segunda-feira, fevereiro 16, 2026

HISTÓRIA ESCREVEU-SE NO CONCELHO DE VAGOS - PRESIDENCIAIS 2026

 Hoje trago aqui uma leitura muito pessoal, que mais ninguém vai fazer, sobre os resultados das eleições presidenciais no meu concelho de residência: Vagos.

As eleições presidenciais trouxeram uma coisa histórica. Desde que há eleições livres em Portugal, pela primeira vez um socialista (do partido socialista!!!) ganhou as eleições. Aqui tem sido sempre PSD e CDS, mais PSD nos últimos anos. Aqui o Cavaco Silva, nas presidenciais, bateu o recorde nacional, se bem me recordo com mais de 70%, foi até notícia nacional.

Não vou fazer a leitura do resultado concelhio, mas só para exemplificar, vou contar como foi na mesa de voto da minha freguesia: Tó Zé com 55%, André com 45%. O vencedor de agora veio de um 3º lugar com 15%, suplantando o vencedor da primeira volta, que tinha tido 33%. 

Dos que votaram na 1ª volta (707), houve 40 que agora já lá não foram. Houve 60 que passaram a votar no perdedor, e uns impressionantes 245 que viram em Tó Zé a melhor postura presidenciável.

Não há sondagens que resistam a isto. Se perguntassem a qualquer cidadão vaguense se acreditava que um socialista ia ter mais de 50% dos votos, a resposta seria: nunca na vida! Mas a vida tem destas coisas...

Ainda há esperança para este concelho... a população de sapos é que decresceu de forma abrupta.

sexta-feira, fevereiro 13, 2026

ANTISSEMITA E ANTISSIONISTA E ANTI-ISRAELITA

 É preciso esclarecer que os termos são diferentes, porque significam coisas diferentes.

Se alguém denuncia os crimes do governo de Israel não faz dele um antissionista, muito menos um antissemita. Pode até considerar-se anti-israelita, mas até pode nem ser anti nenhuma destas coisas. Seguramente é anti crimes de guerra, anti genocídios, certamente anti apartheid e anti fascismo.

E tenho a certeza que é um defensor dos direitos humanos.

Preocupa-me ver alguns comentadeiros atacarem humanistas, que denunciam as atrocidades do governo e do exército de Israel, apelidando-os de antissemitas. Dispensávamos bem este tipo de gente a formar uma opinião pública baseada em mentiras, mas há quem considere adequado pagar-lhes para debitarem barbaridades. Provável é também receberem boas prendas vindas desses regimes violentos e supremacistas, de forma directa ou indirecta.

quinta-feira, fevereiro 12, 2026

UMA CAUSA POR DIA - LIVRO "HOJE VOU VOAR"

As ilustradoras que criaram esta iniciativa, UMA CAUSA POR DIA, já foram referidas aqui no Malfadado. Para o Natal passado criaram um livro infantil, cuja venda reverteu para uma associação. Os resultados já estão publicados no site (link aqui). Mas ainda há livros para venda. Uma das ilustradoras foi quem escreveu o livro, o que é uma novidade na sua produção nesta iniciativa solidária.




A MEERU | Abrir Caminho é uma associação sediada no Porto, que promove os direitos humanos e a paz das pessoas que migram, em diálogo com as pessoas do local que as acolhe.

 Desde o desenvolvimento de uma marca de sabonete artesanal, onde emprega mulheres refugiadas, à co-criação de uma associação de mulheres muçulmanas em Portugal; desde a organização de encontros para o diálogo entre diferentes religiões, à promoção de relações de amizade entre pessoas locais e famílias refugiadas e migrantes, a MEERU tem-se desdobrado em dezenas de projetos fantásticos. Mais sobre esta associação aqui (clicar no link).

segunda-feira, fevereiro 09, 2026

APANHADOS PELO MAU TEMPO NA EREIRA - E PELO CORREIO DA MANHÃ!

É um fenómeno extraordinário sermos contactados por amigos com quem já não falamos há muito tempo, por outros com quem falamos mais vezes, e recebemos mensagens de pessoas que nos conhecem e comentam com os nossos amigos comuns.

Vem esta introdução a propósito do agora fenómeno extraordinário que são as cheias na Ereira. Antes o extraordinário era haver um Inverno sem cheia. Mas depois das obras de regularização dos caudais e da contenção do leito do rio, a malta já não está habituada a ter que mudar as tralhas para os andares de cima.

Vai daí que tivemos a comunicação social tradicional em peso na Ereira. E nós fomos lá.

Fomos tratar das galinhas e apanhar laranjas.

Chegámos no sábado, por volta da hora de almoço e queríamos sair antes do temporal, que estava previsto piorar lá para as 17.

Deixámos o carro em Montemor-o-Velho e usámos o transporte rodoviário, camionetas de transporte muito altas do exército. Lá fomos grande parte do trajecto por estrada normal, até termos que passar nas zonas alagadas dessa mesma estrada. Na parte muito alagada era fácil perceber que só veículos especializados conseguiam fazer o percurso. Queríamos sair antes do temporal chegar, mas devido aos ventos fortes, gradual subida do nível da cheia e o tal temporal que entretanto se tinha instalado, às 16 horas deixaram de fazer o transporte pela estrada. E os barcos, insufláveis a motor, dos fuzileiros só começaram já de noite, ainda com ventania e aguaceiros, por isso acabámos por dormir lá em casa.

Como foi então a famosa aparição na TV? Há que começar antes. No dia antes.

À chegada à Ereira, logo dei uma curta entrevista à Antena 1, um directo. A Zé que é da terra, sendo abordada, disse à repórter que não queria falar, para falar antes comigo.

E ontem de manhã a aparição na TV, ao chegarmos ao cais de embarque, Alerta CM logo às 9 e meia da manhã. Depois chegaram os barcos, vinha lá a reportagem da SIC e apanharam-me logo para umas breves palavras, já estavam todos dentro dos barcos dos fuzileiros, eu era o último, porque ia no barco dos bombeiros com a cadela. Lá acabei à pressa a entrevista, depois a entrar para o barco, os repórteres CM pediram para fazer o embarque duas vezes, para filmar melhor e também fazer uma foto com a cadela ao colo. O comandante dos fuzileiros até fez um pequeno comentário...


A aventura continuou, mas já sem reportagens.

