Pois muito bem! Uns dias muito atarefados, muitas vezes longe do computador, outras vezes perto, mas dedicando o tempo a actualizar os emilios recebidos e a actualizar a leitura dos blogues amigos.
Nestes dias de fim do Verão, já com muita chuva que caíu, actualizando a humidade na terra, mas com temperaturas muito agradáveis, aqui continuo a andar de sandálias quando já toda a gente usa sapatos. Dizia-me o Nuno, quando um destes dias estive lá em casa a visitá-lo e à Xana, aproveitando para actualizar o crescimento do Sandro e do Dinis, que quem me visse assim, num dia de chuva e de sandálias, pensaria que era uma questão de doença nos pés. Uma prova de que as aparências enganam, pois como foi uma decisão minha, andar de sandálias até Novembro, se for doença é mesmo na cabeça!!! É que as temperaturas são ainda bem amenas e antigamente as pessoas não usavam sapatos durante o ano todo, e assim ando bem mais leve, o que é importante para as minhas costas.
Ainda não escrevi neste blogue sobre as minhas costas?? Um dia, com mais tempo, posso explicar. Actualmente estou a fazer um tratamento natural, que deve ser feito nesta altura da queda da folha das árvores, tratamento este cujo resultado só se verá passados uns meses de terminada a administração de tisanas e xaropes à base de produtos naturais. Eu sei que resulta porque já o fiz uma vez, a ideia é reforçar os pontos fracos do organismo. Vamos lá ver se também resulta para a visão, porque ando a ver mesmo mal.
Por falar em médicos, queria ver se um destes dias comentava aqui uma frase que ouvi de uma médica, a propósito de proporcionar aos doentes dependentes de terceiros boas condições para terem uma vida o mais normal possível: "é muito mais fácil tratar de doentes que se dão à doença". Isto porque andava com a São, que já actualizou o www.saoveiga.com , a ver se lhe resolviamos um problema vital, mas ao mesmo tempo fazíamos uns "test drives" e continuamos a passear por aqui ou por ali.
Do meu processo no tribunal nada de muito novo para actualizar, há que saber esperar, entrou na semana passada a acção no Supremo sobre as duas sentenças contraditórias, vamos lá ver o que resulta dali.
Ontem foi actualizada a hora, recuperando a hora roubada no início do ano.
E por hoje é tudo, mantenham-se actuais!
aqui se narram as aventuras de um portuguesito que desde tenra idade é vítima de erros vários, mas com abertura para outros textos de reflexão e de intervenção cívica
segunda-feira, outubro 30, 2006
terça-feira, setembro 19, 2006
MARCHA PELO EMPREGO, CONTRA O DESEMPREGO
Parece-me que prometi pôr aqui umas fotografias, mas mudei de ideias. Vou só relatar, fico-me pelas grafias! Quem quiser ver imagens tem sempre www.esquerda.net à disposição. A minha participação nesta Marcha resumiu-se a dez dias, saindo de Coimbra em direcção a Braga, de autocarro, e voltando a Coimbra no mesmo autocarro, mas com alguns passeios pelo meio, marchando num grupo muito bem organizado, sempre com cerca de 100 pessoas, passando em várias terras e terrinhas, visitando alguns exemplos onde a questão laboral é notícia, por bons ou maus motivos.
As minhas dormidas estenderam-se entre a Pousada de Juventude de Guimarães (muito boa, bonita e bem localizada), a casa na Maia do Jorge, Guida, Inês, Diogo e David Meireles, a Pousada de Juventude do Porto e a casa bem acolhedora da Henrique, em Ovar. Estas dormidas eram muito importantes para recuperar do esforço de cada dia, se bem que os trajectos a pé não eram demasiado grandes, mas com comícios à noite e com o muito Sol que apanhávamos a canseira era sempre grande, até porque era preciso levantar cedo para iniciar um novo dia.
O novo dia iniciava-se na companhia da Olga, que foi a minha mestra de Tai Chi todas as manhãs. Depois um pequeno almoço e toca a marchar.
Com uma organização impecável, nunca faltaram os abastecimentos de água, fruta e barras de cereais durante as caminhadas, e nunca mais me esqueço do André a verificar se todos estavam protegidos do Sol, apanhando-me em flagrante vermelhidão por não ter posto protector solar no pescoço.
As refeições, sempre muito importantes para manter o moral dos marchantes elevado, não estavam mal de todo, só os vegetarianos tinham mais razões de queixa. Apesar de nunca me terem aceite o oferecimento de voluntariado para ajudar na parte da alimentação, muito antes do início da Marcha, consegui que em três das cozinhas onde eram feitas as refeições me deixassem ajudar a fazer o jantar para os vegetarianos, tendo tido algum sucesso, se bem que no último jantar o soufflé não insuflasse nada. Coisas de receitas mal explicadas...
A minha bandeira, desta vez uma pequena bandeira com o logotipo da Marcha, andou sempre comigo, até que em Coimbra a passei ao Henrique, que ia até Lisboa, marchando mais uma semana. Por andar sempre com a bandeira escusei-me a distribuir os panfletos onde se apresentava a Marcha, só ocasionalmente o fiz, mas também porque vi lá muita malta com boa energia para o fazer, desde o já citado André, passando pela Lia, até aos mais conhecidos Alda Macedo, Ana Drago e Francisco Louçã.
Em termos políticos acho que foi uma excelente acção, mostrámos que baixar os braços não é alternativa para nada. Com uma organização pensada ao mais ínfimo pormenor, com os elementos da organização incansáveis e com uma boa receptividade nos locais onde íamos caminhando, confirmada pelas excepções daqueles que diziam com ar de chateados (por nos verem em acção) - Querem trabalho venham aqui, que tenho muita terra para lavrar!!!, com tudo isto, esta Marcha foi um grande sucesso!
Só tenho a confessar que faltei no Domingo à chegada a Lisboa, apesar de andar por aquelas bandas, mas outras actividades ocuparam as minhas horas livres. Um reencontro com os amigos que encontrei pela primeira vez, ou reencontrei nesta Marcha, acontecerá noutra oportunidade! No final fico sempre com a sensação que poderia ter havido mais participantes, pois foi uma experiência que poderia enriquecer muita gente que anda por aí desocupada, mas em Portugal somos assim, mestres em perder boas oportunidades!
As minhas dormidas estenderam-se entre a Pousada de Juventude de Guimarães (muito boa, bonita e bem localizada), a casa na Maia do Jorge, Guida, Inês, Diogo e David Meireles, a Pousada de Juventude do Porto e a casa bem acolhedora da Henrique, em Ovar. Estas dormidas eram muito importantes para recuperar do esforço de cada dia, se bem que os trajectos a pé não eram demasiado grandes, mas com comícios à noite e com o muito Sol que apanhávamos a canseira era sempre grande, até porque era preciso levantar cedo para iniciar um novo dia.
