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sábado, outubro 26, 2024

SWYTCH BIKE - DEPOIS DA RODA DE CONVERSAS, CONVERSAS SOBRE RODAS

 Quem me conhece, é quase certo que me conhece por ser um ciclista convicto. E agora sou um defensor e divulgador das bicicletas com apoio eléctrico. Aqui no Malfadado aparecem várias coisas ligadas com bicicletas, de passeios a reparações, a movimentos associativos, a boas ideias e a coisas menos boas, como o roubo das minhas bicicletas, que deixaram saudades.

Mas hoje venho aqui para falar da última boa nova: finalmente transformei as minhas melhores bicicletas em bicicletas com apoio eléctrico. Já tinha explicado tudo aqui num texto, vai fazer agora um ano, vou já copiar, mas antes aqui fica o link para as várias vezes em que uma das bicicletas que transformei foi mencionada no blogue (clicar).

Citando-me, então: "Ora, há uns anos atrás inscrevi-me num boletim de uma empresa que criou kits de adaptação das bicicletas comuns a bicicletas com apoio eléctrico. Tenho acompanhado a evolução dessa empresa e finalmente agora, que criaram um sistema ainda mais barato, resolvi avançar para a aquisição, permitindo assim transformar a minha Corratec Icebow (roda 26 de finais dos anos 90) e a minha outra roda 26, uma bicicleta de carga com um Xtra Cycle. Por cerca de 800 euros fico assim equipado com duas baterias que posso usar na mesma bicicleta, aumentando assim consideravelmente o raio de acção".

Essa empresa é a Swytch Bike, com sede em Inglaterra, e os kits chegaram, tal como previsto, em finais de Julho, com um ligeiro atraso em relação ao esperado, mas sem problemas.

Foi bem divertido fazer a montagem, porque é muito simples e rápido. O kit básico que se compra vem com a roda da frente já com o motor, só temos que mudar o nosso pneu para a nova roda, e colocar a roda no seu sítio. Na Corratec a parte do motor entrou mesmo à justa, resvés com um dos lados do garfo, que tendo amortecedores é um pouco mais largo do que o normal. Depois é só colocar a bateria no sítio que acharmos melhor e ir colocando braçadeiras nos fios ao longo do percurso. Falta apenas colocar os sensores na parte do pedal do lado oposto ao das rodas pedaleiras comutáveis. Aqui foi na Xtra Cycle, que afinal tem um eixo pedaleiro de secção circular, em vez da secção quadrangular mais comum, que foi preciso uma pequena adaptação para aquilo ficar a funcionar bem.





Depois foi experimentar logo cada uma das bicicletas, o famoso "momento de brinquedo novo". E fiquei logo muito satisfeito, satisfação que ainda se mantém até hoje, depois de vários meses de utilização.

Quando fiz a compra pedi apenas um kit com um regulador e mostrador, para ver se fazia alguma diferença, o que encareceu um pouco. O outro foi pelos mínimos, apenas a roda, a bateria e os sensores. Claro que é possível passar esse regulador de uma bicicleta para a outra, tal como as diferentes baterias que comprei (uma para deslocações de 20 Km e uma outra mais cara, para aguentar deslocações de 40 Km), mas para já ficou na Corratec.







A minha avaliação é que estes kits (optei pelos novos kits, denominados Swytch Go) são mesmo muito bons, pelas seguintes razões:

1. Relação qualidade/preço é muito boa. Não se arranja uma opção mais barata, tendo em conta a facilidade de montagem, a robustez, a garantia de compra e os desempenhos dos equipamentos.

2. A aplicação da força na roda da frente está muito bem doseada, é suave, constante e mesmo nas curvas é suave, o que faz com que se possam dispensar os sensores nos travões, que normalmente aparecem nas bicicletas eléctricas (estes sensores são opcionais nos kits Swytch Bike), e que cortam imediatamente a tracção eléctrica quando se trava, mesmo que muito ligeiramente. Estes sensores fazem toda a diferença quando a tracção é muito forte no início e se está a descrever uma curva apertada. Mas com estes kits básicos, estes sensores podem muito bem ser dispensados, pois pedalando devagar a tracção é também muito suave. Mas se alguém quiser, pode incluir no seu pedido. Eu optei por experimentar sem sensor de travão, e por acaso fiquei muito satisfeito.

