quinta-feira, dezembro 24, 2015

DERROTAS E VENDO AS COISAS PELO LADO NEGATIVO

Hoje é dia de actualizar o blogue. Estou na Ereira, quentinho, dispensado de cozinhar. Envelheci nestes últimos dias. Não é novidade, acontece a toda a gente, mesmo com cirurgias plásticas (se calhar, a estes que recorrem a estas, acontece até mais do que a outros).
A luta na Coutada teve desenvolvimentos recentes, mas passam por uma traição grave do nosso advogado, que falhou propositadamente e nos deixou mal informados e abandonados. Sempre com desculpas e falinhas mansas, lá foi de mentira em mentira até que lhe descobrimos a careca. Um dia conto aqui no Malfadado, em versão resumida, agora prefiro virar a folha.
Na Quercus, a nível nacional, sucedem-se as complicações com muitos dos que nos últimos anos andaram a dar o corpo ao manifesto. Há um mau ambiente na associação, que se arrasta há alguns anos. Vale-me o bom ambiente na Quercus de Aveiro, porque a Associação é muito mais do que grandes projectos, é estar perto de gente que pensa globalmente e age localmente.
O PODEMOS não conseguiu derrotar os mesmos do costume... teve um bom resultado, sem dúvida, o parlamento espanhol vai contar com muita gente para afrontar os poderosos e das negociatas, mas era preciso mais. Mais coragem dos espanhóis para apostarem numa mudança, sem os medos que foram semeados, de que vêm aí os comunistas. Como aliás andaram a fazer em Portugal depois das eleições, amedrontando as pessoas com a esquerda e os comunistas. Eles sabem que podem amedrontar a população, porque a malta é medrosa, é um come e cala constante. A malta gosta tanto de ser enganada que premeia sempre os gatunos ou incompetentes, na hora de escolher.
E por falar em medrosos, e para terminar o porquê deste meu envelhecimento, então não é que depois de andarmos todos a salvar as fortunas dos banqueiros do BPP, do BPN e do BES, ainda nos cai em cima a péssima gestão do BANIF? E a malta vai pagar, outra vez? Sem protestar, claro. Quer dizer, protestam nos cafés e nas conversas, mas quando chegar a hora de ir votar, toca a ter medo de arriscar numa mudança radical.
Assim não vamos lá. Estou a um passo de passar a pasta aos mais jovens... eles que lutem, eu ficarei sempre solidário, e na hora de votar não me vou deixar enganar.

Fazer de cada perda uma raíz...

Sem comentários: