aqui se narram as aventuras de um portuguesito que desde tenra idade é vítima de erros vários, mas com abertura para outros textos de reflexão e de intervenção cívica
sexta-feira, outubro 23, 2026
TALKING HEADS - CABECINHAS PENSADORAS!!!!
quinta-feira, outubro 22, 2026
KARANKONKOLOS E A AMIGA FAIRY AMORA
Pois é, há muito tempo que o Malfadado não registava um título tão esquisito. Mais um vídeo (este é mesmo fresquinho!!!) elaborado com muita dedicação por um amigo que nas suas horas livres se envolve com a IA para contar estas histórias fantásticas. Neste canal do Youtube e na descrição de cada vídeo estão as explicações e informações todas.
quarta-feira, outubro 21, 2026
PONTOS DE VISTA - VIGÍLIA POR QUEM SOFRE PELA FALTA DE ACESSO À HABITAÇÃO
Fica aqui o convite para lerem o artigo de opinião publicado no Jornal Maio, que aborda a questão da vigília que foi corrida à pancadaria, por ordens de gente que tem culpas no cartório. (link aqui).
Ainda sobre o mesmo assunto, e por ter sido uma questão que proporcionou sermos brindados com opiniões de comentadeiros, fica aqui o esclarecimento esclarecido da AI (não é a sigla da IA na sua forma inglesa) - Portugal:
No âmbito da campanha global “Protege a Liberdade” cujo
objetivo é a proteção do direito à liberdade de expressão, e do direito à
reunião e à manifestação pacíficas, a Amnistia Internacional – Portugal
preparou esta página com material informativo relativo à legislação portuguesa.
O conteúdo estará em atualização permanente e visa, acima de tudo, garantir o
direito à informação de todos os cidadãos – ativistas e membros de movimentos
sociais ou não – de uma forma clara e acessível.
(Lembramos que estes conteúdos não dispensam a consulta da lei no formato
original, tal como jurisdição relevante já produzida sobre cada uma das
matérias abordadas.)
O DIREITO DE MANIFESTAÇÃO ESTÁ CONSAGRADO NA CONSTITUIÇÃOPORTUGUESA – ARTIGO 45º - (link para publicação no Facebook da AI - Portugal)
O direito à reunião e à manifestação é regido pelo Decreto-lei 406/74
Notificação
Os organizadores da manifestação devem enviar uma notificação por escrito
(carta ou e-mail) às autoridades municipais, com pelo menos dois dias úteis de
antecedência, assinada por três promotores (nome, profissão e morada) (art.2º),
com indicação do local, a hora e o objeto da reunião/manifestação. As
autoridades devem emitir um recibo de receção (art.3º).
NOTIFICAR NÃO É PEDIR AUTORIZAÇÃO
Horário e itinerário
Cortejos e desfiles só podem ter lugar aos domingos e feriados e, aos sábados,
a partir das 12h. Nos restantes dias, podem realizar-se a partir das 19h30 (art.4º).
As autoridades podem alterar itinerários, se tal for indispensável, para
assegurar o bom ordenamento do trânsito. As alterações devem ser comunicadas
por escrito aos promotores (art.6º).
As manifestações podem ser obrigadas a cumprir uma distância de 100 metros de
sedes de órgãos de soberania, instalações militares, prisões, embaixadas ou
consulados e sedes de partidos (art.13º).
Interrupção
As autoridades só podem interromper uma manifestação (notificada ou não) se
houver a prática de atos contrários à lei que perturbem a ordem e a
tranquilidade públicas, e o livre exercício dos direitos das pessoas. Para isso
têm de apresentar auto da interrupção, justificando a decisão e entregar uma
cópia aos promotores (art.5º).
Contramanifestações
Cabe às autoridades assegurar que reuniões, comícios, manifestações ou desfiles
em lugares públicos decorrem sem a interferência de contramanifestações que
possam perturbar o livre exercício dos direitos dos participantes. (art.7º)
Os contramanifestantes que interfiram, impedindo ou tentando impedir o livre
exercício do direito de reunião podem ser punidos de 3 a 10 anos de prisão (art.15º).