Um dos barcos dos fuzileiros, que vinha em último, lotação esgotada, ficou sem gasolina. Teve que parar o cortejo, o da frente com o comandante e lotação esgotada, veio para trás, reabastecimento e lá partimos rumo a Montemor. Eu estava excepcionalmente no barco dos bombeiros de Montemor-o-Velho, ficámos ali a assistir às manobras e a aproveitar a paisagem.

Ao tentar abrir as portas somos confrontados com mais uma pequena desventura: o nosso carro estava sem bateria. Porque à chegada, com a pressa de apanhar o transporte, não desliguei as luzes, que vinham ligadas por causa do mau tempo que apanhámos aqui e ali. Lá fomos socorridos pelos bombeiros, que foram ao quartel buscar cabos e ... tudo está bem quando acaba bem!

Aparecendo na Antena 1, na CMTV (em directo e depois aparecendo em imagens gravadas sempre que faziam um directo) e na SIC, no noticiário à hora de almoço, a malta amiga que ouviu, ou viu, acabou por reagir, fazendo assim diferentes os dias iguais. A presença da Pipoca nas imagens, transportada ao colo e depois tranquila já no barco, fez a diferença. Fica aqui o link para a reportagem publicada no Correio da Manhã online, com mais fotos.

A última vez que eu tinha aparecido no Correio da Manhã, foi quando o jornalista Bernardo Esteves fez um exclusivo sobre a minha nota de imprensa, onde revelava as irregularidades cometidas por um dos anteriores presidentes da direcção nacional da Quercus. Março de 2019. Um ano antes dessas irregularidades levarem à sua demissão, na sequência de uma reportagem de investigação na RTP, no saudoso "Sexta às Nove".

domingo, fevereiro 08, 2026

FOTOGRAFAR PALAVRAS - O BLOGUE / THE BLOG

O blog Fotografar palavras foi criado pelo escritor português Paulo Kellerman e propõe como exercício criativo transformar palavras em imagens. Escritores selecionam trechos de textos seus e os fotógrafos encontram uma (ou mais de uma) imagem nas palavras. O que se vê por lá é uma declaração de amor às palavras e às imagens; à literatura, à fotografia e à arte em geral, numa colaboração instigante e harmoniosa entre talentos e estilos. Afeta, emociona, faz pensar… realiza-se como arte. E tem tradução dos textos para inglês, a grande maioria são autores que escrevem em português. São palavras do português lançadas para o mundo, de forma graciosa e com sentimento. A fotografia ilustra o texto, dando-lhe mais profundidade e traz arte à arte. O Pedro Martins, fotógrafo de natureza, estreou-se este ano com esta foto que podem apreciar aqui (clicar no link). É a entrada nº 5455 no blogue que desde 2016 nos dá a arte nossa de cada dia.

sábado, fevereiro 07, 2026

PARA A HISTÓRIA DA DEFESA DA BEIRA BAIXA

No ano passado foi criada a Plataforma de defesa do Parque Natural do TI contra o Parque Solar da Beira. O nome é grande demais, e até pouco inclusivo. Logo a seguir esta plataforma acabou por estender a sua luta à outra central solar promovida pela empresa "verde" BP, prevista igualmente para a Beira Baixa. Beira e Sophia são os nomes dados a estes projectos megalómanos e lesivos do interesse colectivo das populações ali residentes. Os políticos do costume esqueceram-se de atribuir o estatuto de PIN para facilitar a aprovação, e eis que no período de consulta pública houve uma participação recorde de posicionamento contra a destruição de solos agro-florestais para aí "plantar" painéis solares e linhas e postes e vedações e mais vedações e mais vedações. Uma estragação de paisagem a olhos vistos, fora as outras estragações todas.
Na sequência da participação pública, a APA e o ICNF chumbaram os dois projectos, e a BP vê-se agora na obrigação de reformular os projectos e voltar a submetê-los com as devidas alterações. Sujeitando-se a novo chumbo. Mas vê-se também na obrigação de investir (não estou a dizer "pagar a") junto do poder político para ver se conseguem moldar os pareceres técnicos e fundamentados. É na sequência deste investimento que se compreendem as declarações públicas do Ministro da Agricultura, em que ataca alguns dirigentes do ICNF, entidade que ele próprio tutela, em conjunto com o responsável ministerial pelo Ambiente. (link para notícia Observador)
A Plataforma de nome extenso dinamizou um abaixo-assinado que foi já entregue na Assembleia da República, que vai ter que analisar e debater a problemática. Organizou duas manifestações em Lisboa, a segunda foi esta agora de 31 de Janeiro, que teve aqui grande eco no Malfadado. Mas andou nas ruas e na comunicação social a alertar a população. Participou num debate televisivo no canal Conta Lá, onde o representante da Plataforma teve como grande opositor não o responsável da BP mas, nada estranhamente, o dirigente máximo de uma entidade facilmente manobrável, a APREN. (link para o debate no Conta Lá, ver para crer)
Mas nem tudo são más notícias. A boa notícia é que as pessoas que ainda não assinaram o abaixo-assinado ainda estão a tempo de o fazer, e estamos perto de chegar às 20 mil assinaturas. Fica aqui o link para a petição pública (clicar aqui).


sexta-feira, fevereiro 06, 2026

SALVEM A BEIRA BAIXA - MANIFESTAÇÃO EM LISBOA

 EU NÃO ESTIVE LÁ, MAS OS MEUS AMIGOS ESTIVERAM!



Já de seguida vou colar aqui mais de 20 fotos, onde aparecem os meus 22 amigos que levantaram bem alto a minha bandeira em Lisboa. Não lhes dei um abraço ao vivo, fica aqui um abraço figurado, com saudades redobradas e a vontade de um dia nos reencontrarmos. De preferência num convívio de celebração, onde possamos gritar: "É nosso!!!", também honrando e recordando aqueles beirões que defenderam as suas terras há muitos anos atrás, imortalizados e de que maneira pelo José Mário Branco (FMI).










As fotos foram roubadas da net, muitas da Beira Baixa TV, outras do fotógrafo Pedro Vilaça Delgado e outras daqui e dali. Uma ou outra alteradas por mim, para dar destaque.














