O meu malfadado blogue andou desaparecido em Setembro. Não por falta de conteúdos para partilhar, apenas por falta de tempo para aqui ir escrevendo e partilhando.
aqui se narram as aventuras de um portuguesito que desde tenra idade é vítima de erros vários, mas com abertura para outros textos de reflexão e de intervenção cívica
sábado, novembro 13, 2021
quinta-feira, agosto 26, 2021
QUANDO AS PEDRAS FALAM, MAS OS REPÓRTERES SÃO SURDOS
A minha amiga Amélia Fonseca destacou a emissão deste programa "Vá dar uma curva". Link aqui. A partir do minuto 7 entram nas terras que são as minhas, concelho de Idanha-a-Nova. O percurso começa por Alpedrinha, terra fustigada pela autoestrada A23 por erro técnico e político que acompanhei na altura, quando as pessoas de Alpedrinha pediram o apoio da Quercus Castelo Branco. Processo que dava para escrever um livro irónico. Quem sabe um dia...
A moda das televisões generalistas este ano é esta: andar por aí a mostrar o nosso Portugal, divulgando e promovendo. A falta de imaginação dos que definem a programação tem destas coisas, todos, mais ou menos nos mesmos horários, andam a mostrar o Portugal que merece ser conhecido.
Nesta reportagem, lá mais para o final, dá para ver que os repórteres de imagem fizeram algo que mostra bem a falta de respeito das pessoas em geral pela conservação da natureza. Uma espécie protegida e que luta todos os dias pela comida que é muito escassa, é incomodada pelo drone da TVI e assustados têm que levantar vôo do local onde estavam a descansar e abrigados da inclemência do Sol. Enfim, as pedras falam, mas há calhaus surdos por todo o lado.
quarta-feira, agosto 25, 2021
ANTÓNIO DA CONCEIÇÃO - PINTOR DE VAGOS COM TRABALHOS DE GRANDE VISIBILIDADE
Aqui fica o link para uma apresentação deste artista, que é meu vizinho de rua. O pintor fala dele e dos seus trabalhos, video de meia hora publicado no Facebook (clicar aqui). Podem ver também trabalhos seus na sua página de Fb, ou na página da artista Sandra Ferro, que tem igualmente obras interessantes.
VIAJAR EM PORTUGAL, VIAJAR NA NET
Espetadas em pau de loureiro. Calipolense.
Num restaurante em Mértola, onde a comida até era bem confeccionada, pedi uma promissora espetada de carne de porco ibérico em pau de loureiro. Veio para a mesa e era de verdadeiro pau de loureiro. Era de carne de porco ibérico. Mas não era uma espetada convencional e foi aquele barrete: Carne fina grelhada na brasa, normal e apenas temperada com sal. E depois de grelhada foi espetada num pauzinho de loureiro. Resultado: não trouxe nada de bom à carne, e só deu trabalho ter que a desespetar. Só comparável ao barrete de um dia destes, num restaurante pertinho da Praia da Torreira (Murtosa), onde encomendámos um polvo na telha, à espera de uma coisa original, e vem para a mesa um polvo panado, que depois de frito foi colocado numa travessa de barro vidrado, de facto em forma de telha. Com a agravante da dose dupla vir na mesma travessa estreita, e não caber acompanhamento a condizer, um par de batatas e já está.
Calipolense é um natural de Vila Viçosa. Conimbricense, bracarense, flaviense, egitaniense, albicastrense, quase sempre casos em que o gentílico deriva da denominação em latim, do tempo dos romanos por terras lusas. Mas fui verificar a origem de Calipolense e na net descobri uma versão que explica e uma outra versão de um popular que deixou numa dessas plataformas colaborativas uma invenção. A invenção é clara, Calipolense deriva da denominação romana de Vila Viçosa. A explicação vem da investigação, e diz que vem do grego Calipolis, designação usada para se referir a Vila Viçosa de um historiador da época pós-medieval, que foi buscar ao grego Callum e Polis, para dizer que é uma Vila Formosa. E depois esse termo foi sendo usado e passando de geração em geração. De facto, não fazia nenhum sentido os romanos darem um nome grego a uma localidade. Já se fosse nos dias de hoje, nada me admiraria nascer uma nova povoação num qualquer país já com um nome em inglês, tal é a invasão e colonização de que somos alvo todos os dias. Everiday, you know what I mean!
