Cá vão então algumas fotos desta linda cadelinha, cujo perfil aparecerá em breve no Facebook. Podem divulgar desde já a quem acharem que possa estar interessado numa cadela de guarda, de média estatura, que está muito equilibrada e bem ensinada. E tem apenas 5 meses, boa idade para se adaptar a novas situações.
aqui se narram as aventuras de um portuguesito que desde tenra idade é vítima de erros vários, mas com abertura para outros textos de reflexão e de intervenção cívica
sexta-feira, março 28, 2014
quinta-feira, março 27, 2014
ENTRE BUDISTAS
Nem todos podemos dizer que conhecemos monges budistas. Neste caso foi um reencontro depois de alguns anos, e fui até lá para dar uma ajuda na parte da quintinha e jardim que estão à volta da casa onde se instalaram os budistas na zona da Ericeira. Para os mais curiosos aqui fica toda a informação: http://mosteirobudista.com/ . E para quem gosta de ver reportagens aqui fica também um pequeno video de 7 minutos no youtube:
segunda-feira, março 24, 2014
MAIS UMA JORNADA DE VOLUNTARIADO NO CABEÇO SANTO
No dia 15 participei em mais uma Jornada de Voluntariado no Cabeço Santo. Estas jornadas são bons momentos passados no campo, mas também de um bom convívio com amigos. Aqui neste link (clicar aqui) podem ver o relato desta jornada, com fotos. E nas fotos podem ver a primeira participação canina nestas iniciativas de voluntariado. É a Jana, uma cadela labrador, que esteve comigo um par de dias, em preparação para depois ficar comigo 3 semanas, quando o dono for de viagem ao estrangeiro. A Jana não só esteve no Cabeço Santo como um dia foi comigo de Vagos à Coutada, quase em Aveiro, eu de bicicleta, ela em passo de corrida ou a passo. A coitadinha ficou com bolhas nas almofadas das patas, mas de resto foi um bom exercício, nos dias seguintes só queria era descansar.
sábado, março 22, 2014
MINDI
A Mindi é uma cadelinha que foi recolhida da rua pelo Henrique, um agricultor e formador que esteve na Quinta da Mila a fazer a horta mandala. Mas como o Henrique não tinha as condições para ter animais de companhia, viu-se na condição de ter que a entregar a alguém, com muita pena sua. E como passou na Quinta da Mila aqueles dias, e a cadela, que se chamava Mandala, gostou bastante do local e se deu bem com os outros habitantes caninos, pensou que seria um bom local para a deixar enquanto se procura um novo dono. Mas a Mandala não estava bem treinada e vai daí causava alguma perturbação, e como ainda não havia ninguém interessado, decidi ir lá e pegar nela para a treinar. E desde quinta-feira tem andado comigo. E até já mudou de nome, agora é Mindi. Em breve coloco aqui umas fotos e dou notícias.
sexta-feira, março 21, 2014
QUINTA EM S. PEDRO DO SUL
Esta semana estive dois dias em S. Pedro do Sul, na quinta de um primo que resolveu ser jovem agricultor, quando a juventude já lá vai. Fui lá para dar uma ajuda no que fizesse falta, mas acabei por ajudar pouco. É que levei umas árvores para plantar e foi nisso que gastámos algum tempo. Aqui ficam as fotos da quinta, já com parte do projecto de produção de mirtilos instalado no terreno.
segunda-feira, março 17, 2014
IGNITE ÀS MOSCAS
Por acaso o Ignite em Vagos não esteve às moscas, muito pelo contrário. Um dia destes, quando estiver disponível, partilho aqui a minha participação, com 5 minutos dedicados às moscas. Para já fica aqui o link (clicar aqui) para uma foto partilhada no Facebook.
quinta-feira, março 13, 2014
HORTA MANDALA
Esta semana passei um lindo dia na Quinta da Mila, em Sever do Vouga. Fui ajudar na construção de uma horta mandala e em breve, no início de Abril, será a colocação das plantas.
sexta-feira, março 07, 2014
INVERNO CHUVOSO
Para memória futura de que houve um Inverno mais chuvoso do que tem sido habitual nos últimos anos, se calhar mais parecido com o que acontecia no primeiro quarto do Século XX, pelo menos a confiar na memória de pessoas mais idosas que me falaram sobre isso em conversas passadas. Fica a foto que tirei em Leiria.
segunda-feira, março 03, 2014
RENDEZ-VOUS EM LEIRIA
Esteve um dia muito chuvoso, mas lá fomos nós este fim-de-semana a Leiria, para nos encontrarmos com amigos que estavam de visita a Lisboa. Ellos subieron, nós descemos. Fica a reportagem fotográfica:
sábado, março 01, 2014
FIM DE FEVEREIRO
Hoje resolvi actualizar o meu malfadado blogue. Tenho passado algumas horas agarrado ao computador, mas tratando de várias coisas ao mesmo tempo, sem tempo para partilhar aqui algumas coisas importantes ou curiosas. E desde a última actualização, dia 20 de Fevereiro, reparei que até hoje me sobram oito dias para, em cada um deles, partilhar qualquer coisa. E como ontem foi o último dia de Fevereiro aqui fica o registo de que fiz ontem uma coisa que nunca tinha feito: pedir a palavra numa Assembleia Municipal. Foi em Ílhavo e falei em nome do CIDIHC. Fica aqui o link (clicar aqui) para a página oficial desta associação local no Facebook. Que merece um like, ah! pois merece, pois está numa luta desigual contra uma PPP que mistura, como sempre neste tipo de receita, interesses políticos e empresariais. Nessa página oficial poderão consultar toda a informação e relatos sobre o dia de ontem, em que também participei num Seminário organizado pela Câmara Municipal de Águeda sobre sustentabilidade (participar é uma forma de expressão, porque não quiseram dar a palavra às pessoas da plateia), participei num protesto silencioso nesse Seminário, precisamente por causa da causa do CIDIHC e do Núcleo de Aveiro da Quercus, e ainda conseguimos falar com o Ministro da Economia, que muito simpaticamente e sem nenhuns atropelos de seguranças ou pessoas da organização, ouviu as nossas denúncias. Devia ser sempre assim e isto é mesmo daquelas coisas que fazem de Portugal um país que só nos pode orgulhar: qualquer pessoa sente segurança em várias situações que noutros países nem pensar nisso.
Mas o que mais gostei ontem foi ter tido tempo, logo de manhã, de ir passear a Lola, uma cadelinha que estava fechada no seu canil e que de certeza gostou muito mais do que eu do pequeno passeio matinal, antes de eu ter de ir dar umas entrevistas à imprensa local de Vagos. E também gostei muito de ir a casa da nossa amiga Ana Cardoso, onde comi o meu farnel preparado para comer antes da Assembleia Municipal de Ílhavo, conseguindo jantar na minha hora de jantar e ainda por cima à conversa com uma amiga. E também gostei de pedalar nas minhas deslocações todas, esteve um dia e princípio de noite sem chuva e isso ajudou bastante. Já hoje... ESTÁ-SE BEM É A ACTUALIZAR O BLOGUE!
Mas o que mais gostei ontem foi ter tido tempo, logo de manhã, de ir passear a Lola, uma cadelinha que estava fechada no seu canil e que de certeza gostou muito mais do que eu do pequeno passeio matinal, antes de eu ter de ir dar umas entrevistas à imprensa local de Vagos. E também gostei muito de ir a casa da nossa amiga Ana Cardoso, onde comi o meu farnel preparado para comer antes da Assembleia Municipal de Ílhavo, conseguindo jantar na minha hora de jantar e ainda por cima à conversa com uma amiga. E também gostei de pedalar nas minhas deslocações todas, esteve um dia e princípio de noite sem chuva e isso ajudou bastante. Já hoje... ESTÁ-SE BEM É A ACTUALIZAR O BLOGUE!
sexta-feira, fevereiro 28, 2014
PAULO MORAIS - DIZ QUEM SÃO ELES, UM A UM, E SÓ PARA EXEMPLO
Este é aquele que fala claro e põe o dedo na ferida. É muito admirado porque tem a coragem de falar. De dizer que as coisas estão mal e quem são os responsáveis. Não é preciso ir vê-lo a um debate, como eu fui no dia 19 deste mês, em Aveiro, para ficar informado, porque temos pérolas destas na internet (video no youtube da mesma autoria do que aqui partilhei há uma semana atrás):
quinta-feira, fevereiro 27, 2014
AS COISAS QUE ESTÃO NA NET
É mesmo um excesso de informação. Andava eu aqui à procura de referências a um congresso em que tinha participado, para ver a data, e eis que descubro este video que mostra bem o que aqui escrevi neste blogue na altura (link para o texto no malfadado, há quase um ano atrás - clicar aqui). É logo ao segundo 13, mostra os manifestantes a agitarem lenços brancos, imaginem quem é o único que está do lado de cá da vedação, que neste caso não se pode dizer que separe os manifestantes do Primeiro Ministro. Obrigado à Porto Canal!
quarta-feira, fevereiro 26, 2014
DIA DE ACÇÃO DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS
A Quercus mobilizou-se a nível nacional para uma acção de sensibilização por causa dos efeitos devastadores das alterações do clima. O Núcleo de Aveiro da Quercus escolheu a Praia da Barra, no concelho de Ílhavo, para tocar uma buzina que acordasse as pessoas para esta questão. Aqui vai o link para a notícia no DN, com a fotografia de dois dirigentes da Quercus Aveiro justamente na Praia da Barra, a fazer soar a buzina às 8 da manhã. Eu estive lá mas estive a fazer pequenos vídeos, com a ideia de fazer depois uma pequena reportagem e emitir na Quercus TV. Na página da Quercus da net está toda a informação sobre esta acção (clicar aqui neste link) .
E como era um dia de sensibilização, lá me dirigi depois para o Colégio Português, em Aveiro, para participar numa palestra para os alunos, com o tema ONG e desenvolvimento. E falei sobre a Quercus de um modo geral, tendo também ouvido duas interessantes comunicações da Amnistia Internacional e da AMI (esta parte foi mais difícil, ter que ver fotos do Fernando Nobre...).
E como a luta contra as alterações climáticas se faz em várias frentes, ao final da tarde, ainda em Aveiro, estive reunido com membros do CIDIHC e do Bloco de Esquerda de Aveiro e Ílhavo, por causa da luta de salvação da Coutada. Pode parecer estranho, mas é também na salvaguarda de zonas verdes que se faz uma acção contra as alterações climáticas.
É claro que ainda aí gente a dizer que não há provas de que o CO2 é o principal responsável pela subida da temperatura média da atmosfera e dos oceanos. É esta gente que nos lembra que se deviam procurar provas de que a inteligência é própria dos seres humanos, há muita gente que defende isso, mas não há provas! E de facto a estupidez é que deve ser a regra nos humanos, inteligentes são aqueles que simplesmente não são estúpidos. Até prova em contrário...
E como era um dia de sensibilização, lá me dirigi depois para o Colégio Português, em Aveiro, para participar numa palestra para os alunos, com o tema ONG e desenvolvimento. E falei sobre a Quercus de um modo geral, tendo também ouvido duas interessantes comunicações da Amnistia Internacional e da AMI (esta parte foi mais difícil, ter que ver fotos do Fernando Nobre...).
E como a luta contra as alterações climáticas se faz em várias frentes, ao final da tarde, ainda em Aveiro, estive reunido com membros do CIDIHC e do Bloco de Esquerda de Aveiro e Ílhavo, por causa da luta de salvação da Coutada. Pode parecer estranho, mas é também na salvaguarda de zonas verdes que se faz uma acção contra as alterações climáticas.
É claro que ainda aí gente a dizer que não há provas de que o CO2 é o principal responsável pela subida da temperatura média da atmosfera e dos oceanos. É esta gente que nos lembra que se deviam procurar provas de que a inteligência é própria dos seres humanos, há muita gente que defende isso, mas não há provas! E de facto a estupidez é que deve ser a regra nos humanos, inteligentes são aqueles que simplesmente não são estúpidos. Até prova em contrário...
terça-feira, fevereiro 25, 2014
EH LÁ, ISTO É ALTA TECNOLOGIA
Ora vejam lá neste link (é de uma notícia que tem lá um filmezinho rápido de menos de um minuto) o gelo do Ártico a desaparecer (clicar aqui)...
Os responsáveis por este degelo querem agora fazer mais plataformas petrolíferas naquela zona, aproveitando que o gelo se foi embora. E foi protestando contra isso que elementos do Greenpeace foram presos e violentados pelas autoridades russas, conforme se lembrarão os que andam a ler as notícias. Mas agora já estão em liberdade e a luta continua.
Os responsáveis por este degelo querem agora fazer mais plataformas petrolíferas naquela zona, aproveitando que o gelo se foi embora. E foi protestando contra isso que elementos do Greenpeace foram presos e violentados pelas autoridades russas, conforme se lembrarão os que andam a ler as notícias. Mas agora já estão em liberdade e a luta continua.
segunda-feira, fevereiro 24, 2014
UM DIA BEM DIFERENTE
Ontem fomos fazer um piquenique na zona da Ereira, na zona de Santa Olaia. Fizemos o farnel e fomos a pé, e lá nos sentámos nas ruínas arqueológicas para um almoço diferente. Levei a máquina fotográfica e entretive-me a fazer umas fotos. Fica aqui a que gostei mais:
E aqui o link para o álbum que criei para algumas das fotos (14), se alguém quiser alguma eu posso mandar por mail. Grátis!!!