O novo dia iniciava-se na companhia da Olga, que foi a minha mestra de Tai Chi todas as manhãs. Depois um pequeno almoço e toca a marchar.
Com uma organização impecável, nunca faltaram os abastecimentos de água, fruta e barras de cereais durante as caminhadas, e nunca mais me esqueço do André a verificar se todos estavam protegidos do Sol, apanhando-me em flagrante vermelhidão por não ter posto protector solar no pescoço.
As refeições, sempre muito importantes para manter o moral dos marchantes elevado, não estavam mal de todo, só os vegetarianos tinham mais razões de queixa. Apesar de nunca me terem aceite o oferecimento de voluntariado para ajudar na parte da alimentação, muito antes do início da Marcha, consegui que em três das cozinhas onde eram feitas as refeições me deixassem ajudar a fazer o jantar para os vegetarianos, tendo tido algum sucesso, se bem que no último jantar o soufflé não insuflasse nada. Coisas de receitas mal explicadas...
A minha bandeira, desta vez uma pequena bandeira com o logotipo da Marcha, andou sempre comigo, até que em Coimbra a passei ao Henrique, que ia até Lisboa, marchando mais uma semana. Por andar sempre com a bandeira escusei-me a distribuir os panfletos onde se apresentava a Marcha, só ocasionalmente o fiz, mas também porque vi lá muita malta com boa energia para o fazer, desde o já citado André, passando pela Lia, até aos mais conhecidos Alda Macedo, Ana Drago e Francisco Louçã.
Em termos políticos acho que foi uma excelente acção, mostrámos que baixar os braços não é alternativa para nada. Com uma organização pensada ao mais ínfimo pormenor, com os elementos da organização incansáveis e com uma boa receptividade nos locais onde íamos caminhando, confirmada pelas excepções daqueles que diziam com ar de chateados (por nos verem em acção) - Querem trabalho venham aqui, que tenho muita terra para lavrar!!!, com tudo isto, esta Marcha foi um grande sucesso!
Só tenho a confessar que faltei no Domingo à chegada a Lisboa, apesar de andar por aquelas bandas, mas outras actividades ocuparam as minhas horas livres. Um reencontro com os amigos que encontrei pela primeira vez, ou reencontrei nesta Marcha, acontecerá noutra oportunidade! No final fico sempre com a sensação que poderia ter havido mais participantes, pois foi uma experiência que poderia enriquecer muita gente que anda por aí desocupada, mas em Portugal somos assim, mestres em perder boas oportunidades!
sexta-feira, setembro 15, 2006
JUSTIÇA SUPREMA
Aqui vai, na primeira pedrada, o texto preparatório que acabei de escrever hoje, para pôr uma acção no Supremo Tribunal de Justiça. Claro que estou à espera de uma verdadeira barreira burocrática na aceitação da acção, pelo que no início a minha advogada vai ter que fundamentar bem o pedido, que espero esteja pronto até ao final do mês. Quando o texto estiver pronto, devidamente moderado e corrigido, segue para o STJ, mas não o ponho aqui, por causa do famigerado segredo de justiça. Fica aqui para já o resultado do meu trabalho, só para dar uma ideia...
sexta-feira, setembro 01, 2006
MARCHA CONTRA O DESEMPREGO
Aqui vou eu, parto dentro de momentos, para esta iniciativa de motivação política verdadeiramente popular. É uma organização do Bloco de Esquerda, eu vou desde o início, em Braga, até Coimbra, no dia 10.
Há mais de 20 anos atrás, eu e o Guilherme inscrevemo-nos na mesma Marcha, organizada pela CGTP, uma experiência inesquecível, partindo de Coimbra e chegando a Lisboa. Desta vez estou inscrito para o trajecto do Norte, sempre será mais fresco.
Para além da diferença na designação, agora esta marcha não é contra nada, é a favor do emprego (as pessoas agora acham melhor não ser contra nada, se bem que vai dar ao mesmo), parece que esta coisa tem uma organização mais planeada, já não vamos comer em pratos de plástico, temos refeições em restaurante a 5 euros, com hipótese de escolher comida vegetariana. Nada mau! Mas perde-se um pouco o espírito de aventura, parece tudo muito urbano.
Assim que possa faço aqui as minhas crónicas, não levo máquina de fotos mas depois tiro algumas com a máquina de alguém que me empreste.
Há mais de 20 anos atrás, eu e o Guilherme inscrevemo-nos na mesma Marcha, organizada pela CGTP, uma experiência inesquecível, partindo de Coimbra e chegando a Lisboa. Desta vez estou inscrito para o trajecto do Norte, sempre será mais fresco.
Para além da diferença na designação, agora esta marcha não é contra nada, é a favor do emprego (as pessoas agora acham melhor não ser contra nada, se bem que vai dar ao mesmo), parece que esta coisa tem uma organização mais planeada, já não vamos comer em pratos de plástico, temos refeições em restaurante a 5 euros, com hipótese de escolher comida vegetariana. Nada mau! Mas perde-se um pouco o espírito de aventura, parece tudo muito urbano.
Assim que possa faço aqui as minhas crónicas, não levo máquina de fotos mas depois tiro algumas com a máquina de alguém que me empreste.
terça-feira, agosto 22, 2006
DEPRIMENTE
Na passada sexta-feira tive a oportunidade de presenciar uma festa popular em Proença-a-Velha, concelho de Idanha-a-Nova. O interior deprimido deste País, mas pior que deprimido é ser deprimente, e, depois daquela noite, não vejo grandes esperanças de se poder inverter a situação.
Lá fomos já de noite, chegámos e já lá estava uma pequena multidão, os que tinham ali ido jantar e os que tinham jantado cedo em suas casas. A cabeça de cartaz era o espectáculo da "Ti Maria da Peida". Mas antes havia um grupo de baile, vindo do Seixal, os "4ª Audição". Nem vos quero contar aqui como foi, porque não vos quero deprimir. O grupo de baile até estava bom, muito profissionais, músicas populares, a malta a dançar umas rebaldeiras (eu também, pois claro!), mas chegou a vez do "espectáculo", da Ti Maria, um travesti de uma senhora de idade. Para desabafar vou escrever nas "piadinhas e torradinhas" sobre este espectáculo, que juntou uma multidão que foi chegando e que ficaram ali do princípio ao fim de uma demonstração que nem era teatro, nem música (a música era gravada), nem comédia. Não era nada, mas as pessoas riam e participavam. Passada quase uma hora viemos embora, presumo que já no final, a meio de mais um playback. Quando estive em Vilar de Mouros há uns valentes anitos atrás, lembro-me dos espectadores terem feito dois grupos abandonar o palco, uns foram os Roxigénio, os outros os Young Marble Giants, só com vaias e gritos de Rua! Rua! Rua! Mas ali parecia que estavam a gostar. É verdade que não se pagava nada, só estava ali quem queria, mas aquilo era um insulto à inteligência das pessoas e ninguém reagiu. Será porque viram "aquilo" como um louvor à sua falta de inteligência?
