Gostos não se discutem. Mas partilham-se. Gostei. Muito. Gostei mais das sensações e das panorâmicas no lado brasileiro. Gostei mais das caminhadas pela veredas e passadiços e das deslocações em transporte colectivo no lado brasileiro. Partilho aqui umas fotos.
aqui se narram as aventuras de um portuguesito que desde tenra idade é vítima de erros vários, mas com abertura para outros textos de reflexão e de intervenção cívica
domingo, dezembro 14, 2025
sábado, novembro 29, 2025
LA MUERTE DE UN COMEDIANTE
Assistir à estreia de um filme numa sala de cinema é sempre um acontecimento marcante. Mas um filme realizado pelo actor argentino Diego Peretti, pelo enredo, pelos locais, pela forma como está contada a história, pela música, pela nostalgia do passado que aborda e que mexeu com as minhas nostalgias foi mais do que um acontecimento marcante, foi um marco que aconteceu. Partilho aqui o trailer:
segunda-feira, novembro 24, 2025
MAIS UM FILME ACONSELHADO - AFTER THE HUNT
Um tema muito actual, num filme do realizador Luca Guadagnino , aconselho ver o trailer: Já tinha visto há uns anos um filme deste realizador, mas na TV, o I AM LOVE (Um sonho de amor) , com a Tilda Swinton. Também muito bom. Desta vez a actriz principal é a Julia Roberts, que tem aqui mais uma interpretação inesquecível.
segunda-feira, novembro 03, 2025
MAIS CINEMA - BATALHA ATRÁS DE BATALHA
Tenho muito pouco tempo pra escrever no meu blogue, muito menos do que gostaria. Mas há coisas que têm que ficar aqui registadas, talvez sirvam para alguém tomar uma decisão. Como ir ver um belo filme. Paul Thomas Anderson, o realizador. Já aqui referi o Licorice Pizza no Malfadado, que revi há pouco tempo na TV.
O mais recente fomos ver ao cinema. Fica o trailer:
domingo, novembro 02, 2025
UMA CAUSA POR DIA - 2025
Considerem esta dica, um livro de solidariedade com excelente arte gráfica, ilustrações de primeira. Vem aí o Natal, não é? Mas pode ser numa outra ocasião, a solidariedade fica bem em todos os dias. Link aqui para o site da dupla de artistas activistas (clicar aqui).
quarta-feira, outubro 08, 2025
VIDEO COM RESTRIÇÃO DE IDADE
terça-feira, outubro 07, 2025
NO PASSARÁN - GRETA THUNBERG
Alguém consegue dar-me o link para a tradução da explicação detalhada desta "activista" sobre o seu famoso passeio turístico até Israel, onde foi bem recebida pelas autoridades locais? Israel deveria era ter afundado os navios todos, com tanto problema para resolver em tantos países, foram para ali perder o seu tempo. E o nosso, uma vez que nas notícias acabaram por tirar tempo ao que todos queríamos saber sobre o Porto-Benfica. Não percebo nada de inglês, mas gostava de ter a certeza de que esta activista, no seu longo discurso, está a falar bem do grande salvador do mundo. AD
https://www.facebook.com/reel/1196555792681462segunda-feira, outubro 06, 2025
DISCORDÂNCIA PORTAL PARTICIPA - PAINÉIS COM DESTRUIÇÃO DE ECOSSISTEMA E LINHAS DE ALTA TENSÃO COM DESTRUIÇÃO DA PAISAGEM
Um projecto que entra em conflito com os valores de preservação do ambiente e o desenvolvimento de outras actividades, como o turismo. Aqui está o que escrevi no Portal Participa, antes que o projecto deixe de estar aberto a comentários (termina dia 9):
"Este é mais um projecto megalómano que concentra a produção de electricidade fotovoltaica em vez de se apostar na descentralização e em telhados e coberturas solares, com a agravante de intervir em espaços naturais, que são património público, e de instalar mais postes de alta-tensão e linhas em dezenas de quilómetros, colocando em causa a preservação de espécies protegidas e a preservação da própria paisagem, igualmente património público. Estraga-se o que é de todos, para dar um jeitinho a entidades privadas de gente "amigalhaça".
Deixo aqui a minha opinião e a minha oposição a este projecto, tendo plena consciência que as entidades do governo usam estes esquemas participativos apenas para abrirem a porta a uma falsa sensação de que os projectos em discussão pública podem ser transformados ou anulados se houver uma grande participação e a apresentação de argumentos importantes.
Em última hipótese, havendo graves violações da legislação em vigor (a qual já é bastante permissiva a projectos que degradam o património público para favorecer esquemas financeiros), tudo poderá acabar por ser analisado por um tribunal, mas mesmo aí será preciso ter sorte para, como é voz corrente, os juízes serem competentes e impermeáveis a favorecimentos ou trocas de favores."
A vontade de participar nestas coisas é pouca. Para a próxima em vez de discordar acho que vou vestir a pele do AD - Androlfo Donaliago, acho que vou concordar e fazer esse discurso estúpido de achar bem o favorecimento a negociatas privadas que exploram aquilo que é de todos.
domingo, outubro 05, 2025
MARIA JOÃO - ABUNDÂNCIA - O ESPECTÁCULO EM OVAR, PARA VER NA NET
Para os amigos que queiram ver, está disponível neste link (clicar aqui), para o site RTP Play. Eu estava lá, muito atrás, é certo, mas foi a maneira de aparecer no vídeo, mesmo no final, a aplaudir e a levantar-me ao minuto 1h38m35s.
sexta-feira, outubro 03, 2025
FESTA DO CINEMA FRANCÊS - MAS NA NOSSA TV
quinta-feira, outubro 02, 2025
TRASH - YLLANA E TÖTHEM - FESTIVAL "O GESTO ORELHUDO"
Foi ontem e foi espectacular. Voltar a ver Yllana, mas com maior foco na música, foi surpreendente. Ri-me muitas vezes e uma das vezes foi mesmo de me torcer na cadeira, graças a um elemento do público que foi convidado a subir ao palco, e depois a maneira como um dos elementos do grupo reagiu à sua "provocação". Momentos de improvisação que só se vivem uma vez. E eu estava lá, na primeira fila! Deixo-vos o trailer, que não tem graça, mas é para memória futura.
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quarta-feira, outubro 01, 2025
O CÉU EM QUEDA - CINEMA NO CINEMA - OU MELHOR, NO TEATRO AVEIRENSE
Ontem fomos ao cinema. Um filme quase português, não fosse o realizador ser catalão e a música ser principalmente a ópera Tristão e Isolda, de Wagner. Este filme falou a todos os meus sentidos, mexendo nos sentimentos. Em estreia, o filme contou com a simpática presença do autor, que nos falou no início, mas não houve conversa no final.
Fica o trailer, mas com um aviso: não é filme para ver em casa. Talvez para rever, mas não estou certo disso. O preto e branco e os grandes planos e contra-luz precisam de um écran no escuro, e o som das respirações e a própria música precisa de um volume alto.