E aqui o link para o álbum que criei para algumas das fotos (14), se alguém quiser alguma eu posso mandar por mail. Grátis!!!
E no final do dia fomos conhecer a casa do Pedro Morais, que arrendou no ano passado e ainda não tinhamos lá ido, jantámos lá, dormimos e ficámos para hoje, tendo até ido passear a Jana ao areal, o mesmo areal que se vê da janela lá de casa. Não fotografei a paisagem para não ficarem invejosos...
Um dia destes vou ter que pedir a algum amigo que já tenha cães (ou não, porque a Jana é uma cadela muito tranquila e muito bem comportada) para alojar a Jana uns dias, enquanto o Pedro Morais vai para fora um par de semanas.
domingo, fevereiro 23, 2014
ACERCA DO VÍDEO DE ONTEM
Pois ontem referi o RAP, e hoje aqui fica um outro vídeo do youtube, desta vez ainda a propósito das negociatas. Ainda não tinha visto mas já tinha lido algumas críticas ao facto do jornalista ter participado nesta excelente ironia. A grande questão é que mesmo com coisas destas, que são ditas a brincar, a malta continua a dormir por aí, e em vez de agirem, cada vez são mais os que ouço dizer que o melhor castigo é não ir votar nas eleições!!! Se isso fosse um bom castigo, já as coisas tinham mudado há muito tempo. É um castigo mas só para aqueles que todos os dias apresentam alternativas e lutam nos movimentos de cidadãos. Para os partidos do arco do poder é uma prenda cobiçada, cada pessoa que não vote em projetos alternativos é uma vitória para os de sempre.
Daí a ironia de fino recorte de termos que chamar alguém de fora para dar um pontapé no cú do Passos Coelho. De facto, dos portugueses só temos tido tiros nos pés... no pé direito, no pé esquerdo, de novo no pé direito, e assim sucessivamente.
Daí a ironia de fino recorte de termos que chamar alguém de fora para dar um pontapé no cú do Passos Coelho. De facto, dos portugueses só temos tido tiros nos pés... no pé direito, no pé esquerdo, de novo no pé direito, e assim sucessivamente.
sábado, fevereiro 22, 2014
PARA MEMÓRIA FUTURA E REFLEXÃO NO PRESENTE
Já todos os leitores do meu malfadado conhecem bem o que se passa com as negociatas em Portugal. Mas gostei deste trabalho de compilação e por isso aqui partilho este vídeo sobre as PPP. Aprendi com o Ricardo Araújo Pereira que quem diz CTT diz PPP, e quem diz PPPs diz que vai ali aos CTTs.
sexta-feira, fevereiro 21, 2014
ÁRVORES
Tenho que deixar aqui uma reflexão: com a mania da segurança pública andam para aí a danificar árvores. Em pouco tempo soube de um crime em Águeda, responsabilidade camarária, outro crime na Anadia, responsabilidade camarária, e um outro já anunciado em Oliveira de Azeméis, responsabilidade camarária. Carvalhos, claro, Sobreiros (que até deviam ser protegidos por lei) e outras árvores monumentais são as vítimas. Mas isto é à escala nacional, só referi os poucos casos que tive conhecimento ocasional aqui na região. Vejam aqui neste link, um texto bem escrito, sobre um caso na Guarda (clicar aqui).
quinta-feira, fevereiro 20, 2014
MÁRCIA E TIAGO
Uma musiquinha tranquila, o som não está muito bom, mas vê-se que é uma gravação bem caseirinha:
A letra da música:
A letra da música:
Se me aproximar
Se me aproximar devagar será que vais fugir?
ou se vou conseguir mais um tempo ao teu lado?
para te entreter mais um pouco ou te fazer sorrir
para ti ou pelo sonho vamos juntos viajar.
Medo é desculpa em leve chuva
e querer morrer de amor não é historia de outro tempo.
Mas se formos novos de novo
Mas se formos juntos
vamos poder respirar
Se me desculpar entretanto
será que vais passar?
se fingir não querer
pode ser que não te entregue esta leve dor em tom de chuva
por não querer fugir
por ti ou pelo sonho não consigo desprender
medo é fraqueza como nuvem
e querer morrer de amor nunca é historia de outro tempo
mas se formos novos de novo
mas se formos juntos
vamos poder respirar.
Se me aproximar devagar será que vais fugir?
ou se vou conseguir mais um tempo ao teu lado?
para te entreter mais um pouco ou te fazer sorrir
para ti ou pelo sonho vamos juntos viajar.
Medo é desculpa em leve chuva
e querer morrer de amor não é historia de outro tempo.
Mas se formos novos de novo
Mas se formos juntos
vamos poder respirar
Se me desculpar entretanto
será que vais passar?
se fingir não querer
pode ser que não te entregue esta leve dor em tom de chuva
por não querer fugir
por ti ou pelo sonho não consigo desprender
medo é fraqueza como nuvem
e querer morrer de amor nunca é historia de outro tempo
mas se formos novos de novo
mas se formos juntos
vamos poder respirar.
terça-feira, fevereiro 18, 2014
EU NA REPORTAGEM DA AVEIRO CANAL
O tema é a defesa da Coutada, por causa da especulação imobiliária que se quer aproximar. Mas há ali quem resista. E quem tiver Facebook bem pode lá ir fazer um "gosto" na associação local (link para a página do CIDIHC), pois têm sido incansáveis na contestação mas também na procura de soluções alternativas bem mais inteligentes. O problema é que os especuladores imobiliários nunca foram gente estúpida, os estúpidos são os que continuam a acreditar em promessas assinadas em papel molhado! Ou seja, não é por falta de se saber que existem alternativas inteligentes que a Coutada é um alvo da especulação. É a ganância que estraga tudo...
domingo, fevereiro 16, 2014
É POR ISTO QUE EU NUNCA GOSTEI DOS ANTIBIÓTICOS
Tenho mesmo que partilhar esta reportagem. Então os autistas, na sua maioria, são vítimas dos antibióticos (quer os receitados pelos médicos, quer os que vêm nos produtos alimentares)? Espantem-se, comovam-se e passem a informação, principalmente a quem tem filhos bebés ou vai ter! E tenham cuidado, porque pela boca morre o peixe...
sábado, fevereiro 15, 2014
ESTÁ CONFIRMADO
Não há fumo sem fogo... nesta caso, não há corruptos sem interesses financeiros! Este senhor deve pensar que é muito habilidoso. Vejam a notícia neste link, sobre uma investigação, um dia destes a Quercus Aveiro também se queixou dele ao Ministério do Ambiente.
sexta-feira, fevereiro 14, 2014
DIA DOS NAMORADOS
Hoje é um dia que sabe sempre bem comemorar. Mas bem gostava de saber quem é que envia ao seu amorzinho videos da Porta dos Fundos... e este é sobre gente apaixonada!
quinta-feira, fevereiro 13, 2014
NOVO BLOGUE AMIGO
É do Pedro Palma e já o adicionei na coluna aqui ao lado esquerdo. Link directo (clicar aqui)
terça-feira, fevereiro 11, 2014
CURSO ON LINE GRATUITO
Inscrevi-me num curso gratuito para fazer um blogue, ou site, no Wordpress. Vamos lá ver se daqui a uns tempos posso anunciar aqui que conclui o curso com aproveitamento.
segunda-feira, fevereiro 10, 2014
REPORTAGEM QUERCUS SOBRE O LITORAL
Para quem gosta de ver a força da natureza e para quem gosta de dar opinião sobre estes assuntos, convém ouvir o que dizem os que defendem o ambiente.
Litoral ameaçado from Quercus on Vimeo.
Litoral ameaçado from Quercus on Vimeo.
quinta-feira, fevereiro 06, 2014
COREOGRAFIA PODEROSA
Uma música poderosa, como a do Woodkid, teria que dar uma coreografia como esta. Apreciem lá:
segunda-feira, fevereiro 03, 2014
CASINHA DE MADEIRA
domingo, fevereiro 02, 2014
DIA MUNDIAL DAS ZONAS HÚMIDAS
Hoje participámos numa actividade organizada pela Câmara Municipal de Águeda para comemorar este dia. O local escolhido foi a Pateira de Fermentelos e esteve um belo dia para andar no campo. E para tirar fotos, porque era esse o tema do dia, uma expedição fotográfica. Foi pedido aos participantes que enviassem uma selecção de fotos, para partilhar entre todos e havendo a hipótese de posteriormente alguma das fotos ser usada pela Câmara Municipal. As fotos estão disponíveis on line aqui (link para pasta no Google Drive), e há também uma reportagem fotográfica sobre a expedição publicada pela Quercus Aveiro na sua página do Facebook (clicar aqui)
sábado, fevereiro 01, 2014
MATAR SAUDADES DO MONTE BARATA
São pouco mais de dois minutos, um apontamento sobre uma actividade que decorreu no Monte Barata. Dá para matar saudades... muito boas memórias guardo deste local grandioso.
Percurso Interpretativo: Observação da Biodiversidade no Tejo Internacional from Quercus Castelo Branco on Vimeo.
Percurso Interpretativo: Observação da Biodiversidade no Tejo Internacional from Quercus Castelo Branco on Vimeo.
quinta-feira, janeiro 30, 2014
INQUÉRITO PROJECTO LABELFISH
Gosto muito de ajudar em coisas positivas. E andam por aí muitos inquéritos cujo preenchimento pode fazer muita diferença. Este foi um dos que preenchi: (link para inquérito sobre informação nas etiquetas dos peixes comercializados)
terça-feira, janeiro 28, 2014
CONCURSO DE FOTOGRAFIA OU CONTO DO VIGÁRIO?
Uma empresa do Grupo Águas de Portugal, a SIMRIA, organizou um concurso de fotografia, mas dá um prémio tão fraquinho que não dá nem para aquecer. Mas pronto, sempre é algum dinheirinho para quem o vai receber. Mas fui ler o regulamento e não gostei nada. Então os senhores desta empresa, que já vivem bem à custa dos consumidores, pretendem que quem concorre, quer ganhe o prémio ou não, lhes ceda os direitos de publicarem as fotos sempre e onde quiserem? Será que eu li bem??? Estes senhores, pelo preço de um par de fotografias de qualidade, pagam os prémios aos vencedores e candidatam-se a ficar com um monte de boas fotografias, se calhar algumas mesmo de nível profissional. Para publicarem e se calhar até venderem posteriormente. E como se não bastasse, a SIMRIA ainda exige que os trabalhos a concurso sejam fotos impressas, candidatando-se assim esta empresa a juntar um bom lote de fotos para organizar uma exposição. Se a SIMRIA fosse uma associação ainda era capaz de aceitar, mas uma empresa? Ao que chegámos, ao que chegámos...
Para que possam conferir com os vossos próprios olhos, aqui está o link para o regulamento do concurso (clicar aqui)
Para que possam conferir com os vossos próprios olhos, aqui está o link para o regulamento do concurso (clicar aqui)
domingo, janeiro 26, 2014
PRIMEIRA JORNADA DE VOLUNTARIADO DE 2014
Ontem participei na Primeira Jornada de Voluntariado do Cabeço Santo. O terreno não era fácil, e eu não estava mesmo em forma, mas pronto, lá ajudei um bocadinho, e como levei a máquina fotográfica aproveitei para fazer umas fotos. Aqui está o link para o resumo da Jornada no blogue do Projecto Cabeço Santo (clicar aqui).
sexta-feira, janeiro 24, 2014
COM RESPEITO ÀS PALAVRAS
Este texto da Hélia Correia tenho mesmo que partilhar no Malfadado. Foi publicado pelo Público na semana passada, fica aqui o link para o texto todo (clicar aqui), mas tenho também que transcrever o texto, e quem conseguir chegar ao fim pode depois dizer-me se valeu a pena, ou não:
No rigor do latim, “indignado” é o que é tornado indigno. E eis, porém, que a palavra não se aceita a ela própria, empreende uma singular rebelião. Nega a humilhação que cai sobre ela. Vejam o quanto esta palavra é poderosa. Como deitou ao chão a sua origem. Como tomou nas mãos a sua vida
I
Não tenho competência para escrever sobre os eventos da realidade. Começa a falha pelo léxico: nem sei se o termo “evento” pode usar-se aqui. Não aprendi o bom vocabulário. E quanto à organização para o discurso, saber onde ele começa e como acaba, mais o que pelo meio se vai pondo, tão pouco faço a mais pequena ideia.
Eu, quando tenho de falar com alguém do género bancário ou fiscalista, aviso logo que sou das “Humanidades”, isto é, completamente ignorante. E peço caridade lexical, paciência: essas virtudes superiores. Nunca se fica muito esclarecido, mas trata-se de não incomodar. Um resto de amor-próprio determina que escapemos depressa do cenário. A humilhação chama pela maldade e eu resplandeço quando ocasionalmente alguém me diz uma palavra cara que posso decifrar rapidamente, emudecendo o interlocutor: “Sei o que significa, vem do grego”, disparo. E já não é uma conversa. É uma espécie mitigada de motim. O anedotário da revolução francesa regista que os motins não causam dano, são como uma pequena bebedeira. Não vale a pena perder tempo com motins. Não vale, aliás, a pena perder tempo. Estrebuchamos no vazio e alguém ri.