Mas nem tudo é mau, e sempre haverá um reduto de resistência. Em Mértola, um restaurante e bar só serve produtos nacionais. Cocktails, isso mesmo, coquetailes, só com bebidas nacionais. Um deles só com bebidas alcoólicas produzidas abaixo do Tejo, outro com base em licor de poejo. Assim sim!
CAFÉ DAS CUMADI - AS COMADRES DA MÚSICA BRASILEIRA EM GRAVAÇÕES ÚNICAS
POUSADAS DE PORTUGAL
Com as 2 noites proporcionadas com os vouchers promo das Pousadas de Portugal na mui nobre Villa Viçoza, chegou o momento para fazer a verificação das Pousadas que conhecemos: 1 - Vila Viçosa, 2 - Arraiolos, 3 - Flor da Rosa, 4 - Alvito, 5 - Convento do Desagravo (esta já fechou por falta de acordo com os proprietários, mas ainda conta), 6 - Palmela, 7 - Ria, 8 - Amares, 9 - Alijó, 10 - Viseu e 11 - Marvão. Em 34, neste momento disponíveis, 31 aqui em Portugal e 3 nos territórios insulares.
Já os Paradores, ainda estão por estrenar.
segunda-feira, agosto 23, 2021
ECOLAND
Mais de um mês depois de ter dado novas no Malfadado, aqui estão as palavras de volta ao meu blogue. São poucas, mas antes agora, do que passar o Agosto com este espaço público às moscas. Estou sentadinho num alpendre de um alojamento turístico - que se designa Ecoland - a apanhar uma aragem fresca da manhã e a ouvir os vizinhos a falarem alentejano, e a ver um pequeno rebanho de ovelhas a restolhar nas ervas secas procurando algum pequeno-almoço. O Ecoland, com as suas bicicletas eléctricas, está situado entre Mértola e o famoso Pulo do Lobo, viemos Portugal abaixo para conhecer estas terras e estas paisagens. E valeu bem a pena. Viemos também ter uma experiência de dias quentes, pois na zona de Aveiro o Verão tem estado fresco, com um par de dias quentes muito de vez em quando. Só tem faltado é a chuva para ir regando, pelo que nas últimas semanas lá tenho passado os dias a regar nos terrenos onde andei a plantar árvores e arbustos. E vindo nós uns dias de férias, lá ficaram amigos e família a regar (aqui fica o nosso reconhecimento público), pois ainda não regressaram os dias de chuva à nossa região. E muito menos aqui ao Alentejo.
Para além das regas, estes dias pós-covid são marcados por tonturas ligeiras, que, curiosamente, todos os dias desaparecem por volta das 17 horas, só voltando depois das 21. Mas são dias úteis, pois lá andei eu a acompanhar as pequenas obras da casinha gandaresa, e a fazer alguns trabalhos de manutenção, aqui e ali. Foi também tempo para se resguardar mais do calor e tentar recuperar algum peso, longe de stresses e mais perto de bons filmes e séries, principalmente na RTP 2.
Hoje iniciamos a viagem de regresso, com um par de noites em Vila Viçosa. Com um bocadinho de sorte ainda partilho aqui umas fotos, mas tendo aqui entre mãos umas reclamações com a EDP Comercial em grande destaque, e com viagens e programas culturais alentejanos, talvez as fotos fiquem só para depois, quem sabe, um dia... quem sabe um dia os linces se vão reproduzindo e encontrando alimento, e possamos vir aqui para os observar livres na sua e nossa natureza castigada.
quinta-feira, julho 15, 2021
COLHER PARA SEMEAR É O MÁXIMO
Conheci o José Miguel Fonseca há décadas atrás. Depois fixou-se no Olival, povoação pertencente às terras de Figueiró dos Vinhos, onde ainda o visitei e à família. Ele mantém este blogue, que é muito interessante sobre a importância das sementes tradicionais. COLHER PARA SEMEAR. Não é o instrumento/talher, é do verbo da colheita.... fica aqui a referência, em dias em que não posso sequer ir regar, quanto mais recolher sementes.