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Muito bom também o trabalho dramático dos dois consagrados actores, que ainda ajudaram o realizador na parte de diálogos, movimentos e tempos.
quarta-feira, setembro 24, 2025
MORTE AOS DETRACTORES
Morreu um grande pensador dos nossos dias. Depois do atentando ao grande líder mundial, agora este atentado. É triste. Mais triste é ver humoristas e comentadores usarem e abusarem da morte de Charlie Kirk, este grande homem que, apesar da tenra idade, ficará para a história ao lado de grandes figuras mundiais, que lutaram para haver paz no mundo, como Júlio César, Napoleão, Hitler, Mussolini, Lenine e Pinochet, que tanto se esforçaram para eliminar o terrorismo nos seus países.
Ontem tivemos a sorte de ouvir as sábias e esclarecidas palavras do nosso grande líder e promotor da paz, e da qualidade de vida dos povos, sem medo contra terroristas e traficantes de drogas, sem medo contra os poderosos e perigosos emigrantes, criticando essas falsas democracias que andam por aí, que se organizam em nações unidas, mas que nada fazem sem essas verdadeiras nações unidas que são os EUA. Farol que ilumina a esperança em melhores dias.
É por isso que se deve defender o porte de armas por qualquer cidadão de bem. Para apontar a esses terroristas que por aí andam a gozar com as mortes de pessoas como Kirk, que morreu vítima do comunismo, de algum fundamentalista islâmico que veio da Palestina e que era de certezinha emigrante antifascista. O que vale é que já o prenderam e já está no corredor da morte. Já podemos dormir mais em paz e mais descansados.
AD
terça-feira, setembro 23, 2025
CINEMA EM CASA - Mahalia, Woody, Soderbergh et François Ozon
Só para registo de bons filmezinhos que se vão vendo na TV.
quinta-feira, setembro 18, 2025
PROVA DE VIDA
Pois é, os acontecimentos em catadupa, as viagens, os espectáculos, as regas e a colheita de frutos, e todo o dia-a-dia não deixam tempo para o Malfadado. Não é por falta de vontade de partilhar e deixar boas dicas aos poucos leitores, nem falta de preocupação com o registo de coisas para a minha memória futura. É falta de tempo, cansaço. Não é falta de organização nem estabelecimento de prioridades. É a prioridade máxima no acompanhamento das coisas que é preciso fazer. E a opção de evitar chás e cafés para ficar desperto mais tempo. Acordo muito cedo e ao fim do dia já não consigo produzir nada, o corpo pede descanso. São muitos anos com a mão na massa, a moldar os diferentes dias-a-dias, o corpo pede descanso. É isto! Estou cansado, mas vivo.
sexta-feira, setembro 12, 2025
QUAL GENOCÍDIO EM GAZA?
As mortes de civis, homens, mulheres e crianças em Gaza são um facto. Mas ainda são poucos, só judeus, na segunda guerra foram 6 milhões. O que o governo israelita está a fazer é devidamente justificado, estão só a defender a sua terra e o seu povo. Antes do Hamas ter dizimado umas centenas de israelitas, dando início a esta operação de defesa do território israelita, havia um perfeito respeito pelas decisões humanitárias e respirava-se paz e desenvolvimento na Faixa de Gaza. É verdade que no início tanto Donald como Benjamim disseram que era uma operação de defesa rápida e se destinava unicamente a neutralizar o Hamas. O que a imprensa ocidental glorificou como uma acção justa.. Mas agora percebe-se que não, que tiveram que adoptar uma coisa que nunca lhes passou pela cabeça, que é destruir todas as infraestruturas em Gaza, para mostrar ao mundo que a seguir virão todos os outros territórios palestinianos, a única forma de acabar com o terrorismo no mundo. Ainda há terroristas a dizer que Israel é um estado terrorista. Enfim... não percebem nada de nada do que ali se passa.
AD
quarta-feira, setembro 10, 2025
AVISO À NAVEGAÇÃO
Vai uma nova flotilha a caminho dos mais recentes territórios anexados pela voracidade dos fascistas em Israel. Aqui fica o meu aviso à navegação. A partir de agora, sempre que o Malfadado escrever sobre os abusos dos fascistas, seja na Palestina, seja na Ucrânia, seja nos EUA, seja na Venezuela, os escritos vão passar a ser assinados por um pseudónimo, que vai exagerar e agradecer a esses fascistas, e pedir mais, mais fascismo sobre os povos. Androlfo Donaliago, uma mistura de Ventura e Hitler, de Trump e Abascal. São os nomes próprios. Os apelidos poderiam ser Puta, por parte da mãe, e Cabrão, por parte do pai, fazendo do Androlfo um verdadeiro filho da Puta e filho de um Cabrão, apelidos que não existem, nem mesmo no Brasil.
sexta-feira, agosto 08, 2025
NA BATALHA POR LUTAR CONTRA OS GIGANTES DAS PETROLÍFERAS - HORA DE VOTAR
A votação acaba a 15, falta uma semana, e a ideia é escolher de 5 propostas qual a melhor para o GREENPEACE imprimir e endereçar a variados políticos. Não é preciso registos e a votação é super rápida. O tempo urge (link aqui).
terça-feira, agosto 05, 2025
O COLIBRI - O FILME ITALIANO
Passou na TV, RTP, pouca gente deve ter conseguido ver. Mas vale bem a pena. Deixo o trailer original, sem legendas.
terça-feira, julho 29, 2025
GOVERNO FRANCÊS MATA FOTÓGRAFO PORTUGUÊS
Foi há 40 anos. Fica aqui um artigo Greenpeace a recordar o atentado ao Rainbow Warrior (clicar aqui). Não se pode afundar um arco-íris, e nasceu um novo barco. E os guerreiros do arco-íris fazem cada vez mais falta, neste mundo onde vemos um novo Hitler a mandar os seus subordinados matar tanta gente inocente. 60 mil mortos, para já. Não vamos contar os tantos, tantos mais com traumas permanentes, problemas de saúde e um futuro incerto para si e para os seus.
segunda-feira, julho 28, 2025
JÁ NÃO ERA PARA MIM - SOBRAL Y PÉREZ CRUZ
Mais uma música da irmã do Salvador, a Luísa Sobral, que aqui partilho, para quem puder ter 5 minutos para apreciar. Letra e música.
O catering da cena foi preparado pela Luisa Villar, a mãe dos dois. Imagino que todos tenham apreciado muito todas as suas comidinhas.domingo, julho 27, 2025
O REINO ANIMAL
sábado, julho 26, 2025
II FESTIVAL PELA TERRA - IDANHA-A-VELHA - 2,3 E 4 DE MAIO 2025
quarta-feira, julho 02, 2025
FECHEI O MEU FACEBOOK - 2
Em Dezembro de 2019, quase 2020, já tinha saído do Facebook. Dessa vez, como agora, a página fica activa mas não a vou usar. Fiz uma pesquisa sobre a minha relação com o Facebook, registos aqui no meu Malfadado (link aqui), e assim dá para perceber muita coisa. Desta vez saio chateado com os americanos, mas não com o povo norte-americano. É só guerra e estupidez... o massacre na terra sagrada da Palestina...
quinta-feira, junho 26, 2025
CAIXA D'ÓCULOS
Não é novidade que desde há uns anos passei a ser uma coisa que agora não sei como se chama, se calhar o politicamente correcto define como "pessoa de acuidade visual reduzida portador de lentes em dispositivo facial". Já me habituei a ser um caixa d'óculos.
