Escrevia eu em Novembro passado isto, a propósito de mais uma vitória dos agricultores, o qual já tinha tido direito a um comentário anónimo, recebo agora outro comentário, o qual agradeço e até dou destaque, pois, mesmo anónimos, sempre ajudam a esclarecer. Foi o que aconteceu neste caso, conforme se pode ler:
Anonymous said...
OH Senhor Pedrosa,Escusa de pedir um inquérito Parlamentar sobre as dividas do IFADAP e para onde vai o dinheiro. Eu esclareço-o de graça e bem mais rapido. Qualquer divida verificada resulta de um incumprimento (por muito que não queira aceitar ... meu caro). Como são muito processos (impossivel fazer cartas individuais) é sempre possivel serem alegados problemas processuais (o que não quer dizer que o crime não exista). As dividas que saiem nas cartinhas que menciona, têm de ser todas e sem excepção registadas numa base de dados, controlada pela Comissão que recebe o dinheirinho da recuperação. Espero que o tenha ajudado a tirar esses macaquinhos da cabeça ! (embora tenho as minhas duvidas e que vai continuar pela vida fora a arranja-los...).Um bem haja.De um senhor sem gravata
Qua Jan 24, 12:07:24 AM
Diz este gajo, e faço boa fé nas suas palavras, que as verbas recebidas nas devoluções das Medidas Agro-Ambientais vão para a Comissão Europeia. Então a componente nacional destas ajudas volta para os cofres do Ministério da Agricutura, e então quanto mais devoluções forem registadas, menor é o défice público. A minha dúvida era se o dinheirinho alguma vez seria devolvido à Comissão, mas se assim é, acho muito bem!
Mas mais uma vez se desculpa o IFADAP por ter muito trabalho e deste modo poder incorrer em ilegalidades processuais. Mas de facto, o que se passa, e como digo e repito muitas vezes, não pode uma entidade andar a perseguir agricultores quando essa entidade é a primeira a cometer erros. E que erros! A começar pela avaliação do que é o cumprimento ou incumprimento de obrigações, que nem era feito inicialmente pelo IFADAP, mas por outros funcionários do Ministéro da Agricultura. Como erravam muitas vezes (e não me parece que a desculpa fosse o excesso de trabalho), vinha depois o IFADAP fazer a cobrança, admitindo como verdadeira a situação de incumprimento relatada pelos colegas funcionários. E esse incumprimento muitas vezes não era verdadeiro, o meu caso é apenas mais um, conheço outros!
Já gostei de ler alguém anónimo mas bem informado concordar que existem erros processuais. É mais animador que ler sentenças e acórdãos de magistrados, que baseiam as suas decisões não em leis mas em suposições, e defendem as entidades estatais como fiéis sabujos.
aqui se narram as aventuras de um portuguesito que desde tenra idade é vítima de erros vários, mas com abertura para outros textos de reflexão e de intervenção cívica
quarta-feira, janeiro 24, 2007
terça-feira, janeiro 23, 2007
TRANSGÉNICOS
Recebi emilios da malta amiga a dizer para mandar urgentemente para dois dos nossos eurodeputados uma carta onde se apelava para chumbarem um relatório onde se defendem os transgénicos. Também me apetecia reflectir aqui sobre o exagero de dinheiro cobrado por alguns conferencistas, só comparável ao escândalo dos salários dos desportistas de topo. Mas isso fica para uma próxima oportunidade. Hoje deixo aqui as alterações que fiz à carta tipo enviada aos eurodeputados:
Exmos Srs Eurodeputados Duarte Freitas e Capoulas Santos,
A propósito da votação, já amanhã, dia
24 de Janeiro de 2007, na Comissão de Agricultura
de que são membros efectivos, do relatório
Virrankoski sobre biotecnologia e o futuro da
agricultura europeia (2006/2059 (INI)), gostaria que lessem este meu pedido.
Este documento poderia ter sido escrito pela
indústria da engenharia genética, etc, etc.
Segundo dados publicados no Relatório do Estado
do Ambiente de 2003, 74.6% dos portugueses com
opinião não querem que os transgénicos sejam
comercializados. Eu sou um desses portugueses,
já fui agricultor no interior de Portugal e fui vítima da estupidez dos governantes quando era responsável por um projecto de agricultura biológica, mas gostaria de verificar
que os vossos votos foram inteligentes e ajudaram a chumbar o
relatório Virrankoski.
Atenciosamente,
João Paulo Pedrosa
E pronto, acho que fui bastante claro! Quem quiser saber todo o conteúdo da carta é só verificar nas pedradas...
Exmos Srs Eurodeputados Duarte Freitas e Capoulas Santos,
A propósito da votação, já amanhã, dia
24 de Janeiro de 2007, na Comissão de Agricultura
de que são membros efectivos, do relatório
Virrankoski sobre biotecnologia e o futuro da
agricultura europeia (2006/2059 (INI)), gostaria que lessem este meu pedido.
Este documento poderia ter sido escrito pela
indústria da engenharia genética, etc, etc.
Segundo dados publicados no Relatório do Estado
do Ambiente de 2003, 74.6% dos portugueses com
opinião não querem que os transgénicos sejam
comercializados. Eu sou um desses portugueses,
já fui agricultor no interior de Portugal e fui vítima da estupidez dos governantes quando era responsável por um projecto de agricultura biológica, mas gostaria de verificar
que os vossos votos foram inteligentes e ajudaram a chumbar o
relatório Virrankoski.
Atenciosamente,
João Paulo Pedrosa
E pronto, acho que fui bastante claro! Quem quiser saber todo o conteúdo da carta é só verificar nas pedradas...
sexta-feira, janeiro 05, 2007
PROCESSO ARQUIVADO
Já aqui contei, neste modesto blogue, o processo que levou a apresentar uma queixa ao Conselho Superior da Magistratura. Já recebi a resposta à minha queixa formal: O PROCESSO FOI ARQUIVADO. Deitei mãos à obra e enviei agora mesmo uma carta aberta a essa instituição, que devido à sua extensão podem ler na primeira pedrada. Seguir-se-ão outros actos de protesto formal, de que aqui darei conta na devida altura.
sábado, dezembro 23, 2006
HOSPITALEIRO E VOLUNTARIOSO
Estão confirmadas as minhas adesões ao Hospitality Club e à Bolsa do Voluntariado. Clicando podem aceder às páginas onde tudo se explica.
Eu já aderi e aconselho.
O Hospitality Club é uma associação internacional onde as pessoas se inscrevem oferecendo alojamento a outras pessoas, podendo depois ir visitar outras terras e pedir alojamento a outros associados. Foi o meu amigo Pedro Coelho, de Castelo Branco, que me falou disto e das experiências, as boas experiências, que já teve e fiquei convencido. Como não tenho casa não ofereço alojamento, mas ofereci-me para acompanhar visitantes, que queiram conhecer Coimbra e arredores. Também não tenho nenhuma viagem prevista, mas assim já estou inscrito. O funcionamento desta associação é garantido pela participação das várias pessoas, que vão confirmando a veracidade das informações que prestamos e vão avaliando a participação da pessoa, a sua simpatia, as suas aptidões. Uma ideia mesmo muito boa!
A Bolsa do Voluntariado é um sistema onde nos podemos inscrever oferecendo o nosso interesse em ser voluntário em determinada área de actividade e em determinada área geográfica, e podemos ver o que as entidades oferecem em termos das pessoas que querem ser voluntárias.
Eu já aderi e aconselho.