São amigos dos tempos de Idanha-a-Nova, da Quercus, claro, mas também das agriculturas, família e amigos de outras andanças profissionais (escola) e culturais.



quinta-feira, fevereiro 05, 2026

SERAFIM RIEM - A MORTE DE UM HISTÓRICO DA DEFESA DO AMBIENTE

 Foi ontem que morreu, fica aqui a notícia para quem ainda não soube. E se não soube é porque não sabe quem é esta figura que foi central na história do associativismo de conservação da natureza e da defesa do ambiente neste nosso pequeno país.

A minha memória não guarda muitas coisas, pelo que não sei quando estive com ele a primeira vez. Anos 80, meio da década. E a última vez que falámos, pouco certamente, também não me lembro, ainda que foi já mais recentemente, talvez numa reunião magna da Quercus. De qualquer modo nunca fui muito próximo dele, não andei com ele a juntar vontades de associações regionais e locais para fundar a Quercus, há 41 anos atrás. Nem depois disso acompanhei de perto os primeiros anos, reuniões e encontros, lutas e denúncias da Quercus - Grupo para a Recuperação da Floresta e Fauna Autóctones, onde o Serafim, junto com alguns outros históricos, militava contra inúmeras dificuldades. Mas a malta era nova e arranjaram maneira de juntar mais e mais pessoas e transformar a Quercus, que é hoje a Associação Nacional de Conservação da Natureza (link aqui).

Actualização, escrita uns dias depois, mas inserida aqui:

A propósito das mensagens que apanhei online, homenagens póstumas ao Serafim Riem, reparei que quase todas referiam aquela que era a minha impressão sobre este amigo, que há alguns anos atrás me pediu também amizade no Facebook: era uma pessoa que vivia para a defesa do ambiente, que vivia para as associações que ajudou a fundar, mas que era ao mesmo tempo profundamente cultivadora de amizades e tratava sempre toda a gente de maneira afável e próxima. Mas vi também homenagens sentidas de pessoas que foram recolhidas para a fileira dos utópicos defensores do ambiente precisamente por terem sido "tocados" pelo Serafim.

Deixo-vos aqui neste link a homenagem escrita pela Marta Leandro, uma vez que foi publicada pelo Público, que é um bom texto e que ajuda a perceber melhor quem foi este homem que agora nos deixa um belo legado. E a certeza de que apesar dos seus 72 anos ainda nos poderia dar uma ajuda importante nas lutas que temos diariamente para termos o ambiente a que temos direito.



Notas breves - Uma das vezes que nos cruzámos foi na famosa luta em Valpaços, onde ajudei a arrancar eucaliptos e depois andei a fugir da carga da GNR a cavalo. Mas acho que nem falei com ele, eu apareci lá porque estava junto com malta da Agrobio, amigos que sabiam que aquela luta estava a acontecer, e como andávamos ali a visitar agricultores bio, fomos lá dar uma ajuda. (link aqui para as minhas malfadadas memórias dessa jornada, com imagens).

E uma das memórias mais fortes do Serafim, ainda que não seja minha, mas com cenas que me foram relatadas, é o famoso resgate do atrelado da Quercus, que foi retirado da propriedade do Serafim, no Alto Alentejo, e foi parar ao Tejo Internacional, onde entretanto foram criadas novas áreas de alimentação de abutres. O Serafim Riem tinha-se afastado da Quercus, mas manteve em seu poder coisas da Associação, e o atrelado era uma delas. Alguém, algum dia, pode ser que conte essa história fabulosa na primeira pessoa.

Muito provavelmente eu estive na Ass. Geral que expulsou o Serafim Riem da Quercus, e muito provavelmente eu estive na Ass. Geral que o readmitiu como associado, uns anos depois. Era justo.

Foto retirada da página da Iris - Associação Nacional de Ambiente

quarta-feira, fevereiro 04, 2026

SÃO OS JOGOS OLÍMPICOS, NÃO OS JOGOS PETROLÍMPICOS (EM INGLÊS)

A propósito dos Jogos Olímpicos de Inverno que aí vêm, mais um pequeno vídeo Greenpeace. E aqui neste link (página Greenpeace Internacional), a petição aberta a todos, a pedir ao Comité Olímpico Internacional para recusar patrocínios das empresas que tanto interesse têm no degelo provocado pelo efeito de estufa.

terça-feira, fevereiro 03, 2026

A DEGLUTIÇÃO DO ANFÍBIO - VOTO ANTECIPADO

 Tal como tinha anunciado aqui, está depositado o meu voto para as eleições do próximo Domingo. Fica aqui a prova:



segunda-feira, fevereiro 02, 2026

MAIS UM MANIFESTO ARTÍSTICO CONTRA A GANÂNCIA DESTRUIDORA DA BEIRA BAIXA

Mais um pequeno vídeo musical, ainda a propósito da manifestação contra os painéis solares que querem colocar nas zonas rurais de vários concelhos na Beira Baixa. Desta vez é com um manifesto assinado pela Mariana Root, que emoldura um espectáculo em Aljezur, do (com o) Edgar Valente. Um duo que eu vi actuar há alguns anos no Festival Salva a Terra. Por falar nisso, este ano é ano de Salva a Terra. Em Junho, em data a anunciar. Na Beira Baixa. (já se pode dizer que também na Extremadura?) Fica o texto, que roubei da página na rede social que se vê.
 

domingo, fevereiro 01, 2026

O AMOR À LUTA

Fica um videozinho que roubei da página na rede social descarada do Tiago Pereira, o tal da Música Portuguesa a Gostar Dela Própria, que andou, e muito bem, a registar estes momentos de luta na baixa de Lisboa. Eu estaria lá ontem, se não fosse a linha do norte, usada pela CP, não estar preparada para efeitos das alterações climáticas. E vêm estes liberais com mais projectos de tirar espaço à natureza e à agricultura para "plantar" painéis solares"... enfim...

sábado, janeiro 31, 2026

ALTERCAÇÕES CLIMÁTICAS

 É o tema destes dias, mas o vento foi tanto, tanto que ainda só se fala das situações de destruição de bens. Fica aqui um trabalhinho novo do humorista da moda, numa partilha de vídeo da rede descarada:


quarta-feira, janeiro 28, 2026

AINDA HÁ ESPERANÇA PARA O MUNDO - PARA ALÉM DAS NAÇÕES UNIDAS

 Está em inglês, mas será nesta língua cada vez mais universal que os boicotes a tanta coisa que vai mal terão que ser convocados. A nossa aldeia global precisa de um hino para os boicotes, eu proponho já esta música que junta o Michel William (Moçambicano que eu vi ao vivo no Festival Salva a Terra (este ano é ano sim!)) com a cantora Regina dos Santos (a "moçambicana", não a brasileira que cantava a versão brasileira da "Lambada", que essa já vai a caminho de completar 70 anos).