Precisei de mudar de lentes porque a acuidade visual com as lentes antigas tinha piorado a olhos vistos, e mudei também de armação. Fiz uma colagem com a minha colecção de óculos graduados. Se me virem por aí, de lentes escuras ou normais, chamem-me, porque para além de serem lentes progressivas, que diminuem o campo de visão, os meus olhos e cérebro têm dificuldade em reconhecimento facial. E memória de nomes então, nem se fala. Mas para isso não há óculos que ajudem. Talvez menos açúcar e menos queijo...
sexta-feira, maio 16, 2025
ELEIÇÕES PARA ESCOLHA DE DEPUTADOS - SEGUNDA TENTATIVA
Ao cair do pano da campanha eleitoral, há que acabar com as indecisões. Apenas um ano depois é de esperar poucas diferenças no sentido do voto. Mas um ano foi suficiente para muita coisa acontecer, e foi bastante esclarecedor, quer dos rumos do governo que tivemos quer das prestações dos diferentes partidos da oposição. Não me estranha nada que a AD continue à frente nas intenções de voto, que o Chega continue a roubar malas cheias de deputados à esquerda e à direita. Numa situação normal o PSD perderia estas novas eleições. O governo não foi satisfatório em muitas situações, ainda que tenha conseguido desbloquear um bom par de processos que o António Costa deixou arrastar demasiado tempo. Mas as negociatas habituais em tempos de governos de direita voltaram à tona, o caso mais grave envolve o líder, mas há casos e casinhos com especulação imobiliária, há casos e casinhos com exploração de recursos naturais e produção de energia. E os ajustes directos sem justificação são o pão nosso de cada dia dado aos amigos empresários.
Começando pelo princípio: vale a pena ir votar outra vez?
A resposta do Malfadado é sempre a mesma: SIM. Vale a pena e não é preciso grande esforço. Este ano não foi preciso usar o voto antecipado, sempre se poupa no papel. Mas houve milhares de pessoas que já o fizeram, e bem. Votar é colaborarmos num sistema que tem imperfeições, mas que ainda assim não persegue os cidadãos que escolhem livremente. Cada cidadão maior de idade escolhe votar ou não votar, ir lá ou não ir, eleger os candidatos que vão para a Assembleia da República ou apenas deixar um voto que não vai eleger quem se acha mais capaz mas ajudar a financiar uma estrutura partidária.
Em quem votar desta vez?
Um bom princípio é analisar os resultados das últimas eleições ao nível de cada distrito. Aveiro elegeu AD, PS e Chega. Os outros votos não são inúteis, mas... certamente não vão eleger. Quem vota à direita vai votar AD, quem vota à esquerda vai votar PS e quem é anti-sistema ainda vota Chega. É o voto útil. Nas malfadadas previsões a AD vai recuperar alguns votos perdidos para o Chega (graças ao desfile de péssimos deputados que o Chega meteu no parlamento), podendo assim o deputado do Chega deixar de ser eleito, e passando assim para a AD ou para o PS. É aqui que a escolha de votar na bipolarização faz algum sentido, castigar o Chega e mostrar que os portugueses são melhores do que a amostra que o Chega quer fazer acreditar que são muitos.
Num ano o que mais me atormentou na política do governo foi a gritante diferença com a postura dos países progressistas e com a postura da ONU em relação aos crimes da palestina. Não o disseram como Trump, mas o resultado é o mesmo. Custa-me ver um povo humanista como os portugueses, cristãos que vão à missa e rezam pela paz e depois votam num governo que não defende uma solução de paz entre povos. É aqui que faz toda a diferença votar progressista, votar conservador ou liberal, votar nos tontinhos e bobos da corte ou mesmo não votar. E mais diferença faz se o voto conta para eleger um deputado.
2025 o voto útil no distrito de Aveiro é votar no PS. Por um país mais humanista, por um planeta melhor.
Nos outros distritos façam as contas, não é muito difícil escolher como fazer. O povo unido jamais será vencido. A esquerda desunida será sempre vencida. Mas estará lá!
terça-feira, abril 22, 2025
segunda-feira, abril 21, 2025
VEM AÍ MAIS DO MESMO - MERCADO DO CARBONO
Apanhei aqui na net que estava aberta a discussão pública da regulamentação do mercado de carbono. Que na sua proposta feita pelos habituais técnicos competentes do Ministério do Ambiente prevê que as plantações de eucaliptos devem ser apoiadas. Fui ao Portal Participa e ali deixei as minhas ideias. Não valerão de nada, pois sei que nestas coisas não ligam nada ao que pessoas ou entidades ali escrevem, mas pelo menos fica mais um registo de discordância na internet. Quanto mais não seja aqui através do Malfadado: "Parece-me primordial a regulamentação do mercado do carbono, mas a mesma não deve ficar refém de interesses relacionados com a indústria das celuloses. Uma plantação de eucaliptos, mesmo que muito bem gerida (sem mobilizações excessivas de solo, sem aplicação de produtos fito-farmacêuticos, sem aplicação de herbicida e apenas com a aplicação de adubações autorizadas em agricultura biológica) não deve ser considerada para este mercado, uma vez que vai promover a sua implantação e aumentar o risco de ocorrência de incêndios rurais incontroláveis, e levando assim à libertação de quantidades abusivas de CO2 para a atmosfera, bem como de poluentes para o ar e também para o solo e recursos hídricos. Para não falar da pegada ecológica de carros e aviões de bombeiros, quando se regista um incêndio.
A administração deve utilizar todas as ferramentas possíveis para promover uma floresta diversificada e ajudar os proprietários (individuais, colectivos ou da própria bolsa de terrenos públicos) a fazerem a gestão adequada dos seus bens imóveis, no sentido de um território resistente aos fogos, uma floresta de uso múltiplo e promoção da biodiversidade. A legislação nas mais diversas áreas deve seguir este princípio, principalmente porque nos últimos anos temos tido apenas exemplos de legislação que promove a destruição do nosso património natural. Algumas vezes em nome da ecologia, como é o caso da destruição de carvalhais e até de sobreiros para a colocação de painéis foto-voltaicos, em projectos classificados como de interesse nacional.
Uma legislação que ajude os proprietários de eucaliptos, como esta regulamentação que agora está em discussão pública, vai ajudar quem já tem todas as facilidades e rendimentos assegurados. De resto a regulamentação parece-me bem pensada. O interesse nacional deve ser a defesa do património e não apenas a defesa dos grandes investimentos, porque esses já têm o retorno (ou grande retorno) financeiro garantido."
quarta-feira, março 05, 2025
EL GOLFO DE AMERICA
Aviso aos mais distraídos: não me surpreendem as trumpalhadas do senhor presidente dos EUA. Fico é a pensar como é possível cidadãos de uma democracia votarem maioritariamente em gente assim para ajudar a resolver os seus problemas. Não é que defenda o anterior presidente e todo o mal que andou a ajudar a espalhar pelo mundo (com grande evidência no massacre dos palestinianos, mas também de pessoas de outros países ligados à sua causa de independência). Não é preto nem branco nestas coisas de avaliar as questões políticas. Mas irmos de mal a pior é o que estamos todos a ver.
