbarem um relatório onde se defendem os transgénicos. Também me apetecia reflectir aqui sobre o exagero de dinheiro cobrado por alguns conferencistas, só comparável ao escândalo dos salários dos desportistas de topo. Mas isso fica para uma próxima oportunidade. Hoje deixo aqui as alterações que fiz à carta tipo enviada aos eurodeputados:

Exmos Srs Eurodeputados Duarte Freitas e Capoulas Santos,

A propósito da votação, já amanhã, dia
24 de Janeiro de 2007, na Comissão de Agricultura
de que são membros efectivos, do relatório
Virrankoski sobre biotecnologia e o futuro da
agricultura europeia (2006/2059 (INI)), gostaria que lessem este meu pedido.

Este documento poderia ter sido escrito pela
indústria da engenharia genética, etc, etc.

Segundo dados publicados no Relatório do Estado
do Ambiente de 2003, 74.6% dos portugueses com
opinião não querem que os transgénicos sejam
comercializados. Eu sou um desses portugueses,
já fui agricultor no interior de Portugal e fui vítima da estupidez dos governantes quando era responsável por um projecto de agricultura biológica, mas gostaria de verificar
que os vossos votos foram inteligentes e ajudaram a chumbar o
relatório Virrankoski.

Atenciosamente,

João Paulo Pedrosa

E pronto, acho que fui bastante claro! Quem quiser saber todo o conteúdo da carta é só verificar nas pedradas...

sexta-feira, janeiro 05, 2007

PROCESSO ARQUIVADO

aqui contei, neste modesto blogue, o processo que levou a apresentar uma queixa ao Conselho Superior da Magistratura. Já recebi a resposta à minha queixa formal: O PROCESSO FOI ARQUIVADO. Deitei mãos à obra e enviei agora mesmo uma carta aberta a essa instituição, que devido à sua extensão podem ler na primeira pedrada. Seguir-se-ão outros actos de protesto formal, de que aqui darei conta na devida altura.