Lá fomos já de noite, chegámos e já lá estava uma pequena multidão, os que tinham ali ido jantar e os que tinham jantado cedo em suas casas. A cabeça de cartaz era o espectáculo da "Ti Maria da Peida". Mas antes havia um grupo de baile, vindo do Seixal, os "4ª Audição". Nem vos quero contar aqui como foi, porque não vos quero deprimir. O grupo de baile até estava bom, muito profissionais, músicas populares, a malta a dançar umas rebaldeiras (eu também, pois claro!), mas chegou a vez do "espectáculo", da Ti Maria, um travesti de uma senhora de idade. Para desabafar vou escrever nas "piadinhas e torradinhas" sobre este espectáculo, que juntou uma multidão que foi chegando e que ficaram ali do princípio ao fim de uma demonstração que nem era teatro, nem música (a música era gravada), nem comédia. Não era nada, mas as pessoas riam e participavam. Passada quase uma hora viemos embora, presumo que já no final, a meio de mais um playback. Quando estive em Vilar de Mouros há uns valentes anitos atrás, lembro-me dos espectadores terem feito dois grupos abandonar o palco, uns foram os Roxigénio, os outros os Young Marble Giants, só com vaias e gritos de Rua! Rua! Rua! Mas ali parecia que estavam a gostar. É verdade que não se pagava nada, só estava ali quem queria, mas aquilo era um insulto à inteligência das pessoas e ninguém reagiu. Será porque viram "aquilo" como um louvor à sua falta de inteligência?
INCENDIÁRIOS? ONDE?
Soube esta história, mais do que verídica, porque foi relatada por um amigo que participou nesta verdadeira aventura da estupidez e do exagero em Portugal. Este meu amigo é técnico do Ministério da Agricultura, e por pertencer à minoria dos que gostam de trabalhar no campo, e de ver os utentes dos serviços públicos satisfeitos e bem servidos, podem imaginar os problemas que os seus superiores lhe arranjam. Não foi este o caso. Esta história é mais parecida com aquilo que eu vivi, quando era agricultor a tempo inteiro.
Para desenvolver uma agricultura de ocupação do mundo rural, em colaboração com uma junta de freguesia, este meu amigo ajudou ao estabelecimento de um pequeno agricultor, na vertente da caprinicultura, tendo em vista um regresso de rebanhos a terrenos abandonados de montanha, com a revitalização do mundo rural e uma efectiva ajuda na prevenção dos fogos florestais.
Como a história, para ser bem contada, é um pouco longa, vou acabá-la na primeira pedrada, para os interessados poderem saber o seu final irónico.
Para desenvolver uma agricultura de ocupação do mundo rural, em colaboração com uma junta de freguesia, este meu amigo ajudou ao estabelecimento de um pequeno agricultor, na vertente da caprinicultura, tendo em vista um regresso de rebanhos a terrenos abandonados de montanha, com a revitalização do mundo rural e uma efectiva ajuda na prevenção dos fogos florestais.
Como a história, para ser bem contada, é um pouco longa, vou acabá-la na primeira pedrada, para os interessados poderem saber o seu final irónico.
quarta-feira, agosto 16, 2006
QUANDO A CULTURA NÃO É RENTÁVEL
Vem este escrito a propósito de uns privilégios que continuam em Portugal, e que são uma vergonha nacional pouco falada, como a cultura é pouco falada de um modo geral.
E o facto é o seguinte: quando vem algum nome grande da cultura mundial a Portugal, numa organização que envolva apoios do estado, ou de alguma entidade ligada ao estado, uma grande parte dos melhores lugares são reservados para convites. Depois os bilhetes esgotam num instante e mesmo que haja pessoas a querer comprar, vão ficar de fora e depois muitos desses lugares ficam vazios.
Quando existe uma programação antecipada, num festival de grande popularidade, existe a possibilidade de fazer a encomenda de bilhetes, antes destes serem postos à venda. Mas, no dia em que são postos à venda, nem para aqueles que quiseram comprar bilhetes por encomenda arranjam lugares. Os lugares ficam logo todos ocupados pelas cunhas e convites.
É claro que se os bilhetes fossem todos vendidos ao seu preço, até porque normalmente os convidados são gajos que têm grandes salários, a cultura poderia ser rentável, e até poderiam pôr os bilhetes a um preço mais acessível, uma vez que os custos seriam distribuidos por todos os espectadores.
Eu já vi em espectáculos da Maria João e Mário Laginha montes de lugares vazios ou gentinha convidada que vai lá só para aparecer nas revistas e depois nem apreciam aquela música. Mas na música clássica as coisas são piores, segundo uma fonte minha que é cliente habitual de tudo o que é boa música.
Quando é um nome grande da música clássica, até os deputados da Assembleia da República têm direito a requisitar bilhetes, tirando o lugar a qualquer pessoa.
No Centro Cultural de Belém, existe um camarote presidencial reservado ao Presidente. Antes lá estava o Sampaio, com família e amigos. Agora que o Presidente é outro, e que pelos vistos não é tão assíduo destas coisas da música clássica, dá os seus bilhetes ao Sampaio, que continua a ir aos espectáculos com a família e amigos. Ora bem, se ele não vai, porque não deixam vender os bilhetes a qualquer pessoa? O Sampaio já não é presidente de nada, e tem bastante dinheiro para pagar, ia para a fila, como os outros!
Para quando as pessoas juntarem-se e fazerem associações de utentes dos espaços culturais, para depois exigirem estar representados na distribuição dos bilhetes?
E o facto é o seguinte: quando vem algum nome grande da cultura mundial a Portugal, numa organização que envolva apoios do estado, ou de alguma entidade ligada ao estado, uma grande parte dos melhores lugares são reservados para convites. Depois os bilhetes esgotam num instante e mesmo que haja pessoas a querer comprar, vão ficar de fora e depois muitos desses lugares ficam vazios.
Quando existe uma programação antecipada, num festival de grande popularidade, existe a possibilidade de fazer a encomenda de bilhetes, antes destes serem postos à venda. Mas, no dia em que são postos à venda, nem para aqueles que quiseram comprar bilhetes por encomenda arranjam lugares. Os lugares ficam logo todos ocupados pelas cunhas e convites.
É claro que se os bilhetes fossem todos vendidos ao seu preço, até porque normalmente os convidados são gajos que têm grandes salários, a cultura poderia ser rentável, e até poderiam pôr os bilhetes a um preço mais acessível, uma vez que os custos seriam distribuidos por todos os espectadores.
Eu já vi em espectáculos da Maria João e Mário Laginha montes de lugares vazios ou gentinha convidada que vai lá só para aparecer nas revistas e depois nem apreciam aquela música. Mas na música clássica as coisas são piores, segundo uma fonte minha que é cliente habitual de tudo o que é boa música.