A caricatura melhor destes dias de regresso ao poder político deste homem de negócios mal amanhado, é ele na Casa Branca com um cartaz por trás mostrando uma parte do mapa geográfico da América, e nesse cartaz em letras garrafais aparece escrito "Golfo da América". Ora, nesse grande país que são os EUA uma das segundas línguas, quiçá a mais falada, é o espanhol. No México é a língua oficial. E para essa figura triste da política não seria difícil perceber, se não fosse ele próprio de uma grande pobreza linguística, que em espanhol (castelhano) a palavra golfo tem uma segunda utilização, que é a de alguém desonesto, um desavergonhado. Assim, aparecer na "pantalha" uma pessoa como ele e lermos por trás "Golfo de América", é uma perfeita gozação sobre o próprio, pois quer parecer honesto e por trás aparece a dizer que ele sim, é que é o "golfo de américa".
Golfo, tal como aparece descrito no grande dicionário da Real Academia Espanhola, link aqui. Aqui para nós, se o nosso governo continuar a gostar de ser capacho dos governos americanos, como tem sido até agora, é de esperar que também mandem mudar o nome do Golfo do México. Mas nos meus mapas vou sempre ler "México". E vou continuar a evitar usar termos ingleses, pois cada vez mais temos que defender a nossa cultura. Ainda que nas gerações mais novas se use e abuse disso, e já dificilmente consigamos voltar ao que é genuinamente nosso, por herança cultural.
Para não escrever o seu nome muitas vezes vou optar por me referir ao presidente dos EUA como o "golfo de América", sempre que aqui reflectir um pouco sobre a situação do mundo.
sexta-feira, fevereiro 28, 2025
MAIS DE UM MÊS
A vontade de partilhar aqui a minha revolta tem sido muita, mas os acontecimentos dos dias do meu mundo chegam em catadupa e acabo por ficar sem tempo de qualidade para escrever. Continuo apoquentado pela escolha do povo americano, ao que chegou a mal tratada democracia. Continuo triste pelo apoio do meu povo português à estupidez e prepotência dos americanos na palestina, e solidário com o povo israelita, que na sua maioria não aprova uma guerra que é um genocídio e que é a semente de nunca mais poderem viver em paz e tranquilos, sem muros. Continuo à espera, sentado, que haja um movimento de boicote à participação de atletas israelitas nas competições desportivas europeias. E nem sequer sonho com a abertura dos campeonatos desportivos europeus aos atletas desse país que é a Palestina, ocupada e subjugada pelo nazismo destes estúpidos judeus. Que, já agora, também foram escolhidos para governar numas eleições democráticas. A situação de pilhagem das terras da Ucrânia continua em aberto, e na ONU nada se consegue avançar para que as coisas voltem a ser como eram até à invasão da Crimeia, com apropriação desse território ucraniano pelo ditador imperialista eleito democraticamente pelos russos. Para os iluminados americanos, agora no poder, uma boa solução republicana passa por ter na Ucrânia uma espécie de territórios palestinianos, mas em vez de judeus a prender palestinianos na sua própria terra, ter russos a prenderem ucranianos em territórios "libertados" mas sem liberdade para viverem em paz.
A última vez que aqui registei alguma coisa foi no final de Janeiro. Enquanto não consigo ter tempo para escrever sobre as misérias deste mundo, resta-me partilhar aqui as pequenas alegrias culturais.
Foi hoje lançado mais um disco excelente da Maria João. Já ouvi todo, mais do que uma vez. É mais um disco para ouvir e ser transportado pelas emoções que esta artista nos dá, desta vez com a parceria do João Farinha, que traz um toque de grande modernidade na exploração de novas sonoridades, dando colinho musical ao enorme arrojo desta cantora. São 40 anos de carreira, que eu acompanho desde o seu início, é verdade, desde o seu início na Escola de Jazz do Hotclub. Por isso, sem falsas modéstias, quero para mim o título de fã número UM! O disco chama-se ABUNDÂNCIA. Aqui fica a partilha de um bocadinho:
domingo, janeiro 26, 2025
DAS LÍNGUAS QUE ENTENDEMOS, DA ESTUPIDEZ NATURAL
A estupidez natural será o contraponto da inteligência artificial?
Estávamos a ver uma série francesa que passa na RTP2. Chama-se Lycée Toulouse-Lautrec, e tem alguma qualidade e muita actualidade. Cada episódio tem um nome, normalmente um conceito ou sentimento. Um dos episódios denomina-se "Peur". A narradora, que é a actriz principal, diz o seguinte (conforme a tradução que aparece nas legendas): "medo, substantivo do género feminino...". O merda que traduziu isto foi a inteligência artificial, ou foi só um tradutor naturalmente estúpida?
Já no jornal "A Bola" aparece a notícia de ontem, sobre o treinador argentino que vem para o Porto. E fala sobre uma comissão técnica do clube mexicano assinada para tratar do assunto. Ora aqui está mais um claro exemplo das traduções do castelhano feitas pelos jornalistas portugueses, aqui não há dúvidas sobre a estupidez natural. Porque uma comissão técnica pode ser nomeada, designada, empossada, indicada, eleita ou constituída, mas nunca assinada! Ainda que uma das possibilidades de assinar possa ser "designar", por via de uma palavra que já não se usa nos nossos dias, que é precisamente "assignar". Traduzir do espanhol não é aportuguesar estupidamente as palavras do castelhano, mas é o mais habitual na nossa imprensa, sempre se poupa nas despesas com tradutores. É por estas e por outras que eu não aconselho a assinatura de um jornal qualquer.
sábado, janeiro 25, 2025
TRAÇAR O DESTINO - CRÓNICA LITERÁRIA 4
sexta-feira, janeiro 24, 2025
MANUEL DE OLIVEIRA, MAS NÃO É O CINEASTA
No âmbito das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril de 1974, o espetáculo Lá no Xepangara – A Cultura Africana em José Afonso pretende refletir sobre a forte presença da cultura africana na vida e obra de José Afonso e sobre o seu papel na luta pela descolonização, democratização e desenvolvimento da sociedade e cultura lusófonas.
Sob a direção artística de Manuel de Oliveira, tem como principal objetivo a aproximação da comunidade lusófona e dos jovens a uma personalidade incontornável na luta pela Democracia, enaltecendo assim a contemporaneidade e, sobretudo, o caráter universal da obra de José Afonso.
O espetáculo conta com as vozes de Selma Uamusse (Moçambique), Karyna Gomes (Guiné Bissau), Isabel Novella (Moçambique), Edu Mundo (Portugal) e Fred Martins (Brasil), Manuel de Oliveira na guitarra, Carlos Garcia nas teclas, Albano Fonseca no baixo e Dilson Pedro (Angola) na percussão.
quinta-feira, janeiro 23, 2025
A INJUSTIÇA ATACA DE NOVO
Um destes dias fiquei contente ao ler o título de uma grande notícia (link a seguir):
Multa diária põe em xeque bolsos do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça
quarta-feira, janeiro 22, 2025
DIVULGANDO O BLOGUE PESSOAL DE UM VERDADEIRO AMIGO DA CULTURA
Conheci o Pedro Mendes há muitos anos atrás, foi um dos membros mais activos do Maria João - Clube de Fãs. O nosso mestre da informática, ainda que houvessem outros a trabalhar nessa área. Guardo boas memórias com ele. Depois ele e um par de amigos criaram o Coffeepaste, sobre o qual já aqui falei no Malfadado. Um projecto que vale bem a pena apoiar e divulgar. Agora o Pedro decidiu alimentar um blogue, com coisas pessoais que acha importante partilhar ou lançar para reflexão, com vídeos e tudo no seu canal Youtube. Fica aqui o link e o convite para espreitarem (clicar aqui). E lá estará também no cabeçalho o Coffeepaste!
terça-feira, janeiro 21, 2025
FUNDO AMBIENTAL PAGA COMPARTICIPAÇÕES DE 2023
É assim o nosso governo, no que diz respeito a apoios a cidadãos contribuintes. Em 2023 abriu um aviso para candidaturas a projectos de investimento em energias alternativas, mais de um ano depois de fecharem as candidaturas é que andaram a avaliar e a fazer os pagamentos. Assim, ainda antes de acabar 2024, lá conseguimos ver chegar o valor da comparticipação pelo investimento na produção de energia fotovoltaica para autoconsumo na Casinha Gandaresa. Se calhar este importante investimento pessoal, que está a produzir energia eléctrica para a rede nacional (através da Coopérnico!) ainda não tinha sido aqui referido no Malfadado.