TU TENS QUE SER, A MUDANÇA QUE QUERES VER TU TENS QUE SER, A MUDANÇA QUE QUERES VER JUNTOS VAMOS MUDAR O MUNDO

terça-feira, janeiro 27, 2026

INICIATIVA DE CIDADANIA EUROPEIA - CONTRA A POLÍTICA DO GOVERNO DE ISRAEL

 

Copio abaixo o que apareceu no final de ter concluído a minha assinatura, a qual fiz na plataforma do parlamento europeu (link para quem quiser fazer o mesmo).

Exigir a suspensão total do Acordo de Associação UE-Israel, tendo em conta as violações dos direitos humanos cometidas por Israel

ASSINATURA CONFIRMADA

Identificador de assinatura

228bfe4b-0b3... ... ...

Descarregue esta referência e conserve-a como lembrete de que assinou a iniciativa e caso tenha perguntas sobre a sua declaração de apoio.

O que se segue?

  • Se a iniciativa obtiver pelo menos um milhão de assinaturas (e um número mínimo em, pelo menos, sete Estados-Membros), os seus organizadores solicitarão às autoridades nacionais que verifiquem a validade das assinaturas.
  • Se o processo de verificação confirmar que os limiares foram atingidos, os organizadores podem solicitar uma resposta da Comissão a esta iniciativa.
  • A Comissão terá de responder no prazo de 6 meses, indicando as medidas que tomará, se for caso disso.

segunda-feira, janeiro 26, 2026

SEGUNDA VOLTA DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS

 Apesar de ser um grande gastar de papel, em envelopes e etc, acabei de tratar do voto antecipado em mobilidade. Dia 31 vou a Lisboa e volto, por isso é Seguro que neste Domingo vou ter a ventura de conseguir votar em consciência. Mas antes vou beber qualquer coisa forte, para ajudar na deglutição do anfíbio...

Também há aquela música do Sérgio Godinho, o "Acesso Bloqueado":

"Adivinhar o futuroÉ muito duro, é muito duroSai sempre o cálculo furado
Adivinhar o passadoÉ mais Seguro, é mais SeguroSe bem que às vezes também sai errado"

domingo, janeiro 25, 2026

MATAR SAUDADES - MARIA JOÃO E MÁRIO LAGINHA EM 1999 NA ALEMANHA

 

Esta formação em quarteto vi muitas vezes, mas com estes músicos nunca tinha visto. E agora, recentemente, vi que tinham colocado este concerto no YouTube, na íntegra e com bom som e imagem. É de ficar maravilhado, hoje como no passado.

sábado, janeiro 24, 2026

FOTOS

 Aproveitar bem os dias de chuva e frio é dar andamento às coisas que há para fazer no computador. E então andei por aqui a organizar pastas com as fotografias. Partilho aqui apenas uma foto de cada uma das pastas que criei. Até agora, porque ainda tenho muito aqui para fazer...

Paracuru:

 Pedalar no Ceará:

Buenos Aires fotopasseio:


Tilcara 1

Tilcara 2

Bici Tilcara + Oran

Postales Recuerdo Argentina

sexta-feira, janeiro 23, 2026

RALPH TOWNER - O GUITARRISTA "FABULOSO"

Morreu há uns dias o Ralph Towner. Fiquei a saber na rede social que anda por aí descaradamente a vender falsidades, mas onde apanhamos partilhas de amigos que são verdades. Algumas delas são coisas de infelicidade. Como esta, da morte aos 86 anos deste americano que encheu o mundo de boa música. Fiquei a conhecer este músico porque ele entrou num disco da Maria João, o Fábula, onde aparece uma versão desta sua música que a seguir partilho. No Fábula aparece também uma música composta por ele, em parceria com a Maria João, e que é esta que aqui partilho igualmente.

quinta-feira, janeiro 22, 2026

AINDA HÁ ESPERANÇA PARA O MUNDO, PARA ALÉM DA ONU

2025 UM ANO DE ESPERANÇA, CORAGEM E COMUNIDADE

 


Para fazer conjunto com o texto do discurso na íntegra do primeiro-ministro Carney, do Canadá, aqui partilho este vídeo do canal Greenpeace International no You Tube

Ainda fui ao canal do Greenpeace Brasil, para ver se tinham o mesmo vídeo com legendagem em português, mas não. Só descobri dois videos recentes, com boa música brasileira, como esta (link aqui) da Joyce Alane, ou como esta outra (novo link, aqui) da cantora Majur (transsexual e com um historial de infância duro), que tem mais documentário do que música.

quarta-feira, janeiro 21, 2026

O DISCURSO DE MARK CARNEY A 20 DE JANEIRO 2026 NA ÍNTEGRA


AINDA HÁ ESPERANÇA PARA O MUNDO, PARA ALÉM DA ONU!!!

Do presidente re-eleito dos EUA todos temos que ouvir falar todos os dias. Mas sobre o primeiro-ministro do Canadá pouco sabemos. Chama-se Mark Joseph Carney, e foi eleito pelos Liberais (link para a Wikipedia) em 2025 formando um governo sem maioria absoluta. Discursando em Davos ontem, fez um discurso que está a dar que falar, o qual transcrevo aqui:

CONSTRUIR UMA NOVA ORDEM MUNDIAL

Começa em francês:
"É um prazer — e um dever — estar convosco neste momento crucial para o Canadá e para o mundo. Hoje, vou falar sobre a ruptura na ordem mundial, o fim de uma bela história e o início de uma realidade brutal, na qual as relações entre grandes potências se fazem sem quaisquer limites à sua actuação.
Mas também quero dizer-vos que os outros países, especificamente as potências médias, como o Canadá, não são impotentes. Têm a capacidade de construir uma nova ordem que incorpore os nossos valores, como o respeito pelos direitos humanos, pelo desenvolvimento sustentável, a solidariedade, a soberania e a integridade territorial dos Estados. O poder dos menos poderosos começa com a honestidade."