Parece, às vezes, que o cenário da ficção científica assentou no planeta actual: que criaturas mais ou menos humanóides nos conquistaram pelo interior e desapoderaram-nos de tudo, esperança, dignidade e alegria. Vimos tanto clamor nas praças gregas, cólera e fogo com nenhuma consequência. É como se entre os protestantes e o poder não houvesse trajecto, não houvesse natureza contínua. Duvido até que conseguissem procriar se a carne de uns e de outros se encontrasse. Respiram ares diferentes e não faz sentido algum que certa retórica da esquerda os desafie a que experimentem a pobreza, a que tentem viver com o salário que destinaram para os indefesos. Provavelmente viveriam bem porque não se alimentam como nós. Nem dormem como nós. Talvez nem morram. A verdade é que pouco pensamento nós conseguimos produzir sobre eles. A desumanidade é um mistério.
II
Vejo como anda gente a reclamar que se dê espaço à imaginação. É uma herança daquele Maio de 68 que a queria no poder e fez com isso uma bonita frase. Aliás, não houve muito muito mais que herdar. Mas enquanto os filósofos confiam nos benefícios do receituário, longe deles e do fumo dos Gauloises está à espera a serpente,latet anguis. Os Le Pen crescem sem filosofia. E a imaginação, que faz? Distrai. Melhor será dizer que nos engana. A alegoria cibernética que eu acima explorei trouxe um sorriso a este texto enquanto texto. E mais além não vai. Fornece uma dinâmica de jogo e entretém vagamente até cansar.
Sim, porque é de cansaço que se trata. De exaustão, no sentido de não termos nem uma gota que nos dessedente. Eu tenho o pensamento habituado à escrita metafórica e aqui estou a criar uma imagem enganosa. Se procurar um modo de dizer exacto, brutal, limpo, em que a palavra perca os seus ademanes de palácio, não acharei em “exaustão” o termo certo. Ninguém caminhou tanto que se sinta quase a morrer por desidratação. No “país de poetas”, caímos automaticamente numa coloração vocabular que muito raramente dá bons textos. De tão familiar, não a estranhamos. Até deixamos que trabalhe contra nós.
Por que aceitamos que se fale, por exemplo, nas “gorduras do Estado”? O Estado não tem metabolismo. Tem excesso de despesas, muitas delas em mordomias e em disparates.Um Estado não “emagrece”: corta nos gastos, e a escolha para os cortes tem critérios, e os critérios não se aplicam ao acaso. Aquilo que se chama ideologia, a moldura mental com que um comum destino se interpreta e planeia, decide a escolha. E escolhe-se cortar naquilo que é empecilho ao projecto, no que se quer extinguir ou, pelo menos, fazer partir para onde não se torne visível. Com a metáfora sobre o corpo obeso dá-se a volta ao assunto, transformando-o em algo humanizado e censurável. Fica fora do alcance da razão — nos labirintos do imaginário, naquilo que culturalmente assimilámos a ponto de esquecer — a simpatia pela causa. Dentro de nós, a ideia do descuido, da glutonice, da preguiça, enfim, do Sul, facilmente coabita com a ideia de punição e de dieta rigorosa. Tomar medidas para emagrecer é justo e bom. Se implica sacrifícios, são sacrifícios de ginásio, desses que conferem certa estética ao suor. Só um bulímico se recusa a entender e a estimar um regime que assegura saúde e elegância a quem o siga. Alcança longe, a manha da metáfora.
É necessário estarmos prevenidos contra os efeitos destas redacções. Há, no deslize para as figuras de compêndio, quase um tropismo, uma procura de consolo. Isso empobrece a agudeza do olhar. Sei que aquilo que eu disse muita vez — “Hoje o nosso inimigo não tem rosto”, para significar que é mais difícil reconhecê-lo, assinalá-lo e confrontá-lo, não é só uma frase retórica e inútil — partilha essa tendência viciante para a baixa literatura que nos dá a ilusão de intervir pela palavra. O que a expressão “sem rosto” cria é uma distância e, mais que uma distância, uma abstracção. Junta-se aos nossos medos ficcionais. Começámos com o Feiticeiro de Oz, vamos ao Orwell e a lição que retiramos é que, no fim, acaba tudo bem, os livros fecham-se e as crianças vão para a mesa. Bettelheim explicou que serventia têm estes entrechos. Um adulto já não beneficia com semelhante kit de aprendizagem. Corre o risco de hipnose. Vai pelo sonho. Estou convencida de que sonhar leva a que a musculatura se atrofie.
Temos que chegue de pequena literatura. Os governantes descobriram o filão e desataram a usar sem pejo os melhores truques da Academia. Metaforizam desalmadamente e é com muito sucesso que recorrem aos artifícios da prosopopeia, como novos Pessoas ou Camões. O que é o Bojador ao pé de um Estado pejado de gorduras, de mercados que são como velhos senhores que não tomaram a valeriana e atiram os criados escada abaixo nos maus humores da indigestão? Que mulher fabulosa é essa Europa a quem nós temos simplesmente de agradar sem compreender bem os seus caprichos? A Rainha de Copas da Alice, que tanto atormentou a minha infância porque gritava “Cortem-lhe a cabeça!” sem que se vislumbrasse uma razão, grita outra vez. Mudou apenas de idioma. Eles declaram: “Ela quer”, “ela ameaça”, “ela não anda nada satisfeita” e a cada um desses avisos nós levamos os dedos ao pescoço, com receio de que a cabeça já não esteja lá.
Quanto a enredos, tecem-nos com brilho, sobre modelos de novecentos. Por que tenho pensado ultimamente no Conde de Monte-Cristo quando leio os jornais? Porque vemos enredo semelhante, com o injustiçado que enriquece e acaba por ser dono do destino daqueles que o maltrataram. Edmond Dantès agora é angolano. Naturalmente, há um pedido de desculpas, uma genuflexão, talvez. The end?
Eles, os novéis cultores da ficção, vão-se referindo muito à “narrativa”. Por “narrativa” hão-de querer dizer o encadeamento temporal das acções. Mas vão mais longe ao conseguirem sugerir a malignidade da intriga, a vontade de drama que é aquilo que enche o texto de pathos e produz no leitor surtos de acidez moral. Conhecem bem o ofício: não se deixam manietar pelas questões da lógica, da verosimilhança ou da coerência. Mentem com toda a glória, porque não? Não é toda a grande obra uma mentira? É só preciso que quem mente minta bem. Minta na sua glória de poeta. Os governantes mentem com virtude.
E, no entanto, as pessoas não apenas clamam contra o prodigio criativo como até se declaram indignadas. Por causa da palavra “indignação” é que me pus a rabiscar o texto. Porque é uma palavra extraordinária. Deu a volta por dentro de si mesma para contrariar o seu significado. E tratou disso logo que nasceu, não houve aqui evolução semântica. No rigor do latim, que julgaríamos incontornável, vemos surgir uma palavra derivada pela prefixação do in negativo, que transforma um conceito no oposto. “Indignado” é o que é tornado indigno. E eis, porém, que a palavra não se aceita a ela própria, empreende uma singular rebelião. Nega a humilhação que cai sobre ela. O indignado, dizendo-se indignado, renega a sua condição, rebela-se. Vejam o quanto esta palavra é poderosa. Como deitou ao chão a sua origem. Como tomou nas mãos a sua vida.
Isto pode parecer prosa de exaltação, mas não passa de simples constatação linguística. Provavelmente precisamos disto. Enquanto os outros fazem literatura e a temática Dickens encontra no país uma oportunidade para se impor, tornemos nós ao simples, ao sensato, ao denso e intenso uso das palavras. Com o abuso do estilo, fomos deixando para trás a frescura das origens, a fisicalidade da palavra, ela que é parte do real e nele se inscreve. Sei que o caminho para a abstracção foi útil e foi bom porque nos fez aceder, por exemplo, aos conceitos. Mas, mutatis mutandis, assim como Hölderlin teve certo desígnio ao traduzir Antígona, também eu gostaria de repor a primeira energia da linguagem, recordando a nudez inicial. Falemos de “catarse” — que se aplica à gritaria das manifestações. Serve a catarse para energizar? Não serve. Uma catarse é má medida. Uma catarse era concretamente vómito de ressaca. O alívio de estômago a seguir a uma bebedeira. Era deitar para fora e ficar limpo. Transposta para a lição do teatro, assim durou, implicando sempre uma transformação. É isso o que se quer saindo à rua? Que a vivência nos lave do mal-estar? Falar não deve aliviar do mal. Pelo contrário, deve torná-lo inteligível e discutível. Torná-lo, a bem dizer, manipulável. Um material exterior e que, com esforço, consigamos dobrar. Nós precisamos tanto de catarses como de sonhos. Temos de levar outra intenção para as ruas.
O que é manifestar? É dar a ver. Dar a ver com as mãos. Não necessariamente mãos em festa — a etimologia é duvidosa. Provavelmente mãos conflituantes. Há com certeza uma finalidade para juntar num desfile a multidão, mas nós não somos já gente de ritos, não somos gente de re-ligação. Temos de inaugurar tudo novamente, a começar pelas frases de incentivo, pois as que ouvimos, de tão velhas, tão usadas, perderam o vigor. Estão transformadas em ladainhas de beatitude. Aliás, as mais das vezes não serviam como motores de mobilização, fracas de rima, rastejantes de sentido. Mas enquanto se caminhou a passo forte, enquanto, a velocidades várias, se manteve uma leitura histórica das coisas, uma certeza de alma potenciava aquele vocabulário esmaecido.
Se hoje as pessoas continuam a marchar é porque, à força de repetição, os sapatos estão enfeitiçados. Não é de dança, mas de espasmo, o movimento. O grito que invectiva já não faz estremecer o seu destinatário. O seu destinatário olha para “aquilo”, chama-lhe “aquilo”, e vai à sua vida. Mostra um grande talento para apoucar. Nós que talento revelamos? O da fé? O da brava teimosia? Repetimos os nossos argumentos… “até à náusea”: assim acaba a frase que herdámos da retórica latina. Não é possível refazer a língua? É, sim.
A nova poesia portuguesa já deitou as metáforas ao lixo. Está cheia de real e de um real sujeito a um olhar e a uma oficina que lhe conferem, numa mesma nota, estranheza e ressonância familiar. E há jovens cientistas muito atentos ao uso não utilitário da palavra, mais atentos, direi, do que muitos literatos. Eu tive o privilégio de falar, para uma sala de lotação superesgotada, sobre a pouca importância do enredo nos textos. Isso interessou-os extraordinariamente. Num mundo apoquentado por gravatas, eu vejo os meus amigos estudantes e doutorandos de Cultura Clássica, em não pequeno número, dispostos a cruzarem experiências e saberes como se tudo começasse agora e a Antiguidade nos tocasse. Se deles não vier o apetrecho que nos ensine a ver, e a ouvir, e a clamar com outro assomo de energia, se aplicarmos ao “hoje” o alfabeto que aplicámos ao “ontem”, nada lemos.
III
A nitidez que existia nas velhas ditaduras, os claramente vistos Bem e Mal, a ausência de dúvida nas causas, os perigos a que o corpo se arriscava, alimentavam plenamente a alma. Não era porque o inimigo tinha um rosto que a resistência se tornava articulada com a própria vida, como uma moral. Não tinham rosto os espiões da PIDE. Havia nomes, sim. Mas também temos nomes agora. A diferença é que o novo poder não ameaça directamente com prisão e com tortura. Por um reflexo quase biológico, a violência, o assassinato, o corte da estrutura vital cria mais vida. Era esse o princípio que levava uma revolução a triunfar.
O grande golpe é o que se dirige à alma. O meu sentido de “alma” é o que vem da anima latina, claro está, a instilação da vida que nos torna activos e pensantes. Qualquer torcionário aprende cedo que a alma não se tira com a faca mas com manobras de desorientação e de abatimento. O sopro anímico extingue-se depressa, bem mais depressa que o bater do coração, e sem sujar. “Desanimados”: eis a nossa condição. Bem mais difícil de remediar do que a de meros “oprimidos”, pela diferença que existe entre ter ânimo e não ter.
O ânimo requer o alerta dos sentidos. Não por caso, entre os soldados na batalha, alma era sinónimo de coragem. É de coragem que necessitamos, da coragem de ver e rejeitar. Não vamos pelo sonho. Assistimos, tempos atrás, a uma breve ardência, quando se encheram praças a Oriente — chamou-se a isso a Primavera Árabe — e o mundo pareceu fácil de abraçar. Víamos o real? Não, não o víamos. E, no entanto, ele move-se sem nós. Move-se sem parar. Quando acordamos, não temos senão cinza nos cabelos. Há um gesto possível? Há um gesto. Pelo menos, sacudi-la. Pelo menos, neutralizar a fábula, desmascarar os efabuladores. Ainda não conhecemos os seus rostos. Somente os rostos dos pequenos servos. Conhecemos, porém, os artifícios.
