sexta-feira, agosto 21, 2020

DOIS MESES MALFADADOS

 Pois é o tempo passa a correr. Entre regas e obras e sobrinho e cães e as cenas da Quercus, e a gestão de ervas e arbustos em várias frentes, não houve tempo para mais nada. Só para algum desconfinamento. E alguma acupunctura. Nem para deixar aqui umas palavrinhas neste blogue houve tempo, nestes tempos em que acordo muito cedo, durmo uma sesta depois de almoço e à noite já não consigo produzir mais nada.

Fui guardando no meu mail algumas coisas que fui achando interessantes para partilhar, e como é habitual vou colocar aqui com as datas que me parecerem mais ajustadas.

A pandemia traz coisas interessantes, e que nos dão que pensar. No lar onde a minha velha tia comunista está depositada foi agora mesmo detectado que setenta e tal pessoas estão contaminadas com o vírus. Descobriram por acaso, porque uma das clientes teve que ir ao Hospital por causa de uma outra doença. Todas as pessoas contaminadas estão assintomáticas. Ou seja, mesmo com muitas comorbilidades, ou seja, outros problemas de saúde, o vírus não lhes causou mossa nenhuma, pelo menos que se veja. Ora, se esta é uma estirpe do vírus que degenerou, e que não é tão forte no ataque, não seria de deixar esta estirpe propagar-se para as pessoas ganharem anti-corpos de forma natural? Ah, pois, não pode ser, já há milhões prometidos aos laboratórios das grandes farmacêuticas, para depois aplicar em vacinas sintéticas.

Vêm aí mais meses malfadados, ah pois vêm... até já!

quarta-feira, agosto 19, 2020

MARIA DO CARMO BICA - HOMENAGEM PÓSTUMA

De facto fiquei chocado com a notícia, porque desconhecia que esta minha amiga estivesse sequer doente. Uma activista que certamente se esgotou de corpo e alma nas suas lutas, mais do que defensora da agricultura biológica ela defendia os agricultores do Mundo Rural. Estava ao lado das pessoas no campo, mas também na cidade. A Carmo Bica foi uma bica cheia para a sociedade portuguesa, onde muitos gostam mais que as pessoas sejam bicas curtas, ou garotos. Nesta morte prematura muitos verão uma vida curta, mas eu vejo uma vida cheia, em pouco menos de 60 anos ela fez o que as pessoas normais não fazem em 120. E estava aí para continuar a dar-nos de si, esquecida dela própria.
Fica um bom registo de memórias a sua página de Facebook (link aqui), para quem quiser saber de onde veio, o que fazia para matar a desigualdade na sociedade, o que fazia para lutar pelo planeta, agindo localmente e pensando sempre globalmente, porque a sua visão desde sempre foi muito para além da sua terra. E este link para o Esquerda.net, com um belo texto sobre a nossa amiga (clicar aqui).
E diz-me o Facebook que temos 30 amigos em comum. Junta gente do bloco de Esquerda, como não, mas junta também colegas da Escola Superior Agrária de Coimbra, onde coincidimos nas mesmas aulas durante um ano e ficámos amigos para a vida. E depois reconheço amigos da Agrobio, da Quercus, activistas da defesa do mundo rural, gente que não pára de lutar por um mundo melhor.
A Carmo Bica foi obrigada a parar quando chegou a sua hora de deixar lugar para outros, neste ciclo da vida que juntos aprendemos a amar.
Gostava de ter tido mais tempo ao pé dela, mas as vidas só se cruzam quando o acaso nos proporciona o convívio. E quando as lutas não nos dão descanso, o tempo para os amigos é sempre muito dividido. E fico chateado por não ter sabido que estava doente, gostava de ter estado mais presente nesta luta final.