Ocupações
Não é permitida a realização de reuniões, comícios ou manifestações com
ocupação abusiva de edifícios públicos ou particulares art.12º.
Sanções e punições
A realização de reuniões, comícios, manifestações ou desfiles contrários ao
disposto na lei (falta de notificação, fora do horário previsto, etc.) incorrem
no crime de desobediência qualificada (art.15º).
As autoridades que impeçam ou tentem impedir, fora das condições impostas pela
lei, o livre exercício do direito de reunião podem ser punidas e sujeitas a
procedimento disciplinar (art.15º).
Captação de Imagem
Os cidadãos têm legitimidade para capturar imagens da via pública que contenham
elementos policiais em serviço, elementos de segurança privada ou outras
pessoas, sem o seu consentimento, sempre que a imagem destes esteja enquadrada
na de lugares públicos, ou na de factos de interesse público, ou que tenham
decorrido publicamente (art.
79°, n.°2, do Código Civil).
Exceções: Casos em que o enfoque é o rosto ou aspetos físicos distintivos
desenquadrados. ou haja “prejuízo para a honra, reputação ou simples decoro” do
elemento policial (artigo
79°, n.°3 do Código Civil).
Fins comerciais que exigem outras licenças específicas
terça-feira, outubro 20, 2026
MAIS UMA PARTICIPAÇÃO NUM PROCESSO DE DISCUSSÃO PÚBLICA - PORTAL PARTICIPA
Na defesa do nosso mundo rural e de quem ainda lá vive, mas também de quem ainda lá vai para fazer da sua vida uma coisa alegre e com saúde, lá fui reforçar a minha oposição ao megalómano projecto Sophia, que é promovido com os lucros escandalosos de empresas multinacionais (sim, destes que mamam na exploração dos combustíveis), e que neste caso queriam deitar a mão a partes muito significativas da Beira Baixa.
Desta vez, para variar, e para não me repetir nos argumentos, pedi ajuda à IA, e o resultado copio-o já aqui a seguir. A conclusão é que os painéis solares concentrados são realmente vantajosos, mas só para quem os quer construir. Para os cidadãos é sempre prejudicial, sendo de preferir instalar os painéis fotovoltaicos em telhados e/ou parques de estacionamento. Alguém duvida que se não fossem as mais de 8150 pessoas/instituições a participarem (número final, editado posteriormente a 22!!!), este projecto seria desde logo aprovado por todas as instituições públicas que deveriam zelar pelo ordenamento do território, pela conservação da natureza e pela saúde das populações?
"Anexo à participação de João Paulo Pedrosa na consulta
pública do projecto “Central Solar Fotovoltaica de Sophia e LMAT associadas -
projeto reformulado”
Pergunta à IA:
Existe alguma vantagem na instalação de grandes centrais fotovoltaicas, em
comparação com a instalação de várias pequenas centrais fotovoltaicas em
telhados e parques de estacionamento?
Resposta gerada pela IA:
Sim, existem várias vantagens técnicas, económicas e
operacionais na instalação de grandes centrais fotovoltaicas (geralmente
conhecidas como parques solares de utilidade pública) quando comparadas com a
produção descentralizada em telhados e Carports (parques de estacionamento).
Embora ambas as abordagens sejam cruciais para a transição energética, as
grandes centrais destacam-se pelos seguintes fatores: [1]
1. Economias de Escala Significativas
O custo por watt instalado numa grande central é substancialmente inferior ao
de dezenas ou centenas de pequenas instalações dispersas. [1]
Aquisição e Logística: A compra de equipamentos (painéis, inversores de grande
porte, cablagem) em volumes massivos reduz os preços unitários junto dos
fabricantes.