3. Mesmo sem o regulador e mostrador (regula a potência da tracção e mostra o nível da bateria) os kits funcionam perfeitamente. É como está a Xtra Cycle e a regulação base equivale ao nível médio de potência (são 5 níveis), que é um nível que dá um excelente apoio ao esforço de pedalar. Com o regulador, na verdade, podemos experimentar um nível maior de potência, que se nota mais nos momentos em que passamos de estar parados, ou vamos devagarinho, e queremos ir mais depressa. Nota-se uma maior aceleração, e um arranque mais enérgico, sem fazermos mais força nas pernas.

4. O sistema de prender as baterias aos diferentes tipos de quadros de bicicletas é extremamente versátil. E é fácil pôr e tirar a bateria, o que facilita poder levar para casa para carregar, mas também retirar quando se estaciona em qualquer lado, para não ser roubada. E é um sistema em que a bateria fica solidamente agarrada ao quadro.

5. Todo o equipamento tem bons acabamentos, é bastante robusto e será durável, em utilização normal, claro está. O carregador/transformador é também compacto e não muito pesado, com cabos de dimensões muito satisfatórias.

6. A carga das baterias aguenta muito bem, até porque usando as mudanças da bicicleta, sem fazer grande esforço, consegue-se ir pedalando e poupa muito na descarga da bateria. Fazendo uma utilização em que se queira poupar e chegar mais longe com uma carga, mesmo sem fazendo grande esforço, acho que se podem fazer facilmente 50 Km e 25 Km respectivamente, com cada uma das baterias que instalei. Isto no meu caso, que sou um "peso pluma". Quem optar por instalar numa bicicleta de corrida, mais leve e rodas fininhas, imagino que consiga facilmente fazer 65 Km e 30 Km respectivamente.

7. Se a opção for o kit mais simples, sem regulador/mostrador, pode-se verificar o nível da bateria na própria bateria, tens uns leds indicadores, mesmo ao lado de um botão de ligar / desligar, o qual também funciona muito bem.

8. Por último, a vantagem de mais gente poder optar por este sistema Swytch Go, é alguém pretender fazer uma viagem maior, num fim-de-semana, ou nuns dias quaisquer, poder pedir aos amigos as suas baterias emprestadas, aumentando a quilometragem que pode fazer entre pontos de carregamento. Mas para já ainda não conheço ninguém que tenha feito esta opção...

A única coisa que posso apontar ao funcionamento do apoio à pedalada é pouco importante. Mas nota-se bastante: quando atingimos o limite de velocidade máximo imposto pela legislação de segurança rodoviária, por exemplo numa descida mais acentuada, o motor deixa de ajudar. E quando retomamos a pedalada, demora um pouco a reagir e a voltar a dar força. Ou seja, sentimos que a velocidade vai um bocado mais lenta e vamos um bocado mais em esforço, até que se sente o tal apoio ao pedalar e a velocidade de cruzeiro volta ao normal.




Desde que instalei os kits já estou farto de andar por aí, e estou plenamente satisfeito. Nos inquéritos de satisfação de algumas empresas perguntam sempre: recomendaria estes kits Swytch Bike aos amigos? Acho que a resposta está dada! Inscrevam-se já (link para o site aqui), façam como eu, e vão pensando e avaliando, porque a inscrição não obriga a comprar na primeira oportunidade. Eu acho que estive inscrito desde 2021 e só agora me decidi. Em boa hora.




sábado, agosto 13, 2011

Xtra cycle EM ACÇÃO

De BICICLETAS

Para ver só esta foto clicar em cima dela, mas para ver mais fotos das minhas bicicletas, clicar em cima de "BICICLETAS" que vai para o meu álbum PICASA on line. Lá mais para o fim aparecem algumas fotos tiradas hoje, com o Xtra cycle preparado para a luta!