Por que usam a palavra “austeridade”? Porque há nela uma certa ressonância de coisa justa, de atitude respeitável. Alexandre Herculano foi austero. Sóbrio, frugal, um tanto seco na expressão, honesto, incorruptível — isso mesmo. A austeridade é um estádio a que se chega num percurso moral muito esforçado. É um modo de vida, uma atitude pela qual alguém opta, numa escolha inteiramente pessoal, quando recusa render-se ao luxuoso e ao supérfluo. Classificar alguém de “austero” significa que lhe atribuímos qualidades pouco usuais no cidadão vulgar. Ouvimos a palavra e logo o nosso dicionário subconsciente nos assinala que é para respeitar, acatar e temer. Se há uma “austeridade” que castiga é porque andámos na dissipação. Pressupõe-se que nós baixemos a cabeça sob o pecado que a palavra implica. Na verdade, não há “austeridade” aqui. Há alguém empurrado para a miséria. É um processo involuntário, imposto por uma força superior, neste sentido de que não pode desobedecer-se. E imposto, no sentido, também, da inocência. Estamos a pagar o quê, porquê? Em que momento é que prevaricámos? Foi a comprar mais um televisor, foi a escolhermos uma sala com lareira? Nós aprendemos, no devido tempo, que não podemos alegar ignorância da lei se a violámos, mas havia uma lei contra o conforto? Havia alguma lei que proibisse os filhos de viverem como tinham vivido os patrões dos seus pais? Devo dizer aqui que o consumismo me desperta uma viva repugnância, que admiro e sigo, porque quero, a vida “austera”. Mas, porque eu ando de transportes públicos, entenderei que a compra de um automóvel deve entregar o cidadão ao agiota? Estou a falar de pequeninas coisas, de minúsculas coisas que não chegam para lançar uma pessoa no inferno. O grande gasto, o gasto vil, onde se oculta?
Não, não nos pedem a “austeridade”. Eles exigem a pobreza e as suas consequências. Não, não fizemos mal. O que fizemos foi por fraqueza de desprevenidos ante a perversidade dos banqueiros. Não nos aliciavam com empréstimos? A bruxa má não estava a oferecer maçãs? Ficaremos agora deitados no caixão, narcolépticos, à espera de algum príncipe?
Vamos de história em história, adormentados.
Uma palavra envenenada estraga o mundo. Basta atentarmos em “democracia”, palavra vinda de tão longe, trabalhada, moldada, experimentada tanta vez. Parece ter sofrido uma anquilose, uma patologia da velhice que a transformou numa entidade rígida. E o conceito que lhe corresponde imobiliza, prende, como num propósito de teia. Diz-se: o eleitor votou em liberdade. E essa liberdade manietou-o. Mais não pode fazer do que esperar pelo próximo processo eleitoral. E censuramos os abstinentes que nos respondem que “não vale a pena” — quando os factos lhes dão toda a razão. Porque a democracia está disforme, ainda que insistamos em louvá-la.
Se olharmos sem a ilusão veremos quão irreconhecível se tornou. Veremos como finda o seu processo ali onde devia ter início. Melhor dizendo: finda o que, em rigor, é perene. A palavra “escrutínio” significa, para nós, simplesmente, a contagem dos votos. Mas escrutínio não é apenas isso: é vigilância. É observação continuada, é um exame de comportamentos. Por alguma razão os ingleses, experientes neste assunto, ainda aplicam a expressão under scrutiny aos governantes. O sustentáculo da democracia está na possibilidade e na probabilidade de cada cidadão vir a ser eleito e, uma vez eleito, prestar contas. Essa é a superioridade da República e a sua beleza. O voto é só um expediente técnico que o espaçamento temporal vicia.
Como se leva isso à prática não sei. Mas sei como se leva ao pensamento. E sei que o pensamento é o que faz levantar a cabeça. Estamos num tempo novo, rodeados por luz e escuridão para as quais não temos nem mapa nem farol. Temos modelos tão inspiradores como remotos. Certo é que a palavra é a obra do humano e a palavra não cessa de existir. Com palavras se fazem os fascismos, e Magnas Cartas e as Constituições. Cultivá-las, estudá-las, não nos salva talvez. Mas dignifica-nos. E se podemos aprender algo com o passado, antes de o perdermos completamente de vista, é que a dignidade se conquista e que a indignação a isso ajuda.
Não tenho competência para escrever sobre os eventos da realidade. Começa a falha pelo léxico: nem sei se o termo “evento” pode usar-se aqui. Não aprendi o bom vocabulário. E quanto à organização para o discurso, saber onde ele começa e como acaba, mais o que pelo meio se vai pondo, tão pouco faço a mais pequena ideia.
Eu, quando tenho de falar com alguém do género bancário ou fiscalista, aviso logo que sou das “Humanidades”, isto é, completamente ignorante. E peço caridade lexical, paciência: essas virtudes superiores. Nunca se fica muito esclarecido, mas trata-se de não incomodar. Um resto de amor-próprio determina que escapemos depressa do cenário. A humilhação chama pela maldade e eu resplandeço quando ocasionalmente alguém me diz uma palavra cara que posso decifrar rapidamente, emudecendo o interlocutor: “Sei o que significa, vem do grego”, disparo. E já não é uma conversa. É uma espécie mitigada de motim. O anedotário da revolução francesa regista que os motins não causam dano, são como uma pequena bebedeira. Não vale a pena perder tempo com motins. Não vale, aliás, a pena perder tempo. Estrebuchamos no vazio e alguém ri.
Parece, às vezes, que o cenário da ficção científica assentou no planeta actual: que criaturas mais ou menos humanóides nos conquistaram pelo interior e desapoderaram-nos de tudo, esperança, dignidade e alegria. Vimos tanto clamor nas praças gregas, cólera e fogo com nenhuma consequência. É como se entre os protestantes e o poder não houvesse trajecto, não houvesse natureza contínua. Duvido até que conseguissem procriar se a carne de uns e de outros se encontrasse. Respiram ares diferentes e não faz sentido algum que certa retórica da esquerda os desafie a que experimentem a pobreza, a que tentem viver com o salário que destinaram para os indefesos. Provavelmente viveriam bem porque não se alimentam como nós. Nem dormem como nós. Talvez nem morram. A verdade é que pouco pensamento nós conseguimos produzir sobre eles. A desumanidade é um mistério.
II
Vejo como anda gente a reclamar que se dê espaço à imaginação. É uma herança daquele Maio de 68 que a queria no poder e fez com isso uma bonita frase. Aliás, não houve muito muito mais que herdar. Mas enquanto os filósofos confiam nos benefícios do receituário, longe deles e do fumo dos Gauloises está à espera a serpente,latet anguis. Os Le Pen crescem sem filosofia. E a imaginação, que faz? Distrai. Melhor será dizer que nos engana. A alegoria cibernética que eu acima explorei trouxe um sorriso a este texto enquanto texto. E mais além não vai. Fornece uma dinâmica de jogo e entretém vagamente até cansar.
Sim, porque é de cansaço que se trata. De exaustão, no sentido de não termos nem uma gota que nos dessedente. Eu tenho o pensamento habituado à escrita metafórica e aqui estou a criar uma imagem enganosa. Se procurar um modo de dizer exacto, brutal, limpo, em que a palavra perca os seus ademanes de palácio, não acharei em “exaustão” o termo certo. Ninguém caminhou tanto que se sinta quase a morrer por desidratação. No “país de poetas”, caímos automaticamente numa coloração vocabular que muito raramente dá bons textos. De tão familiar, não a estranhamos. Até deixamos que trabalhe contra nós.
Por que aceitamos que se fale, por exemplo, nas “gorduras do Estado”? O Estado não tem metabolismo. Tem excesso de despesas, muitas delas em mordomias e em disparates.Um Estado não “emagrece”: corta nos gastos, e a escolha para os cortes tem critérios, e os critérios não se aplicam ao acaso. Aquilo que se chama ideologia, a moldura mental com que um comum destino se interpreta e planeia, decide a escolha. E escolhe-se cortar naquilo que é empecilho ao projecto, no que se quer extinguir ou, pelo menos, fazer partir para onde não se torne visível. Com a metáfora sobre o corpo obeso dá-se a volta ao assunto, transformando-o em algo humanizado e censurável. Fica fora do alcance da razão — nos labirintos do imaginário, naquilo que culturalmente assimilámos a ponto de esquecer — a simpatia pela causa. Dentro de nós, a ideia do descuido, da glutonice, da preguiça, enfim, do Sul, facilmente coabita com a ideia de punição e de dieta rigorosa. Tomar medidas para emagrecer é justo e bom. Se implica sacrifícios, são sacrifícios de ginásio, desses que conferem certa estética ao suor. Só um bulímico se recusa a entender e a estimar um regime que assegura saúde e elegância a quem o siga. Alcança longe, a manha da metáfora.
É necessário estarmos prevenidos contra os efeitos destas redacções. Há, no deslize para as figuras de compêndio, quase um tropismo, uma procura de consolo. Isso empobrece a agudeza do olhar. Sei que aquilo que eu disse muita vez — “Hoje o nosso inimigo não tem rosto”, para significar que é mais difícil reconhecê-lo, assinalá-lo e confrontá-lo, não é só uma frase retórica e inútil — partilha essa tendência viciante para a baixa literatura que nos dá a ilusão de intervir pela palavra. O que a expressão “sem rosto” cria é uma distância e, mais que uma distância, uma abstracção. Junta-se aos nossos medos ficcionais. Começámos com o Feiticeiro de Oz, vamos ao Orwell e a lição que retiramos é que, no fim, acaba tudo bem, os livros fecham-se e as crianças vão para a mesa. Bettelheim explicou que serventia têm estes entrechos. Um adulto já não beneficia com semelhante kit de aprendizagem. Corre o risco de hipnose. Vai pelo sonho. Estou convencida de que sonhar leva a que a musculatura se atrofie.
Temos que chegue de pequena literatura. Os governantes descobriram o filão e desataram a usar sem pejo os melhores truques da Academia. Metaforizam desalmadamente e é com muito sucesso que recorrem aos artifícios da prosopopeia, como novos Pessoas ou Camões. O que é o Bojador ao pé de um Estado pejado de gorduras, de mercados que são como velhos senhores que não tomaram a valeriana e atiram os criados escada abaixo nos maus humores da indigestão? Que mulher fabulosa é essa Europa a quem nós temos simplesmente de agradar sem compreender bem os seus caprichos? A Rainha de Copas da Alice, que tanto atormentou a minha infância porque gritava “Cortem-lhe a cabeça!” sem que se vislumbrasse uma razão, grita outra vez. Mudou apenas de idioma. Eles declaram: “Ela quer”, “ela ameaça”, “ela não anda nada satisfeita” e a cada um desses avisos nós levamos os dedos ao pescoço, com receio de que a cabeça já não esteja lá.
Quanto a enredos, tecem-nos com brilho, sobre modelos de novecentos. Por que tenho pensado ultimamente no Conde de Monte-Cristo quando leio os jornais? Porque vemos enredo semelhante, com o injustiçado que enriquece e acaba por ser dono do destino daqueles que o maltrataram. Edmond Dantès agora é angolano. Naturalmente, há um pedido de desculpas, uma genuflexão, talvez. The end?
Eles, os novéis cultores da ficção, vão-se referindo muito à “narrativa”. Por “narrativa” hão-de querer dizer o encadeamento temporal das acções. Mas vão mais longe ao conseguirem sugerir a malignidade da intriga, a vontade de drama que é aquilo que enche o texto de pathos e produz no leitor surtos de acidez moral. Conhecem bem o ofício: não se deixam manietar pelas questões da lógica, da verosimilhança ou da coerência. Mentem com toda a glória, porque não? Não é toda a grande obra uma mentira? É só preciso que quem mente minta bem. Minta na sua glória de poeta. Os governantes mentem com virtude.
E, no entanto, as pessoas não apenas clamam contra o prodigio criativo como até se declaram indignadas. Por causa da palavra “indignação” é que me pus a rabiscar o texto. Porque é uma palavra extraordinária. Deu a volta por dentro de si mesma para contrariar o seu significado. E tratou disso logo que nasceu, não houve aqui evolução semântica. No rigor do latim, que julgaríamos incontornável, vemos surgir uma palavra derivada pela prefixação do in negativo, que transforma um conceito no oposto. “Indignado” é o que é tornado indigno. E eis, porém, que a palavra não se aceita a ela própria, empreende uma singular rebelião. Nega a humilhação que cai sobre ela. O indignado, dizendo-se indignado, renega a sua condição, rebela-se. Vejam o quanto esta palavra é poderosa. Como deitou ao chão a sua origem. Como tomou nas mãos a sua vida.
Isto pode parecer prosa de exaltação, mas não passa de simples constatação linguística. Provavelmente precisamos disto. Enquanto os outros fazem literatura e a temática Dickens encontra no país uma oportunidade para se impor, tornemos nós ao simples, ao sensato, ao denso e intenso uso das palavras. Com o abuso do estilo, fomos deixando para trás a frescura das origens, a fisicalidade da palavra, ela que é parte do real e nele se inscreve. Sei que o caminho para a abstracção foi útil e foi bom porque nos fez aceder, por exemplo, aos conceitos. Mas, mutatis mutandis, assim como Hölderlin teve certo desígnio ao traduzir Antígona, também eu gostaria de repor a primeira energia da linguagem, recordando a nudez inicial. Falemos de “catarse” — que se aplica à gritaria das manifestações. Serve a catarse para energizar? Não serve. Uma catarse é má medida. Uma catarse era concretamente vómito de ressaca. O alívio de estômago a seguir a uma bebedeira. Era deitar para fora e ficar limpo. Transposta para a lição do teatro, assim durou, implicando sempre uma transformação. É isso o que se quer saindo à rua? Que a vivência nos lave do mal-estar? Falar não deve aliviar do mal. Pelo contrário, deve torná-lo inteligível e discutível. Torná-lo, a bem dizer, manipulável. Um material exterior e que, com esforço, consigamos dobrar. Nós precisamos tanto de catarses como de sonhos. Temos de levar outra intenção para as ruas.