Custos de Instalação: A montagem em solo plano e aberto recorre a processos
padronizados e automatizados (como a cravação de estacas), ao passo que os
telhados exigem trabalho em altura adaptado a cada tipo de cobertura (ardósia,
telha, zinco) e reforços estruturais específicos. [1, 2]
2. Maior Eficiência e Otimização Tecnológica
As grandes centrais conseguem extrair muito mais energia da mesma quantidade de
painéis solares devido a condições técnicas superiores:
Uso de Rastreadores Solares (Trackers): Os grandes parques utilizam
rastreadores solares que movem os painéis ao longo do dia para seguirem o sol,
aumentando a produção de energia em até 25% a 30%. Este tipo de tecnologia
mecânica é economicamente inviável e pesado para a maioria dos telhados
residenciais ou comerciais. [1]
Orientação e Inclinação Perfeitas: Em terra livre, os painéis são instalados
com o azimute e a inclinação ideais para aquela latitude (ex: virados a Sul no
hemisfério norte). Nos telhados, a instalação fica refém da orientação e
inclinação originais do edifício. [1, 2]
Ausência de Sombreamento: Os parques solares são limpos de obstáculos. Já nos
centros urbanos, os painéis sofrem frequentemente com o sombreamento de
árvores, chaminés, edifícios vizinhos ou postes, o que prejudica drasticamente
o rendimento do sistema. [1, 2]
3. Facilidade de Manutenção e Gestão da Rede
Manutenção Centralizada: Monitorizar, limpar ou reparar milhares de painéis num
único local é muito mais rápido e barato do que gerir centenas de
micro-instalações espalhadas pela cidade.
Estabilidade da Rede Elétrica: É mais simples para as empresas distribuidoras
de eletricidade gerir e integrar na rede o fluxo de energia vindo de um único
ponto de ligação de alta tensão (com sistemas avançados de controlo e
armazenamento por baterias acoplados) do que equilibrar a injeção bidirecional
e intermitente de milhares de pequenos produtores de baixa tensão a nível
local.
4. Menos Restrições de Segurança e Regulamentação
Os sistemas em coberturas urbanas exigem normas de segurança muito estritas
devido ao risco de incêndio acima de áreas habitáveis, exigindo eletrónica
extra de desligamento rápido (rapid shutdown) e proteção contra arcos
elétricos. As centrais no solo têm perímetros isolados, reduzindo a
complexidade de segurança civil imediata. [1]
________________________________
Resumo Comparativo
|
Fator |
Grandes Centrais (Solo) |
Pequenas Centrais (Telhados/Parques) |
|
Custo por Watt |
Muito mais baixo (elevada economia de escala) |
Mais alto (instalações personalizadas) |
|
Rendimento Energético |
Máximo (com rastreadores e orientação ideal) |
Limitado pela estrutura e sombras |
|
Uso do Espaço |
Ocupa terrenos livres (agrícolas/baldios) |
Excelente (aproveita áreas já construídas) |
|
Perdas na Transmissão |
Maiores (a energia viaja do campo até às cidades) |
Mínimas (produzida junto ao local de consumo) |
Se quiseres, posso explicar-te melhor como funcionam as
comunidades de energia renovável (autoconsumo coletivo), que tentam juntar o
melhor destes dois mundos em Portugal. O que te interessa analisar a seguir?
[1]
NOVA PERGUNTA À IA:
Mas nesta análise de custos não aparece considerado o custo
com a construção e manutenção de grandes postes e linhas de alta tensão.
Porquê?
Resposta da IA:
Tem toda a razão na sua observação. A sua crítica é
perfeitamente válida e toca num dos pontos mais debatidos na economia da
energia: o custo total do sistema (system-wide cost).
A razão pela qual esses custos (postos de transformação, subestações e linhas
de alta tensão) muitas vezes não aparecem de forma direta na análise inicial de
custo por watt do promotor é porque, estruturalmente e financeiramente, eles
são contabilizados e pagos de forma diferente.
Eis o porquê de essa componente não aparecer na comparação simples e como ela
afeta o equilíbrio real:
1. Separação de Custos: Produção vs. Transporte
Nas análises de mercado standard, avalia-se o LCOE (Levelized Cost of Energy -
Custo Nivelado da Energia), que mede estritamente o custo de gerar um
megawatt-hora à saída da central.
O custo do parque: O investidor privado paga a ligação da central até ao ponto
de interligação mais próximo (que pode ser a alguns quilómetros).