Passa ao inglês:
"Todos os dias alguma coisa nos lembra de que vivemos numa era de rivalidade entre grandes potências, que a ordem mundial suportada por regras está a desvanecer-se e que os fortes fazem o que querem, e os fracos sofrem o que têm de sofrer.
E este aforismo de Tucídides é apresentado como inevitável, é apenas a lógica natural das relações internacionais a reorganizar-se. E, perante esta lógica, há uma forte tendência para os países se acomodarem, de forma a evitarem problemas. Esperam que essa aceitação lhes traga segurança.
Mas não trará. Então, quais são as nossas opções?

O PODER DO SISTEMA NÃO ADVÉM DA SUA VERDADE

Em 1978, o dissidente checoslovaco Václav Havel (depois presidente) escreveu um ensaio chamado “O Poder dos Impotentes”. Nele, faz uma pergunta simples: como é que o sistema comunista se sustentava?
A resposta começa com um vendedor de hortaliças. Todas as manhãs, este merceeiro coloca um cartaz na sua montra: “Trabalhadores do mundo, uni-vos!” Ele não acredita naquilo. Ninguém acredita. Mas coloca o cartaz na mesma, para evitar problemas, para sinalizar conformidade, para se acomodar. E, porque todos os lojistas em todas as ruas fazem o mesmo, o sistema persiste.
Não apenas através da violência, mas através da participação de pessoas comuns em rituais que sabem, no seu íntimo, serem falsos.
Havel chamou a isto “viver dentro da mentira”. O poder do sistema não advém da sua verdade, mas da disposição de todos a representá-lo como se fosse verdade. E a sua fragilidade vem da mesma fonte: quando uma pessoa, uma pessoa que seja, deixa de representar, quando o vendedor de hortaliças retira o seu cartaz, a ilusão começa a quebrar-se.

Amigos, está na altura de empresas e países retirarem os seus cartazes.

Durante décadas, países como o Canadá prosperaram sob aquilo a que chamávamos ordem internacional baseada em regras. Aderimos às suas instituições, elogiámos os seus princípios e beneficiámos da sua previsibilidade. Pudemos implantar políticas externas sob a protecção destas regras.
Sabíamos que a história desta ordem internacional era parcialmente falsa. Que os mais fortes se eximiriam quando lhes fosse conveniente. Que as regras comerciais eram aplicadas de forma assimétrica. E que o direito internacional se aplicava com rigor variado, dependendo da identidade do acusado ou da vítima.

ESTAMOS A MEIO DE UMA RUPTURA, NÃO DE UMA TRANSIÇÃO

Esta ficção foi útil, e a hegemonia americana, em particular, ajudou-nos a ter acesso a rotas marítimas abertas, um sistema financeiro estável, segurança colectiva, e apoiou organismos que se ocupariam da resolução de conflitos. E foi por isso que colocámos o cartaz na montra. Participámos nos rituais. E evitámos, em boa parte, apontar as lacunas entre retórica e realidade.

Este acordo já não funciona. Deixem-me ser directo: estamos a meio de uma ruptura, não de uma transição. 
Nas últimas duas décadas, uma série de crises nas finanças, saúde, energia e geopolítica revelou os riscos da integração global.
Mais recentemente, as grandes potências começaram a usar a integração económica como arma: tarifas como vantagem negocial, a infraestrutura financeira como coerção, as cadeias de abastecimento como vulnerabilidades a serem exploradas.

Não se pode “viver dentro da mentira” de benefício mútuo através da integração quando a integração se torna a fonte da nossa subordinação.

SEJAMOS REALISTAS SOBRE ONDE ISTO NOS LEVA

As instituições multilaterais de que os poderes médios dependiam — a OMC [Organização Mundial do Comércio], a ONU, a COP [Conferência das Partes] — e a arquitetura de resolução coletiva de problemas estão muito diminuídas.
Como resultado, muitos países estão a tirar as mesmas conclusões, que devem desenvolver maior autonomia estratégica: em energia, alimentação, minerais críticos, nas finanças e cadeias de abastecimento. 
Este impulso é compreensível. Um país que não pode alimentar-se, abastecer-se ou defender-se a si mesmo tem poucas opções. Quando as regras já não vos protegem, é preciso que se protejam a vocês mesmos.

Mas sejamos realistas sobre onde isto nos leva: a um mundo de fortalezas, mais pobre, mais frágil e menos sustentável.

E há outra verdade: se as grandes potências abandonarem até a aparência de regras e valores pela busca desimpedida do seu poder e dos seus interesses, os ganhos do comercialismo desencapotado tornam-se mais difíceis de replicar.
As potências hegemónicas não podem retirar lucros eternos das suas relações.
Os aliados vão diversificar para se protegerem contra a incerteza: vão comprar segurança, aumentar a lista de opções. Para reconstruir a soberania. A soberania que antes era baseada em regras, mas que estará, a partir de agora, cada vez mais ancorada na capacidade de resistir à pressão.

A QUESTÃO É SE PODEMOS FAZER ALGO MAIS AMBICIOSO

Como disse, esta gestão de risco clássica tem um preço, mas esse custo de autonomia estratégica, de soberania, também pode ser partilhado. Investimentos coletivos em resiliência são mais baratos do que a conta de cada um construir a sua própria fortaleza individualmente.
Padrões partilhados reduzem a fragmentação, as complementaridades são operações com resultado positivo.
A questão para as potências médias, como o Canadá, não é se devemos adaptar-nos a esta nova realidade. Devemos. A questão é se nos adaptamos simplesmente construindo muros mais altos, ou se podemos fazer algo mais ambicioso.

O Canadá esteve entre os primeiros a ouvir o alerta, o que nos levou a modificar fundamentalmente a nossa postura estratégica.

Os canadianos sabem que a antiga e confortável suposição de que a nossa geografia e o nosso sistema de alianças conferiam automaticamente prosperidade e segurança já não é válida.

A nossa nova abordagem assenta no que Alexander Stubb [Presidente da Finlândia] chamou “realismo baseado em valores”, ou, por outras palavras, termos princípios e, ao mesmo tempo, sermos pragmáticos.

FORÇA DOS NOSSOS VALORES

Devemos manter o princípio do nosso compromisso com valores fundamentais: soberania e integridade territorial, a proibição do uso da força exceto quando consistente com a Carta da ONU, respeito pelos direitos humanos. E devemos ser pragmáticos ao reconhecermos que o progresso é frequentemente gradual, que os interesses divergem, que nem todos os parceiros partilham os nossos valores.