O que é manifestar? É dar a ver. Dar a ver com as mãos. Não necessariamente mãos em festa — a etimologia é duvidosa. Provavelmente mãos conflituantes. Há com certeza uma finalidade para juntar num desfile a multidão, mas nós não somos já gente de ritos, não somos gente de re-ligação. Temos de inaugurar tudo novamente, a começar pelas frases de incentivo, pois as que ouvimos, de tão velhas, tão usadas, perderam o vigor. Estão transformadas em ladainhas de beatitude. Aliás, as mais das vezes não serviam como motores de mobilização, fracas de rima, rastejantes de sentido. Mas enquanto se caminhou a passo forte, enquanto, a velocidades várias, se manteve uma leitura histórica das coisas, uma certeza de alma potenciava aquele vocabulário esmaecido.
Se hoje as pessoas continuam a marchar é porque, à força de repetição, os sapatos estão enfeitiçados. Não é de dança, mas de espasmo, o movimento. O grito que invectiva já não faz estremecer o seu destinatário. O seu destinatário olha para “aquilo”, chama-lhe “aquilo”, e vai à sua vida. Mostra um grande talento para apoucar. Nós que talento revelamos? O da fé? O da brava teimosia? Repetimos os nossos argumentos… “até à náusea”: assim acaba a frase que herdámos da retórica latina. Não é possível refazer a língua? É, sim.
A nova poesia portuguesa já deitou as metáforas ao lixo. Está cheia de real e de um real sujeito a um olhar e a uma oficina que lhe conferem, numa mesma nota, estranheza e ressonância familiar. E há jovens cientistas muito atentos ao uso não utilitário da palavra, mais atentos, direi, do que muitos literatos. Eu tive o privilégio de falar, para uma sala de lotação superesgotada, sobre a pouca importância do enredo nos textos. Isso interessou-os extraordinariamente. Num mundo apoquentado por gravatas, eu vejo os meus amigos estudantes e doutorandos de Cultura Clássica, em não pequeno número, dispostos a cruzarem experiências e saberes como se tudo começasse agora e a Antiguidade nos tocasse. Se deles não vier o apetrecho que nos ensine a ver, e a ouvir, e a clamar com outro assomo de energia, se aplicarmos ao “hoje” o alfabeto que aplicámos ao “ontem”, nada lemos.
III
A nitidez que existia nas velhas ditaduras, os claramente vistos Bem e Mal, a ausência de dúvida nas causas, os perigos a que o corpo se arriscava, alimentavam plenamente a alma. Não era porque o inimigo tinha um rosto que a resistência se tornava articulada com a própria vida, como uma moral. Não tinham rosto os espiões da PIDE. Havia nomes, sim. Mas também temos nomes agora. A diferença é que o novo poder não ameaça directamente com prisão e com tortura. Por um reflexo quase biológico, a violência, o assassinato, o corte da estrutura vital cria mais vida. Era esse o princípio que levava uma revolução a triunfar.
O grande golpe é o que se dirige à alma. O meu sentido de “alma” é o que vem da anima latina, claro está, a instilação da vida que nos torna activos e pensantes. Qualquer torcionário aprende cedo que a alma não se tira com a faca mas com manobras de desorientação e de abatimento. O sopro anímico extingue-se depressa, bem mais depressa que o bater do coração, e sem sujar. “Desanimados”: eis a nossa condição. Bem mais difícil de remediar do que a de meros “oprimidos”, pela diferença que existe entre ter ânimo e não ter.
O ânimo requer o alerta dos sentidos. Não por caso, entre os soldados na batalha, alma era sinónimo de coragem. É de coragem que necessitamos, da coragem de ver e rejeitar. Não vamos pelo sonho. Assistimos, tempos atrás, a uma breve ardência, quando se encheram praças a Oriente — chamou-se a isso a Primavera Árabe — e o mundo pareceu fácil de abraçar. Víamos o real? Não, não o víamos. E, no entanto, ele move-se sem nós. Move-se sem parar. Quando acordamos, não temos senão cinza nos cabelos. Há um gesto possível? Há um gesto. Pelo menos, sacudi-la. Pelo menos, neutralizar a fábula, desmascarar os efabuladores. Ainda não conhecemos os seus rostos. Somente os rostos dos pequenos servos. Conhecemos, porém, os artifícios.
Por que usam a palavra “austeridade”? Porque há nela uma certa ressonância de coisa justa, de atitude respeitável. Alexandre Herculano foi austero. Sóbrio, frugal, um tanto seco na expressão, honesto, incorruptível — isso mesmo. A austeridade é um estádio a que se chega num percurso moral muito esforçado. É um modo de vida, uma atitude pela qual alguém opta, numa escolha inteiramente pessoal, quando recusa render-se ao luxuoso e ao supérfluo. Classificar alguém de “austero” significa que lhe atribuímos qualidades pouco usuais no cidadão vulgar. Ouvimos a palavra e logo o nosso dicionário subconsciente nos assinala que é para respeitar, acatar e temer. Se há uma “austeridade” que castiga é porque andámos na dissipação. Pressupõe-se que nós baixemos a cabeça sob o pecado que a palavra implica. Na verdade, não há “austeridade” aqui. Há alguém empurrado para a miséria. É um processo involuntário, imposto por uma força superior, neste sentido de que não pode desobedecer-se. E imposto, no sentido, também, da inocência. Estamos a pagar o quê, porquê? Em que momento é que prevaricámos? Foi a comprar mais um televisor, foi a escolhermos uma sala com lareira? Nós aprendemos, no devido tempo, que não podemos alegar ignorância da lei se a violámos, mas havia uma lei contra o conforto? Havia alguma lei que proibisse os filhos de viverem como tinham vivido os patrões dos seus pais? Devo dizer aqui que o consumismo me desperta uma viva repugnância, que admiro e sigo, porque quero, a vida “austera”. Mas, porque eu ando de transportes públicos, entenderei que a compra de um automóvel deve entregar o cidadão ao agiota? Estou a falar de pequeninas coisas, de minúsculas coisas que não chegam para lançar uma pessoa no inferno. O grande gasto, o gasto vil, onde se oculta?
Não, não nos pedem a “austeridade”. Eles exigem a pobreza e as suas consequências. Não, não fizemos mal. O que fizemos foi por fraqueza de desprevenidos ante a perversidade dos banqueiros. Não nos aliciavam com empréstimos? A bruxa má não estava a oferecer maçãs? Ficaremos agora deitados no caixão, narcolépticos, à espera de algum príncipe?
Vamos de história em história, adormentados.
Uma palavra envenenada estraga o mundo. Basta atentarmos em “democracia”, palavra vinda de tão longe, trabalhada, moldada, experimentada tanta vez. Parece ter sofrido uma anquilose, uma patologia da velhice que a transformou numa entidade rígida. E o conceito que lhe corresponde imobiliza, prende, como num propósito de teia. Diz-se: o eleitor votou em liberdade. E essa liberdade manietou-o. Mais não pode fazer do que esperar pelo próximo processo eleitoral. E censuramos os abstinentes que nos respondem que “não vale a pena” — quando os factos lhes dão toda a razão. Porque a democracia está disforme, ainda que insistamos em louvá-la.
Se olharmos sem a ilusão veremos quão irreconhecível se tornou. Veremos como finda o seu processo ali onde devia ter início. Melhor dizendo: finda o que, em rigor, é perene. A palavra “escrutínio” significa, para nós, simplesmente, a contagem dos votos. Mas escrutínio não é apenas isso: é vigilância. É observação continuada, é um exame de comportamentos. Por alguma razão os ingleses, experientes neste assunto, ainda aplicam a expressão under scrutiny aos governantes. O sustentáculo da democracia está na possibilidade e na probabilidade de cada cidadão vir a ser eleito e, uma vez eleito, prestar contas. Essa é a superioridade da República e a sua beleza. O voto é só um expediente técnico que o espaçamento temporal vicia.
Como se leva isso à prática não sei. Mas sei como se leva ao pensamento. E sei que o pensamento é o que faz levantar a cabeça. Estamos num tempo novo, rodeados por luz e escuridão para as quais não temos nem mapa nem farol. Temos modelos tão inspiradores como remotos. Certo é que a palavra é a obra do humano e a palavra não cessa de existir. Com palavras se fazem os fascismos, e Magnas Cartas e as Constituições. Cultivá-las, estudá-las, não nos salva talvez. Mas dignifica-nos. E se podemos aprender algo com o passado, antes de o perdermos completamente de vista, é que a dignidade se conquista e que a indignação a isso ajuda.
quarta-feira, janeiro 22, 2014
PASSEIO AO FIM DA TARDE NA EREIRA
Por estes dias andei na Ereira, Montemor-o-Velho, onde vivem os pais da Zeza. Num fim de tarde fomos dar um passeio e adorámos ouvir as estórias da Ti Nazaré.
domingo, janeiro 19, 2014
MADRILENHO (PARA RIR)
A qualidade na televisão anda pelas ruas da amargura...
Estava eu uma destas noites a ver as notícias, só se falava da Bola de Ouro e do Cristiano Ronaldo. Eis que dão uma reportagem juntando alguns comentários de pessoas que estiveram na cerimónia organizada pela FIFA, uma dessas pessoas era o dono do Real Madrid. Dizia ele que o prémio tinha deixado contente o Cristiano, a família do Cristiano, os portugueses e os madridistas.
E agora vejam a tradução, o que a SIC colocou nas legendas do noticiário (sic): "...Cristiano, os portugueses e os madrilenhos." Os MADRILENHOS???????? De onde é que vêm estes tradutores para o castellano? Espanhóis não são, porque não confundiriam as coisas. Portugueses também não, porque não escreveriam madrilenos com "nh".
Mas, para mim, apanhar com estas coisas assim é revoltante, não podendo partir a televisão, levantei-me e desliguei-a.
Admito que muita gente não saiba o que são os madridistas, por isso aqui fica a definição (com link para a página de onde a roubei):
madridista
quinta-feira, janeiro 16, 2014
CORÁLIA
Ele há coisas que custam mesmo a mudar... mas também é verdade que não passaram ainda dez anos desde que tive algumas experiências muito desagradáveis no Hospital. E na verdade tenho esperança que os serviços públicos que tratam as pessoas possam mudar para melhor. A noite passada voltámos ao Hospital por causa da mãe da Zé, pouco passava de 24 horas desde que tinha tido alta. Visivelmente a alta foi decidida sem a situação da D. Corália estar resolvida, pois assim que deixou a medicação hospitalar começou com muitas dores, que passaram para dores insuportáveis, mesmo medicada com analgésicos normais. E logo pensei que o ideal seria voltar para o serviço de onde tinha saído, mas às 3 da manhã, depois de umas horas nas urgências, não descobriram a origem da dor e toca de mandá-la de volta a casa.
Mas o episódio mais chocante, e por isso escrevo também aqui, foi um encontro imediato com uma personagem que dirige um dos serviços naquele hospital. Foi esta manhã e tentei explicar-lhe a minha opinião, sobre o facto de a D. Corália ter entrado no Hospital há mais de um mês com um problema grave numa perna, que desde logo apontava para uma amputação, e ter saído de lá com uma amputação dessa perna, uma operação à coluna por causa de uma hérnia, uma paralisia da outra perna (que perdeu também a sensibilidade), com um descontrolo das necessidades fisiológicas (que obriga ao uso de fraldas e a uma sonda), e em cima disto uma reamputação da perna que deu origem ao internamento. E, em minha opinião, deviam ter visto o problema de uma forma mais geral para o estado de saúde, não só da paciente, como da família que a vai acolher após o internamento. E isso é uma coisa que pouco interessa quando o doente está internado. Mas em vez de dizer algum argumento contrário, alguma justificação, a personagem diz-me que a família não interessa nada! Foi o sinal para lhe virar as costas, dizendo que não me interessava falar com alguém assim.
Mas o mais irritante foi ele, depois desta conversa de corredor, ter ido dizer à Zé que eu só estava interessado em ver-me livre dos trabalhos, deixando a D. Corália no Hospital só para não a ter em casa a dar trabalho...
Mas o episódio mais chocante, e por isso escrevo também aqui, foi um encontro imediato com uma personagem que dirige um dos serviços naquele hospital. Foi esta manhã e tentei explicar-lhe a minha opinião, sobre o facto de a D. Corália ter entrado no Hospital há mais de um mês com um problema grave numa perna, que desde logo apontava para uma amputação, e ter saído de lá com uma amputação dessa perna, uma operação à coluna por causa de uma hérnia, uma paralisia da outra perna (que perdeu também a sensibilidade), com um descontrolo das necessidades fisiológicas (que obriga ao uso de fraldas e a uma sonda), e em cima disto uma reamputação da perna que deu origem ao internamento. E, em minha opinião, deviam ter visto o problema de uma forma mais geral para o estado de saúde, não só da paciente, como da família que a vai acolher após o internamento. E isso é uma coisa que pouco interessa quando o doente está internado. Mas em vez de dizer algum argumento contrário, alguma justificação, a personagem diz-me que a família não interessa nada! Foi o sinal para lhe virar as costas, dizendo que não me interessava falar com alguém assim.