Quando é um nome grande da música clássica, até os deputados da Assembleia da República têm direito a requisitar bilhetes, tirando o lugar a qualquer pessoa.
No Centro Cultural de Belém, existe um camarote presidencial reservado ao Presidente. Antes lá estava o Sampaio, com família e amigos. Agora que o Presidente é outro, e que pelos vistos não é tão assíduo destas coisas da música clássica, dá os seus bilhetes ao Sampaio, que continua a ir aos espectáculos com a família e amigos. Ora bem, se ele não vai, porque não deixam vender os bilhetes a qualquer pessoa? O Sampaio já não é presidente de nada, e tem bastante dinheiro para pagar, ia para a fila, como os outros!
Para quando as pessoas juntarem-se e fazerem associações de utentes dos espaços culturais, para depois exigirem estar representados na distribuição dos bilhetes?
sábado, agosto 05, 2006
TPC
Neste tempo de férias, para muitos, aqui fica o trabalho de casa deste blogue: para quem não leu na altura, é só ir rebuscar nestes arquivos e procurar a estória infantil, para contar às crianças e explicar aos juízes!!! Como está dividida em livrinhos, aconselha-se começar pelo primeiro: "Era uma vez um jardineiro... "
sexta-feira, julho 21, 2006
CONSELHO SUPERIOR DE MAGGISTRATURA (OU KNORRISTRATURA)
Bom, já muita gente me tinha dito que quando um juiz é incompetente não há nada a fazer. Não é que não se possa fazer realmente, pois existe o Conselho Superior de Magistratura - CSM, mas segundo voz corrente este órgão vai sempre defender os juizes, pois é formado por... JUIZES!!!
É claro que, apesar de tudo, eu acho que as instituições devem funcionar alguma coisa, e achei por bem, a determinada altura do meu processo, e tendo em conta as atrocidades, atropelos e violações das leis feitas pelos juizes no meu processo, fazer uma cartinha dirigida ao CSM, mas em vez de uma queixa formal, elaborei apenas um desabafo, esclarecendo que era o meu exercício do direito à indignação. Não queria mais nada, só desabafar e dar conhecimento da minha estranheza em ver juizes com tanta falta de qualidade a receberem tanto dinheiro. Lá me responderam (confirmando que o CSM sempre existe e está lá), dizendo que como era um desabafo, e como ainda tinha apresentado recurso dessas decisões (aberrantes), o meu ofício era arquivado.
Depois veio o acórdão de resposta ao recurso, onde era pior a emenda que o soneto, um monte de baralhação escrita, só para defender os erros dos juizes anteriores. É claro que, nesta altura, escrevi um ofício ao CSM, recordando o meu ofício anterior, e onde colocava agora 3 perguntas simples, a primeira das quais era sobre a existência de uma entidade nacional independente onde apresentar queixa pela incompetência de juizes. A resposta, semanas depois, era um simples parágrafo: "Não compete ao CSM dar consultas jurídicas".
Então dirigi-me às consultas gratuitas da Ordem dos Advogados, para uma consulta jurídica. E pronto, lá me disseram que se pode apresentar queixa formal dos juizes, não se podem é responsabilizar pelos erros cometidos, ou seja, não podem ser pedidas indemnizações, nem alterar a posteriori as sentenças. Então, se é possível apresentar queixa, pedi apoio judiciário (ver texto que aqui escrevi antes, e abaixo deste, sobre a Ordem ou Desordem). E não é que, depois de atribuído o apoio judiciário, quando estou com a advogada, ela analisa a questão e a única entidade portuguesa onde se pode apresentar uma queixa é mesmo o CSM, podendo ser eu próprio a enviar a queixa formal?
Bem podiam mudar o nome do Conselho Superior para algo que pudesse ser patrocinado por uma empresa, para ajudar o orçamento nacional. Tendo em conta esta visível tendência para os cozinhados a minha proposta é a que está no título. À minha pergunta bem concreta sobre a entidade independente onde apresentar uma queixa formal, dizem que não respondem porque isso era uma consulta jurídica. Agora percebo o que me diziam sobre não valer a pena, pois eu perguntei por uma entidade independente, e o CSM diz que não dá consultas jurídicas, ou seja, dá a entender que será tudo menos independente, e perguntei também onde apresentar a queixa formal, e o CSM diz que não dá consultas jurídicas, ou seja, dá a entender que não querem ter que se aborrecer com processos, muito menos processos que ponham em causa os seus coleguinhas de função pública (o termo "função" também se usa em gastronomia, quando comem todos à mesma mesa).
É claro que, apesar de tudo, eu acho que as instituições devem funcionar alguma coisa, e achei por bem, a determinada altura do meu processo, e tendo em conta as atrocidades, atropelos e violações das leis feitas pelos juizes no meu processo, fazer uma cartinha dirigida ao CSM, mas em vez de uma queixa formal, elaborei apenas um desabafo, esclarecendo que era o meu exercício do direito à indignação. Não queria mais nada, só desabafar e dar conhecimento da minha estranheza em ver juizes com tanta falta de qualidade a receberem tanto dinheiro. Lá me responderam (confirmando que o CSM sempre existe e está lá), dizendo que como era um desabafo, e como ainda tinha apresentado recurso dessas decisões (aberrantes), o meu ofício era arquivado.
Depois veio o acórdão de resposta ao recurso, onde era pior a emenda que o soneto, um monte de baralhação escrita, só para defender os erros dos juizes anteriores. É claro que, nesta altura, escrevi um ofício ao CSM, recordando o meu ofício anterior, e onde colocava agora 3 perguntas simples, a primeira das quais era sobre a existência de uma entidade nacional independente onde apresentar queixa pela incompetência de juizes. A resposta, semanas depois, era um simples parágrafo: "Não compete ao CSM dar consultas jurídicas".
Então dirigi-me às consultas gratuitas da Ordem dos Advogados, para uma consulta jurídica. E pronto, lá me disseram que se pode apresentar queixa formal dos juizes, não se podem é responsabilizar pelos erros cometidos, ou seja, não podem ser pedidas indemnizações, nem alterar a posteriori as sentenças. Então, se é possível apresentar queixa, pedi apoio judiciário (ver texto que aqui escrevi antes, e abaixo deste, sobre a Ordem ou Desordem). E não é que, depois de atribuído o apoio judiciário, quando estou com a advogada, ela analisa a questão e a única entidade portuguesa onde se pode apresentar uma queixa é mesmo o CSM, podendo ser eu próprio a enviar a queixa formal?