Podemos envolver-nos amplamente, estrategicamente, mas com os olhos abertos.

Participamos activamente no mundo como ele é, e não ficamos só à espera de um mundo como desejamos que ele seja.

O Canadá está a calibrar as suas relações para que a profundidade das mesmas reflita os seus valores.

Estamos a dar mais importância a um envolvimento amplo para maximizar a nossa influência, dada a fluidez da ordem mundial, os riscos que isto representa e o que está em jogo para o que vem a seguir.
Já não estamos dependentes apenas da força dos nossos valores, mas também do valor da nossa força.

Estamos a construir essa força no nosso país.

Desde que o meu Governo tomou posse, cortámos impostos sobre rendimentos, mais-valias e investimento empresarial, removemos todas as barreiras federais ao comércio interprovincial e estamos a acelerar mil milhões de dólares de investimento em energia, inteligência artificial, minerais críticos, novos corredores comerciais e muito mais.
Estamos a duplicar as nossas despesas na Defesa até ao final desta década e estamos a fazê-lo de forma a desenvolver as nossas indústrias nacionais.
Estamos também a diversificar no estrangeiro, e recentemente acordámos uma parceria estratégica abrangente com a União Europeia, incluindo a adesão ao SAFE [Ação de Segurança para a Europa], os acordos europeus de aquisição e adjudicação de material de Defesa.
Assinámos outros doze acordos comerciais e de segurança em quatro continentes nos últimos seis meses.
Nos últimos dias, concluímos novas parcerias estratégicas com a China e o Catar. Estamos a negociar pactos de comércio livre com a Índia, a ASEAN, a Tailândia, as Filipinas e o Mercosul.

DIFERENTES COLIGAÇÕES PARA DIFERENTES PROBLEMAS

E estamos a fazer outra coisa. Para ajudar a resolver problemas globais, estamos a aplicar uma geometria variável: diferentes coligações para diferentes problemas, baseadas em valores e interesses.

Assim, sobre a Ucrânia, somos um membro central da Coligação de Vontades e um dos maiores contribuintes per capita para a defesa e segurança do país.

Sobre a soberania do Ártico, estamos firmemente ao lado da Gronelândia e da Dinamarca e demos pleno apoio ao seu direito de determinar o futuro da Gronelândia. O nosso compromisso com o Artigo 5º é inabalável.
Estamos a trabalhar com os nossos aliados da NATO (incluindo os Nórdicos-Bálticos) para robustecer ainda mais os flancos norte e oeste da aliança, incluindo através dos investimentos sem precedentes em radares de longo alcance, submarinos, aeronaves e tropas no terreno. O Canadá opõe-se fortemente a impostos alfandegários sobre a Gronelândia e apela a conversações focadas em alcançar os nossos objetivos partilhados de segurança e prosperidade para o Ártico.

No comércio plurilateral, estamos a liderar esforços para construir uma ponte entre a Parceria Transpacífica e a União Europeia, criando um novo bloco comercial de 1500 milhões de pessoas.

Nos minerais essenciais, estamos a formar grupos de compradores, ancorados no G7, para que o mundo possa diversificar-se da oferta concentrada.

Na inteligência artificial, estamos a cooperar com democracias similares à nossa para garantir que não seremos forçados a escolher apenas entre empresas hegemónicas e hiperescaladores.

Isto não é multilateralismo ingénuo, nem é depender de instituições diminuídas, é construir as coligações que funcionam, questão por questão, com parceiros que partilham terreno comum suficiente para agirem em conjunto.

Nalguns casos, será a grande maioria das nações. E é criar um teia densa de ligações através do comércio, investimento, cultura, nas quais nos podemos apoiar para futuros desafios e oportunidades.

NÃO À REPRESENTAÇÃO DE SOBERANIA ENQUANTO SE ACEITA A SUBORDINAÇÃO

As potências médias devem agir em conjunto, porque se não estão à mesa, estão no menu.

As grandes potências podem dar-se ao luxo de agir sozinhas. Têm mercado, capacidade militar, alavancagem para ditar termos. As potências médias não.
Mas quando apenas negociamos bilateralmente com uma potência hegemónica, negociamos a partir da fraqueza. Aceitamos o que nos é oferecido. Competimos uns com os outros para sermos os que mais acomodam as suas exigências.

Isto não é soberania. É a representação de soberania enquanto se aceita a subordinação.

Num mundo de rivalidade entre grandes potências, os países no meio têm uma escolha: competir uns com os outros para cair “nas graças” ou unirem-se para criar um terceiro caminho, com impacto.

Não devemos permitir que a ascensão do poder nos cegue para o facto de que o poder da legitimidade, integridade e regras permanecerá forte se escolhermos exercê-lo em conjunto.
O que me traz de volta a Havel.
O que significaria para as potências médias “viver na verdade”? 

Significa dizer as coisas como são na realidade.
Parem de invocar a “ordem internacional baseada em regras” como se ainda funcionasse conforme anunciado. Chamem ao sistema o que ele é: um período de intensificação de rivalidade entre grandes potências, onde os mais poderosos prosseguem os seus interesses usando a integração económica como arma de coerção.

Significa agir consistentemente. Aplicar os mesmos padrões a aliados e rivais. Quando os poderes médios criticam a intimidação económica quando vem de um lado mas ficam em silêncio quando vem de outro, estamos a manter o cartaz na montra.

Significa construir aquilo em que alegamos acreditar. Em vez de esperar que a velha ordem seja restaurada, criar instituições e acordos que funcionem conforme o que fica escrito nesses acordos.

E significa reduzir a influência que abre espaço à coerção. Construir uma economia doméstica forte deve ser sempre a prioridade de cada governo.
A diversificação internacional não é apenas prudência económica; é uma fundação estrutural para uma política externa honesta.
Os países ganham o direito a posturas baseadas em princípios ao reduzirem a sua vulnerabilidade a retaliações.

ESTA RUPTIRA EXIGE MAIS DO QUE SIMPLES ADAPTAÇÃO

Agora o Canadá. O Canadá tem o que o mundo quer. Somos uma superpotência energética, temos vastas reservas de minerais, temos a população mais instruída do mundo. Os nossos fundos de pensões estão entre os maiores e mais sofisticados investidores do mundo. Temos capital, talento e um Governo com imensa capacidade fiscal para agir decisivamente. E temos os valores aos quais muitos outros aspiram.
O Canadá é uma sociedade plural que funciona, a nossa praça pública faz-se ouvir, é diversificada e livre. Os canadianos mantêm-se comprometidos com a sustentabilidade.

