segunda-feira, outubro 19, 2015

ELEIÇÕES PARA A JUNTA DE FREGUESIA DE VAGOS

Este ano confirmou-se que Presidente e Secretária em exercício da Junta de Freguesia de Vagos e Santo António perdiam o mandato, por não terem cumprido com as suas obrigações no mandato anterior, quando ainda exerciam funções executivas na Junta de Freguesia de Santo António (que depois se juntou à freguesia de Vagos). Elementos de sempre do PSD, que também manda na Câmara. Vagos ficou tristemente célebre por ter sido o concelho onde Cavaco Silva teve a maior percentagem de votos. Vagos foi o concelho onde a recente coligação PaF teve a maior percentagem de votos. Os membros da Junta que perderam por força da justiça (os anos que demorou a sair sentença...) os seus mandatos favoreceram um familiar directo na adjudicação de empreitadas. Trabalhos com máquinas. Nesses trabalhos estariam possivelmente incluídos os trabalhos com máquinas que a Junta de Freguesia de Santo António fazia na manutenção de uma lixeira ilegal que a mesma Junta possuía. Essa lixeira ilegal, denunciada pela Quercus Aveiro, nunca foi devidamente investigada pelas entidades (in)competentes, tendo a própria Câmara Municipal encoberto a situação, pelo menos ao nível da comunicação social, aquando das denúncias da Quercus.
Em Vagos o PSD faz o que quer, até porque a nível regional é também o PSD que manda, e mesmo a nível nacional foi o que tivemos nos últimos anos, mesmo com o governo de Sócrates, em que os interesses do PSD eram bem protegidos.
Até quando? Vamos ter eleições no início de Novembro e eu vou votar, mas nunca no PSD!
aqui partilho este papelinho que numa manhã destas apareceu nas ruas, aquele famoso papelinho anónimo, próprio de um concelho onde as pessoas têm medo de ser oposição, para não ficarem marcadas, como costumam dizer. Auto-intitulados, estes membros de uma cidadania activa saudável, CIDADÃOS CONTRA A BATOTA. Um dia destes pode ser que cheguem a ser cidadãos contra a corrupção!

1 comentário:

Casa dos Margaças disse...

Este post tem várias omissões. Merecia uma boa investigação este caso exemplar do binómio corrupto ganhador de eleições. Porém, não é crível que nem o "jornal do regime" nem a rádio que de uma forma ou de outra anda na mão da família façam qualquer exercício de jornalismo sério. Nós, por nosso lado, temos vindo a procurar privadamente algumas informações sobre o histórico destes senhores e vamos percebendo de alguma forma porque somos um dos concelhos mais atrasados de um dos países mais atrasados da Europa.
O Fernando Julião tem um longo historial de empresário areeiro que toda a gente conhece há décadas a prejudicar o ambiente e os vizinhos. A explorar saibreiras ilegais há décadas, ganhou a animosidade dos vizinhos das propriedades por onde passou pelo facto de explorar sem limites nem respeito por estremas, caminhos ou profundidade. E por enterrar nos poços da extracção lixos mais que duvidosos. Os habitantes do lado nascente do rio podem falar na primeira pessoa, se quiserem.
O caso mais exemplar passou-se há alguns anos com o senhor a "melhorar" um caminho para permitir acesso aos seus camiões e às suas máquinas. Melhoria sem autorização de ningúem que envolveu o a rebaixa do caminho e da testeira das propriedades particulares à custa da retirada de muitos metros de saibro. O problema enrolou-se nos tribunais. A chegada do João Carlos à junta de Soza abafou o assunto, apesar de este antes dizer publicamente "ai se eles têm o azar de eu ganhar a junta!" Só perde quem tem.
Depois de ter apoiado Carlos Bento após problemas com João Rocha pelos motivos de sempre, também aqui as candeias viraram às avessas. Carlos Bento pode até não ter mais nenhum epíteto, mas é homem de cara limpa, talvez por isso tenha sobre si tantos rancores. Após umas multas, o Julião foi-se plantar de malas e bagagens no PSD, onde se impôs como candidato. Perdidas as primeiras eleições a que se candidatou, com a conivência de Rui Cruz criou uma "comissão de melhoramentos" para desviar os financiamentos camarários e a iniciativa de obras que deviam ser canalizados pela junta.
E aí começaram as obras pagas pelo dinheiro público, ordenadas por Fernando Julião e concretizadas pela sua própria empresa familiar (apesar de estar nominalmente em nome do filho). Obras em primeiro lugar para resolver problemas pessoais, começando por um caminho realizado nas traseiras das propriedades, o qual veio resolver um problema de servidão devida pelo lote da vivenda de um filho, e queao ser fechada trouxe processos em tribunal. Com o nosso dinheiro e os terrenos dos vizinhos, resolveu o seu problema e ganhou votos...
Com este bom resultado, o filme continuou e o Fernando Julião ganhou as eleições seguintes. Desde aí a junta de Santo António nunca mais adjudicou nenhuma obra publicamente. Todas foram feitas pela empresa do presidente, preços nunca se deram a conhecer e "ai, não sei porque me fizeram isto!"