Mas o mais irritante foi ele, depois desta conversa de corredor, ter ido dizer à Zé que eu só estava interessado em ver-me livre dos trabalhos, deixando a D. Corália no Hospital só para não a ter em casa a dar trabalho...
quarta-feira, janeiro 15, 2014
ROBIN DOS BOSQUES DA MEALHADA
Afinal não foi nada do que correu nas notícias, o dono do restaurante da Mealhada não cobrou a mais aos congressistas do CDS para vingar o roubo de que é alvo por parte do governo. Mas não foi nada disto que aconteceu, pode ter havido uma pequena discrepância de uma dose, mas o protesto dos congressistas foi tão forte que o dono do restaurante apenas desabafou: “Já não basta o que me roubam, ainda querem que lhes pague o almoço?”. Ora isto é bem diferente de dizer: "Se o governo me rouba, então eu também vos cobro 4 doses a mais!", que foi como a história correu na comunicação social. Se assim fosse era um protesto e o dono do restaurante, apesar de servir leitão, subia na minha consideração. Sendo um desabafo, é apenas mais um desabafo...
(link para a notícia, para os leitores que estejam desenquadrados)
(link para a notícia, para os leitores que estejam desenquadrados)
terça-feira, janeiro 14, 2014
ALMADA, ENTRE O RIO E O MAR
Eu seleccionei para ver em hq (high quality - alta qualidade) e de facto vale a pena. Para quem gosta de documentários de coisas sobre a natureza, este eu aconselho. E se for a um português ainda mais aconselho, pois é sempre com orgulho que vemos coisas bem feitas, e feitas por portugueses, e que realçam as nossas riquezas. Nossas e de todo o mundo, pelo menos é assim que eu encaro as coisas que vejo sobre o património natural, nem que seja do outro lado do mundo, penso sempre que as coisas que nos mostram também me pertencem. E por isso acho importante defendê-las.
segunda-feira, janeiro 13, 2014
DIVIDIR PARA REINAR
É assim que funciona desde os reis, há muitas centenas de anos, e os resultados têm sido satisfatórios para quem aplica este sistema. Agora na democracia parece que funciona ainda melhor, as pessoas andam entretidas nas suas vidas e só protestam quando o mal lhes bate à porta. Lembrei-me desta reflexão por causa de um texto dedicado a quem rouba o que é de outros. Ladrões (link para blogue "Do tempo da outra senhora"), assim se chama o texto. Mas a verdade é que se todos os que se sentem enganados tivessem a solidariedade de outras pessoas, os protesto nas ruas teriam outra dimensão. Mas o que vemos? Protestos dos professores, protestos dos trabalhadores, protestos dos reformados, protestos promovidos por uma central sindical, protestos até dos polícias. Falta a solidariedade de vir para a rua protestar pelo simples facto de vermos que há coisas que provocam situações de sofrimento a outras pessoas e não nos virmos só queixar quando as coisas estão mal para o nosso lado. Um dos exemplos melhores é a questão do aumento do horário para os funcionários públicos, que aconteceu no ano passado. A justificação é termos melhores serviços públicos? Não, a justificação é poupar nos salários, não contratar mais gente. Isso ajuda na qualidade de vida das pessoas que trabalham nestes serviços, na qualidade de vida familiar? Nada, só agrava. Mas para dividir as coisas e não ter um protesto em massa dos funcionários públicos, a lei foi feita só para alguns sectores. E quem se manifestou em defesa dos afectados? Os afectados e mais ninguém! Daqui a um par de anos, depois de se ter institucionalizado o horário mais alargado, e por uma questão de justiça e convergência, o horário alargado será imposto a todos os sectores da administração pública. E nessa altura quem vai protestar? Os sectores que irão ser afectados e mais ninguém. E por isso a nossa sociedade está como está. Dividida e reinada a bel-prazer por pessoas ali colocadas pela malta eleitora que ainda acredita no menino Jesus e estórias de reis e princesas, ajudados pelo autêntico exército de quem não vai votar. Mas que depois ainda se queixa de que são todos iguais...
sábado, janeiro 11, 2014
QUANDO O CLIENTELISMO FUNCIONA
Hoje chegou ao meu mail uma novidade: o reitor da Universidade de Aveiro entrou de mãos dadas com o presidente da CIRE nas instalações da Comissão de Coordenação da Região Centro para assinarem um contrato com o QREN (Quadro de apoio financeiro comunitário a 90%). Mas para projectos a terem início ainda em 2013. É verdade que estávamos ainda em Dezembro de 2013, mas alguém acredita numa coisa destas? Quem foi o representante do estado (que somos todos nós) que assinou esse contrato, concordando com um projecto megalómano, que envolve uma Parceria Público-Privada e que nunca ninguém explicou como vai ser o financiamento para o seu funcionamento no futuro?... dizem que a Troika se vai embora em Maio e já andam aí a embandeirar em arco, mas pelos vistos não aprendemos nada porque estes negócios são mais do mesmo! Recordo aqui um artigo do Norberto Pires, publicado em 2013 (clicar aqui neste link) (conheci-o numa sessão organizada pela Quercus Aveiro, precisamente sobre a destruição da Coutada, para instalar ali umas poucas construções e parques de estacionamento, tudo com financiamento a 90%).
quarta-feira, janeiro 08, 2014
O MEU PROCESSO
Ontem fui a Castelo Branco com a minha advogada, por causa do meu velhinho processo em tribunal. Agora está no Tribunal Administrativo, porque eu peço o pagamento de verbas que nunca me foram pagas, devido à perseguição que me foi movida pelo Ministério da Agricultura. E peço a justa indemnização por ter sido levado à falência e a anos consecutivos de desemprego. Ontem foi estabelecido o Despacho saneador e dia 9 de Maio será o julgamento, com audição de testemunhas. Para explicar à Juíza porque é que eu tenho razão, para além de testemunhos de gente habituada a esquivar-se à verdade (são as testemunhas apresentadas pelo IFA(DA)P), teremos na audiência os testemunhos da Palmira Gonçalves, agricultora e dirigente associativa (ARABBI), do Samuel Infante, ecologista e dirigente associativo (QUERCUS) e do Ti Ferreira, agricultor e grande pessoa, que na sua simplicidade consegue ser extraordinário.
Sobre este processo já aqui escrevi neste blog muitas coisas. Fiz uma pesquisa e lá descobri este texto, de 2006 (!!!): link para o texto Ordem ou Desordem? (clicar aqui)
Sobre este processo já aqui escrevi neste blog muitas coisas. Fiz uma pesquisa e lá descobri este texto, de 2006 (!!!): link para o texto Ordem ou Desordem? (clicar aqui)
terça-feira, janeiro 07, 2014
PROFESSORES
Neste caso é um professor de matemática, trabalha no Brasil, e fala com paixão sobre o ensino. Numa altura em que o ensino público continua na mesma degradação que teve início há mais de dez anos, através de sucessivos governos que olham para a educação como uma despesa, em vez de um investimento, e com a cultura actual de uma sociedade acelerada e superficial, achei por bem partilhar aqui este vídeozinho do youtube. É também uma homenagem ao meu pai, que depois de sair da indústria do cimento, onde trabalhou muitos anos, se dedicou ao ensino. Quando dava aulas de matemática, noutros tempos, é verdade, havia alunos que quando não tinham alguma aula, por falta do professor, iam pedir para assistir às aulas dele. Mas é também uma reflexão minha, custa-me a entender como é que os pais dos alunos não se mexem na defesa da escola pública. Porque há bons professores que precisam de ser defendidos de uma imagem que é espalhada, de que na escola pública os professores não são bons. É verdade que existem maus professores, mas a maioria são os bons professores.
Para quem gostou deste videozinho, fica aqui o link para um outro video (também no youtube) do mesmo Gustavo Reis, numa explicação mais detalhada e mais recente (clicar aqui).
Para quem gostou deste videozinho, fica aqui o link para um outro video (também no youtube) do mesmo Gustavo Reis, numa explicação mais detalhada e mais recente (clicar aqui).
segunda-feira, janeiro 06, 2014
CORES AOS MOLHOS
Mais um blogue de amigos adicionado aqui ao lado. Chamei-lhe Corzinhas, fica aqui o convite para lerem sempre, ou de vez em quando...
domingo, janeiro 05, 2014
ANO NOVO, VIDA NOVA
Tomei uma decisão: este ano, até ao meu aniversário, vou reduzir o consumo de açúcares. Comecei com os bolos, a partir de agora acabaram-se os bolos. Depois acabam-se os chocolates, as bolachas industriais, os gelados e finalmente as sobremesas de colher. Está decidido! Já comi coisas boas suficientes para mais de cem anos de vida, tudo muito concentrado nos anos que já vivi. Agora é hora de viver melhor!
sábado, janeiro 04, 2014
MORRA O SIM, MORRA! PIM!
Sem mais comentários, começamos 2014 indignados com a perspectiva de termos sempre mais do mesmo. Há sempre alguém que diz NÃO. Em 7 minutos.
quinta-feira, janeiro 02, 2014
AURORA - URSO POLAR EM LONDRES
No final de 2013 falei sobre o balanço do Greenpeace. Não resisto em deixar aqui o link para uma página do movimento, que contém um filme sobre a aventura de construir uma enorme marioneta, um urso polar. Está em inglês, mas pronto, não tive tempo para traduzir... para quem gosta de ver teatro de rua e costuma ir ao Imaginarius não precisa de tradução!
Link para o site Greenpeace (walking with Aurora) - clicar aqui
Link para o site Greenpeace (walking with Aurora) - clicar aqui
terça-feira, dezembro 31, 2013
CENTO E OITENTA
São exactamente 15 por mês (uma boa média). É o meu recorde aqui no Malfadado. Desejo para 2014 não bater este recorde e iniciar um novo blogue, desta vez profissional, com as minhas aventuras no mundo dos animais de companhia. E não vai ser no Facebook, vou ostracizar essa plataforma! Quero mais tempo de qualidade!!!
segunda-feira, dezembro 30, 2013
GREENPEACE EM BALANÇO DO ANO
É a altura de fazermos balanços. O nosso ambiente, com a nossa colaboração, está mais estragado do que no início de Janeiro. Mas há um movimento global de consciencialização e mudança, do qual faço parte, que luta contra esta globalização das grandes empresas e fortunas. Antes foram os reis e imperadores, agora são estes senhores do mundo financeiro que se perpetuam colocando os filhos nos seus lugares. Mas o povo ainda poderá fazer alguma coisa, afinal somos 99%! Dos quais imagino que só menos de 1% tenha alguma consciência social e ambiental, mas pronto, é o que temos! Aqui ficam dois links para páginas do Greenpeace:
Aqui neste link podes ver as imagens video de 2013 (clicar aqui)
E neste link podes revisitar as grandes lutas ambientais globais em fotografia (clicar aqui)
Aqui neste link podes ver as imagens video de 2013 (clicar aqui)
E neste link podes revisitar as grandes lutas ambientais globais em fotografia (clicar aqui)
sábado, dezembro 28, 2013
IDOSOS
Aqui partilho uma pequena entrevista sobre um assunto dos nossos dias. Vem aí o ano novo, há que deixar o ano velho bem entregue. A mãe da Zé está internada no Hospital em Coimbra, as coisas correram mal lá nos tratamentos... entrou com um problema num pé, vai sair de lá com 3 operações, com a perna desse pé amputada e com a outra, que estava boa, paralisada. Vai entrar em 2014 em convalescença, e regressará a casa numa situação de dependência.
sexta-feira, dezembro 27, 2013
quarta-feira, dezembro 25, 2013
terça-feira, dezembro 24, 2013
PARA DESENJOAR
O tema ainda é o Natal, mas para quem gosta de desenjoar da música tradicional da época aqui deixo um documentário com 25 minutos, com música tradicional e com os Velha Gaiteira em destaque!
Come From Lisboa from TIAGOLIVEIRAFONSO on Vimeo.
Come From Lisboa from TIAGOLIVEIRAFONSO on Vimeo.
segunda-feira, dezembro 23, 2013
ANIVERSÁRIO DA MINHA MÃE
Foi ontem, dia 22, 77 anos. E houve festa da família. Fiz uma cobertura fotográfica e lá consegui tirar uma foto onde eu também apareço... no momento de bater as natas em chantilly, para o famoso bolo "aristocrático de nozes" (escusam de pesquisar na net que a receita não está lá!!!!). Um bolo que fica melhor no dia a seguir, conforme pude já comprovar mais uma vez.
sábado, dezembro 21, 2013
MATA-MOSCAS
Parece mal nesta quadra falar de matar seja que bicho for. E também não é época das moscas aqui neste Inverno... aqui ofereço um videozinho de animação engraçado, e de que gostei especialmente do final (quem me conhece sabe porquê).
sexta-feira, dezembro 20, 2013
O NATAL TAMBÉM É SINÓNIMO DE LIXO
Uma época em que se compra tanta coisa com embalagens e mais embrulhos, coisas de plástico, coisas em materiais que vão acabar em lixeiras ou pior ainda, abandonados por aí. A Agência Europeia do Ambiente, EEA, organizou um concurso para imagens, fotos, cartoons e vídeos, aqui fica o link para a notícia onde depois se podem ver as obras premiadas (clicar aqui).
quinta-feira, dezembro 19, 2013
JOSÉ ANTÓNIO PINTO MANDA OS GOVERNANTES METER A MEDALHA NO...