Somos um parceiro estável e fiável, num mundo que é tudo menos isso, um parceiro que constrói e valoriza relações a longo prazo.

O Canadá tem algo mais: reconhecemos o que está a acontecer e estamos determinados a agir em conformidade.

Compreendemos que esta ruptura exige mais do que simples adaptação, exige honestidade sobre o mundo como ele é.

Estamos a retirar o cartaz da montra.

A velha ordem não vai voltar. Não devemos lamentá-la. A nostalgia não é uma estratégia. Mas a partir da fractura, podemos construir algo melhor, mais forte e mais justo. Esta é a tarefa dos poderes médios, que têm mais a perder com um mundo de fortalezas e mais a ganhar com um mundo de cooperação genuína.
Os poderosos têm o seu poder.
Mas nós também temos algo, a capacidade de parar de fingir, de dizer as coisas como são, de construir a nossa força no nosso país e de agir em conjunto.

Esse é o caminho do Canadá. Escolhemo-lo aberta e confiantemente.

E é um caminho amplamente aberto a qualquer país disposto a trilhá-lo connosco. Muito obrigado."

FIN - END

Só para terminar, apanhei este discurso numa rede social (que anda a enganar descaradamente os seus utilizadores), numa partilha do jornalista Carlos Fino, mas depois dei um jeito à tradução, retirando o acordo ortográfico, colocando links e fazendo separadores temáticos em negrito, para ficar mais fácil de ser lido. Baseei-me também na publicação integral do discurso em inglês (site do Fórum Económico Mundial de Davos) e numa notícia da Al Jazeera (de hoje mesmo).
Usem e abusem deste serviço público se acharem por bem, e se acharem que está bem traduzido.

sábado, janeiro 17, 2026

E AINDA A JESSIE "WILD ROSE" BUCKLEY

Fui pesquisar na net uma actuação como cantora desta actriz, e logo me sugeriram os motores de busca este video, onde canta numa homenagem da RTV pública irlandesa à falecida Sinead O'Connor. Grande momento para as artes, podem ver e ouvir no YouTube:

sexta-feira, janeiro 16, 2026

SEGUNDA VOLTA DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS

 Só passam à 2ª volta os dois mais votados. A esquerda não se soube entender, mas o Livre esteve melhor que BE e PCP. Fizeram a campanha, ocuparam o espeço e no final disseram para cada um fazer o seu voto útil. Para mim é difícil escolher quem vai passar à 2ª volta, dentro dos que sabemos que têm hipóteses, porque são todos muito falinhas mansas e mais do mesmo. E já sei que na segunda volta, confirmando-se que um deles é o André Ventura, Mr. Hamburguer, vou ter que votar no outro.  Mas vou deixar a escolha nas mãos dos meus concidadãos. E para não votar em branco, faço um voto McDonalds. Para a malta do Chega embandeirar em arco com a morte dos extremistas de esquerda. E depois perderem esse voto quando for a votação mesmo a contar.

Não sabem em quem vão votar na segunda volta das presidenciais? Assim já sabem o meu voto, mesmo eu não sabendo também em quem...

quinta-feira, janeiro 15, 2026

WILD ROSE - ROSA SELVAGEM

É mais do que devido. Já vi este filme há alguns anos, e como falei sobre a actriz anteriormente, participando num filme que ainda não vi, aqui fica agora o trailer do filme onde ela tem o papel principal e canta e tudo. A história é estranha, por ser tão fora do comum, mas é inesquecível. Quem não viu, ainda está a tempo... JESSIE BUCKLEY

quarta-feira, janeiro 14, 2026

HAMNET - GLOBOS DE OURO 2026

 Este filme, que vai estrear em Portugal no próximo mês, ganhou na categoria de melhor filme - drama. Eu vi o trailer, mas acho que desvenda demais sobre o filme. Pelo que aconselho ir ver o filme mas não ver o trailer. Em vez disso, partilho aqui o vídeo do discurso da actriz, que desempenha o papel de mulher do Shakespeare, uma actriz irlandesa que já vi noutros filmes e que ganhou um destaque na minha memória. Foi distinguida com o Globo de Ouro para a melhor actriz principal num filme - drama.

terça-feira, janeiro 13, 2026

JORNALISMO, DAQUELE QUE NÃO INTERESSA - FUMAÇA

 Num mundo de grandes diferenças culturais é difícil chegar ao outro, é difícil imaginar estar na sua pele. Mas em Portugal temos jornalistas a trabalhar em diferentes projectos editoriais que nos trazem informação que quebra fronteiras e aproxima pessoas e torna possível a expressão individual da solidariedade. Hoje partilho aqui um texto de opinião do Fumaça, intitulado "O colapso do mito dos direitos humanos", de Shawan Jabarin, traduzido por uma das jornalistas da corajosa equipa.

Mais do que apenas divulgar este texto, que ajuda a contextualizar a ausência de futuro das Nações Unidas, desafio à descoberta do Fumaça, e quem sabe possa este trabalho ganhar mais um apoiante/assinante. Porque Ser Solidário faz parte de ser humano, e só se pode ser solidário com quem se conhece.

segunda-feira, janeiro 12, 2026

GLOBOS DE OURO - UMA BATALHA ATRÁS DE OUTRA "BATALHA" - DISCURSO COMPLETO DE TEYANA TAYLOR

 Este filme, que já teve direito a referência aqui no Malfadado, teve 4 galardões atribuídos na cerimónia de ontem. Um deles foi o de melhor argumento. E fica aqui o vídeo do discurso de agradecimento da Teyana Taylor (OMG, OMG), que foi distinguida como melhor actriz secundária.