CAETANO É O MÁXIMO
Até a cantar em inglês... aqui fica um youtubezinho de um canal que diz o mesmo que escrevi no título, mas em português do Brasil.... um intervalinho musical no Malfadado...
quarta-feira, julho 14, 2021
BLOGUES À SOMBRA DAS ÁRVORES
Ainda há poucos dias participei on line no encontro Caminhos de Leitura (Pombal - 2021) e agora a minha amiga e grande escritora lança um blogue para ir deixando alguns textos e ilustrações. Fica aqui o convite para seguirem este blogue, À Sombra do Jacarandá (link aqui).
terça-feira, julho 13, 2021
AS MARAVILHAS MUSICAIS DOS ENCONTROS UNIVERSAIS
TEREZA BATISTA CANSADA DE GUERRA
E pronto, ali pelos meados de Maio, acabei de ler este livro que me acompanhou umas semanas. Obra de Jorge Amado dada à estampa vai fazer 50 anos para o ano que vem. Romance que nos leva ao início do século XX ali para os lados da Bahia e Sergipe, no Brasil, e em que uma das partes em que este genial escritor dividiu a obra é bastante actual: a luta contra uma pandemia, em que a Tereza Batista teve então um papel preponderante. Todo o livro é muito bom e quando acabei, de bom grado faria a mala e partiria para o Brasil, o que acontece sempre que aprendo mais sobre este país. A capa da edição que li, a sétima, é igualzinha a esta, que apanhei aqui da 8ª edição, com um texto sobre o livro que se lê depressa e nos dá um resumo bem feito. (link aqui).
NÁUSEA E FESTA
De volta ao Malfadado, que tão deixado para trás tem estado. Como ainda estou com esta náusea que me acompanha quase desde o início dos sintomas desta gripe com o corona vírus (para memória futura fui infectado no dia 1 de Julho e os sintomas fortes começaram na noite de 5 para 6), também não me vou alongar, mas é certo que nos próximos dias vou aqui deixar as minhas reflexões. Dizem que escrever pode ajudar na resolução de problemas, pode ser que ajude a passar a náusea.
Já a festa pode prolongar-se à vontade, que é disso que bem precisamos, depois de um processo eleitoral em que se conseguiu anular o voto arregimentado e fraudulento na Quercus. Valeu bem a pena aquela que foi a minha última corrida eleitoral, em 2019, pois daí nasceu todo um movimento e junção de forças que culminaram este fim-de-semana, no dia 10 de Julho, com a eleição de novos órgãos sociais. Para memória fica também aqui o texto que partilhei no Facebook, plataforma que utilizei para mais este activismo de apelo às pessoas para participarem de forma empenhada na vida cívica: "Pois é, para ajudar a divulgar uma vaga de democracia que vai tentar arrumar a casa onde nasceram muitos dos ambientalistas que hoje andam por aí a resistir, aqui estou de volta. Depois das minhas denúncias na comunicação social, dos documentos que o "meu" conselho fiscal registou nas actas abrindo a porta à intervenção da justiça - DCIAP - veio finalmente uma auditoria forense à gestão de um déspota, de um falso e de um amigo de negociatas que beneficiou sempre pessoas à sua volta, destruindo por dentro uma organização que já foi forte. E essa auditoria vem confirmar o que eu já sabia e já tinha denunciado. Mas vem agora um momento de suprema importância para, de uma penada, se regenerar a Quercus. Se chocarem com a partilha de alguma coisa sobre esta derradeira luta pela regeneração, façam o favor de partilhar também, mesmo não sendo associados, pois a participação cívica vai para além de uma ligação institucional. Para já aqui fica o site onde podem ver um punhado de gente que dá a cara e o seu tempo para defender um património que eu, nos meus anos antes da reforma, ajudei a construir, tal como muitos amigos ao meu lado."