Bem podiam mudar o nome do Conselho Superior para algo que pudesse ser patrocinado por uma empresa, para ajudar o orçamento nacional. Tendo em conta esta visível tendência para os cozinhados a minha proposta é a que está no título. À minha pergunta bem concreta sobre a entidade independente onde apresentar uma queixa formal, dizem que não respondem porque isso era uma consulta jurídica. Agora percebo o que me diziam sobre não valer a pena, pois eu perguntei por uma entidade independente, e o CSM diz que não dá consultas jurídicas, ou seja, dá a entender que será tudo menos independente, e perguntei também onde apresentar a queixa formal, e o CSM diz que não dá consultas jurídicas, ou seja, dá a entender que não querem ter que se aborrecer com processos, muito menos processos que ponham em causa os seus coleguinhas de função pública (o termo "função" também se usa em gastronomia, quando comem todos à mesma mesa).
quarta-feira, julho 19, 2006
ORDEM OU DESORDEM?
Já há uns meses pedi apoio judiciário para interpôr uma acção contra o IFADAP, desta feita no Tribunal Administrativo, porque esses senhores não responderam atempadamente a um requerimento, e depois, quando o fizeram, ignoraram as partes em que lhes descobria a careca e inventaram à brava para se desenrascarem das coisas que eram acusados. Em causa a legislação europeia relativa aos procedimentos das Medidas Agro-Ambientais.
Na Ordem dos Advogados nomeiam-me um advogado de Idanha-a-Nova, boa pessoa que conheço há vários anos, mas cuja especialidade anda longe de processos administrativos. Na altura esse advogado pediu escusa da nomeação, mas no ofício indicava o nome da minha advogada oficiosa, que já me representava noutro processo, para ser ela a minha representante, tudo com o acordo dela, pois claro. Mas a Ordem ignorou essa carta e nomeou um advogado de Penamacor, o qual pediu escusa. Depois nomeou um de Castelo Branco, o qual pediu escusa. Depois nomeou outro de Castelo Branco, o qual pediu escusa. Depois nomeou outro de Castelo Branco, o qual pediu escusa. Mais uma vez nomeou outro de Castelo Branco, o qual pediu escusa. Neste ponto, já eu tinha perdido a paciência, e escrevi à Ordem a perguntar qual era o limite de nomeações de advogados até encontrarem um que fizesse processos administrativos ligados à legislação europeia e agrícola. Responderam que na zona da Ordem de Coimbra (que também engloba Castelo Branco) não havia ninguém disponível, pelo que seria pedido através da Ordem de Évora. E assim foi! Agora o meu advogado para este processo é de Santarém, apesar da sua família ter sido vizinha do Monte Barata, em Malpica do Tejo. Mais recentemente pedi mais dois advogados para dois processos distintos: uma queixa a apresentar contra os incompetentes juízes, e um recurso a apresentar junto do Supremo Tribunal de Justiça. Mais uma vez é nomeado, para ambos os processos, o mesmo advogado de Idanha-a-Nova, boa pessoa que conheço há vários anos, mas cuja especialidade anda longe de processos administrativos, ou outros relacionados com esta minha problemática. Por telefone ele pergunta-me se estas novas nomeações estão relacionadas com a questão que ele já conhecia. Eu digo que já não é tribunal administrativo mas que no fundo é sobre a mesma questão. Ele é peremptório em dizer quenão vai aceitar e pergunta-me se pode responder o que respondeu da outra vez, e eu, naturalmente digo-lhe que sim. Fico então à espera que a Ordem de Coimbra nomeie o advogado de Penamacor, etc, etc. Eis senão quando recebo duas cartas, com a mesma mensagem: foi nomeada para os dois processos a Drª Alexandra Ventura (passe a boa publicidade), com escritório na Anadia. Fiquei boquiaberto! Da primeira vez foi como correr um calvário de nomeações, apesar de eu ter ido lá dizer que podiam nomear a Drª Alexandra Ventura, disseram que não podia ser assim. Desta vez já pôde ser assim, o que só foi bom pra mim, mas realmente não estava à espera. Será que o meu caso anterior serviu para mudar alguma regulamentação da Ordem? A mim parece-me mais que foi antes um caso de DESORDEM da Ordem, mas enfim. Pelo menos desta vez fiquei beneficiado, só espero que sirva de exemplo para casos posteriores de outras pessoas.
Na Ordem dos Advogados nomeiam-me um advogado de Idanha-a-Nova, boa pessoa que conheço há vários anos, mas cuja especialidade anda longe de processos administrativos. Na altura esse advogado pediu escusa da nomeação, mas no ofício indicava o nome da minha advogada oficiosa, que já me representava noutro processo, para ser ela a minha representante, tudo com o acordo dela, pois claro. Mas a Ordem ignorou essa carta e nomeou um advogado de Penamacor, o qual pediu escusa. Depois nomeou um de Castelo Branco, o qual pediu escusa. Depois nomeou outro de Castelo Branco, o qual pediu escusa. Depois nomeou outro de Castelo Branco, o qual pediu escusa. Mais uma vez nomeou outro de Castelo Branco, o qual pediu escusa. Neste ponto, já eu tinha perdido a paciência, e escrevi à Ordem a perguntar qual era o limite de nomeações de advogados até encontrarem um que fizesse processos administrativos ligados à legislação europeia e agrícola. Responderam que na zona da Ordem de Coimbra (que também engloba Castelo Branco) não havia ninguém disponível, pelo que seria pedido através da Ordem de Évora. E assim foi! Agora o meu advogado para este processo é de Santarém, apesar da sua família ter sido vizinha do Monte Barata, em Malpica do Tejo. Mais recentemente pedi mais dois advogados para dois processos distintos: uma queixa a apresentar contra os incompetentes juízes, e um recurso a apresentar junto do Supremo Tribunal de Justiça. Mais uma vez é nomeado, para ambos os processos, o mesmo advogado de Idanha-a-Nova, boa pessoa que conheço há vários anos, mas cuja especialidade anda longe de processos administrativos, ou outros relacionados com esta minha problemática. Por telefone ele pergunta-me se estas novas nomeações estão relacionadas com a questão que ele já conhecia. Eu digo que já não é tribunal administrativo mas que no fundo é sobre a mesma questão. Ele é peremptório em dizer quenão vai aceitar e pergunta-me se pode responder o que respondeu da outra vez, e eu, naturalmente digo-lhe que sim. Fico então à espera que a Ordem de Coimbra nomeie o advogado de Penamacor, etc, etc. Eis senão quando recebo duas cartas, com a mesma mensagem: foi nomeada para os dois processos a Drª Alexandra Ventura (passe a boa publicidade), com escritório na Anadia. Fiquei boquiaberto! Da primeira vez foi como correr um calvário de nomeações, apesar de eu ter ido lá dizer que podiam nomear a Drª Alexandra Ventura, disseram que não podia ser assim. Desta vez já pôde ser assim, o que só foi bom pra mim, mas realmente não estava à espera. Será que o meu caso anterior serviu para mudar alguma regulamentação da Ordem? A mim parece-me mais que foi antes um caso de DESORDEM da Ordem, mas enfim. Pelo menos desta vez fiquei beneficiado, só espero que sirva de exemplo para casos posteriores de outras pessoas.
terça-feira, junho 27, 2006
O HOMEM DOS SETE INSTRUMENTOS
Fiz uma busca para tirar a letra da net, e apareceram três blogues com referências a esta letra do Sérgio Godinho, do LP "À Queima Roupa". Roubei-o do correcaminhos.blogs.sapo.pt, a quem desde já agradeço a disponibilidade para ser roubado.