O novo governo decidiu então descontinuar muitos dos apoios às energias alternativas. Senão teríamos concorrido em 2024 com a substituição do painel solar para aquecimento de águas (que durou cerca de 15 anos) pelo sistema mais moderno que usa a bomba de calor para produzir água quente. Na verdade é um sistema que consome energia eléctrica, mas de forma muito eficiente, e que trabalha a todas as horas, não dependendo dos dias de sol. Antes não gastávamos nenhuma energia eléctrica, mas nalguns dias tínhamos que recorrer ao esquentador a gás. Agora deixámos de usar o esquentador. Mas não podendo recorrer aos apoios ambientais, o investimento realizado dificilmente será amortizado nos nossos dias. Economicamente falando, em termos de contas pessoais, era melhor continuar a usar o esquentador. E voltar aos banhos de água fria, que também são melhores para a saúde individual.
Não vou falar do excesso de burocracia e da dificuldade em tratar das candidaturas e depois dar resposta às questões levantadas...
quinta-feira, janeiro 02, 2025
ELA ESTÁ DE VOLTA
Com indicações úteis, mas ditas de uma forma cómica. Não é para crianças. Depois deste vídeo de regresso, já publicou outro, vão lá ao canal e subscrevam. A Beatriz gosta pouco, gosta...!!!
quarta-feira, janeiro 01, 2025
CONCERTO DE ANO NOVO
Tal como no ano passado conseguimos ir ao concerto de ano novo, com a Orquestra Filarmonia das Beiras. Só os dois. Desta vez não encontrei ninguém que eu conhecesse (na verdade não me apeteceu falar ao presidente Ribau Esteves). Mas depois do jantar, ao passar de carro numa paragem de autocarro, vejo uma pessoa sozinha, encolhida com o frio, e parece-me reconhecer uma vizinha da nossa rua. Voltámos atrás. Era mesmo ela. A mãe dos irmãos Baker. Já não havia autocarros a essa hora, num dia feriado.
terça-feira, dezembro 31, 2024
BALANÇO DO ANO 2024
Aqui no Malfadado o ano fecha com pouco menos de 100 novas entradas. O balanço do ano só pode ser positivo, as reflexões ficam para 2025. Agora estamos fechados para balanços.
FOTOS E VÍDEOS
A arte é uma coisa indescritível. Mas as fotos e vídeos, o cinema, são expressões artísticas que gosto de apreciar. Ao referir noutro texto que em novembro tinha reencontrado amigos, lembrei-me que já há algum tempo não partilhava aqui um trabalho do multipremiado veterinário Jorge Bacelar. Quando nos reencontrámos, no meio de muitas fotos que ali tinha de uma exposição, ofereceu-me um original com a modelo que melhor transmite a poesia de dureza e amor pela natureza das fotografias que ele executa. É ela a Silvina. É esta agricultora. Ou devo dizer esta supermodelo?
NOVEMBRO FOI DE REGRESSO AO CABEÇO SANTO
Num dos fins-de-semana em que não participei na peregrinação ao Monte, tive a oportunidade de participar na primeira caminhada de Outono no Cabeço Santo. Uma visita guiada por um grande amigo, num dia muito agradável de luz e temperatura. Foi só uma manhã de passeio, finalizada com um piquenique partilhado que foi um verdadeiro banquete. Da parte da tarde uma pequena sesta na plateia da Assembleia Geral da Associação Cabeço Santo e depois visitar a casa em reconstrução de amigos, em Recardães, no caminho de regresso a Vagos. Amigos com quem não estava há muito tempo mas que recentemente tínhamos reencontrado na Torreira. Encontros e desencontros. Aqui fica a notícia do passeio, com fotos e tudo, neste link para o Facebook da ACS (clicar aqui). E fica esta fotomontagem de voluntárias, numa das habituais e terapêuticas Jornadas de Voluntariado, a praticar um método de substituir as acácias mimosas por carvalhos, o famoso e eficaz descasque das invasoras:
LIBERDADE E INSPIRAÇÃO - AS OBRAS DE MARIA JOÃO COM OUTROS ARTISTAS
Algodão. O último trabalho discográfico editado pela Maria João. Desta vez com o músico André Mehmari.
O Coffeepaste fez a entrevista que se impunha, resultou nestes belos minutos de palestra que aqui partilho. Podem e devem consultar o site do Coffeepaste, subscrever e divulgar (link aqui para o artigo com esta entrevista).A PAZ NO MUNDO
Desta vez, em jeito de recuperar o atraso nas publicações aqui no Malfadado, ao contrário de atribuir um dia a cada publicação, vai tudo neste último dia de 2024.
Aqui fica a partilha de textos que me parecem relevantes sobre aquilo que mais me revolta neste momento, a protecção que se dá aos fascistas israelitas que se têm perpetuado no governo de um povo que merecia melhor sorte. Mas lá, como cá, a democracia tem perigosas limitações e problemas práticos.
De Carlos Matos Gomes (com menção a artigo de Alexandra Lucas Coelho)(link para o original, no Fb, aqui):
"Israel é a Santa Inquisição do Ocidente, ou o Ocidente é o braço secular de Israel?
Apanhei com as duas notícias quase em simultâneo. Israel destruiu o hospital Kamal Adwan, o último que ainda funcionava em Gaza. Os médicos e os doentes foram forçados a sair, alguns nus, como se encontravam, em fila indiana, antes do edifício ser incendiado.
No Público um artigo de Alexandra Lucas Coelho, com o título “Israel acabou. O futuro é da Palestina.”
“ Esse horror não seria possível sem as bombas e os milhões dos EUA. Biden é um criminoso de guerra. Como Scholz, Ursula, a maior parte da UE (com três ou quatro países a fazerem a diferença). O mundo que permite que se extermine um povo em nome de Deus, e ainda se considera religioso…”
O genocídio que Israel está a cometer na Palestina coloca a questão de ser a comunidade judaica que determina a política dos Estados Unidos ou se são os Estados Unidos que determinam a política de Israel. No fundo trata-se da mesma velha questão de saber se, enquanto existiu, era a Inquisição que determinava a política dos reinos de Portugal e de Espanha, ou se eram estes reinos, os Estados, que utilizavam a Inquisição como seu instrumento de poder. Israel elimina os palestinianos para impor o seu poder de forma inquestionável, em interesse próprio ou os Estados Unidos utilizavam Israel para imporem o seu poder no Médio Oriente?