O Hospitality Club é uma associação internacional onde as pessoas se inscrevem oferecendo alojamento a outras pessoas, podendo depois ir visitar outras terras e pedir alojamento a outros associados. Foi o meu amigo Pedro Coelho, de Castelo Branco, que me falou disto e das experiências, as boas experiências, que já teve e fiquei convencido. Como não tenho casa não ofereço alojamento, mas ofereci-me para acompanhar visitantes, que queiram conhecer Coimbra e arredores. Também não tenho nenhuma viagem prevista, mas assim já estou inscrito. O funcionamento desta associação é garantido pela participação das várias pessoas, que vão confirmando a veracidade das informações que prestamos e vão avaliando a participação da pessoa, a sua simpatia, as suas aptidões. Uma ideia mesmo muito boa!
A Bolsa do Voluntariado é um sistema onde nos podemos inscrever oferecendo o nosso interesse em ser voluntário em determinada área de actividade e em determinada área geográfica, e podemos ver o que as entidades oferecem em termos das pessoas que querem ser voluntárias.
CARTÃOZINHO

Deste modo estendo esta mensagem, que foi enviada a todos os amigos presentes na minha agenda de contactos, a todos os leitores deste blogue, anónimos e outros menos.
O Natal e dias seguintes vão ser com grandes amigos, zona de Sintra e depois indo por aí abaixo, até ao Algarve e talvez Cádiz. Volto em 2007 !!!!
quarta-feira, dezembro 13, 2006
DOCES AOS MONTES
Cá continuo com a minha auto-imposta dieta de "açucar zero", evitando ao máximo comer coisas feitas com açucar, e aproxima-se o Natal, altura em que vou abrir uma excepção e ver como o organismo vai reagir. Para já tenho conseguido resistir a provar uns belos bolinhos, incluindo bolo-rei.
Também já inventei os rótulos para os frascos de doce que fiz: para já tenho rótulos de "Doce de Laranjinha", "Figuinhos" e "Doce de Amorazinhas". No fim-de-semana estive numa quinta com muitos limoeiros, alguns dos quais tinham ramos partidos do mau tempo. Foi só apanhar limões e mais limões, agora sou capaz de fazer compota de limão, porque nem dando aos amigos e vizinhos se consegue acabar com tantos limões!
Também já inventei os rótulos para os frascos de doce que fiz: para já tenho rótulos de "Doce de Laranjinha", "Figuinhos" e "Doce de Amorazinhas". No fim-de-semana estive numa quinta com muitos limoeiros, alguns dos quais tinham ramos partidos do mau tempo. Foi só apanhar limões e mais limões, agora sou capaz de fazer compota de limão, porque nem dando aos amigos e vizinhos se consegue acabar com tantos limões!
quarta-feira, dezembro 06, 2006
MAIS UMA PANCADA NA AGRICULTURA
Andando a navegar pela Net descobri um tema interessante: uma nova remodelação nas estruturas do Ministério da Agricultura. Já tinha lido no jornal de Castelo Branco, A Reconquista, que as Direcções Regionais da Agricultura se iam fundir, e que a sede da região centro até seria em Castelo Branco. Claro que o actual Director Regional da Beira Interior desde logo se oferecia para ser o chefe de toda a zona centro, possuidor de cartão côr-de-rosa desde há longa data e conhecedor de situações em que o Ministério da Agricultura lesou inúmeros agricultores, mas que soube sempre ficar caladinho que nem um rato. É evidente que, apesar da sua diplomacia, este senhor está ali para defender interesses partidários antes de defender a própria agricultura. É a continuidade do sistema, mexe-se um pouco na estrutura, abana-se que sempre podem cair alguns trabalhadores, mas a ideia é apenas poupar dinheiro, não é aumentar a eficiência poupando recursos. Não é de certeza apoiar os agricultores, nem com isso desenvolver a agricultura e o mundo rural.
A semana passada organizaram a semana da Agricultura Biológica, com muitas palestras, uma almoçarada e divulgação na imprensa. É importante, é sempre importante, divulgar a agricultura biológica, mas esta gentinha que é a mesma que desde há dez anos atrás só tem promovido a ruína da agricultura portuguesa, só agora acordou para uma coisa que as associações de defesa do ambiente há mais de 20 anos andam a defender. Não basta fazer umas coisas que aparecem na TV de vez em quando, para mais quando se está a promover o consumo de produtos de agricultura biológica, que já devem ser mais de 50% importados. Os governantes deixaram passar a hipótese de Portugal ser conhecido na Europa pela produção de alimentos saudáveis, apesar das tentativas de elucidação por parte das associações do sector (o dinheiro das empresas de produtos químicos sempre foi mais forte que os argumentos de economistas, ecologistas e agricultores). Os apoios da Europa foram mal utilizados, apoiaram-se investimentos que apostavam na quantidade em vez da qualidade. Agora temos os espanhóis, os alemães, os franceses, os holandeses a dominarem o mercado, só agora querem que os agricultores mudem de rumo, que comecem a apostar na qualidade. Tarde demais, já muitos desistiram, já muitos estão para desistir.
Li também aqui na Net que o IFADAP, esse instituto financeiro estatal, que há um par de anos se fundiu com o INGA, outro instituto estatal, vai deixar de existir, que uma parte dos seus trabalhadores (mais de 1/4) vai para o desemprego, e que o trabalho por eles desenvolvido vai passar para as estruturas regionais do Ministério da Agricultura. Nós agricultores sabemos bem da falta de apoio que sentimos quando estamos no campo, quando contactamos com o Ministério da Agricultura e tudo corre devagar, com excesso de burocracia. É verdade que já existem grandes empresas agrícolas, que têm meios e técnicos, mas não são essas que fazem o Mundo Rural. Apesar dos atropelos e erros do IFADAP (um dia destes escrevo aqui a minha colecção), apesar dos erros das estruturas regionais do Ministério da Agricultura, o que mais me magoou foi nunca ter tido uma única visita de técnicos no sentido de uma orientação, de verificar se as coisas estavam a correr bem. Conhecendo por dentro o edifício da delegação de Castelo Branco do Ministério da Agricultura ( a futura ex-DRABI ), sempre fiquei com a sensação que havia pouco pessoal para satisfazer as necessidades dos agricultores. Apareceram depois as associações de agricultores, com técnicos contratados para ajudarem no preenchimento das papeladas, mas da parte do Ministério da Agricultura nem aí libertaram meios para fazerem acompanhamento dos agricultores no terreno. E muito menos as associações tinham meios para fazer tal trabalho. A verdade é que cada vez existem menos agricultores, cada vez se produzem menos bens alimentares e se não se investir na agricultura, na pequena agricultura, a sério, o Mundo Rural está condenado. Porque na agricultura é como na indústria: antes só se pensava que o emprego estava na criação de grandes empresas, agora já se pensa nas pequenas e médias empresas. Na agricultura ainda estamos no tempo em que só se pensa em grandes propriedades agrícolas porque essas é que são rentáveis. Um erro que persiste, porque o sistema só vai abanando, nunca existe uma mudança. E com mais esta redução de pessoal da administração, para além de ser óbvio que querem fazer uma triagem, só passando na peneira quem tem cartãozinho de cor, lá vem mais uma porrada na agricultura e mais um desprezo para com os malfadados agricultores.
A semana passada organizaram a semana da Agricultura Biológica, com muitas palestras, uma almoçarada e divulgação na imprensa. É importante, é sempre importante, divulgar a agricultura biológica, mas esta gentinha que é a mesma que desde há dez anos atrás só tem promovido a ruína da agricultura portuguesa, só agora acordou para uma coisa que as associações de defesa do ambiente há mais de 20 anos andam a defender. Não basta fazer umas coisas que aparecem na TV de vez em quando, para mais quando se está a promover o consumo de produtos de agricultura biológica, que já devem ser mais de 50% importados. Os governantes deixaram passar a hipótese de Portugal ser conhecido na Europa pela produção de alimentos saudáveis, apesar das tentativas de elucidação por parte das associações do sector (o dinheiro das empresas de produtos químicos sempre foi mais forte que os argumentos de economistas, ecologistas e agricultores). Os apoios da Europa foram mal utilizados, apoiaram-se investimentos que apostavam na quantidade em vez da qualidade. Agora temos os espanhóis, os alemães, os franceses, os holandeses a dominarem o mercado, só agora querem que os agricultores mudem de rumo, que comecem a apostar na qualidade. Tarde demais, já muitos desistiram, já muitos estão para desistir.