sábado, agosto 08, 2020

MARIA JOÃO AO VIVO

 Ontem voltei a um espectáculo musical ao vivo. Foi no jardim do CAE da Figueira da Foz, ao frio, mas nada que não estivesse à espera e uns bons agasalhos ajudaram. No cartaz Maria João e Maria Anadon cantam standards do Jazz. Mas a abrir o espectáculo a Maria João e o João Farinha mostraram logo ao que iam. Jazz moderno, cheio de força, ritmo e virtuosismo. As boas músicas recentes da Maria João, isso sim. Só quando entrou a Maria Anadon, lá mais para a frente é que ouvimos alguns standards. E depois o concerto prolongou-se com as duas cantoras em palco e todos os músicos em conjunto. Foi muito bom e inesquecível. Ainda que tenha que confessar que, como me levanto cedinho, tirei uma sestinha ao som da Maria Anadon, para depois estar bem acordado a deleitar-me com a minha cantora de eleição. E no final ainda pudemos falar um pouco com os artistas. Aqui ficam uns videozinhos recentes, para quem anda mais afastado destas coisas da música boa, mas também de vídeos que gostei bastante, levaram o devido like e têm que figurar no Malfadado.

Problemas a tentar emoldurar os videos que quero partilhar, ficam então aqui os links, antes dos códigos para emoldurar, que ficam também por poder ser um problema temporário por causa de mudanças grandes na plataforma Blogger. (nota de edição em Dezembro: era um problema temporário, pelo que vou retirar os seguintes links, uma vez que videos já estão lá mais abaixo. Fica apenas o link para o video no FB)

https://www.youtube.com/watch?v=RFyqA5HRfWg

https://www.youtube.com/watch?v=ZsTKj17F1ps

E fica ainda um video partilhado no Facebook, pela música (incluída no CD da Maria João com a poesia de Aldir Blanc), mas também pelas palavras do músico brasileiro Tom Maciel.

https://www.facebook.com/tom.maciel.54/videos/10214590283264657/UzpfSTEwMDAxMTcwMzg5NzQ1MzoxMDc4NTg3MTY1ODc0NzM2/?id=100011703897453



 

segunda-feira, julho 20, 2020

ENTREVISTA DA MARIA JOÃO - FALA COM ELA NA ANTENA 1

Esta entrevista passou na Antena 1, conversa puxada pela Inês Meneses no seu espaço de conversas. Até o meu primo do Algarve ouvinte muito assíduo da Antena 1 me mandou um sms a lembrar. Fica aqui o link para quem perdeu esta muito agradável e positiva conversa.

terça-feira, junho 23, 2020

MÉDICA ACTIVISTA LOKAS CRUZ







Não a conheço ainda, mas é das guerreiras que gostaria de encontrar um dia. Foi entrevistada pelo Público e disse uma frase com impacto: - O racismo que impede pessoas negras de respirar na América é o mesmo que permite que pessoas negras se afoguem no Mar Mediterrâneo.


E disse ainda:

A imobilização de navios civis de resgate é um acto político com o objectivo de impedir que as pessoas cheguem à Europa; não importa se não chegam porque morrem na travessia, desde que não cheguem.

O fecho de fronteiras impede a migração e impede que as pessoas fujam de sítios onde estão sujeitas a violência.

O problema de nos fecharmos e acharmos que podemos cuidar só dos "nossos" é que há pessoas que não são "nossos" de ninguém.

A ausência de circulação de agentes humanitários e bens essenciais não só impossibilita a acção humanitária como fonte de assistência mas também como fonte de denúncia e reporte.

A resistência e desobediência civil relembra os decisores políticos que têm de defender os direitos humanos, não porque eles queiram, mas porque nós queremos e é a nós que têm de representar.
A criminalização da ação humanitária é uma estratégia de negar essa resistência e desobediência à sociedade civil e impedir-nos de defender os direitos humanos. Não conseguirão, não passarão.

(foto copiada do Facebook da guerreira, na gravação do programa da Catarina Furtado "Príncipes do Nada")


segunda-feira, junho 22, 2020

SALADA DE ABOBRINHA E AMEIXAS

Aqui fica esta receita simples e muito eficaz, numa altura em que as abobrinhas existem nos quintais e se comem de mil maneiras. Esta é a maneira 1001 de as comer, aproveitando as primeiras ameixas.

Ingredientes:
1 abobrinha
2 ameixas vermelhas grandes nada maduras, rijas e ácidas
temperos: flor de sal, óleo de girassol primeira pressão a frio, 2 amêndoas (amargas) picadas com a faca, levedura de cerveja para polvilhar levemente, um pouco de orégãos, 1 colher de chá de compota.