A posição estratégica da Palestina no Médio Oriente faz com que o seu controlo constitua um objetivo vital para os Estados Unidos. Esse interesse é assegurado por Israel. A existência de palestinianos, os nativos, constitui um obstáculo para a justificação do direito de controlo absoluto do território por parte dos Estados Unidos. Israel foi criado, entre outras razões, com o argumento do direito dos judeus à posse do território pela ancestralidade bíblica (na realidade idêntica à de todos os povos semitas da região). Israel foi criado, existe e atua com a violência e a crueldade que são impossíveis de ignorar para eliminar os palestinianos, para eliminar os que colocam em causa o poder dos Estados Unidos na região através de Israel.
A Santa Inquisição dispunha de um Manual do Inquisidor que justificava a tortura para obter a confissão e mesmo a conversão dos judeus, que entregava os condenados ao braço secular para execução da sentença de morte, que tanto punia os relapsos, como ajudava os conversos a irem para o Paraíso mais cedo.
A dúvida que se coloca na relação atual entre os Estados Unidos e Israel nesta adaptação do Manual do Inquisidor de eliminação de um povo é a antiga dúvida se era a Inquisição que determinava ao Estado a política de morte dos hereges, ou se era este, o Estado, que utilizava a Inquisição como um instrumento da sua política de poder absoluto. Ou se ambos atuavam em conluio. O direito da Inquisição, que representava a maioria cristã, armada, se defender dos hereges é, curiosamente, o mesmo atualmente invocado do direito à existência de Israel, que está fortemente armado e constitui a maioria reinante.
No século XV em Estanha, era Tomás Torquemada, o Inquisidor mor, insano e fanático, ou Fernando de Aragão e Isabel de Castela, os reis católicos que governavam a Espanha e a “limpavam” de judeus e muçulmanos, e hoje, é Netanyahou ou o presidente dos Estados Unidos que determina a matança dos palestinianos, o auto de fé de Gaza?
O dramático, hoje, como há quinhentos anos, para quem tiver consciência, será responder à pergunta deixada pela Alexandra Lucas Coelho: - O que fizeram contra isto? - que filhos ou netos farão aos seus pais ou avós, sobre nós. Isto na esperança de os nossos filhos e netos não serem iguais a nós e nós não sermos iguais aos que participavam nos autos de fé em ambiente de festa."
Da redacção do Fumaça (link para este texto no site deste órgão de comunicação social) (a propósito de um prémio atribuído pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros do nosso governo, Comissão Nacional da UNESCO)(mais um link, desta feita para o videozinho do discurso de agradecimento, colocado no Fb do Fumaça):
“O Ministério dos Negócios Estrangeiros e o governo escolheram o seu lado. Têm sangue palestiniano nas mãos, não vai ser fácil lavá-lo.”
Ganhámos um dos prémios de jornalismo “Direitos Humanos & Integração” para rádio pelo terceiro ano consecutivo, desta vez com a peça sobre perturbações do comportamento alimentar Trinta e dois e setecentos.
O galardão foi partilhado com a série Violeta, assinada por Filipe Santa Bárbara e Margarida Adão na TSF, sobre uma mulher trans romena a quem o estado português não soube ou não quis dar refúgio.
Ricardo Esteves Ribeiro, jornalista da nossa redação, foi receber o prémio, atribuído pela Comissão Nacional da UNESCO e pela #PortugalMediaLab, estrutura de missão para a Comunicação Social criada pelo governo.
Lê aqui o discurso, feito por Ricardo Esteves Ribeiro, na cerimónia de entrega de prémios, no dia 10 de dezembro, no Palácio das Necessidades, em Lisboa:
“Obrigado pelo prémio. Obrigado à Comissão Nacional da UNESCO e à Estrutura de Missão para a Comunicação Social do estado português. E parabéns a todas as outras jornalistas nomeadas e vencedoras.
Desde 2021, o júri dos Prémios de Jornalismo Direitos Humanos & Integração reconhece ao Fumaça trabalho de jornalismo digno de ser homenageado. E desde 2021 reconhecemos a ironia desta entrega de prémios. O estado português e o Ministério dos Negócios Estrangeiros (dentro do qual trabalha a Comissão Nacional da UNESCO) premeiam investigações e reportagens jornalísticas que demonstram falhas do estado. “Trinta e dois e setecentos”, tal como outros trabalhos sobre saúde e doença mental, espelha o desinvestimento público reiterado nas estruturas de cuidado e prevenção de problemas psicológicos e doenças psiquiátricas.
Mas no ano passado, falámos de uma ironia ainda maior: a de o Ministério dos Negócios Estrangeiros premiar uma redação jornalística que, desde a sua génese, se foca em reportar como o projeto colonial sionista está há décadas a efetivar a limpeza étnica do povo palestiniano com o apoio ou silêncio de sucessivos governos portugueses.
Há exatamente um ano, subimos a este palanque para denunciar a cumplicidade incondicional do então governo português no genocídio em curso em Gaza. Dissemos muito claramente: “O ministro, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e o governo escolheram o seu lado. E têm sangue palestiniano nas mãos. Não vai ser fácil lavá-lo.”
Entretanto, o governo mudou, não a política. No passado maio, Paulo Rangel disse ao jornal El País que “seria muito injusto dizer que Israel pretende eliminar o povo palestiniano”. Nesta altura, 35 mil pessoas palestinianas tinham sido mortas em cerca de sete meses. Recusou que estaríamos a assistir a um genocídio. A entrevista foi publicada dias antes do 76º aniversário da Nakba, em que mais de 500 vilas foram destruídas e centenas de milhares de pessoas feitas refugiadas durante a criação do “estado de Israel”.
Também foi o ministro Paulo Rangel quem, há poucos meses, negou que o navio MV Kathrin, com a bandeira portuguesa hasteada, levava explosivos para armas a usar contra pessoas palestinianas. Apenas com a pressão da população foi o ministro obrigado a reconhecer esse encobrimento, que garantiria a expansão de um arsenal usado para perpetuar um genocídio. E nunca decidiu que o estado português deveria retirar proteção legal ao barco (foi a empresa a pedi-lo).
E a 7 de outubro de 2024, no aniversário do maior intensificar do genocídio palestiniano desde 1948, com mais de 40 mil pessoas palestinianas mortas, das quais pelo menos 137 são jornalistas, milhares presas sem acusação nem julgamento, tortura e raptos em massa, condições de higiene epidémicas, centenas de milhares de pessoas refugiadas, fome generalizada e uma expansão colonial na Cisjordânia, Líbano, Iraque, Iémen e Síria, Paulo Rangel decidiu passar o dia ao lado do embaixador colonial sionista.
Nunca, neste ano de mandato, Paulo Rangel sancionou o estado sionista, as empresas que lucram com ele ou boicotou a produção de armas que diretamente assassinam pessoas palestinianas.