Li também aqui na Net que o IFADAP, esse instituto financeiro estatal, que há um par de anos se fundiu com o INGA, outro instituto estatal, vai deixar de existir, que uma parte dos seus trabalhadores (mais de 1/4) vai para o desemprego, e que o trabalho por eles desenvolvido vai passar para as estruturas regionais do Ministério da Agricultura. Nós agricultores sabemos bem da falta de apoio que sentimos quando estamos no campo, quando contactamos com o Ministério da Agricultura e tudo corre devagar, com excesso de burocracia. É verdade que já existem grandes empresas agrícolas, que têm meios e técnicos, mas não são essas que fazem o Mundo Rural. Apesar dos atropelos e erros do IFADAP (um dia destes escrevo aqui a minha colecção), apesar dos erros das estruturas regionais do Ministério da Agricultura, o que mais me magoou foi nunca ter tido uma única visita de técnicos no sentido de uma orientação, de verificar se as coisas estavam a correr bem. Conhecendo por dentro o edifício da delegação de Castelo Branco do Ministério da Agricultura ( a futura ex-DRABI ), sempre fiquei com a sensação que havia pouco pessoal para satisfazer as necessidades dos agricultores. Apareceram depois as associações de agricultores, com técnicos contratados para ajudarem no preenchimento das papeladas, mas da parte do Ministério da Agricultura nem aí libertaram meios para fazerem acompanhamento dos agricultores no terreno. E muito menos as associações tinham meios para fazer tal trabalho. A verdade é que cada vez existem menos agricultores, cada vez se produzem menos bens alimentares e se não se investir na agricultura, na pequena agricultura, a sério, o Mundo Rural está condenado. Porque na agricultura é como na indústria: antes só se pensava que o emprego estava na criação de grandes empresas, agora já se pensa nas pequenas e médias empresas. Na agricultura ainda estamos no tempo em que só se pensa em grandes propriedades agrícolas porque essas é que são rentáveis. Um erro que persiste, porque o sistema só vai abanando, nunca existe uma mudança. E com mais esta redução de pessoal da administração, para além de ser óbvio que querem fazer uma triagem, só passando na peneira quem tem cartãozinho de cor, lá vem mais uma porrada na agricultura e mais um desprezo para com os malfadados agricultores.
segunda-feira, dezembro 04, 2006
AS SETE MARAVILHAS DO MUNDO
Pessoal, vamos lá a votar, desta vez por uma boa causa e espero que o resultado não esteja viciado à partida... pelo menos parece uma iniciativa séria, à excepção de venderem certificados a dois dólares americanos cada um, mas isso só compra quem é trouxa.
A ideia é que está na altura de escolher as sete maravilhas do mundo que ainda existem, para acabar de vez com aquelas antiguidades que já ninguém se lembra de ter conhecido. E que ficaram para a história como as sete maravilhas do mundo. Estas que agora poderemos escolher são as novas sete maravilhas do mundo, sendo que as pirâmides no Egipto podem voltar a ser escolhidas.
Para ler tudo, basta clicar neste site e seguir as instruções, sendo que se tem que fazer uma pré-inscrição e depois mandam um link para se fazer a votação.
Como a votação não é secreta, aqui ficam as minhas escolhas, sem ser por ordem de importância:
1 - Alhambra, 2 - Chichen Itza, 3 - Grande Muralha, 4 - Machu Picchu, 5 - Pirâmides de Gizé, 6 - Taj Mahal, 7 - Timbuktu.
A ideia é que está na altura de escolher as sete maravilhas do mundo que ainda existem, para acabar de vez com aquelas antiguidades que já ninguém se lembra de ter conhecido. E que ficaram para a história como as sete maravilhas do mundo. Estas que agora poderemos escolher são as novas sete maravilhas do mundo, sendo que as pirâmides no Egipto podem voltar a ser escolhidas.
Para ler tudo, basta clicar neste site e seguir as instruções, sendo que se tem que fazer uma pré-inscrição e depois mandam um link para se fazer a votação.
Como a votação não é secreta, aqui ficam as minhas escolhas, sem ser por ordem de importância:
1 - Alhambra, 2 - Chichen Itza, 3 - Grande Muralha, 4 - Machu Picchu, 5 - Pirâmides de Gizé, 6 - Taj Mahal, 7 - Timbuktu.
domingo, dezembro 03, 2006
DVDs PARA TODOS OS GOSTOS
Já aqui coloquei uma vez uma listagem de filmes, para que os leitores deste humilde blogue possam saber o que existe em Coimbra, e tendo em conta que por vezes, em circunstâncias adversas, temos que passar longos períodos em casa, e um pouco de entretenimento só pode ajudar a manter a boa disposição. Pois a ideia é esta mesmo, e já foi inaugurada por alguém que partiu um braço (mantenho o anonimato porque já basta a vergonha de escorregar na banheira!!!): se alguém quiser uns DVDs emprestados, é só pedir, que eu levo ao domicílio ou faço chegar ao destino.
Antes só tinha a lista dos filmes, desta vez já tenho também a lista dos espectáculos musicais, e para não ocupar aqui muito espaço, ficam na primeira pedrada. À medida que puder actualizar estas listas, acrescento outra pedrada. Ver um DVD, tranquilamente, sem publicidade, poder ver os extras, é uma verdadeira pedrada no charco que são os canais de televisão.
Antes só tinha a lista dos filmes, desta vez já tenho também a lista dos espectáculos musicais, e para não ocupar aqui muito espaço, ficam na primeira pedrada. À medida que puder actualizar estas listas, acrescento outra pedrada. Ver um DVD, tranquilamente, sem publicidade, poder ver os extras, é uma verdadeira pedrada no charco que são os canais de televisão.
sábado, dezembro 02, 2006
MARIA JOÃO
Já aqui tinha feito uma breve referência à Maria João. Foi em Maio deste ano, num pequeno texto. Mas hoje, finalmente, vou aqui falar desta cantora que é universal, muito mais do que portuguesa, até porque este país, e a maioria dos portugueses, não merecem tanta qualidade. Não foi por acaso que eu fui um dos fundadores do Clube de Fãs da Maria João, associação cultural sem fins lucrativos, responsável pela criação e manutenção do site desta artista, site onde se pode ler mais sobre o próprio Clube, sediado em Idanha-a-Nova. A Maria João descobriu a sua vocação e o seu dom lá para os anos oitenta, na escola de Jazz do Hot Clube, e desde aí já correu o mundo dando espectáculos, acompanhada de uma enorme variedade de músicos, mas sempre de grande qualidade. Para além das suas grandes capacidades vocais, ela tem uma raríssima sensibilidade musical, que lhe permite excelentes improvisos e pode dar um toque pessoal e único aos mais diversos estilos musicais. Com esta capacidade para o improviso, o pior que lhe podem dar é interpretar música clássica, mas até aí já fez algumas experiências. Documentando a sua evolução musical, temos as gravações feitas ao longo do tempo, desde os longínquos LPs do Quinteto de Maria João até aos mais recentes CDs em parceria com outro génio musical, o Mário Laginha (já agora, aqui fica a publicidade para uma excelente prenda de Natal para quem não tem nenhum CD da Maria João, uma colectânea construída pelos músicos, editada agora mesmo, que reúne temas muito variados e todos excelentes).
Depois de termos constituído o Clube de Fãs, tenho acompanhado bem mais de perto a carreira da Maria João, tendo assistido a inúmeros espectáculos. Era uma coisa que me impressionava, antes de ver tantos espectáculos da Maria João, o facto de haver pessoas que iam ver espectáculos seguidos do mesmo artista, ver tantas vezes a mesma coisa. Mas com a Maria João, e com o Mário Laginha, cada espectáculo é único, porque a improvisação domina e assistimos, ali perante nós, a momentos únicos de criação musical, de genialidade em dose dupla. Além da música temos a improvisação na forma de estar no palco, temos o aspecto visual, temos a variedade de músicos a acompanhar (por vezes só os dois, depois em trio, em quarteto, em quinteto, em sexteto, com orquestra de Jazz, com orquestra sinfónica, a Maria João com outros músicos, o Mário Laginha com outros músicos), enfim temos verdadeiros espectáculos que se vão sucedendo mas que são únicos em cada acontecimento. Não é como ir ver espectáculos de outros artistas, em que têm uma estrutura de tal forma ensaiada que são sempre idênticos!
Mas também, ao longo dos anos, aparecendo nos camarins nos finais dos espectáculos, foi nascendo uma amizade, e em termos pessoais a Maria João é a anti-estrela, a anti-vedeta. De uma simpatia sempre transbordante, está sempre disposta a ajudar. Só não faz mais porque não pode, tem uma vida atarefadíssima e as constantes viagens fazem o resto para lhe desorganizar a vida. Também tem um problema com a gestão do tempo, o chegar a horas não faz parte do seu dicionário. Adora laranjas, sumo de laranja pode ser todos os dias!
Só tenho mesmo pena é que alguém como a Maria João não seja reconhecida no seu próprio país, uma terra que ela adora. A Maria João é a nossa melhor voz, a Maria João é a nossa artista mais simpática, a Maria João é a nossa artista mais genial, a Maria João é a nossa artista que melhor se faz compreender nos outros países, a Maria João é a nossa artista que melhor conjuga as características da portugalidade. No entanto, a Maria João é a artista que menos é divulgada na comunicação social, a Maria João é a artista menos conhecida pelos portugueses.
Porque tem um rótulo que já não se lhe aplica, o de "Maria João do Jazz", porque as pessoas pensam que ela não canta, só faz improvisos vocais. Porque estes portuguesinhos que mandam no País são limitados. Temos a Maria João, verdadeiro património da Humanidade, e a grande maioria dos portugueses trata-a como se fosse alguém sem importância. É o costume, se receber um prémio lá fora já passa a ser bem tratada cá dentro.
Depois de termos constituído o Clube de Fãs, tenho acompanhado bem mais de perto a carreira da Maria João, tendo assistido a inúmeros espectáculos. Era uma coisa que me impressionava, antes de ver tantos espectáculos da Maria João, o facto de haver pessoas que iam ver espectáculos seguidos do mesmo artista, ver tantas vezes a mesma coisa. Mas com a Maria João, e com o Mário Laginha, cada espectáculo é único, porque a improvisação domina e assistimos, ali perante nós, a momentos únicos de criação musical, de genialidade em dose dupla. Além da música temos a improvisação na forma de estar no palco, temos o aspecto visual, temos a variedade de músicos a acompanhar (por vezes só os dois, depois em trio, em quarteto, em quinteto, em sexteto, com orquestra de Jazz, com orquestra sinfónica, a Maria João com outros músicos, o Mário Laginha com outros músicos), enfim temos verdadeiros espectáculos que se vão sucedendo mas que são únicos em cada acontecimento. Não é como ir ver espectáculos de outros artistas, em que têm uma estrutura de tal forma ensaiada que são sempre idênticos!
Mas também, ao longo dos anos, aparecendo nos camarins nos finais dos espectáculos, foi nascendo uma amizade, e em termos pessoais a Maria João é a anti-estrela, a anti-vedeta. De uma simpatia sempre transbordante, está sempre disposta a ajudar. Só não faz mais porque não pode, tem uma vida atarefadíssima e as constantes viagens fazem o resto para lhe desorganizar a vida. Também tem um problema com a gestão do tempo, o chegar a horas não faz parte do seu dicionário. Adora laranjas, sumo de laranja pode ser todos os dias!
Só tenho mesmo pena é que alguém como a Maria João não seja reconhecida no seu próprio país, uma terra que ela adora. A Maria João é a nossa melhor voz, a Maria João é a nossa artista mais simpática, a Maria João é a nossa artista mais genial, a Maria João é a nossa artista que melhor se faz compreender nos outros países, a Maria João é a nossa artista que melhor conjuga as características da portugalidade. No entanto, a Maria João é a artista que menos é divulgada na comunicação social, a Maria João é a artista menos conhecida pelos portugueses.
Porque tem um rótulo que já não se lhe aplica, o de "Maria João do Jazz", porque as pessoas pensam que ela não canta, só faz improvisos vocais. Porque estes portuguesinhos que mandam no País são limitados. Temos a Maria João, verdadeiro património da Humanidade, e a grande maioria dos portugueses trata-a como se fosse alguém sem importância. É o costume, se receber um prémio lá fora já passa a ser bem tratada cá dentro.
quarta-feira, novembro 22, 2006
REFERENDANDO
Como já houve 2 referendos que não foram conclusivos por falta de participação popular (foi assim, não foi? ai, ai, esta minha memória), acho que antes deste referendo se devia fazer um referendo a perguntar o que as pessoas pensavam sobre os referendos. E, mesmo com menos de 50% de participação, acho que ganhava a não realização de referendos. Para quê gastar tanto dinheiro em papel, gastar tempo, então se a malta já elegeu malta que deve trabalhar no sentido de fazer leis, para quê agora vir perguntar? Se a malta escolheu para primeiro-ministro um gajo que não mente, um gajo educado e com excelentes ideias para acabar com a crise, para quê agora fazer uma consulta popular?
Eu sou dos que defendem os referendos como um bom princípio, mas não é fazer só referendos sobre matérias que os governantes acham incómodas para eles mesmos, que até são muito poucas. Mas num país onde o nível é baixo, a todos os níveis e em todas as classes, acabamos por ter referendos dominados por uma maioria de gente pouco esclarecida, que se deixam levar pela opinião de um partido, de uma equipa ou religião.
Eu já votei Sim à despenalização e votava Sim ao aborto. Radicalmente. E faço minhas estas brilhantes palavras para quem ainda tem dúvidas sobre o referendo que aí vem.
Eu sou dos que defendem os referendos como um bom princípio, mas não é fazer só referendos sobre matérias que os governantes acham incómodas para eles mesmos, que até são muito poucas. Mas num país onde o nível é baixo, a todos os níveis e em todas as classes, acabamos por ter referendos dominados por uma maioria de gente pouco esclarecida, que se deixam levar pela opinião de um partido, de uma equipa ou religião.
Eu já votei Sim à despenalização e votava Sim ao aborto. Radicalmente. E faço minhas estas brilhantes palavras para quem ainda tem dúvidas sobre o referendo que aí vem.
terça-feira, novembro 21, 2006
FORMAÇÃO EM CIDADANIA ACTIVA
Começou já em Outubro, mas só agora aqui fica o registo: estou a participar no Curso de Cidadania Activa, uma acção de formação em horário pós-laboral, promovido pelo Conselho da Cidade de Coimbra. Para além dos objectivos implícitos de aprender algo teórico sobre movimentos de cidadãos, como surgem, como se organizam, etc, etc, esta formação trouxe a hipótese de conhecer um grupo de pessoas bastante heterógeneo mas todas com uma grande vontade e experiência no mundo da participação cívica.
Há poucos dias atrás realizou-se uma visita a uma zona de Coimbra, a malfadada zona do Ingote, para observarmos a realidade de experiências de organização cívica, onde houve uma explicação histórica da zona, pelo vereador do urbanismo da Câmara Municipal de Coimbra, depois demos uma volta pelas organizações de cidadãos e dois projectos camarários com fundos europeus ou da iniciativa da autarquia.