Ralar a abobrinha e as ameixas e temperar antes de comer. Com o passar dos minutos vai largando líquidos, por isso deve ser consumida imediatamente. Mas se largar líquidos pode-se comer na mesma, o aspecto é que fica diferente. E esse molho resultante também se come bem. Eu usei uma compota que fiz em que misturei pera, abóbora e framboesa, mas pode ser usada outra com sabor ligeiro e frutado. Claro está que os temperos podem variar, em vez das amêndoas amargas podem usar-se outras amêndoas ou frutos secos picados, a levedura de cerveja é em tão pouca quantidade que pode ser substituída por alguma pimenta.

domingo, junho 21, 2020

METER MEDO ÀS CRIANÇAS - CURTA METRAGEM

E se realmente acontecesse às crianças aquilo que os adultos lhes dizem que acontece quando fazem algo socialmente mal visto? Eis que dois realizadores ingleses, que assinam os seus trabalhos em video como US (link para a sua página) fizeram esta curta metragem que agora partilho aqui, sem direito a legendas em português, para a malta treinar o seu inglês:

sexta-feira, junho 19, 2020

BOA MÚSICA PORTUGUESA COM LUÍS PEIXOTO

Deixo aqui este video com mais de uma hora, muita música e algo de entrevista, foi gravado vai fazer três anos.

quinta-feira, junho 18, 2020

PARA OS AFICIONADOS EM VIAJAR - PRAIA DE MIRA

Há muita coisa para ler na net. Hoje volto a divulgar aqui este blog (clicar aqui), porque de vez em quando traz coisas interessantes e lê-se muito bem. E como o nosso tempo não está para grandes viagens, relembro aqui a Praia de Mira e os fantásticos bungalows do Parque de Campismo Municipal (link para artigo antigo). Continuam com muito boas condições e aconselham-se.

terça-feira, junho 16, 2020

domingo, junho 14, 2020

TARTILHA DE ABOBRINHA

Porque razão existe um termo português, e ainda por cima tão portuguesinho, para designar uma curgete e teimamos em usar o termo francês com escrita aportuguesada? A partir de agora vou sempre chamar abobrinha. No ano passado as abobrinhas produziram muito, como sempre, e fui pesquisar na net receitas para aproveitar. E descobri uma receita chamada torta (no brasil dizem torta quando é uma tarte) de abobrinha. Mas o resultado final tem pouco de tarte e muito de tortilha, pelo que inventei um nome para esta receita, com as minhas adaptações, e que vou escrever aqui mas também colocar no meu livro de receitas on line (neste blogue está o link no separador aqui do lado esquerdo, AS MINHAS COISINHAS). Passou então a ser a TARTILHA DE ABOBRINHA. Claro que dificilmente será encontrada nas pesquisas na net, mas pronto, há que chamar as coisas pelos nomes e diferenciar. Uma coisa é uma tarte, outra coisa é uma tartilha, podendo até ser que daqui a 25 anos entre no dicionário de português. Ou até no de espanhol, na versão de castellano como tartilla, em que a abobrinha aparece como calabacín. É então como se segue:

INGREDIENTES:
1 ABOBRINHA picada, ou seja, cortada em cubinhos pequenitos
1 CEBOLA picadinha
3 OVOS ligeiramente batidos
AZEITE - 2 colheres de sopa
FARINHA DE TRIGO - 1/4 chávena
QUEIJO PARMEGGIANO RALADO - 1/2 chávena
FERMENTO - 1 colher de chá
ERVA AROMÁTICA - opcional folhas de salsa, manjericão, ou oregãos, tomilho secos
SAL (a gosto mas cuidado porque o queijo já leva bastante sal) e ou PIMENTA.
E ainda qualquer óleo e pão ralado ou farinha integral para untar a forma (de tarte de rebordo liso ou forma com mola de abrir de diâmetro mais pequeno) e polvilhá-la.