Hoje, 10 de dezembro, é celebrado internacionalmente o Dia dos Direitos Humanos. Por isso, perguntamos: para que servem, para o governo e estado portugueses, os chamados “direitos humanos”? São muletas das quais se lembram para, de quando em vez, entregarem prémios a jornalistas? São metáforas que utilizam para enfeitar bonitas cerimónias onde batemos palmas umas às outras, como se tudo estivesse bem? Ou são parte de um projeto colonial criado para perpetuar desequilíbrios racistas e manter no poder quem é branco? Se “direitos humanos” realmente existem, então, para o governo português, só pode haver uma maneira de resolver este dilema: pessoas palestinianas não são humanas. Estão na zona do “não ser”, são bestas. E, portanto, não têm direito a direitos.
O ministro, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e o governo escolheram o seu lado. Têm sangue palestiniano nas mãos. Não vai ser fácil lavá-lo.
Obrigado.”
NOVEMBRO FOI DE VOLUNTARIADO NO MONTE BARATA
Há ideias muito peregrinas. E não é que se concretizam muitas delas?
Vale a pena contar a história:
SALAME DE CHOCOLATE - VARIAÇÃO VEGANA
Ainda a propósito do que deixei aqui sobre a participação na Caminhada de Outono no Cabeço Santo, lembrei-me que seria bom registar aqui a receita que escrevi, com base na receita dada por uma grande amiga e grande cozinheira de coisas alternativas, do salame que levei para o piquenique desse dia. Aqui fica ela:
AS BOAS FESTAS, EM VERSÃO EXAGERADA
É tudo em versão exagerada, até a falta de tempo para ir registando aqui, de forma mais ou menos literário-informativa, ou de forma mais ou menos divulgadora, em registo de amigável partilha, as coisas que vou vendo, que me acontecem, que me merecem um pouco de atenção e que acho que valem a pena ser aqui mencionadas. Para manter os amigos informados, também, mas para ser a âncora das minhas memórias. Porque a minha cabeça por dentro, é como se o vento que me traz desgrenhado quando ando com o cabelo exageradamente grande, como nestes dias, me entrasse cá dentro da caixa dos neurónios e me levasse muitas das vivências, muitas das referências. É isto o Malfadado.
Reparei então que nos últimos dois meses nem sequer uma vez consegui registar aqui o que quer que fosse. Tenho uma boa porção de separadores no Chrome com coisas interessantes, mas depois falta-me o tempo para aqui estar sentadinho, comigo e com um punhado de bons amigos, a partilhar coisas.
O nosso cartãozinho de Boas Festas em 2024 foi ideia da Zeza, aproveitar a pintura mural no largo da Biblioteca Municipal de Vagos. Havia que ir lá tirar a foto numa altura em que estivessem as iluminações de Natal. Não foi fácil fazer a foto, porque o largo foi ocupado pelas barraquinhas da estranha Feira de Natal. Mas depois de lá andarmos a fotografar, lá se conseguiu compor qualquer coisa.
Normalmente faço 3 versões do cartãozinho, para depois escolhermos a melhor. A melhor para a Zeza normalmente é diferente da melhor para mim. Mas este ano exagerei, e fiz 5 versões. Uma enviou ela para a sua lista de amigos. Uma muito parecida enviei eu, outra foi para o meu Facebook. E outra vai ficar aqui no Malfadado, em rigoroso exclusivo. Outra é a versão Wapp, para partilhas e para trocas nessa plataforma em que eu não tenho conta, pois ainda tenho o velhinho Nokia. E aproveitei ainda, exagerando ainda mais, e fiz um cartãozinho com uma foto de uma árvore do Palácio Nacional de Queluz, cuja ideia inicial era enviar em resposta aos muitos amigos que enviaram/responderam com o seu cartãozinho ao nosso correio.
Mas como não tive tempo para responder, tal como já me aconteceu no ano passado, um a um, acho que vou apenas colocá-lo aqui amanhã, em jeito de intenção e gratidão pela amizade dos meus muitos amigos.
quarta-feira, outubro 30, 2024
A DINA QUE INUNDOU PARTES DE ESPANHA
É muito raro o Malfadado estar em cima da onda. Mas eis que, surpreendentemente, ainda o número de mortes confirmadas vai subir, e a notícia chega aqui, por pura pedagogia. A Depressão Isolada em Níveis Altos (níveis atmosféricos, claro) é um fenómeno conhecido há muitos anos, e de vez em quando lá aparecia naquelas zonas. O mal é que ao longo dos anos e de ocupação humana dos terrenos naturais, os solos perderam grande parte da sua capacidade de "esponja" (retenção de águas das chuvas), quer fosse por impermeabilização (pois é... casas, ruas, unidades industriais) ou fosse por desertificação dos solos (pois é... fogos, agricultura intensiva, florestação com espécies de crescimento rápido e cortes rasos periódicos). E agora em 2024, chovendo muito mais do que é normal (nalguns pontos, num período de seis horas choveu mais do que a média anual naquela região), a tragédia aconteceu. As alterações climáticas estão à vista? Também, mas mais do que isso, há um problema de agressão contínua dos solos. E assim, quando acontecem fenómenos naturais, é difícil evitar tragédias humanas.
Em Portugal, nas notícias, falam da Comunidade de Valência, mas a DINA afectou outras comunidades autónomas, a sul. As imagens um pouco por todo o lado são idênticas...
sábado, outubro 26, 2024
SWYTCH BIKE - DEPOIS DA RODA DE CONVERSAS, CONVERSAS SOBRE RODAS
Quem me conhece, é quase certo que me conhece por ser um ciclista convicto. E agora sou um defensor e divulgador das bicicletas com apoio eléctrico. Aqui no Malfadado aparecem várias coisas ligadas com bicicletas, de passeios a reparações, a movimentos associativos, a boas ideias e a coisas menos boas, como o roubo das minhas bicicletas, que deixaram saudades.
Mas hoje venho aqui para falar da última boa nova: finalmente transformei as minhas melhores bicicletas em bicicletas com apoio eléctrico. Já tinha explicado tudo aqui num texto, vai fazer agora um ano, vou já copiar, mas antes aqui fica o link para as várias vezes em que uma das bicicletas que transformei foi mencionada no blogue (clicar).
Citando-me, então: "Ora, há uns anos atrás inscrevi-me num boletim de uma empresa que criou kits de adaptação das bicicletas comuns a bicicletas com apoio eléctrico. Tenho acompanhado a evolução dessa empresa e finalmente agora, que criaram um sistema ainda mais barato, resolvi avançar para a aquisição, permitindo assim transformar a minha Corratec Icebow (roda 26 de finais dos anos 90) e a minha outra roda 26, uma bicicleta de carga com um Xtra Cycle. Por cerca de 800 euros fico assim equipado com duas baterias que posso usar na mesma bicicleta, aumentando assim consideravelmente o raio de acção".
Essa empresa é a Swytch Bike, com sede em Inglaterra, e os kits chegaram, tal como previsto, em finais de Julho, com um ligeiro atraso em relação ao esperado, mas sem problemas.
Foi bem divertido fazer a montagem, porque é muito simples e rápido. O kit básico que se compra vem com a roda da frente já com o motor, só temos que mudar o nosso pneu para a nova roda, e colocar a roda no seu sítio. Na Corratec a parte do motor entrou mesmo à justa, resvés com um dos lados do garfo, que tendo amortecedores é um pouco mais largo do que o normal. Depois é só colocar a bateria no sítio que acharmos melhor e ir colocando braçadeiras nos fios ao longo do percurso. Falta apenas colocar os sensores na parte do pedal do lado oposto ao das rodas pedaleiras comutáveis. Aqui foi na Xtra Cycle, que afinal tem um eixo pedaleiro de secção circular, em vez da secção quadrangular mais comum, que foi preciso uma pequena adaptação para aquilo ficar a funcionar bem.