Esta canção é agora o meu hino, e é fácil perceber porquê!
O meu obrigado ao Sérgio Godinho, por nos dar estas músicas das nossas vidas
Chegou o homem dos 7 instrumentos
Sua cantiga aos 4 ventos repartiu
Às duas por três chegou
E às duas por três partiu
Segue para a rosa-dos-ventos
Segue para a rosa-dos-ventos
Chegou o homem dos 7 instrumentos
Ó, Eh! Zés Pereiras Com tambores a rebentar Andais perdidos nas feiras Nem sabeis p'ra quem tocar Toca tu que tão bem boles Nesse tambor bem rufado Na gaita dos 7 foles No bombo bem martelado Toca toca toca toca Toca toca a reunir Toca toca a reunir Chegou o homem dos 7 instrumentos Sua cantiga aos 4 ventos repartiu Às duas por três chegou E às duas por três partiu Segue para a rosa-dos-ventos Segue para a rosa-dos-ventos Chegou o homem dos 7 instrumentos
E se algum dia toda a música acabar Se se acabar de partir O espelho que faz cantar Preparai-vos meus amigos Que será dia de escuro De temporais desabridos Dum inverno bem mais duro Do que este que está a passar Se a música se acabar Se a música se acabar
Chegou o homem dos 7 instrumentos Sua cantiga aos 4 ventos repartiu Às duas por três chegou E às duas por três partiu Segue para a rosa-dos-ventos Segue para a rosa-dos-ventos Chegou o homem dos 7 instrumentos
Esta canção é agora o meu hino, e é fácil perceber porquê!
O meu obrigado ao Sérgio Godinho, por nos dar estas músicas das nossas vidas
Chegou o homem dos 7 instrumentos
Sua cantiga aos 4 ventos repartiu
Às duas por três chegou
E às duas por três partiu
Segue para a rosa-dos-ventos
Segue para a rosa-dos-ventos
Chegou o homem dos 7 instrumentos
Ó, Eh! Zés Pereiras Com tambores a rebentar Andais perdidos nas feiras Nem sabeis p'ra quem tocar Toca tu que tão bem boles Nesse tambor bem rufado Na gaita dos 7 foles No bombo bem martelado Toca toca toca toca Toca toca a reunir Toca toca a reunir Chegou o homem dos 7 instrumentos Sua cantiga aos 4 ventos repartiu Às duas por três chegou E às duas por três partiu Segue para a rosa-dos-ventos Segue para a rosa-dos-ventos Chegou o homem dos 7 instrumentos
E se algum dia toda a música acabar Se se acabar de partir O espelho que faz cantar Preparai-vos meus amigos Que será dia de escuro De temporais desabridos Dum inverno bem mais duro Do que este que está a passar Se a música se acabar Se a música se acabar
Chegou o homem dos 7 instrumentos Sua cantiga aos 4 ventos repartiu Às duas por três chegou E às duas por três partiu Segue para a rosa-dos-ventos Segue para a rosa-dos-ventos Chegou o homem dos 7 instrumentos
quinta-feira, junho 08, 2006
VAI UM FILMEZINHO? OU DEZ FILMEZINHOS?
Aqui está uma pequena listagem de filmes (ver a primeira pedrada), muito variada, que tem o propósito de comemorar o Dia Mundial do Ambiente, que como se sabe, é todos os dias e ainda é pouco! A ideia é que aqui em Coimbra existe uma vasta colecção de DVDs originais (ou seja, um amontoado de plástico!!!), comprados em promoção, ou seja, sem se gastar mais do que numa ida ao cinema, compra-se o filme em questão. Com todos os extras incluídos, alguns dos filmes até têm mais extras do que o usual, pois são edições especiais. E como isto dos filmes se vê uma vez, e depois só em alturas especiais se volta a usar o DVD, tal como os livros, esta é uma coisa que se pode emprestar com prazer (3 Rs - reduzir, reutilizar, reciclar).
É bem verdade que nunca há tempo, nos dias que correm, ou que passam a correr, para ver filmes, mas em situações especiais (reformados, desempregados, convalescentes) dá jeito ter uns filmezitos disponíveis. De preferência para ver com um sistema de som apropriado 5.1, para tirar proveito da excelente tecnologia que transforma uma sala normal numa sala de cinema. Em breve posso publicar outra lista, com filmes a preto e branco e DVDs musicais. Como ando sempre de um lado para outro, a ideia é levar os DVDs a casa das pessoas que os requisitem, mas também se pode mandar pelo correio.
É bem verdade que nunca há tempo, nos dias que correm, ou que passam a correr, para ver filmes, mas em situações especiais (reformados, desempregados, convalescentes) dá jeito ter uns filmezitos disponíveis. De preferência para ver com um sistema de som apropriado 5.1, para tirar proveito da excelente tecnologia que transforma uma sala normal numa sala de cinema. Em breve posso publicar outra lista, com filmes a preto e branco e DVDs musicais. Como ando sempre de um lado para outro, a ideia é levar os DVDs a casa das pessoas que os requisitem, mas também se pode mandar pelo correio.
quarta-feira, maio 31, 2006
MINISTRO PARA A RUA
Vai ser neste Sábado, dia 3, a manifestação de agricultores em Lisboa. Um ministro da agricultura que quer poupar 9 milhões do Orçamento nacional, impedindo assim a entrada de 50 milhões de fundos europeus, sobre os quais depois as finanças podem recuperar no mínimo 10 milhões para o mesmo Orçamento nacional, é um gajo tão básico que nem os burros o quereriam junto de si num estábulo. Se tivesse sido merceeiro, ou agricultor, não se enganaria nas contas nem estaria a prejudicar, da forma que está a fazer, os agricultores!
A concentração é no Marquês de Pombal, às 14 horas e depois desce-se em direcção ao Terreiro do Paço. Os agricultores que ali vão, não dispensam a presença de consumidores, pois a política da agricultura é uma questão de sobrevivência do nosso Mundo Rural, ainda esquecido pelos políticos e cada vez mais ostracizado por este ministro da peta e da treta.
Eu vou lá estar no grupo da Associação dos Agricultores Biológicos da Beira Interior, atrás de uma faixa pintada a verde, onde se lê: TEMOS FAVAS CERTIFICADAS!! - SR. MINISTRO VÁ APANHÁ-LAS. Um dos nossos cânticos vai ser (com música do tradicional Ó Rama, ó que linda Rama): Ó Fava, ó que linda Fava, ó fava ó verde fava! Porque é que o nosso ministro, Não vai mas é à fava?