José António Pinto. Este é o nome que devia encher os noticiários, em vez dos comentadores da treta que todos os dias nos dizem que temos que aguentar a mediocridade e corrupção do sistema político. Roubei do jornal Público umas linhas de um artigo feito pela jornalista Patrícia Carvalho (link para artigo com fotos no Público de 9/12/2013), nas vésperas da ida deste herói dos indignados à Assembleia da República, para compor este meu texto. Neste artigo ficamos a saber que o José António é conhecido por Chalana, e que:
"São muitas as coisas que "Chalana" quer dizer, sobre o percurso que o conduziu, desde que nasceu, há 48 anos, na aldeia de Macieira de Lixa, em Felgueiras, até à medalha atribuída pelo júri do Prémio Direitos Humanos constituído no âmbito da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias da Assembleia da República. A começar pelas suas grandes influências – os dois irmãos mais velhos, que guiaram a sua militância depois de perder o pai com apenas nove anos; o Partido Comunista Português (PCP), em que se filiou muito novo; e o padre Mário de Oliveira, que lhe ensinou, entre outras coisas, que “as pessoas devem ter vida e vida em abundância” e que “a maior capacidade do ser humano é a capacidade de amar, mas também a de se indignar perante as várias formas de injustiça”.
Ele garante que o tem feito – amar e indignar-se – e também se tem esforçado por não ter medo, outro ensinamento do padre Mário. “Se queres mudar a vida dos outros, se queres transformar alguma coisa, não podes ter medo”, diz. E talvez seja isso, concede, que o tenha distinguido dos outros, a ponto de lhe quererem dar uma medalha. O seu nome foi sugerido pelo deputado do PSD Fernando Negrão. O PCP aplaudiu. “O 'Chalana' tem tido um papel exemplar no combate às injustiças”, diz o deputado do PCP Jorge Machado.
"Chalana" não é inocente. Sabe que a colaboração que tem mantido com a comunicação social, e que considera fundamental “porque sem denúncia, não há transformação” (algo que aprendeu com outro Mário, o ex-Presidente da República Mário Soares), lhe dá um “capital social” invejável. “As pessoas odeiam-me, amam-me ou têm medo de mim”, diz. Um capital que foi conquistado pelas muitas denúncias que fez, mas também por ter sido condenado por promover, reiteradamente, o aborto, em 2002, no megaprocesso do aborto, na Maia, e em que foram acusadas 43 pessoas, incluindo 17 mulheres que tinham interrompido a gravidez.
"Chalana" não se dá com posturas politicamente correctas. Os colegas da mesma área, diz, criticam-no abertamente. Porque transporta os utentes no carro pessoal, um velho Peugeot 206. Porque estabelece relações com eles (“os meus colegas têm muito medo do afecto”). Em casa, também não é fácil. Tem duas filhas, de sete e dez anos, e o tempo entre o trabalho, o voluntariado na associação Cor é Vida, no Hospital de S. João, os projectos em que se envolve e o seu lado boémio não lhe deixam muito tempo para a família. “A mãe das minhas filhas às vezes zanga-se.” A única coisa em que não cede, na busca de algum distanciamento, é no telemóvel. Não tem.
Ernesto Santos, recém-eleito presidente da Junta de Freguesia de Campanhã, diz que não conhece os fundamentos da atribuição da medalha a um dos três assistentes sociais que ali trabalham, pelo que não se estende nos comentários. “Uma homenagem destas é sempre mérito de quem a conquista. O José António Pinto trabalha nesta área há muitos anos; esta medalha de certeza que é justamente devida”, diz.
Já Pedro Neves, realizador que esteve presente no DocLisboa, em 2009, com o filme Os Esquecidos, feito em colaboração com "Chalana", emociona-se. “Poucas vezes vi um prémio tão merecido. Ele é um militante 24 horas por dia, sete dias por semana. Acho brutal o seu empenho e o espírito com que o faz, é uma alegria estar com ele. E trabalhar com ele é o sonho de qualquer documentarista com interesse por temáticas sociais porque ele tem uma relação muito boa [com os utentes], abre portas com uma tremenda facilidade”, diz.
Militância é palavra que agrada a "Chalana". Se há coisa que detesta, é que o descrevam como “um escoteiro socialmente descalço”. Ele estuda muito. E volta a estudar sempre que um utente o desilude – vários inventam histórias para o enganar. Pega nos livros do seu amado Pierre Bordieu, sociólogo, e percebe um pouco mais do porquê de ter sido enganado. Quando se sente à beira de desistir, abre a gaveta em que guarda o caderno baptizado de Pequenos e Grandes Troféus, e onde aponta as vitórias do dia-a-dia, e recorda que ainda ontem conseguiu uma saída precária para uma jovem detida poder passar o Natal com a família. “Nessa altura vou ao céu e fico lá em cima. Se sinto orgulho? Claro que sinto!”, diz.
Os seus dias fazem-se destas vitórias, mas o que ele quer mesmo é mudar o sistema. Por isso é que escreveu, no discurso que preparou para amanhã: “Troco esta medalha por outro modelo de desenvolvimento económico”. É isso, sobretudo, que quer dizer aos deputados. Depois, há-de voltar ao trabalho."
"São muitas as coisas que "Chalana" quer dizer, sobre o percurso que o conduziu, desde que nasceu, há 48 anos, na aldeia de Macieira de Lixa, em Felgueiras, até à medalha atribuída pelo júri do Prémio Direitos Humanos constituído no âmbito da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias da Assembleia da República. A começar pelas suas grandes influências – os dois irmãos mais velhos, que guiaram a sua militância depois de perder o pai com apenas nove anos; o Partido Comunista Português (PCP), em que se filiou muito novo; e o padre Mário de Oliveira, que lhe ensinou, entre outras coisas, que “as pessoas devem ter vida e vida em abundância” e que “a maior capacidade do ser humano é a capacidade de amar, mas também a de se indignar perante as várias formas de injustiça”.
Ele garante que o tem feito – amar e indignar-se – e também se tem esforçado por não ter medo, outro ensinamento do padre Mário. “Se queres mudar a vida dos outros, se queres transformar alguma coisa, não podes ter medo”, diz. E talvez seja isso, concede, que o tenha distinguido dos outros, a ponto de lhe quererem dar uma medalha. O seu nome foi sugerido pelo deputado do PSD Fernando Negrão. O PCP aplaudiu. “O 'Chalana' tem tido um papel exemplar no combate às injustiças”, diz o deputado do PCP Jorge Machado.
"Chalana" não é inocente. Sabe que a colaboração que tem mantido com a comunicação social, e que considera fundamental “porque sem denúncia, não há transformação” (algo que aprendeu com outro Mário, o ex-Presidente da República Mário Soares), lhe dá um “capital social” invejável. “As pessoas odeiam-me, amam-me ou têm medo de mim”, diz. Um capital que foi conquistado pelas muitas denúncias que fez, mas também por ter sido condenado por promover, reiteradamente, o aborto, em 2002, no megaprocesso do aborto, na Maia, e em que foram acusadas 43 pessoas, incluindo 17 mulheres que tinham interrompido a gravidez.
"Chalana" não se dá com posturas politicamente correctas. Os colegas da mesma área, diz, criticam-no abertamente. Porque transporta os utentes no carro pessoal, um velho Peugeot 206. Porque estabelece relações com eles (“os meus colegas têm muito medo do afecto”). Em casa, também não é fácil. Tem duas filhas, de sete e dez anos, e o tempo entre o trabalho, o voluntariado na associação Cor é Vida, no Hospital de S. João, os projectos em que se envolve e o seu lado boémio não lhe deixam muito tempo para a família. “A mãe das minhas filhas às vezes zanga-se.” A única coisa em que não cede, na busca de algum distanciamento, é no telemóvel. Não tem.
Ernesto Santos, recém-eleito presidente da Junta de Freguesia de Campanhã, diz que não conhece os fundamentos da atribuição da medalha a um dos três assistentes sociais que ali trabalham, pelo que não se estende nos comentários. “Uma homenagem destas é sempre mérito de quem a conquista. O José António Pinto trabalha nesta área há muitos anos; esta medalha de certeza que é justamente devida”, diz.
Já Pedro Neves, realizador que esteve presente no DocLisboa, em 2009, com o filme Os Esquecidos, feito em colaboração com "Chalana", emociona-se. “Poucas vezes vi um prémio tão merecido. Ele é um militante 24 horas por dia, sete dias por semana. Acho brutal o seu empenho e o espírito com que o faz, é uma alegria estar com ele. E trabalhar com ele é o sonho de qualquer documentarista com interesse por temáticas sociais porque ele tem uma relação muito boa [com os utentes], abre portas com uma tremenda facilidade”, diz.
Militância é palavra que agrada a "Chalana". Se há coisa que detesta, é que o descrevam como “um escoteiro socialmente descalço”. Ele estuda muito. E volta a estudar sempre que um utente o desilude – vários inventam histórias para o enganar. Pega nos livros do seu amado Pierre Bordieu, sociólogo, e percebe um pouco mais do porquê de ter sido enganado. Quando se sente à beira de desistir, abre a gaveta em que guarda o caderno baptizado de Pequenos e Grandes Troféus, e onde aponta as vitórias do dia-a-dia, e recorda que ainda ontem conseguiu uma saída precária para uma jovem detida poder passar o Natal com a família. “Nessa altura vou ao céu e fico lá em cima. Se sinto orgulho? Claro que sinto!”, diz.
Os seus dias fazem-se destas vitórias, mas o que ele quer mesmo é mudar o sistema. Por isso é que escreveu, no discurso que preparou para amanhã: “Troco esta medalha por outro modelo de desenvolvimento económico”. É isso, sobretudo, que quer dizer aos deputados. Depois, há-de voltar ao trabalho."
E foi assim que no dia seguinte, dia 10 de Dezembro, os deputados e a nação não estavam à espera de um discurso tão bom, nunca tinham recebido uma prenda de Natal deste calibre. Não é só por isto que as medalhas e distinções são dadas quase sempre a gente amiga dos amigos, gente que não incomoda. De certeza que depois de terem ouvido o sermão do José António Pinto, que de forma educada e muito inteligente mandou os corruptos meterem a medalha no cú, se arrependeram desta distinção. Fica aqui o link para uma reportagem video (clicar aqui - cortesia da TVI) e ficam as suas palavras mais marcantes, que consegui apanhar na net. Gostava de ter o discurso completo, mas não o encontrei, por isso aqui vai:
Deixo ficar esta medalha no Parlamento se os senhores deputados me prometerem que, futuramente, as leis aprovadas nesta casa não vão causar mais estragos na vida daqueles que, por terem deixado de dar lucro, são hoje considerados descartáveis.
Deixo ficar esta medalha no Parlamento se os senhores deputados me prometerem que, futuramente, as leis aprovadas nesta casa não vão causar mais estragos na vida daqueles que, por terem deixado de dar lucro, são hoje considerados descartáveis.
Quero que os cidadãos do meu país hipotecado realizem os seus sonhos, quero que estes governantes estanquem imediatamente este processo de retrocesso civilizacional, que ilumina palácios, mas ao mesmo tempo deixa pessoas a dormir na rua.
Neste momento em que estou aqui a falar, mais de 120 mil pessoas deixaram já Portugal, cerca de meio milhão de crianças perdeu o abono de família, 140 mil jovens estão desempregados e a maior parte dos idosos recebem uma reforma «miserável».
Quero emprego com direitos para criar riqueza, quero que a dignidade do homem seja mais valorizada do que os mercados, quero que o interesse colectivo e o bem comum tenham mais força do que os interesses de meia dúzia de privilegiados.
Não quero medalhas, quero que os cidadãos deste país protestem livremente e de forma digna dentro desta casa e quando reivindicam os seus direitos por uma vida melhor não sejam expulsos pela polícia destas galerias.
Neste momento em que estou aqui a falar, mais de 120 mil pessoas deixaram já Portugal, cerca de meio milhão de crianças perdeu o abono de família, 140 mil jovens estão desempregados e a maior parte dos idosos recebem uma reforma «miserável».
Quero emprego com direitos para criar riqueza, quero que a dignidade do homem seja mais valorizada do que os mercados, quero que o interesse colectivo e o bem comum tenham mais força do que os interesses de meia dúzia de privilegiados.
Não quero medalhas, quero que os cidadãos deste país protestem livremente e de forma digna dentro desta casa e quando reivindicam os seus direitos por uma vida melhor não sejam expulsos pela polícia destas galerias.
quarta-feira, dezembro 18, 2013
LAMPIÃO E MARIA BONITA
O meu amigo Zé Duarte mandou-me no outro dia um link para ficar a conhecer uns músicos que não conhecia. E isso despertou a minha curiosidade para outros temas. A música que eu ouvi (e acompanhei com as legendas) foi esta:
E logo fui ver quem era esse Eike, que nunca tinha ouvido falar. E descobri que é um desses gajos tão ricos que todos os governos protejem, até mesmo para que o seu império não vá à falência, o que está prestes a acontecer.
E depois fui à Wikipédia para lembrar a história do Lampião e da Maria Bonita (link para a Wikipédia). A história do Brasil é mesmo algo de fascinante para mim, já aqui falei neste blogue sobre isso, sobretudo através de reflexões sobre livros que li. E li também sobre o cangaço (link para a Wikipédia), para entender melhor a vida do Lampião. E no meio da biografia da vida do mais famoso cangaceiro lá li que ele próprio se tinha cruzado com a Coluna Prestes. Coluna quê? Desta não me lembro de ter lido nada. Lá fui à procura e dou de caras com um dos seus mentores, um verdadeiro herói revolucionário, Luís Carlos Prestes (link para a Wikipédia).
Gosto destas trocas de mimos, destes verdadeiros presentes de Natal, quando os amigos nos mandam coisas que fazem alguma diferença na nossa vida. Para além do novo grupo brasileiro que desconhecia, os El Efecto, acabei por ir ver mais coisas. Aqui deixo esta prendinha para quem, como eu, venera os brasileiros.