Depois foi experimentar logo cada uma das bicicletas, o famoso "momento de brinquedo novo". E fiquei logo muito satisfeito, satisfação que ainda se mantém até hoje, depois de vários meses de utilização.
Quando fiz a compra pedi apenas um kit com um regulador e mostrador, para ver se fazia alguma diferença, o que encareceu um pouco. O outro foi pelos mínimos, apenas a roda, a bateria e os sensores. Claro que é possível passar esse regulador de uma bicicleta para a outra, tal como as diferentes baterias que comprei (uma para deslocações de 20 Km e uma outra mais cara, para aguentar deslocações de 40 Km), mas para já ficou na Corratec.
A minha avaliação é que estes kits (optei pelos novos kits, denominados Swytch Go) são mesmo muito bons, pelas seguintes razões:
1. Relação qualidade/preço é muito boa. Não se arranja uma opção mais barata, tendo em conta a facilidade de montagem, a robustez, a garantia de compra e os desempenhos dos equipamentos.
2. A aplicação da força na roda da frente está muito bem doseada, é suave, constante e mesmo nas curvas é suave, o que faz com que se possam dispensar os sensores nos travões, que normalmente aparecem nas bicicletas eléctricas (estes sensores são opcionais nos kits Swytch Bike), e que cortam imediatamente a tracção eléctrica quando se trava, mesmo que muito ligeiramente. Estes sensores fazem toda a diferença quando a tracção é muito forte no início e se está a descrever uma curva apertada. Mas com estes kits básicos, estes sensores podem muito bem ser dispensados, pois pedalando devagar a tracção é também muito suave. Mas se alguém quiser, pode incluir no seu pedido. Eu optei por experimentar sem sensor de travão, e por acaso fiquei muito satisfeito.
3. Mesmo sem o regulador e mostrador (regula a potência da tracção e mostra o nível da bateria) os kits funcionam perfeitamente. É como está a Xtra Cycle e a regulação base equivale ao nível médio de potência (são 5 níveis), que é um nível que dá um excelente apoio ao esforço de pedalar. Com o regulador, na verdade, podemos experimentar um nível maior de potência, que se nota mais nos momentos em que passamos de estar parados, ou vamos devagarinho, e queremos ir mais depressa. Nota-se uma maior aceleração, e um arranque mais enérgico, sem fazermos mais força nas pernas.
4. O sistema de prender as baterias aos diferentes tipos de quadros de bicicletas é extremamente versátil. E é fácil pôr e tirar a bateria, o que facilita poder levar para casa para carregar, mas também retirar quando se estaciona em qualquer lado, para não ser roubada. E é um sistema em que a bateria fica solidamente agarrada ao quadro.
5. Todo o equipamento tem bons acabamentos, é bastante robusto e será durável, em utilização normal, claro está. O carregador/transformador é também compacto e não muito pesado, com cabos de dimensões muito satisfatórias.
6. A carga das baterias aguenta muito bem, até porque usando as mudanças da bicicleta, sem fazer grande esforço, consegue-se ir pedalando e poupa muito na descarga da bateria. Fazendo uma utilização em que se queira poupar e chegar mais longe com uma carga, mesmo sem fazendo grande esforço, acho que se podem fazer facilmente 50 Km e 25 Km respectivamente, com cada uma das baterias que instalei. Isto no meu caso, que sou um "peso pluma". Quem optar por instalar numa bicicleta de corrida, mais leve e rodas fininhas, imagino que consiga facilmente fazer 65 Km e 30 Km respectivamente.
7. Se a opção for o kit mais simples, sem regulador/mostrador, pode-se verificar o nível da bateria na própria bateria, tens uns leds indicadores, mesmo ao lado de um botão de ligar / desligar, o qual também funciona muito bem.
8. Por último, a vantagem de mais gente poder optar por este sistema Swytch Go, é alguém pretender fazer uma viagem maior, num fim-de-semana, ou nuns dias quaisquer, poder pedir aos amigos as suas baterias emprestadas, aumentando a quilometragem que pode fazer entre pontos de carregamento. Mas para já ainda não conheço ninguém que tenha feito esta opção...
A única coisa que posso apontar ao funcionamento do apoio à pedalada é pouco importante. Mas nota-se bastante: quando atingimos o limite de velocidade máximo imposto pela legislação de segurança rodoviária, por exemplo numa descida mais acentuada, o motor deixa de ajudar. E quando retomamos a pedalada, demora um pouco a reagir e a voltar a dar força. Ou seja, sentimos que a velocidade vai um bocado mais lenta e vamos um bocado mais em esforço, até que se sente o tal apoio ao pedalar e a velocidade de cruzeiro volta ao normal.
sexta-feira, outubro 25, 2024
A MINHA PRIMEIRA "RODA DE CONVERSAS", NA VERSÃO "FEMINISMO PARA TOD@S" - "GENTE DA NOSSA TERRA", CANTANHEDE
Ontem à noite lá dei um saltinho a Cadima, ao espaço Lúcia-lima, para participar numa roda de conversas, incluída no programa Gente da Nossa Terra 2024. Dedicado a António Taboeira, fazia sentido o tema desta roda: a vida das mulheres e das crianças que ficavam na Gândara, enquanto os homens iam invernar a trabalhar para o sul, eles, os "caramelos" (que deram origem à sopa caramela, na região de Setúbal, versão que chegou até hoje, a qual, na sua origem, mais não era que uma sopa à lavrador aqui da Gândara).
Foi a segunda iniciativa em que participei, depois daquela que aqui referi há uns dias, na Praia da Tocha. Está de parabéns a Câmara Municipal de Cantanhede, que nesta parte da cultura continua a ir à frente de muitos outros municípios da zona. E quem faz a programação deste programa, que se repete a cada ano com uma personalidade local diferente como tema central, está também muito bem. É este um excelente trabalho que leva a cultura de forma descentralizada a todo o concelho. Iniciativas variadas e quase sempre recorrendo à prata da casa, mas sempre interessante e com pessoas a marcarem presença, numa demonstração de sobrevivência da sociedade civil, em tempos de cada um por si, e em sua casa, de preferência (link para a página da CM Cantanhede onde se explica a actividade e com ligação para o programa total).
A sobrinha é uma das 4 amigas que de forma informal organizam estas rodas de conversas. Procuram pessoas que possam testemunhar sobre o assunto que querem explorar, depois arranjam um local, e depois divulgam. A base é o feminismo, mas a roda pretende ser o mais inclusiva possível. Gosto de gente assim.
Fica ainda o registo de ter revisto e falado com uma amiga recente, de Cantanhede, que se dedica às fotos e a outras coisas das culturas. No final ainda me disse que tinha já ajudado o Manuel Capela (jovem agricultor que perdeu quase toda a sua exploração de agricultura biológica nos fogos de Baião)(clicar aqui para página de Facebook), pois tinha visto o seu apelo numa publicação minha. Gosto mesmo de gente assim.




