sábado, novembro 18, 2023

BICICLETA(S) ELÉCTRICA(S)

 Há que acompanhar os tempos. E os novos tempos são de mudança para modos de deslocação sustentáveis. Como as novas e mais bem equipadas bicicletas eléctricas ficam muito caras para o panorama de rendimento dos portugueses, há que procurar alternativas. Uma boa bicla eléctrica dobrável (como esta aqui, uma Fiido, link para uma análise crítica) vai para lá dos 1500 euros. Vai daí comprei no Continente uma Berg, que traz o motor na roda da frente, e candidatei a compra ao Fundo Ambiental. Ficou-me em 445 euros, um preço muito competitivo, mas vem sem luzes de presença e sem travões de disco. E não doseia bem a energia, tornando-se muito lenta. Um dia vai para um entendido, para regular melhor aquilo e dar-lhe essa resposta que a bicicleta merece, pois está bonita em design e muito funcional para uma utilização diária. E vamos lá ver se o Fundo Ambiental comparticipa, assim poderia abater cerca de 200 euros, pelas minhas contas, ficando com ela por 250 euros aproximadamente.


Ora, há uns anos atrás inscrevi-me num boletim de uma empresa que criou kits de adaptação das bicicletas comuns a bicicletas com apoio eléctrico. Tenho acompanhado a evolução dessa empresa e finalmente agora, que criaram um sistema ainda mais barato, resolvi avançar para a aquisição, permitindo assim transformar a minha Corratec Icebow (roda 26 de finais dos anos 90) e a minha outra roda 26, uma bicicleta de carga com um Xtra Cycle. Por cerca de 800 euros fico assim equipado com duas baterias que posso usar na mesma bicicleta, aumentando assim consideravelmente o raio de acção, e tenho também mais duas bicicletas para diferentes tipos de deslocação com apoio eléctrico. Ou seja, por muito menos do que o preço de uma boa bicicleta eléctrica dobrável, ficamos equipados aqui em casa com uma dobrável menos má, mas muito funcional, e com duas biclas roda 26 que dão para passeios e trabalhos e idas às compras e transportar pessoas à boleia. E sempre reutilizando bicicletas que já tínhamos, adquirindo apenas uma nova, para assim ficarmos com duas bicicletas dobráveis que possamos meter no comboio ou no carro e ir conhecer outras cidades de forma mais eficiente e agradável.


A minha primeira bicicleta eléctrica dobrável fez já milhares de Km, já transportou tudo e mais alguma coisa, depois partiu-se uma parte da dobradiça, desmontei-a toda para mandar soldar, mas o tempo foi passando e finalmente um amigo agarrou naquilo tudo e sem soldar conseguiu recriar um sistema de dobragem mais difícil de desmontar, mas que está muito mais sólido. A bicicleta continua a andar por aí e a cumprir com a sua função de ajudar quem precisa de apoio às suas deslocações diárias, acumulando Km. Por estes dias dei umas voltas nela e de facto foi uma excelente compra (link para a notícia da compra aqui no Malfadado, clicar).

quarta-feira, setembro 18, 2013

CAMPANHA PARA AS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS

Já começou. A minha Xtra Cycle já está preparada, com uma aparelhagem sonora e bandeiras a condizer. Aqui nesta foto
uma visita à feira de Calvão. Vamos lá ver como vai correr a campanha... e se as minhas pernas aguentam!!!
E não, a foto não é uma montagem, é mesmo uma bandeira do PS. É que no concelho de Vagos há muito pouca participação cívica, e o PS conseguiu reunir muitos independentes e pessoas de várias frentes de luta e constituir listas para todas as freguesias. Para fazer frente a um PSD que tem sempre muitos votos por aqui (sim este é o concelho onde o Cavaco teve maior percentagem quando foi eleito para presidente pela primeira vez). Eu também fui convidado para pertencer à lista para a união das freguesias de Vagos e Sto António, e não disse que não... só pedi para ver se arranjavam outra pessoa que não eu. Mas não arranjaram e pronto! Lá tive que suspender o meu mandato de dirigente do Núcleo de Aveiro da Quercus, o qual voltará logo a seguir às eleições, uma vez que não estou em posição elegível. Sou do BE mas não sou sectário!