Nas associações que tiveram a gentileza de nos receber, a associação cultural dos ciganos e duas de moradores de bairros, constatei aquilo que eu sempre defendi em termos de associações: com pequenos mas importantes apoios das instituições, neste caso da Câmara Municipal, é possivel as pessoas fazerem um trabalho comunitário (substituindo a tradicional responsabilidade da administração pública), com resultados melhores e com menos investimento público, promovendo um desenvolvimento mais equilibrado, mais rápido e mais duradouro. Todos os dirigentes associativos foram unânimes em reconhecer o apoio do vereador, onde se comprova que na maioria das vezes basta uma pessoa inteligente e sensível para se resolverem problemas que se arrastam no espaço e no tempo. Segundo os moradores, num par de anos o Bairro do Ingote mudou radicalmente: ainda tem a fama de degradação mas é visível que as coisas estão muito diferentes, e a fama só se mantém porque estas coisas da fama demoram a ultrapassar, vai custar um pouco até as pessoas de Coimbra se virarem de frente para esta zona da cidade.
Há poucos dias atrás realizou-se uma visita a uma zona de Coimbra, a malfadada zona do Ingote, para observarmos a realidade de experiências de organização cívica, onde houve uma explicação histórica da zona, pelo vereador do urbanismo da Câmara Municipal de Coimbra, depois demos uma volta pelas organizações de cidadãos e dois projectos camarários com fundos europeus ou da iniciativa da autarquia.
Nas associações que tiveram a gentileza de nos receber, a associação cultural dos ciganos e duas de moradores de bairros, constatei aquilo que eu sempre defendi em termos de associações: com pequenos mas importantes apoios das instituições, neste caso da Câmara Municipal, é possivel as pessoas fazerem um trabalho comunitário (substituindo a tradicional responsabilidade da administração pública), com resultados melhores e com menos investimento público, promovendo um desenvolvimento mais equilibrado, mais rápido e mais duradouro. Todos os dirigentes associativos foram unânimes em reconhecer o apoio do vereador, onde se comprova que na maioria das vezes basta uma pessoa inteligente e sensível para se resolverem problemas que se arrastam no espaço e no tempo. Segundo os moradores, num par de anos o Bairro do Ingote mudou radicalmente: ainda tem a fama de degradação mas é visível que as coisas estão muito diferentes, e a fama só se mantém porque estas coisas da fama demoram a ultrapassar, vai custar um pouco até as pessoas de Coimbra se virarem de frente para esta zona da cidade.
domingo, novembro 19, 2006
IFADAP CONDENADO
Passei, na semana passada, em Castelo Branco, onde recebi uma boa notícia: uma agricultora que, tal como eu, embargou uma execução do IFADAP, onde estes gatunos de gravata tentavam uma devolução de ajudas concedidas ao abrigo das Medidas Agro-Ambientais, de vários anos, viu os seus autos de embargo serem provados. Na sentença, que li atentamente, prova-se que o IFADAP, ao não proceder correctamente para com a agricultora na ocasião da comunicação por escrito da "inventada" dívida, nunca poderia mandar executar essa dívida. Foi essa a razão pela qual os juízes nem sequer se deram ao trabalho de analisar outras alegações dos autos de embargo!
Ora, estas cartas do IFADAP, a pedirem a devolução de verbas concedidas em anos anteriores, eram iguais para todos os agricultores (eu também recebi umas poucas), e eram todas ilegais porque nunca o IFADAP refere qual a origem legal desta dívida. E não o refere porque estes senhores de gravata andaram a enriquecer, ao pedir devoluções de verbas que a legislação europeia, que condiciona as Medidas Agro-Ambientais, proibe que sejam devolvidas.
E para onde vai este dinheiro destas devoluções, a quanto ascendeu esta verba? É que eu conheço inúmeros casos de agricultores que devolveram dinheiro das Medidas Agro-Ambientais e até hoje nenhum partido político teve coragem para fazer essa investigação através da Assembleia da República. Uma coisa eu tenho quase a certeza: não é devolvido à União Europeia, pelo que quanto mais conseguirem sacar dos agricultores, melhor para o orçamento do Ministério da Agricultura!!!
Também conheço um caso de um agricultor que pelo mesmo assunto levou o caso para tribunal e acabou por receber uma indemnização, paga pelo IFADAP, por acordo antes da sentença, no valor de mais de 250.000 euros. De que orçamento saíu este dinheiro? Foram os administradores que solidariamente o pagaram?
Procurando mais provas de todos os atropelos administrativos cometidos pelo IFADAP, fui consultar a página do CADA e descobri 9 pareceres, em apenas 5 anos, sobre queixas de agricultores (estes são pareceres que são vinculativos, caso alguma entidade não siga as suas indicações basta às pessoas abrirem um processo no Tribunal Administrativo que está ganho à partida). Não é de estranhar que todos os pareceres foram a favor das pretensões dos agricultores... e são só 9 porque a classe dos agricultores, nestas coisas de contactos com a administração, são uns verdadeiros pobres de espírito, preferem logo dar razão aos vígaros de gravata, mesmo que não tenham culpa nenhuma, muitas vezes porque também desconhecem as leis, mas muitas vezes porque não querem chatices, é uma subserviência de séculos instalada na cultura rural. Para isso deviam servir as associações, mas estas transformaram-se em prolongamentos da máquina burocrática do estado.
Veja-se também o caso da QUERCUS, que enquanto associação e enquanto beneficiária das Medidas Agro-Ambientais, pois recebia ajudas para terrenos seus, teve uma experiência de abusos por parte da administração mas nunca a denunciou publicamente, nem nunca soube aproveitar estas Medidas Agro-Ambientais para publicamente se colocar ao lado dos agricultores. Mas isto era uma conversa que nos levaria muito longe, e hoje é Domingo.
Ora, estas cartas do IFADAP, a pedirem a devolução de verbas concedidas em anos anteriores, eram iguais para todos os agricultores (eu também recebi umas poucas), e eram todas ilegais porque nunca o IFADAP refere qual a origem legal desta dívida. E não o refere porque estes senhores de gravata andaram a enriquecer, ao pedir devoluções de verbas que a legislação europeia, que condiciona as Medidas Agro-Ambientais, proibe que sejam devolvidas.
E para onde vai este dinheiro destas devoluções, a quanto ascendeu esta verba? É que eu conheço inúmeros casos de agricultores que devolveram dinheiro das Medidas Agro-Ambientais e até hoje nenhum partido político teve coragem para fazer essa investigação através da Assembleia da República. Uma coisa eu tenho quase a certeza: não é devolvido à União Europeia, pelo que quanto mais conseguirem sacar dos agricultores, melhor para o orçamento do Ministério da Agricultura!!!
Também conheço um caso de um agricultor que pelo mesmo assunto levou o caso para tribunal e acabou por receber uma indemnização, paga pelo IFADAP, por acordo antes da sentença, no valor de mais de 250.000 euros. De que orçamento saíu este dinheiro? Foram os administradores que solidariamente o pagaram?
Procurando mais provas de todos os atropelos administrativos cometidos pelo IFADAP, fui consultar a página do CADA e descobri 9 pareceres, em apenas 5 anos, sobre queixas de agricultores (estes são pareceres que são vinculativos, caso alguma entidade não siga as suas indicações basta às pessoas abrirem um processo no Tribunal Administrativo que está ganho à partida). Não é de estranhar que todos os pareceres foram a favor das pretensões dos agricultores... e são só 9 porque a classe dos agricultores, nestas coisas de contactos com a administração, são uns verdadeiros pobres de espírito, preferem logo dar razão aos vígaros de gravata, mesmo que não tenham culpa nenhuma, muitas vezes porque também desconhecem as leis, mas muitas vezes porque não querem chatices, é uma subserviência de séculos instalada na cultura rural. Para isso deviam servir as associações, mas estas transformaram-se em prolongamentos da máquina burocrática do estado.
