segunda-feira, fevereiro 09, 2026

APANHADOS PELO MAU TEMPO NA EREIRA - E PELO CORREIO DA MANHÃ!

É um fenómeno extraordinário sermos contactados por amigos com quem já não falamos há muito tempo, por outros com quem falamos mais vezes, e recebemos mensagens de pessoas que nos conhecem e comentam com os nossos amigos comuns.

Vem esta introdução a propósito do agora fenómeno extraordinário que são as cheias na Ereira. Antes o extraordinário era haver um Inverno sem cheia. Mas depois das obras de regularização dos caudais e da contenção do leito do rio, a malta já não está habituada a ter que mudar as tralhas para os andares de cima.

Vai daí que tivemos a comunicação social tradicional em peso na Ereira. E nós fomos lá.

Fomos tratar das galinhas e apanhar laranjas.

Chegámos no sábado, por volta da hora de almoço e queríamos sair antes do temporal, que estava previsto piorar lá para as 17.

Deixámos o carro em Montemor-o-Velho e usámos o transporte rodoviário, camionetas de transporte muito altas do exército. Lá fomos grande parte do trajecto por estrada normal, até termos que passar nas zonas alagadas dessa mesma estrada. Na parte muito alagada era fácil perceber que só veículos especializados conseguiam fazer o percurso. Queríamos sair antes do temporal chegar, mas devido aos ventos fortes, gradual subida do nível da cheia e o tal temporal que entretanto se tinha instalado, às 16 horas deixaram de fazer o transporte pela estrada. E os barcos, insufláveis a motor, dos fuzileiros só começaram já de noite, ainda com ventania e aguaceiros, por isso acabámos por dormir lá em casa.

Como foi então a famosa aparição na TV? Há que começar antes. No dia antes.

À chegada à Ereira, logo dei uma curta entrevista à Antena 1, um directo. A Zé que é da terra, sendo abordada, disse à repórter que não queria falar, para falar antes comigo.

E ontem de manhã a aparição na TV, ao chegarmos ao cais de embarque, Alerta CM logo às 9 e meia da manhã. Depois chegaram os barcos, vinha lá a reportagem da SIC e apanharam-me logo para umas breves palavras, já estavam todos dentro dos barcos dos fuzileiros, eu era o último, porque ia no barco dos bombeiros com a cadela. Lá acabei à pressa a entrevista, depois a entrar para o barco, os repórteres CM pediram para fazer o embarque duas vezes, para filmar melhor e também fazer uma foto com a cadela ao colo. O comandante dos fuzileiros até fez um pequeno comentário...


A aventura continuou, mas já sem reportagens.

Um dos barcos dos fuzileiros, que vinha em último, lotação esgotada, ficou sem gasolina. Teve que parar o cortejo, o da frente com o comandante e lotação esgotada, veio para trás, reabastecimento e lá partimos rumo a Montemor. Eu estava excepcionalmente no barco dos bombeiros de Montemor-o-Velho, ficámos ali a assistir às manobras e a aproveitar a paisagem.

Ao tentar abrir as portas somos confrontados com mais uma pequena desventura: o nosso carro estava sem bateria. Porque à chegada, com a pressa de apanhar o transporte, não desliguei as luzes, que vinham ligadas por causa do mau tempo que apanhámos aqui e ali. Lá fomos socorridos pelos bombeiros, que foram ao quartel buscar cabos e ... tudo está bem quando acaba bem!

Aparecendo na Antena 1, na CMTV (em directo e depois aparecendo em imagens gravadas sempre que faziam um directo) e na SIC, no noticiário à hora de almoço, a malta amiga que ouviu, ou viu, acabou por reagir, fazendo assim diferentes os dias iguais. A presença da Pipoca nas imagens, transportada ao colo e depois tranquila já no barco, fez a diferença. Fica aqui o link para a reportagem publicada no Correio da Manhã online, com mais fotos.

A última vez que eu tinha aparecido no Correio da Manhã, foi quando o jornalista Bernardo Esteves fez um exclusivo sobre a minha nota de imprensa, onde revelava as irregularidades cometidas por um dos anteriores presidentes da direcção nacional da Quercus. Março de 2019. Um ano antes dessas irregularidades levarem à sua demissão, na sequência de uma reportagem de investigação na RTP, no saudoso "Sexta às Nove".

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