quinta-feira, dezembro 05, 2013

RECOLHA DE LENHAS

Terminou hoje a recolha de lenhas para alimentar os nossos recuperadores de calor. Aqui ficam as fotos, da pilha que juntei, e da última carga transportada no Xtra Cycle. Quase toda esta lenha foi cortada e transportada sem gastar gasolina!


sábado, agosto 10, 2013

MENOS UM RESIDENTE NO CANIL DA GATICÃO

Partilhei no Facebook umas fotos de umas cadelinhas que foram abandonadas ainda pequenas e posteriormente recolhidas pela Gaticão. Perguntei se alguém estaria interessado em ficar com alguma delas, pois já estavam no canil há mais de um mês e ninguém ainda as tinha adotado. E a Irene escolheu uma, ficando eu de cumprir o que tinha anunciado no Facebook: treinar minimamente a cadelica. Fui buscá-la com a minha bicicleta de Xtra-cycle, aqui fica a foto à saída do canil (que continua sobrelotado e a precisar de mais Irenes que aproveitem a minha oferta de treinar e levar a casa).
Em princípio vou entregá-la à Irene no próximo Domingo, dia 18, porque vamos participar no Andanças e podemos passar em Castelo Branco, onde mora a Irene.

segunda-feira, agosto 19, 2024

ONTEM - MIL E UMA COISAS

 Há dias cheios, ontem foi um deles. Hoje é um novo dia, que ficará aqui no Malfadado com links variados que tinha aqui guardados para partilhar com os leitores.

A noite acabou com uma tripa quentinha, seguida de um animado concerto com o Buba Espinho em sexteto, um bocado do calor humano do Alentejo, na noite húmida e fresca da Gafanha da Nazaré. Um Festival do Bacalhau bem organizado, com variedade de expositores locais, muitas actividades, em que estiveram muito bem a Câmara Municipal e as associações locais.

Um dos links para partilhar era de um vídeo do António Luís Campos, sobre o caminho português da costa, dos Camiños de Santiago. Mas fui ver se não tinha já aqui partilhado e... sim, já em 2020 (link para o Malfadado). É bom verificar que o Malfadado tem guardadas boas dicas. O caminho da costa deve passar nas Gafanhas.

Ontem passei na nossa casinha gandaresa, entre regas e controlo de ervas, há sempre coisas para fazer. O que vai ficando sempre atrasado é a actualização da página do facebook (clicar aqui para visitar), mas já tenho para aqui no computador um monte de fotos para partilhar, com a diversidade da natureza que ali prospera.

Outro dos links para partilhar com os leitores é a entrevista à jovem realizadora de cinema Joana Botelho. Uma entrevista com a qualidade Coffeepaste, intitulada As Primeiras Vezes de Joana Botelho (link aqui directo para a entrevista, com possibilidade de pesquisar no site outras entrevistas ou agenda cultural ou formações ou divulgação de coisas ligadas à produção cultural).

Ontem passei na Feteira e na Telhadela (Cernache, Condeixa-a-Nova), onde tenho um importante núcleo familiar herdado da São. Foi uma visita de médico, tinha combinado com o meu cunhado Rui e com a sua filha Bruna uma visita mais demorada, mas houve um imprevisto e lá tivemos que adaptar os planos e improvisar. Lá estivemos a matar saudades de tias e primos, e a aprender um pouco sobre a genealogia dos Veiga. 

Ainda aqui guardado estava uma página dedicada a Ricardo Camatti, que guardei não porque já o conhecesse quando li esta notícia (link para o blogue Bandeira Vermelha), mas porque me fez pensar em que num mundo tão grande e tão diverso, há muita e muita gente que trabalha localmente em prol do colectivo, coisa que admiro e que gosto de praticar. E achei que fazia todo o sentido uma homenagem no Malfadado a este grande defensor da justiça social.