Veja-se também o caso da QUERCUS, que enquanto associação e enquanto beneficiária das Medidas Agro-Ambientais, pois recebia ajudas para terrenos seus, teve uma experiência de abusos por parte da administração mas nunca a denunciou publicamente, nem nunca soube aproveitar estas Medidas Agro-Ambientais para publicamente se colocar ao lado dos agricultores. Mas isto era uma conversa que nos levaria muito longe, e hoje é Domingo.
sábado, novembro 18, 2006
DAR-SE À DOENÇA
Ora aqui está uma coisa que as pessoas fazem e que muito ajuda as instituições de saúde e de solidariedade social: dar-se à doença!
Uma expressão que ouvi recentemente e que passo a explicar: uma pessoa que está doente e que fica em casa, deitadinha, sem pedir nada, sem exigir nada, acatando tudo o que o sistema lhe diz para fazer, é uma pessoa que se dá à doença! Estou a falar de pessoas que ficam com doenças crónicas e parcialmente incapacitantes.
Dizia uma médica dos HUC - Hospitais da Universidade de Coimbra, que para uma pessoa que em saúde não tinha o hábito de ver teatro, quando estava doente também não sentia necessidade de ir ao teatro, e assim ficava em casa, a ver TV, dando-se à doença.
Com alguma experiência no acompanhamento de pessoas doentes, conheço bem a alegria de viver que pode proporcionar o sair de casa, o convívio, o ver coisas diferentes, coisas nunca vistas mas que promovem a distração, o entretenimento, a diversão. Claro está que já muito trabalho fazem os serviços de apoio domiciliário, e que as famílias têm um papel importante nestes aspectos do lazer, e até já existem empresas nas grandes cidades que levam as pessoas doentes a passear e a eventos culturais, mas o que acontece às pessoas de fracos recursos económicos, idosos, com famílias muito ocupadas? Onde está a solidariedade do estado?
No outro dia, estava eu no campo perto de Coimbra, entabulei uma conversa com uma velhinha, que ainda vai tomando conta da hortinha, dizia ela que não conhecia a Figueira da Foz, mas que o filho era um professor universitário. Eu perguntei-lhe se o filho não a levava a passear, mas ela logo justificou que o filho era uma pessoa muito ocupada, que a visitava e levava a tratar de problemas, mas que nunca a tinha levado a conhecer a Figueira da Foz. É triste, quando as pessoas são dadas por outros às doenças, quando as pessoas são abandonadas...
Uma expressão que ouvi recentemente e que passo a explicar: uma pessoa que está doente e que fica em casa, deitadinha, sem pedir nada, sem exigir nada, acatando tudo o que o sistema lhe diz para fazer, é uma pessoa que se dá à doença! Estou a falar de pessoas que ficam com doenças crónicas e parcialmente incapacitantes.
Dizia uma médica dos HUC - Hospitais da Universidade de Coimbra, que para uma pessoa que em saúde não tinha o hábito de ver teatro, quando estava doente também não sentia necessidade de ir ao teatro, e assim ficava em casa, a ver TV, dando-se à doença.
Com alguma experiência no acompanhamento de pessoas doentes, conheço bem a alegria de viver que pode proporcionar o sair de casa, o convívio, o ver coisas diferentes, coisas nunca vistas mas que promovem a distração, o entretenimento, a diversão. Claro está que já muito trabalho fazem os serviços de apoio domiciliário, e que as famílias têm um papel importante nestes aspectos do lazer, e até já existem empresas nas grandes cidades que levam as pessoas doentes a passear e a eventos culturais, mas o que acontece às pessoas de fracos recursos económicos, idosos, com famílias muito ocupadas? Onde está a solidariedade do estado?
No outro dia, estava eu no campo perto de Coimbra, entabulei uma conversa com uma velhinha, que ainda vai tomando conta da hortinha, dizia ela que não conhecia a Figueira da Foz, mas que o filho era um professor universitário. Eu perguntei-lhe se o filho não a levava a passear, mas ela logo justificou que o filho era uma pessoa muito ocupada, que a visitava e levava a tratar de problemas, mas que nunca a tinha levado a conhecer a Figueira da Foz. É triste, quando as pessoas são dadas por outros às doenças, quando as pessoas são abandonadas...
segunda-feira, outubro 30, 2006
ACTUALIZAÇÃO
Pois muito bem! Uns dias muito atarefados, muitas vezes longe do computador, outras vezes perto, mas dedicando o tempo a actualizar os emilios recebidos e a actualizar a leitura dos blogues amigos.
Nestes dias de fim do Verão, já com muita chuva que caíu, actualizando a humidade na terra, mas com temperaturas muito agradáveis, aqui continuo a andar de sandálias quando já toda a gente usa sapatos. Dizia-me o Nuno, quando um destes dias estive lá em casa a visitá-lo e à Xana, aproveitando para actualizar o crescimento do Sandro e do Dinis, que quem me visse assim, num dia de chuva e de sandálias, pensaria que era uma questão de doença nos pés. Uma prova de que as aparências enganam, pois como foi uma decisão minha, andar de sandálias até Novembro, se for doença é mesmo na cabeça!!! É que as temperaturas são ainda bem amenas e antigamente as pessoas não usavam sapatos durante o ano todo, e assim ando bem mais leve, o que é importante para as minhas costas.
Ainda não escrevi neste blogue sobre as minhas costas?? Um dia, com mais tempo, posso explicar. Actualmente estou a fazer um tratamento natural, que deve ser feito nesta altura da queda da folha das árvores, tratamento este cujo resultado só se verá passados uns meses de terminada a administração de tisanas e xaropes à base de produtos naturais. Eu sei que resulta porque já o fiz uma vez, a ideia é reforçar os pontos fracos do organismo. Vamos lá ver se também resulta para a visão, porque ando a ver mesmo mal.
Por falar em médicos, queria ver se um destes dias comentava aqui uma frase que ouvi de uma médica, a propósito de proporcionar aos doentes dependentes de terceiros boas condições para terem uma vida o mais normal possível: "é muito mais fácil tratar de doentes que se dão à doença". Isto porque andava com a São, que já actualizou o www.saoveiga.com , a ver se lhe resolviamos um problema vital, mas ao mesmo tempo fazíamos uns "test drives" e continuamos a passear por aqui ou por ali.
Do meu processo no tribunal nada de muito novo para actualizar, há que saber esperar, entrou na semana passada a acção no Supremo sobre as duas sentenças contraditórias, vamos lá ver o que resulta dali.
Ontem foi actualizada a hora, recuperando a hora roubada no início do ano.
E por hoje é tudo, mantenham-se actuais!
Nestes dias de fim do Verão, já com muita chuva que caíu, actualizando a humidade na terra, mas com temperaturas muito agradáveis, aqui continuo a andar de sandálias quando já toda a gente usa sapatos. Dizia-me o Nuno, quando um destes dias estive lá em casa a visitá-lo e à Xana, aproveitando para actualizar o crescimento do Sandro e do Dinis, que quem me visse assim, num dia de chuva e de sandálias, pensaria que era uma questão de doença nos pés. Uma prova de que as aparências enganam, pois como foi uma decisão minha, andar de sandálias até Novembro, se for doença é mesmo na cabeça!!! É que as temperaturas são ainda bem amenas e antigamente as pessoas não usavam sapatos durante o ano todo, e assim ando bem mais leve, o que é importante para as minhas costas.