Visivelmente surpreendida e emocionada, Taylor diz que estava tão longe de ganhar que pensou mesmo em não escrever o discurso de agradecimento. Mas logo a abrir mostra a parte do seu vestido de alta classe que mais impressionava, nas suas costas, umas cuequinhas fio dental com lacinho em diamantes. Com a emoção lembra-se das filhas - my babies (de 5 e 10 aninhos) - que estão em casa no quarto para dormir com a TV ligada, e manda logo um recadinho, dizendo que espera que não estejam com os auriculares, ou headphones, e a vejam/ouçam este momento. Agradece a Deus, em nome de Jesus, agradece dando graças por cada parte do seu caminho de fé, cada lição, cada prova e cada benção. Agradece aos votantes do júri por terem reparado no seu trabalho e se terem lembrado dela. E depois à mãe e ao pai, a dedicatória é sempre para eles em todo o tempo, dizendo que os ama tanto, tanto, agradecendo ainda a sua presença ali. A sua tribo. Oh my god, a sua força ancestral, a sua alegria, o seu lembrete a cada dia de que o amor é uma acção, não só uma palavra. E cada coisa que ela faz está enraízada nessa verdade. Passa depois a agradecer ao realizador (To Paul "Let'em Cook" Thomas Anderson, thank you for your vision, your trust and your brilliance), a quem fica com uma gratidão infindável. Agradece acolhê-la a ela e depois refere todos os outros actores. Refere também todas as equipas de técnicos, cada pessoa que desempenhou uma função neste projecto. Um pequeno aparte ainda, sobre o troféu que carrega, dizendo "oh meus deus! esta merda é pesada..." Agradece ainda a amigos e agentes e termina depois com uma mensagem activista. "And last and most importantly, to my Brown sisters and little Brown girls watching tonight. Our softness is not a liability." E continuou "Our depth is not too much. Our light does not need permission to shine. We belong in every room we walk into. Our voices matter and our dreams deserve space." Activista e poética!

domingo, janeiro 11, 2026

O TORCICOLO - TEATRO PELA AJIDANHA

 Hoje carreguei o meu passe ferroviário para ir de comboio a Pombal ver a representação desta peça, o Torcicolo, recentemente estreada pela Ajidanha em Idanha-a-Nova (link para apresentação no blogue Ajidanha). Foi a primeira apresentação noutra localidade. Não é para aqui deixar a minha crítica (fica para uma próxima oportunidade), mas ainda assim aconselho vivamente a quem possa um dia destes assistir. É uma sátira muito actual.

Fui de bicicleta, com os alforjes carregados de clementinas e uma dezena de boas laranjas, para actores e técnico levarem de volta a casa. E coloquei a bicicleta no comboio em Alfarelos - Granja do Ulmeiro, num intercidades. Num pulinho estava mesmo por trás do cine-teatro, que ainda não conhecia, muito boa sala, por sinal.

Para variar saí de casa já com o tempo muito curto e tive que pedalar muito bem para apanhar o comboio, quando cheguei à estação já lá estava o comboio paradinho.

Para o regresso lá apanhei um comboio regional até Coimbra, que depois deu lugar ao comboio regional para Aveiro, mas saí na Curia, para depois ir a pedalar até à casinha gandaresa.

A peça teve início às 17, fui de tarde, mas já voltei de noite. E no regresso apanhei alguns períodos de chuva miudinha, mas ia preparado para isso.

Em Pombal ainda tive tempo de fazer uma volta de reconhecimento pelo centro e subi ao castelo. Fiquei muito bem impressionado, tinha lá estado há pouco tempo por altura do Natal, mas dessa vez não deu para ver quase nada, para além da feira de Natal e actividades de entretenimento.

sábado, janeiro 10, 2026

VENEZUELA - UMA VISÃO DOS ACONTECIMENTOS

 O rapto do Nicolás Maduro pelo exército de defesa dos EUA deu origem a um editorial do director do jornal Página Um. Fica aqui o link, para quem puder ler na íntegra.

Um excerto, que resume a perspectiva da análise do jornalista, neste artigo datado de 4 de Janeiro: "Onde outros presidentes falavam em “ordem internacional baseada em regras”, Trump fala de força, sucesso e submissão. Mas o gesto é o mesmo; desapareceu foi a liturgia. Talvez seja essa franqueza brutal que perturba uma parte da opinião pública ocidental, mais habituada à hipocrisia bem-embalada do que à verdade dita sem rodeios."

sexta-feira, janeiro 09, 2026

EU E O GAUCHITO GIL

 Ainda a propósito do dia de ontem, assinalado aqui no Malfadado, aqui ficam fotos obtidas em dois locais bem diferentes. Primeiro na Cuesta de Lipán, a 4170 de altitude, entre Purmamarca e Las Salinas Grandes. Depois na estrada que liga Puerto Iguazú a Posadas, capital da Província de Misiones. Argentina, por supuesto.

















quinta-feira, janeiro 08, 2026

GAUCHITO GIL

 O nosso Ramiro enviou mensagem a dizer que hoje é dia do "santo" Gauchito Gil. Todos os anos se celebra, nesta data, a vida e obra, e principalmente a obra depois da vida, deste gaúcho, originário da província de Corrientes - Argentina, assassinado neste dia em 1878, faz 150 anos daqui a apenas dois anitos. (link para a wikipedia aqui). Aqui fica o registo, colando a imagem emprestada pelo orgão informativo Misiones Online, da província de Misiones.



quarta-feira, janeiro 07, 2026

GRANDE ENTREVISTA A VIRIATO SOROMENHO MARQUES

O homem que nos ensina a compreender a loucura da política mundial entre 2025 e 2030 é o conhecidíssimo Viriato Soromenho Marques. Em belíssima hora o jornalista da CNN Portugal, Tiago Palma esteve com ele em Dezembro do ano passado, na sua casa. Entrevista publicada a 5 de Janeiro de 2026.

"É um insulto chamarmos 'guerra' ao que acontece em Gaza: não é uma guerra, não há dois exércitos" (link para a primeira parte da entrevista, clicar aqui para o site da CNN)


"A nossa virtude é a modéstia e o nosso vício a inveja. A primeira defende-nos de nos embebedarmos de grandeza, o segundo tem-nos diminuído"

domingo, janeiro 04, 2026

CONVITE À LEITURA - PÁGINA UM

 Se eu fosse jornalista também escreveria assim editoriais, como os que vou partilhar aqui. São do Director do Página Um. Que é um jornalista.

Sobre a Justiça em Portugal: Este (link para editorial de Dezembro 2025) e este (link para editorial bem fresquinho, do primeiro dia deste ano) 

Sobre a morte da Clara Pinto Correia, que só por falta de tempo não escrevi sobre a tragédia aqui no Malfadado: (clicar aqui neste link) editorial de Dezembro 2025.

Sobre os desmandos dos americanos: Este é o mais recente, data de hoje mesmo. (link aqui)

Boas leituras, com ou sem assinaturas