Ontem fui a casa dos meus amigos Alexandre (do blogue amigo Acantonado - aqui ao lado esquerdo uma lista deles) e Luísa para ir montar uns pneus novos na bicla dele, antiguinha mas do tipo de corrida. Tinha a bicicleta parada há uns meses largos, por causa de um furo, e estava na hora de deixar a bicicleta impecável, pelo que optou por substituir os pneus já algo gretados por uns novos. Trabalho feito, faltam agora um calço de travão e um raio para a bicicleta ficar como nova. Ainda dei um beijinho à grande senhora Rosa Branca, já muito debilitada mas ainda de olhar bem vivo, e saí de lá com o estômago mais docinho e com pêssegos e maracujás no alforge do Xtra Cycle (que agora com o apoio eléctrico já sai mais vezes em serviço!)

O último link para partilhar é do blogue A Nossa Rádio, e anda aqui desde a Primavera. Fala sobre o Festival da Primavera na cultura chinesa, e partilha uma música do Rão Kyao com uma chinesa, Lu Yanan.

quarta-feira, outubro 23, 2013

ACIDENTES COM BICICLETA

Antes de contar tenho que dizer que não foi nada de grave, caso contrário não estaria aqui a relatar. O primeiro ia sendo grave, mas acabou por ser só um susto. Vinha eu no Domingo passado, já de noite, com luzes e tudo, e ia entrar na minha rua, vindo de uma perpendicular que desce suavemente e entronca na minha rua. E como desce suavemente, e eu vinha a pedalar bem, vinha relativamente depressa. Olhei para a esquerda a ver se vinha algum carro e nada, via livre. Abro a curva e entro na minha rua, como faço muitas vezes, sem travar, até porque sendo de noite via-se bem que também não vinham carros do lado direito, onde existe uma esquina de casa e não deixa ver nada. Confiei na visão, ao não ver luzes de automóvel, e na audição, ao não ouvir barulho de motores. E não é que nessa esquina aparece um gajo a correr, uma coisa que está mesmo na moda (e bem!!!). Ele vinha no passeio, mas como a minha rua é tipo cidade de início do Séc XX, o passeio só dá para uma pessoa e ele vinha mesmo junto à parede. Impossível ver. E ele também deve ter confiado na visão e ouvido e iniciou a travessia da rua sem parar. Trás!!! Bati com a roda da frente no pé que estava no ar depois dele passar. Nem vi nada, só vi mesmo quando bati no pé dele. Eu não parei, ele também não, eu ainda disse : Desculpe! Ele atrasou a corrida, mas não parou e assustou-se mesmo. Já de costas para ele, que ia a correr noutro sentido, ainda o ouvi dizer F.....! , com aquela entoação misto de ter levado uma pancada no pé e de ter escapado de não ter sido atropelado. E eu livrei-me de uma queda aparatosa.
O segundo acidente foi hoje. Ia de bicicleta com o meu Xtra-Cycle, ia apanhar maçãs no Lombomeão. Mas como estava a chover, tinha que me despachar. E nem tirei os óculos, pensei que a pala do boné os protegia de ficarem molhados e não me deixarem ver nada. Mas lá iam apanhando umas pingas e baixei mais a pala do boné. Baixei tanto que ia estrada fora sem conseguir ver o que estava à minha frente. E como conheço bem a rua, lá ia eu a pedalar à chuva, cabeça baixa. De repente: Trás! Nem tive tempo para travar, quando vi a carrinha branca já era tarde demais. Até saltei do selim, mas como a carrinha tinha as traseiras direitas, bati com a cara na porta traseira da carrinha (tipo Kangoo ou similar). Tinha acabado de embater numa carrinha estacionada a ocupar parte da via. A carrinha não sofreu nada (tinha uma barra de metal em vez de pára-choques, e foi aí que se deu o impacto).
E pronto, fiz uma ferida no nariz, outra dentro da boca e pouco mais. Só um bocado depois do choque é que vi que o garfo (parte que segura a roda da frente) se tinha empenado para trás. Eu fiquei em pé, curiosamente!