A concentração é no Marquês de Pombal, às 14 horas e depois desce-se em direcção ao Terreiro do Paço. Os agricultores que ali vão, não dispensam a presença de consumidores, pois a política da agricultura é uma questão de sobrevivência do nosso Mundo Rural, ainda esquecido pelos políticos e cada vez mais ostracizado por este ministro da peta e da treta.
Eu vou lá estar no grupo da Associação dos Agricultores Biológicos da Beira Interior, atrás de uma faixa pintada a verde, onde se lê: TEMOS FAVAS CERTIFICADAS!! - SR. MINISTRO VÁ APANHÁ-LAS. Um dos nossos cânticos vai ser (com música do tradicional Ó Rama, ó que linda Rama): Ó Fava, ó que linda Fava, ó fava ó verde fava! Porque é que o nosso ministro, Não vai mas é à fava?
segunda-feira, maio 22, 2006
BANDEIRA VERMELHA
Bandeira vermelha
bem alevantada
oh, minha senhora
que linda desfilada
Eu vi este povo a lutar
para a sua exploração acabar
José Mário Branco
Pois no Fórum Social Europeu, organizado em Atenas (www.fse-esf.org), juntaram-se milhares de pessoas, em pavilhões onde estavam bancas de organizações, onde existiam espaços de restauração e onde decorriam inúmeras reuniões sobre os mais variados temas, desde os direitos das minorias até aos fenómenos revolucionários da Venezuela e de Cuba. O meu principal interesse nestas reuniões foi o tema dos acordos internacionais do comércio e a sua relação com o mundo rural e a vida dos agricultores. Destas reuniões parcelares, algumas das quais enchiam por completo as salas, saíam conclusões a apresentar à Assembleia Geral das Associações e Movimentos, que decorreu no último dia, e onde o meu grupo esteve bem representado por elementos do Bloco de Esquerda. Eu só não passei por lá porque o Massimo Presti ainda estava na Grécia e neste dia fomos dar um belo passeio, com outros amigos, até à zona do Peloponeso.
Mas a conclusão das reuniões a que assisti foi que os produtos alimentares deviam estar fora dos acordos mundiais de comércio, uma vez que se gerou todo um sistema de dependência de subsídios que mantém os países mais pobres a produzirem bens alimentares a preços que nada têm a ver com o valor deles nos países ricos. E que a principal dificuldade para acabar com este sistema era os consumidores perceberem que os preços que pagam actualmente deviam ser substituídos por preços reais, mais elevados, o que obviamente não lhes agrada.
O Bloco de Esquerda levou vário material de divulgação, mas o que teve mais sucesso foram os pins com a estrelinha do Bloco, no último que vendemos a rapariga grega garantiu que era o mais bonito que lá estava em todo o fórum. A banca foi inicialmente montada num espaço ao ar livre, mas que além de livre era muito frio, estava sempre muito vento, passando para o interior do pavilhão dos stands no 2º dia.
Em termos de organização acho que foi um sucesso, os gregos conseguiram fazer com que houvesse tradução simultânea, com que houvesse espaços de restauração suficientes e muito variados. O local tinha uma dimensão adequada, os sítios para dormir eram afastados o suficiente do barulho dos espectáculos nocturnos. Apenas o local era feioso, com um aspecto abandonado, pois foram instalações utilizadas nos Jogos Olímpicos e notava-se o seu abandono.
A manifestação decorreu de forma bem organizada, apesar de não ter sido muito participada (8 mil pessoas), sendo de realçar a forma como, mais uma vez, só passa na informação as cenas dos distúrbios, provocados por uma minoria que ali se desloca unicamente para este tipo de diversão. Se fosse um movimento a sério poderia vandalizar com muito mais sucesso noutros dias, mas esta malta gosta é de sentir que do outro lado está a polícia armada até aos dentes e mesmo assim conseguem partir vidros. Aliás, depois era ver os turistas a tirarem fotos das montras partidas, como se fizesse parte do pacote turístico... É por isso que estes distúrbios só acontecem quando há grandes ajuntamentos, porque não é um protesto a sério, é apenas um jogo entre o gato e o rato, que só é bom quando estão frente a frente o felino e o roedor.
bem alevantada
oh, minha senhora
que linda desfilada
Eu vi este povo a lutar
para a sua exploração acabar
José Mário Branco
Pois no Fórum Social Europeu, organizado em Atenas (www.fse-esf.org), juntaram-se milhares de pessoas, em pavilhões onde estavam bancas de organizações, onde existiam espaços de restauração e onde decorriam inúmeras reuniões sobre os mais variados temas, desde os direitos das minorias até aos fenómenos revolucionários da Venezuela e de Cuba. O meu principal interesse nestas reuniões foi o tema dos acordos internacionais do comércio e a sua relação com o mundo rural e a vida dos agricultores. Destas reuniões parcelares, algumas das quais enchiam por completo as salas, saíam conclusões a apresentar à Assembleia Geral das Associações e Movimentos, que decorreu no último dia, e onde o meu grupo esteve bem representado por elementos do Bloco de Esquerda. Eu só não passei por lá porque o Massimo Presti ainda estava na Grécia e neste dia fomos dar um belo passeio, com outros amigos, até à zona do Peloponeso.
Mas a conclusão das reuniões a que assisti foi que os produtos alimentares deviam estar fora dos acordos mundiais de comércio, uma vez que se gerou todo um sistema de dependência de subsídios que mantém os países mais pobres a produzirem bens alimentares a preços que nada têm a ver com o valor deles nos países ricos. E que a principal dificuldade para acabar com este sistema era os consumidores perceberem que os preços que pagam actualmente deviam ser substituídos por preços reais, mais elevados, o que obviamente não lhes agrada.
O Bloco de Esquerda levou vário material de divulgação, mas o que teve mais sucesso foram os pins com a estrelinha do Bloco, no último que vendemos a rapariga grega garantiu que era o mais bonito que lá estava em todo o fórum. A banca foi inicialmente montada num espaço ao ar livre, mas que além de livre era muito frio, estava sempre muito vento, passando para o interior do pavilhão dos stands no 2º dia.
Em termos de organização acho que foi um sucesso, os gregos conseguiram fazer com que houvesse tradução simultânea, com que houvesse espaços de restauração suficientes e muito variados. O local tinha uma dimensão adequada, os sítios para dormir eram afastados o suficiente do barulho dos espectáculos nocturnos. Apenas o local era feioso, com um aspecto abandonado, pois foram instalações utilizadas nos Jogos Olímpicos e notava-se o seu abandono.