Ainda não escrevi neste blogue sobre as minhas costas?? Um dia, com mais tempo, posso explicar. Actualmente estou a fazer um tratamento natural, que deve ser feito nesta altura da queda da folha das árvores, tratamento este cujo resultado só se verá passados uns meses de terminada a administração de tisanas e xaropes à base de produtos naturais. Eu sei que resulta porque já o fiz uma vez, a ideia é reforçar os pontos fracos do organismo. Vamos lá ver se também resulta para a visão, porque ando a ver mesmo mal.
Por falar em médicos, queria ver se um destes dias comentava aqui uma frase que ouvi de uma médica, a propósito de proporcionar aos doentes dependentes de terceiros boas condições para terem uma vida o mais normal possível: "é muito mais fácil tratar de doentes que se dão à doença". Isto porque andava com a São, que já actualizou o www.saoveiga.com , a ver se lhe resolviamos um problema vital, mas ao mesmo tempo fazíamos uns "test drives" e continuamos a passear por aqui ou por ali.
Do meu processo no tribunal nada de muito novo para actualizar, há que saber esperar, entrou na semana passada a acção no Supremo sobre as duas sentenças contraditórias, vamos lá ver o que resulta dali.
Ontem foi actualizada a hora, recuperando a hora roubada no início do ano.
E por hoje é tudo, mantenham-se actuais!
terça-feira, setembro 19, 2006
MARCHA PELO EMPREGO, CONTRA O DESEMPREGO
Parece-me que prometi pôr aqui umas fotografias, mas mudei de ideias. Vou só relatar, fico-me pelas grafias! Quem quiser ver imagens tem sempre www.esquerda.net à disposição. A minha participação nesta Marcha resumiu-se a dez dias, saindo de Coimbra em direcção a Braga, de autocarro, e voltando a Coimbra no mesmo autocarro, mas com alguns passeios pelo meio, marchando num grupo muito bem organizado, sempre com cerca de 100 pessoas, passando em várias terras e terrinhas, visitando alguns exemplos onde a questão laboral é notícia, por bons ou maus motivos.
As minhas dormidas estenderam-se entre a Pousada de Juventude de Guimarães (muito boa, bonita e bem localizada), a casa na Maia do Jorge, Guida, Inês, Diogo e David Meireles, a Pousada de Juventude do Porto e a casa bem acolhedora da Henrique, em Ovar. Estas dormidas eram muito importantes para recuperar do esforço de cada dia, se bem que os trajectos a pé não eram demasiado grandes, mas com comícios à noite e com o muito Sol que apanhávamos a canseira era sempre grande, até porque era preciso levantar cedo para iniciar um novo dia.
O novo dia iniciava-se na companhia da Olga, que foi a minha mestra de Tai Chi todas as manhãs. Depois um pequeno almoço e toca a marchar.
Com uma organização impecável, nunca faltaram os abastecimentos de água, fruta e barras de cereais durante as caminhadas, e nunca mais me esqueço do André a verificar se todos estavam protegidos do Sol, apanhando-me em flagrante vermelhidão por não ter posto protector solar no pescoço.
As refeições, sempre muito importantes para manter o moral dos marchantes elevado, não estavam mal de todo, só os vegetarianos tinham mais razões de queixa. Apesar de nunca me terem aceite o oferecimento de voluntariado para ajudar na parte da alimentação, muito antes do início da Marcha, consegui que em três das cozinhas onde eram feitas as refeições me deixassem ajudar a fazer o jantar para os vegetarianos, tendo tido algum sucesso, se bem que no último jantar o soufflé não insuflasse nada. Coisas de receitas mal explicadas...
A minha bandeira, desta vez uma pequena bandeira com o logotipo da Marcha, andou sempre comigo, até que em Coimbra a passei ao Henrique, que ia até Lisboa, marchando mais uma semana. Por andar sempre com a bandeira escusei-me a distribuir os panfletos onde se apresentava a Marcha, só ocasionalmente o fiz, mas também porque vi lá muita malta com boa energia para o fazer, desde o já citado André, passando pela Lia, até aos mais conhecidos Alda Macedo, Ana Drago e Francisco Louçã.
Em termos políticos acho que foi uma excelente acção, mostrámos que baixar os braços não é alternativa para nada. Com uma organização pensada ao mais ínfimo pormenor, com os elementos da organização incansáveis e com uma boa receptividade nos locais onde íamos caminhando, confirmada pelas excepções daqueles que diziam com ar de chateados (por nos verem em acção) - Querem trabalho venham aqui, que tenho muita terra para lavrar!!!, com tudo isto, esta Marcha foi um grande sucesso!
Só tenho a confessar que faltei no Domingo à chegada a Lisboa, apesar de andar por aquelas bandas, mas outras actividades ocuparam as minhas horas livres. Um reencontro com os amigos que encontrei pela primeira vez, ou reencontrei nesta Marcha, acontecerá noutra oportunidade! No final fico sempre com a sensação que poderia ter havido mais participantes, pois foi uma experiência que poderia enriquecer muita gente que anda por aí desocupada, mas em Portugal somos assim, mestres em perder boas oportunidades!
As minhas dormidas estenderam-se entre a Pousada de Juventude de Guimarães (muito boa, bonita e bem localizada), a casa na Maia do Jorge, Guida, Inês, Diogo e David Meireles, a Pousada de Juventude do Porto e a casa bem acolhedora da Henrique, em Ovar. Estas dormidas eram muito importantes para recuperar do esforço de cada dia, se bem que os trajectos a pé não eram demasiado grandes, mas com comícios à noite e com o muito Sol que apanhávamos a canseira era sempre grande, até porque era preciso levantar cedo para iniciar um novo dia.
O novo dia iniciava-se na companhia da Olga, que foi a minha mestra de Tai Chi todas as manhãs. Depois um pequeno almoço e toca a marchar.
Com uma organização impecável, nunca faltaram os abastecimentos de água, fruta e barras de cereais durante as caminhadas, e nunca mais me esqueço do André a verificar se todos estavam protegidos do Sol, apanhando-me em flagrante vermelhidão por não ter posto protector solar no pescoço.
As refeições, sempre muito importantes para manter o moral dos marchantes elevado, não estavam mal de todo, só os vegetarianos tinham mais razões de queixa. Apesar de nunca me terem aceite o oferecimento de voluntariado para ajudar na parte da alimentação, muito antes do início da Marcha, consegui que em três das cozinhas onde eram feitas as refeições me deixassem ajudar a fazer o jantar para os vegetarianos, tendo tido algum sucesso, se bem que no último jantar o soufflé não insuflasse nada. Coisas de receitas mal explicadas...
A minha bandeira, desta vez uma pequena bandeira com o logotipo da Marcha, andou sempre comigo, até que em Coimbra a passei ao Henrique, que ia até Lisboa, marchando mais uma semana. Por andar sempre com a bandeira escusei-me a distribuir os panfletos onde se apresentava a Marcha, só ocasionalmente o fiz, mas também porque vi lá muita malta com boa energia para o fazer, desde o já citado André, passando pela Lia, até aos mais conhecidos Alda Macedo, Ana Drago e Francisco Louçã.
Em termos políticos acho que foi uma excelente acção, mostrámos que baixar os braços não é alternativa para nada. Com uma organização pensada ao mais ínfimo pormenor, com os elementos da organização incansáveis e com uma boa receptividade nos locais onde íamos caminhando, confirmada pelas excepções daqueles que diziam com ar de chateados (por nos verem em acção) - Querem trabalho venham aqui, que tenho muita terra para lavrar!!!, com tudo isto, esta Marcha foi um grande sucesso!