Agora que a luta se fez, a festa faz-se. E inscrever-se como associado da Quercus também é festejar. (link para o site aqui).
domingo, junho 20, 2021
PENSAMENTOS DE JUNHO
sábado, maio 22, 2021
OBSERVAÇÃO DE GARÇOTE
terça-feira, abril 20, 2021
ALICE ROSE - ALIVE
Há uns anos já devo ter relatado aqui no Malfadado quando assisti a uma performance fora do comum desta artista, de passagem no Imaginarius, em Santa Maria da Feira.
sexta-feira, abril 02, 2021
DIA DAS MENTIRAS
Ontem foi dia das mentiras, mas não cozinhei nenhuma nova, nem espalhei nenhuma velha. Falta de inspiração. Fica foto de 1991, em Idanha-a-Nova, na casa do enforcado.
quarta-feira, março 31, 2021
DIAS DA MULHER, DO PAI, DA PRIMAVERA, DA MUDANÇA DA HORA. NOITES CULTURAIS E LÚDICAS
sábado, março 06, 2021
ENTRADA DE MARÇO, SAÍDA DO INVERNO
Cá estou de volta às coisas que merecem uma referência aqui o Malfadado. E a mais bonita de todas está relacionada com o renascer das plantas, depois do frio e água a mais do Inverno. Pressionados por aderir à BICA (link para a página da rede no Fb) com a nossa casinha gandaresa, estreou ontem mesmo a nossa página oficial no Fb (link clicar aqui) que apresenta a casinha gandaresa e o trilho que está criado para dar a volta ao terreno que adquirimos, para asim o consagrar à defesa do ambiente: uma ilha no meio de uma guerra química e de zonas de eucaliptos. Acho que é o primeiro Eco-sítio de Portugal, e certamente é uma das poucas recuperações de casas em adobe que a transforma respeitando em grande parte a sua estrutura externa e interna, adaptando-a a uma casa de habitação 100% acessível (sem barreiras) e com níveis de conforto térmico e de humidade acima da média em casas novas. E será também a primeira em Portugal em que a recuperação se faz sem fechar a propriedade com muros ou vedações, mantendo o carácter aberto dos terrenos da zona gandaresa, permitindo a qualquer pessoa ir dar um passeio e percorrer o Trilho carriça e tritão, provando os frutos e respirando o ar puro.
Na Gândara já as árvores despontam, os salgueiros na zona mais florestal são os primeiros a arrancar, mas as ameixieras também já dão flor, enquanto os carvalhos ainda aguardam para explodir com o seu verde de esperança, e só os bogalhos pendurados vão fazendo alguma sombra sobre as ervas à volta dos bonitos troncos, ainda frágeis mas já anunciando, em promessa de vida, a bela árvore em que se vão tornar.
A beleza da Agricultura Biológica está bem patente numa entrevista que apanhei na TSF e que convido para ouvirem aqui (link para a rubrica Verdes Hábitos). São 7 minutos e meio em que uma portuguesa, meio americana e meio dinamarquesa explica como se estão a converter terrenos de guerra química em terras agrícolas. Os vinhos ainda não são de agricultura biológica, pois ainda estão em conversão, mas pelos preços já parecem. Se quiserem beber vinhos de grande qualidade e exclusividade, apoiando assim um projecto de futuro, comprem nacional aqui na loja das Cortes de Cima (link), alguns vinhos poderão estar com preços de promoção. E também produzem bom azeite. Mas preparem o cartão de crédito!!!!
Já plantei as últimas árvores este ano, levei-as para um pinhal de família na zona de Nelas. Foi um ano de fracas plantações, mas também semeei uns carvalhos aqui perto de Vagos, enterrando umas bolotas aqui e ali, dois ou três já os vi a espreitar com as primeiras folhas, ainda muito junto ao solo. Ainda sobraram umas nespereiras que nasceram fora do sítio, e uns loendros para levar para o Cabeço Santo, se calhar um dia destes vou para lá, com a minha pá, e coloco-os todos misturados, sabendo de antemão que vou ter que lá voltar para os regar nos primeiros dois anos, para garantir que enraízam devidamente e depois se aguentam para a eternidade (se não vier um fogo muito destrutivo entretanto, que faça um reset na eternidade).