E logo fui ver quem era esse Eike, que nunca tinha ouvido falar. E descobri que é um desses gajos tão ricos que todos os governos protejem, até mesmo para que o seu império não vá à falência, o que está prestes a acontecer.
E depois fui à Wikipédia para lembrar a história do Lampião e da Maria Bonita (link para a Wikipédia). A história do Brasil é mesmo algo de fascinante para mim, já aqui falei neste blogue sobre isso, sobretudo através de reflexões sobre livros que li. E li também sobre o cangaço (link para a Wikipédia), para entender melhor a vida do Lampião. E no meio da biografia da vida do mais famoso cangaceiro lá li que ele próprio se tinha cruzado com a Coluna Prestes. Coluna quê? Desta não me lembro de ter lido nada. Lá fui à procura e dou de caras com um dos seus mentores, um verdadeiro herói revolucionário, Luís Carlos Prestes (link para a Wikipédia).
Gosto destas trocas de mimos, destes verdadeiros presentes de Natal, quando os amigos nos mandam coisas que fazem alguma diferença na nossa vida. Para além do novo grupo brasileiro que desconhecia, os El Efecto, acabei por ir ver mais coisas. Aqui deixo esta prendinha para quem, como eu, venera os brasileiros.
terça-feira, dezembro 17, 2013
ISTO É ÁGUA - THIS IS WATER
David Foster Wallace foi um escritor americano que sofria de depressão crônica, mais conhecido pelo seu livro Infinite Jest. Wallace fez o discurso de abertura da graduação da turma de 2005 da Kenyon College - EUA, discurso este que causou tanto impacto que foi lançado como livro em 2009, um ano após ele ter cometido suicídio.
Num ano marcado por tantos suicídios por causa da crise e das crises, deixo aqui o link para o vídeo no youtube, com excertos desse discurso. Palavras que podem ajudar em momentos em que devemos parar para ver valores. E não são os valores do jogo da bolsa...
Link para o vídeo (clicar aqui). São 9 minutos e meio, com legendas em português do Brasil.
Num ano marcado por tantos suicídios por causa da crise e das crises, deixo aqui o link para o vídeo no youtube, com excertos desse discurso. Palavras que podem ajudar em momentos em que devemos parar para ver valores. E não são os valores do jogo da bolsa...
Link para o vídeo (clicar aqui). São 9 minutos e meio, com legendas em português do Brasil.
segunda-feira, dezembro 16, 2013
MÁRCIA, LUÍSA SOBRAL E JONI MITCHELL
Sem mais palavras:
It's coming on Christmas,
And they're cutting down trees.
Putting up reindeer
And singing songs of joy and peace,
Oh, I wish I had a river I could skate away on.
And they're cutting down trees.
Putting up reindeer
And singing songs of joy and peace,
Oh, I wish I had a river I could skate away on.
It don't snow here,
Stays pretty green.
I'm gonna make a lot of money
And quit this crazy scene.
Oh, I wish I had a river I could skate away on.
Stays pretty green.
I'm gonna make a lot of money
And quit this crazy scene.
Oh, I wish I had a river I could skate away on.
I wish I had a river so long,
I would teach my feet how to fly.
Oh, I wish I had a river I could skate away on.
I made my baby cry.
I would teach my feet how to fly.
Oh, I wish I had a river I could skate away on.
I made my baby cry.
You tried hard to help me,
You put me at ease.
You loved me so naughty,
It made me weak in the knees.
Oh I wish I had a river I could skate away on.
You put me at ease.
You loved me so naughty,
It made me weak in the knees.
Oh I wish I had a river I could skate away on.
I'm so hard to handle,
I'm selfish and I'm sad.
Now I've gone and lost the best baby
That I've ever had.
Oh, I wish I had a river I could skate away on.
I'm selfish and I'm sad.
Now I've gone and lost the best baby
That I've ever had.
Oh, I wish I had a river I could skate away on.
I wish I had a river so long,
I would teach my feet how to fly.
Oh, I wish I had a river I could skate away on.
I made my baby say goodbye.
I would teach my feet how to fly.
Oh, I wish I had a river I could skate away on.
I made my baby say goodbye.
It's coming on Christmas
And they're cutting down trees.
Putting up reindeer,
And singing songs of joy and peace.
I wish I had a river I could skate away on.
And they're cutting down trees.
Putting up reindeer,
And singing songs of joy and peace.
I wish I had a river I could skate away on.
domingo, dezembro 15, 2013
sábado, dezembro 14, 2013
sexta-feira, dezembro 13, 2013
PRENDA DE NATAL
Ainda anda por aí muita gente que acredita no Pai Natal. Não é o caso de algumas das pessoas da Coutada, que se mexeram para que um projecto de grandes dimensões e de incomensurável estupidez não fosse implantado no terreno. Muito bem esteve o Bloco de Esquerda, sempre a acompanhar a situação e a conseguir sacar informação que algumas pessoas ligadas a negociatas aqui na zona de Aveiro queriam manter afastadas da população. Aqui está a última iniciativa do BE, neste link para a página onde vem tudo explicadinho (clicar aqui). Era mesmo bom saber que este projecto tinha sido deslocado para uma zona industrial já existente, ocupando terrenos e instalações abandonados. Era quase uma prenda de Natal. Para ser mesmo uma prendinha só se colocassem os estúpidos especuladores e tecnocratas dentro de uma caixinha com um embrulho e lacinhos coloridos e fossem entregar às pessoas da Coutada. Que não abririam a caixa, a bem de toda a gente!
quinta-feira, dezembro 12, 2013
DOS AMIGOS
Quem faz o Natal pra todos nós?
Aqui fica um videozinho com o Diogo, o som não está grande coisa mas é ele que vai a tocar caixa e faz a apresentação. Partilhado com orgulho pelo pai, meu amigo de há longa data, e que também tem um blogue, o qual acabei de adicionar aqui ao lado, na lista dos blogues amigos, com o nome CAPINANDO. Vale bem uma visita de vez em quando, para quem gosta das coisas da terra. Se há algum meu amigo que eu acho que devia ser presidente da república, porque tem estofo para isso, é este!
Gaitas_transumancia_I por F4Stroke
Aqui fica um videozinho com o Diogo, o som não está grande coisa mas é ele que vai a tocar caixa e faz a apresentação. Partilhado com orgulho pelo pai, meu amigo de há longa data, e que também tem um blogue, o qual acabei de adicionar aqui ao lado, na lista dos blogues amigos, com o nome CAPINANDO. Vale bem uma visita de vez em quando, para quem gosta das coisas da terra. Se há algum meu amigo que eu acho que devia ser presidente da república, porque tem estofo para isso, é este!
Gaitas_transumancia_I por F4Stroke
quarta-feira, dezembro 11, 2013
ESTÁ ABERTA A ÉPOCA DE NATAL NO MALFADADO
A partir de hoje o teor das mensagens colocadas aqui no Malfadado passa a ser mais suave. Por causa do Natal. E abre as portas a inimitável Luísa Sobral, que nos brindou com este videozinho tão actual, no youtube:
segunda-feira, dezembro 09, 2013
DOIDOS PELA FOTOGRAFIA
Sou um aficionado pelas fotografias, isso já se sabe. E andava à procura de uma boa máquina fotográfica, numa boa promoção ou oportunidade. E não é que descubro uma Samsung, esta aqui (link para o Photographyblog) que ficava por 100 euros, com todas as garantias, numa loja bem acessível? Mas pronto, sempre era um investimento e lá andei a pensar, e em Coimbra comparei com a máquina dos meus pais, uma Finepix S, que não sendo tão moderna dá para fazer o mesmo tipo de fotos. E eis que eles me dizem que quase não usam essa máquina e que poderia eu guardá-la e usá-la, por enquanto, uma vez que quando eles precisam para as suas viagens têm uma máquina boa e mais portátil. E quando precisarem da Finepix eu levo-a lá a casa, porque também não faço fotos todos os dias. Agora vou já começar a usar, para aprender a trabalhar bem com ela.
domingo, dezembro 08, 2013
HOJE É UM DIA HISTÓRICO
Não acredito nada na história da Virgem, nem nos milagres de virgens um pouco por todo o mundo. Mas o saber não ocupa lugar e vai daí aqui fica o link para um texto sobre o dia de hoje (clicar aqui). Este texto foi publicado num blogue amigo, Do Tempo da Outra Senhora, onde no mesmo dia de hoje foi publicado este outro texto, outro original do autor do blogue, dedicado às mulheres. Deixo também aqui o link, para que este meu texto não fique demasiadamente religioso (clicar aqui).
sábado, dezembro 07, 2013
sexta-feira, dezembro 06, 2013
VODAFONE - MAU SERVIÇO
Já tentei e não consigo... não gosto da Vodafone. Eu sei que é uma questão pessoal, mas não gosto de empresas que se estão a borrifar para as pessoas. Ficam aqui dois casos paradigmáticos: um destes dias a Zé descobre que tem o saldo a zeros. Não o gastou, o que se passou então. Consulta-se o registo na internet e não tem acesso a uma série de dados. Só resta telefonar para a assistência a clientes. Eu explico toda a situação, e depois de largos minutos de pesquisas é transferida a chamada, novas pesquisas e descobre-se que por um lapso qualquer o número da Zé foi integrado numa rede empresarial. Prometem que vão resolver a situação. E não cobram os vinte e tal cêntimos por ser atendido por um assistente (taxa indecorosa, só por si). E de facto, passados uns dias, já se consegue ver os registos online, mas a morada está mal (aparece uma morada do Porto), e o saldo continua em branco. Toca a perder mais tempo, a explicar a situação, tomam nota e dizem que vão averiguar e depois telefonam. E voltam a telefonar para dizer que vão creditar o saldo que tinha desaparecido. Mas não creditam os vinte e tal cêntimos da tal taxa indecorosa, relativa à última chamada. No mínimo, mas mesmo no mínimo, oferecerem um crédito de 5 euros pelo incómodo causado...
O segundo caso passa-se aqui bem perto, em Cacia. Há um casal que é prejudicado todos os anos por causa de uma antena da VODAFONE. Já sem falar das radiações, o prejuízo é bem visível. Lá no alto há um casal de cegonhas que todos os anos vê o seu ninho retirado, mas insiste naquele local para nidificar. E os dejectos espalham-se pelas casas cá de baixo. Bem podem reclamar as pessoas, a VODAFONE nunca assume os prejuízos causados nas paredes, portões e todo o exterior da casa, e nunca resolve o problema de vez, instalando sistemas que impeçam as cegonhas de ali fazerem o seu ninho. Eu até adoro cegonhas, mas podendo escolher outros sítios para nidificar onde não causam prejuízos nem sofrem com as radiações, nada como usar os meios à nossa disposição para que tudo fique bem. É o que dá ser uma empresa com muito dinheiro, preferem todos os anos ir lá retirar os ninhos em vez de instalar o sistema preventivo. E depois dizem que não podem indemnizar os prejuízos causados aos moradores, porque não têm verbas para isso. Uma vergonha!!!!
O segundo caso passa-se aqui bem perto, em Cacia. Há um casal que é prejudicado todos os anos por causa de uma antena da VODAFONE. Já sem falar das radiações, o prejuízo é bem visível. Lá no alto há um casal de cegonhas que todos os anos vê o seu ninho retirado, mas insiste naquele local para nidificar. E os dejectos espalham-se pelas casas cá de baixo. Bem podem reclamar as pessoas, a VODAFONE nunca assume os prejuízos causados nas paredes, portões e todo o exterior da casa, e nunca resolve o problema de vez, instalando sistemas que impeçam as cegonhas de ali fazerem o seu ninho. Eu até adoro cegonhas, mas podendo escolher outros sítios para nidificar onde não causam prejuízos nem sofrem com as radiações, nada como usar os meios à nossa disposição para que tudo fique bem. É o que dá ser uma empresa com muito dinheiro, preferem todos os anos ir lá retirar os ninhos em vez de instalar o sistema preventivo. E depois dizem que não podem indemnizar os prejuízos causados aos moradores, porque não têm verbas para isso. Uma vergonha!!!!
quinta-feira, dezembro 05, 2013
RECOLHA DE LENHAS
quarta-feira, dezembro 04, 2013
AO PÉ DESTES BURLÕES O ALVES DOS REIS É UM MENINO DE CÔRO
A burla do Século, foi como ficou conhecida a operação idealizada pelo grande Alves dos Reis (link para a wikipedia), nos anos 20 do século passado. Roubava aos ricos, o Banco de Portugal, para viver à grande e à francesa. Mas ainda nós vamos no início deste novo século e já temos os maiores burlões deste período. Poderá parecer cedo para atribuir títulos, mas será difícil reunir outra vez uma população portuguesa tão estúpida, ignorante e ingénua. Não nos esqueçamos que todas estas manobras actuais estão ligadas ainda ao caso BPN. Aqui fica uma explicação bem clarinha (link para o blogue Grazia Tanta - clicar aqui) de como se burlam milhões de portugueses durante anos seguidos, começando nos tempos do Sócrates e sem um fim à vista, porque a malta ainda acredita que não há alternativa...
domingo, dezembro 01, 2013
HIGRO - DOCUMENTÁRIO VIDEO
Ora aqui está o link (clicar aqui - Quercus TV) para um documentário de qualidade sobre o Projecto HIGRO. Estes trabalhos de conservação são coordenados pelo Paulo Monteiro, que está em forma, como se pode ver nas imagens. A música do documentário também fica mesmo bem...
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