Só tenho a confessar que faltei no Domingo à chegada a Lisboa, apesar de andar por aquelas bandas, mas outras actividades ocuparam as minhas horas livres. Um reencontro com os amigos que encontrei pela primeira vez, ou reencontrei nesta Marcha, acontecerá noutra oportunidade! No final fico sempre com a sensação que poderia ter havido mais participantes, pois foi uma experiência que poderia enriquecer muita gente que anda por aí desocupada, mas em Portugal somos assim, mestres em perder boas oportunidades!
sexta-feira, setembro 15, 2006
JUSTIÇA SUPREMA
Aqui vai, na primeira pedrada, o texto preparatório que acabei de escrever hoje, para pôr uma acção no Supremo Tribunal de Justiça. Claro que estou à espera de uma verdadeira barreira burocrática na aceitação da acção, pelo que no início a minha advogada vai ter que fundamentar bem o pedido, que espero esteja pronto até ao final do mês. Quando o texto estiver pronto, devidamente moderado e corrigido, segue para o STJ, mas não o ponho aqui, por causa do famigerado segredo de justiça. Fica aqui para já o resultado do meu trabalho, só para dar uma ideia...
sexta-feira, setembro 01, 2006
MARCHA CONTRA O DESEMPREGO
Aqui vou eu, parto dentro de momentos, para esta iniciativa de motivação política verdadeiramente popular. É uma organização do Bloco de Esquerda, eu vou desde o início, em Braga, até Coimbra, no dia 10.
Há mais de 20 anos atrás, eu e o Guilherme inscrevemo-nos na mesma Marcha, organizada pela CGTP, uma experiência inesquecível, partindo de Coimbra e chegando a Lisboa. Desta vez estou inscrito para o trajecto do Norte, sempre será mais fresco.
Para além da diferença na designação, agora esta marcha não é contra nada, é a favor do emprego (as pessoas agora acham melhor não ser contra nada, se bem que vai dar ao mesmo), parece que esta coisa tem uma organização mais planeada, já não vamos comer em pratos de plástico, temos refeições em restaurante a 5 euros, com hipótese de escolher comida vegetariana. Nada mau! Mas perde-se um pouco o espírito de aventura, parece tudo muito urbano.
Assim que possa faço aqui as minhas crónicas, não levo máquina de fotos mas depois tiro algumas com a máquina de alguém que me empreste.
Há mais de 20 anos atrás, eu e o Guilherme inscrevemo-nos na mesma Marcha, organizada pela CGTP, uma experiência inesquecível, partindo de Coimbra e chegando a Lisboa. Desta vez estou inscrito para o trajecto do Norte, sempre será mais fresco.
Para além da diferença na designação, agora esta marcha não é contra nada, é a favor do emprego (as pessoas agora acham melhor não ser contra nada, se bem que vai dar ao mesmo), parece que esta coisa tem uma organização mais planeada, já não vamos comer em pratos de plástico, temos refeições em restaurante a 5 euros, com hipótese de escolher comida vegetariana. Nada mau! Mas perde-se um pouco o espírito de aventura, parece tudo muito urbano.
Assim que possa faço aqui as minhas crónicas, não levo máquina de fotos mas depois tiro algumas com a máquina de alguém que me empreste.
terça-feira, agosto 22, 2006
DEPRIMENTE
Na passada sexta-feira tive a oportunidade de presenciar uma festa popular em Proença-a-Velha, concelho de Idanha-a-Nova. O interior deprimido deste País, mas pior que deprimido é ser deprimente, e, depois daquela noite, não vejo grandes esperanças de se poder inverter a situação.
Lá fomos já de noite, chegámos e já lá estava uma pequena multidão, os que tinham ali ido jantar e os que tinham jantado cedo em suas casas. A cabeça de cartaz era o espectáculo da "Ti Maria da Peida". Mas antes havia um grupo de baile, vindo do Seixal, os "4ª Audição". Nem vos quero contar aqui como foi, porque não vos quero deprimir. O grupo de baile até estava bom, muito profissionais, músicas populares, a malta a dançar umas rebaldeiras (eu também, pois claro!), mas chegou a vez do "espectáculo", da Ti Maria, um travesti de uma senhora de idade. Para desabafar vou escrever nas "piadinhas e torradinhas" sobre este espectáculo, que juntou uma multidão que foi chegando e que ficaram ali do princípio ao fim de uma demonstração que nem era teatro, nem música (a música era gravada), nem comédia. Não era nada, mas as pessoas riam e participavam. Passada quase uma hora viemos embora, presumo que já no final, a meio de mais um playback. Quando estive em Vilar de Mouros há uns valentes anitos atrás, lembro-me dos espectadores terem feito dois grupos abandonar o palco, uns foram os Roxigénio, os outros os Young Marble Giants, só com vaias e gritos de Rua! Rua! Rua! Mas ali parecia que estavam a gostar. É verdade que não se pagava nada, só estava ali quem queria, mas aquilo era um insulto à inteligência das pessoas e ninguém reagiu. Será porque viram "aquilo" como um louvor à sua falta de inteligência?
Lá fomos já de noite, chegámos e já lá estava uma pequena multidão, os que tinham ali ido jantar e os que tinham jantado cedo em suas casas. A cabeça de cartaz era o espectáculo da "Ti Maria da Peida". Mas antes havia um grupo de baile, vindo do Seixal, os "4ª Audição". Nem vos quero contar aqui como foi, porque não vos quero deprimir. O grupo de baile até estava bom, muito profissionais, músicas populares, a malta a dançar umas rebaldeiras (eu também, pois claro!), mas chegou a vez do "espectáculo", da Ti Maria, um travesti de uma senhora de idade. Para desabafar vou escrever nas "piadinhas e torradinhas" sobre este espectáculo, que juntou uma multidão que foi chegando e que ficaram ali do princípio ao fim de uma demonstração que nem era teatro, nem música (a música era gravada), nem comédia. Não era nada, mas as pessoas riam e participavam. Passada quase uma hora viemos embora, presumo que já no final, a meio de mais um playback. Quando estive em Vilar de Mouros há uns valentes anitos atrás, lembro-me dos espectadores terem feito dois grupos abandonar o palco, uns foram os Roxigénio, os outros os Young Marble Giants, só com vaias e gritos de Rua! Rua! Rua! Mas ali parecia que estavam a gostar. É verdade que não se pagava nada, só estava ali quem queria, mas aquilo era um insulto à inteligência das pessoas e ninguém reagiu. Será porque viram "aquilo" como um louvor à sua falta de inteligência?
INCENDIÁRIOS? ONDE?
Soube esta história, mais do que verídica, porque foi relatada por um amigo que participou nesta verdadeira aventura da estupidez e do exagero em Portugal. Este meu amigo é técnico do Ministério da Agricultura, e por pertencer à minoria dos que gostam de trabalhar no campo, e de ver os utentes dos serviços públicos satisfeitos e bem servidos, podem imaginar os problemas que os seus superiores lhe arranjam. Não foi este o caso. Esta história é mais parecida com aquilo que eu vivi, quando era agricultor a tempo inteiro.
Para desenvolver uma agricultura de ocupação do mundo rural, em colaboração com uma junta de freguesia, este meu amigo ajudou ao estabelecimento de um pequeno agricultor, na vertente da caprinicultura, tendo em vista um regresso de rebanhos a terrenos abandonados de montanha, com a revitalização do mundo rural e uma efectiva ajuda na prevenção dos fogos florestais.
Como a história, para ser bem contada, é um pouco longa, vou acabá-la na primeira pedrada, para os interessados poderem saber o seu final irónico.
Para desenvolver uma agricultura de ocupação do mundo rural, em colaboração com uma junta de freguesia, este meu amigo ajudou ao estabelecimento de um pequeno agricultor, na vertente da caprinicultura, tendo em vista um regresso de rebanhos a terrenos abandonados de montanha, com a revitalização do mundo rural e uma efectiva ajuda na prevenção dos fogos florestais.
Como a história, para ser bem contada, é um pouco longa, vou acabá-la na primeira pedrada, para os interessados poderem saber o seu final irónico.
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