O custo da rede: A expansão e manutenção da grande rede de transporte de Alta e
Muito Alta Tensão (gerida em Portugal pela REN) é um investimento de
infraestrutura nacional. Este custo é diluído e pago por todos os consumidores
de eletricidade através das tarifas de acesso à rede (as taxas reguladas que vê
na sua fatura da luz), e não diretamente pelo bolso do produtor daquela central
específica.
2. O Impacto Oculto das Linhas de Transmissão
Quando incluímos a perspetiva macroeconómica (o custo para o país e para o
sistema elétrico), a vantagem das grandes centrais diminui devido a dois
fatores que mencionou ou sugeriu:
Custo de Infraestrutura: Construir quilómetros de linhas de alta tensão, torres
e subestações em zonas remotas exige investimentos de milhões de euros.
Perdas de Transporte (Perdas na Rede): A eletricidade que viaja centenas de
quilómetros desde um parque solar no Alentejo até aos centros de consumo (como
Lisboa ou Porto) sofre perdas por efeito Joule (dissipação em calor). Cerca de
5% a 10% da energia produzida dissipa-se nas linhas antes de chegar ao destino.
O Trunfo dos Telhados e Parques de Estacionamento
É precisamente aqui que a geração distribuída (telhados e carports) ganha uma
enorme vantagem competitiva:
Geração junto ao consumo: A energia é consumida no próprio edifício
(autoconsumo) ou no vizinho mais próximo.
Poupança na rede: Não há necessidade de construir novas linhas de transporte,
postes ou subestações.
Perdas quase nulas: Como a distância percorrida pela eletricidade é de apenas
alguns metros, as perdas por transmissão são praticamente inexistentes.
Resumo do Equilíbrio Económico
Em suma, as análises simplificadas focam-se apenas no custo de fabrico e
instalação do painel (onde o grande parque ganha por larga vantagem). No
entanto, quando adicionamos o custo real de transportar essa energia, o modelo
descentralizado em telhados torna-se muito mais competitivo e eficiente para a
sociedade como um todo."
sábado, outubro 17, 2026
FILOMENA CAMPUS - NOVO ÁLBUM EM QUARTETO
As coisas que aparecem aqui no Malfadado às vezes são estranhas. Esta é uma delas. Esta manhã surgiu-me no meio da minha colecção de CDs da Maria João, que inclui CDs onde a Maria João também aparece, um CD de edição caseira, numa caixinha de plástico de forma original e irregular. Esse CD tem 7 músicas e é de um duo: Filomena Campus e Rowland Sutherland, chama-se In Kimbe. Fui pesquisar na Net e descobri que esta cantora tem uma longa carreira, não só a cantar mas noutras áreas. (link aqui para o seu site)
E não é que vai lançar um novo álbum já neste dia 20 de Outubro? Fica aqui o single, disponível no Youtube:
quinta-feira, outubro 15, 2026
OPINIÃO NO FUMAÇA: "FUI DETIDO PELO ESTADO SIONISTA"
Fica aqui neste link (para o site do Fumaça), dá para ler ou ouvir, na voz do jornalista detido.
O famoso terrorismo de um estado que tem os seus cidadãos a viver num regime de apartheid, e que tem a Europa e as instituições desportivas europeias a darem-lhes palmadinhas nas costas. Dá para ver que muitos dos estados europeus olham para esta gente como um exemplo a seguir... é revoltante.
quinta-feira, outubro 08, 2026
LER DEVAGAR NO FÓLIO - 11ª EDIÇÃO
terça-feira, outubro 06, 2026
CASTELLERS DE VILAFRANCA DEL PENEDÈS
Quase 3 meses depois, o regresso do Malfadado. Com um vídeo que nos primeiros 4 minutos e meio mostra a construção de um castelo humano do tipo pd9fmp, o primeiro deste género na história desta actividade. Foi há umas semanas atrás, na praça de Vilafranca del Penedès, localidade da Catalunya.
Tanta coisa que ficou por registar aqui neste malfadado blogue, pode ser que vá conseguindo colocar uma coisa aqui e ali, pelo menos uma referência por mês devo conseguir recuperar.