A manifestação decorreu de forma bem organizada, apesar de não ter sido muito participada (8 mil pessoas), sendo de realçar a forma como, mais uma vez, só passa na informação as cenas dos distúrbios, provocados por uma minoria que ali se desloca unicamente para este tipo de diversão. Se fosse um movimento a sério poderia vandalizar com muito mais sucesso noutros dias, mas esta malta gosta é de sentir que do outro lado está a polícia armada até aos dentes e mesmo assim conseguem partir vidros. Aliás, depois era ver os turistas a tirarem fotos das montras partidas, como se fizesse parte do pacote turístico... É por isso que estes distúrbios só acontecem quando há grandes ajuntamentos, porque não é um protesto a sério, é apenas um jogo entre o gato e o rato, que só é bom quando estão frente a frente o felino e o roedor.
quarta-feira, maio 10, 2006
FORUM SOCIAL EUROPEU

Integrado no grupo do Bloco de Esquerda que se deslocou a Atenas, já voltei do FSE, com muita felicidade por tudo ter corrido tão bem. Agora estou na fase de organizar as fotografias, pois algumas são minhas, mas há outras que são de amigos (como este instantâneo obtido pela Ana, de Barcelona), e esta é a fase de distribuir tudo. Assim que possa, escrevo sobre o Fórum, o que ali se falou, a manifestação, a organização. Só não vou falar sobre a Grécia, porque vi pouco e porque tenho fotos que falam por si, as quais vou mandando aos interessados.
Aqui vou eu de enorme bandeira vermelha em punho, ainda antes de ter sido incomodado pelos gases lacrimogéneos, com a minha mochila do pic-nic sempre atrás das costas.
Na foto não se vê o resto do grupo de portugueses, mas posso garantir que foi um grupo sempre muito animado, com bandeiras, uma faixa a dizer em inglês : a liberdade está a passar por aqui.
terça-feira, maio 02, 2006
MAIO, MADURO MAIO
Recebi ontem uma prenda impressionante de um amor não menos impressionante. Por ser tão pessoal fica só esta referência. E como me sinto tão bem, ainda estou nas nuvens, esta comemoração dos 24 anos em conjunto é inesquecível. Com a entrada de Maio vou andar um pouco irrequieto, por isso os textos novos por aqui vão ser poucos. Mas a gravação de uma entrevista com o Mário Laginha e com a Maria João, para um trabalho da ETIC (Escola Profissional de Lisboa), seguida de uma ida a Bruxelas, seguida de uma ida a Atenas, não vão dar tempo para escrever nada. Depois devo deixar aqui umas reflexões. Até lá, já sabem, Zeca Afonso, Maio, Maduro Maio.
quarta-feira, abril 26, 2006
MENTIROSOS
Fui hoje à Assembleia da República, para assistir a um debate de urgência sobre a situação das Medidas Agro-Ambientais, um debate pedido pelo PP. A ideia era ter nas bancadas da galeria representantes de associações, para ver como o Ministro responderia às questões levantadas pelos deputados. E até não esteve mal, dentro do que se poderia esperar, mas principalmente porque o PP metia água por todos os lados. Já o Bloco esteve bem, com a Alda Macedo a levar até um elogio do Ministro por ter levantado bem as questões. Mas o Ministro apregoa que as coisas vão ser diferentes, que está na hora de acabar com os benefícios excessivos de alguns agricultores. Mas mente e sabe que mente, porque os subsídios são atribuídos por áreas dos terrenos agrícolas, e quando um agricultor tem muito terreno, recebe sempre muito mais dinheiro. O que se passou com as Agro-Ambientais foi que ele, em vez de distribuir os dinheiros de 2005, dados pela UE, conforme se tinha comprometido o governo, achou que ia baixar o défice público português se não pagasse as ajudas em 2005, e se em 2006 não pagasse mesmo uma parte dessas Medidas Agro-Ambientais. E porque a mentira faz parte da (des)governação, o Director Regional da Agricultura da Beira Interior, um fiel criado dos governos PS, foi apanhado a mentir num ofício que me escreveu, também a propósito das Medidas Agtro-Ambientais. Mas estar aqui a explicar tudo é muito complicado, fica só este apontamento, para que quem leia isto não se deixe enganar pela aparente moralidade dos governantes da nossa agricultura.
sábado, abril 22, 2006
25 DE ABRIL SEMPRE!!!
Pois é, aproxima-se uma data importante da história recente de Portugal, a poética revolução dos cravos. Cada vez mais vai perdendo a sua importância, cada vez mais é só um pretexto para muita gente ter um fim-de-semana alargado.
Uma das muitas coisas boas do 25 de Abril foi a possibilidade de nos manifestarmos, quase sem repressão. Desde que seja uma coisa organizadinha, podemos sempre ir para a rua defender as nossas ideias. Nunca me esquecerei da marcha contra o desemprego, organizada pela CGTP, tinha eu 18 anos, fui com um amigo de Coimbra, o Guilherme, até Lisboa. Com muitos Km a pé e muito convívio, contacto com a população. Mas lembro também as diversas vezes em que com a QUERCUS de outros tempos andámos por aí a exigir coisas que hoje até já são corriqueiras, mas na altura eram revolucionárias. A revolução não pára!!!
Ora, lembrou-se alguém do Bloco de Esquerda, em boa hora, que estava na altura de reeditar a Marcha contra o Desemprego. Vai ser em Setembro. Claro que já me alistei, e desta vez até para ajudar na organização. E gostava mesmo era de partir de Braga, para estar lá desde o início.
Uma das muitas coisas boas do 25 de Abril foi a possibilidade de nos manifestarmos, quase sem repressão. Desde que seja uma coisa organizadinha, podemos sempre ir para a rua defender as nossas ideias. Nunca me esquecerei da marcha contra o desemprego, organizada pela CGTP, tinha eu 18 anos, fui com um amigo de Coimbra, o Guilherme, até Lisboa. Com muitos Km a pé e muito convívio, contacto com a população. Mas lembro também as diversas vezes em que com a QUERCUS de outros tempos andámos por aí a exigir coisas que hoje até já são corriqueiras, mas na altura eram revolucionárias. A revolução não pára!!!
Ora, lembrou-se alguém do Bloco de Esquerda, em boa hora, que estava na altura de reeditar a Marcha contra o Desemprego. Vai ser em Setembro. Claro que já me alistei, e desta vez até para ajudar na organização. E gostava mesmo era de partir de Braga, para estar lá desde o início.
quarta-feira, abril 12, 2006
ABRIR AS PORTAS DA EUROPA
Foi ontem mesmo que meti no correio a minha queixa contra o Estado Português, apresentada no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Não tenho cópia digitalizada porque preenchi o formulário à mão, mas um dia destes vou dactilografar o que escrevi. Um dia destes...
Basicamente, vou processar os burrocratas do Ministério da Agricultura por durante o meu processo com as Medidas Agro-Ambientais terem violado a Convenção Europeia dos Direitos do Homem, pedindo que sejam condenados a pagar-me 50.000 euros por ano, desde 2000, até que a situação seja resolvida.
Basicamente, vou processar os burrocratas do Ministério da Agricultura por durante o meu processo com as Medidas Agro-Ambientais terem violado a Convenção Europeia dos Direitos do Homem, pedindo que sejam condenados a pagar-me 50.000 euros por ano, desde 2000, até que a situação seja resolvida.
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