Separar os ingredientes. Ligar o forno a 200º. Preparar os ingredientes. Misturar tudo numa tigela e ir mexendo, de forma a não criar grumos e ficar tudo bem misturado. Despejar para a forma preparada. Entretanto o forno já deve estar no ponto, enfiar lá a forma e esperar cerca de 20 minutos. Para a tartilha ficar homogénea pode ser rodada a forma aos 15 minutos, e verificar se está a ficar com bom aspecto. Depois pode ser comida quentinha, ou fria levando para pic-nic, tal como uma tortilha.

Claro está que as quantidades de ingredientes são indicativas, pois o tamanho da abobrinha, da cebola e dos ovos podem variar. O queijo ralado pode ser outro tipo de queijo. Mas depois cada um adaptará.

A primeira que fiz este ano ficou mesmo boa, deu para 4 doses, acompanhando com arroz e saladas. Devia ter fotografado para colocar aqui, mas esqueci-me. E na verdade até é mais fácil clicar aqui neste link e ver a receita (quase igual) filmada, colocada no youtube e falada em brasileiro.

Agora é só os inovadores adaptarem esta receita para outros vegetais e criar-se uma variedade de tartilhas e o conceito ganhar raízes na culinária.

sábado, junho 13, 2020

MAIS UM MAX ROACH NA COLECÇÃO - NEWPORT REBELS

De vez em quando lá chega mais um CD à minha colecção Max Roach (ver neste link texto aqui no Malfadado sobre este baterista e a minha colecção). Deste feita fica a referência a mais um para a colecção, com a característica dele apenas tocar numa música do CD. É de 1960 e diz aqui a wikipédia (link) que alguns artistas da nova onda do jazz da altura se revoltaram contra os organizadores de um festival de Jazz e organizaram eles próprios, quais rebeldes, um festival alternativo em Newport, uma das cidades do mais pequeno estado americano, o de Rhode Island.
Deixo aqui o som poderoso da 2ª faixa do CD, onde aparece então o Max Roach a tocar, uma música intitulada Cliff Walk (uma das atracções turísticas de Newport), composta pelo trompetista que também se ouve a tocar, o Booker Little. Acompanhados por trombone, saxofone tenor e contrabaixo.

quinta-feira, junho 11, 2020

SIDNEY BECHET - PETITE FLEUR

Hoje fica aqui a referência a esta música, que ouvi tantas vezes desde criança. 

  

E até descobri que alguém a colocou no youtube, na versão que conheço tão bem, pelo que aqui fica para memória e também para dar a conhecer aos leigos leitores este clarinetista do jazz que nasceu ainda no século 19.



quarta-feira, junho 10, 2020

CONTIGO

Uma espanholada romântica, música de 2005, e que um amigo agora partilhou por e-mail nesta versão com animação usando ilustrações. Dedicado pelo seu cantor ao vocalista dos Jarabe de Palo, que morreu ontem com 53 anos (link para wikipedia). E cá aparecem os discos em vinil a rodarem... canal youtube do cantor Kiko Veneno:


Sim, não parece pela ilustração, mas hoje é Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Hoje a comemoração aqui no Malfadado vai para as Comunidades Portuguesas nessa futura fusão de repúblicas e monarquia que será a Espanha do futuro, e para a qual os portugueses que lá trabalham estão a contribuir.

terça-feira, junho 09, 2020

BIOGRAFIA DE ACTIVISMO

Só quem conhece de há longa data as minhas andanças associativas conseguiria fazer assim uma biografia resumida (e não autorizada) da minha cidadania activa na área do ambiente:
"Início de participação cívica no extinto GIDC, onde também desempenhou alguns cargos associativos. Fundador da AGROBIO, onde desempenhou alguns cargos associativos e pertenceu ao Gabinete Técnico. Formado em Produção Animal pela ESA de Coimbra. Membro da Quercus desde o final da década de 80. Na Quercus desempenhou cargos associativos no Núcleo de Castelo Branco, Núcleo de Coimbra, Núcleo de Aveiro e nos anos mais recentes ao nível da estrutura nacional, participando no Conselho Fiscal, estando agora afastado desses cargos. Agricultor Biológico no concelho de Castelo Branco até ao ano 2000.
Pelo seu activismo passaram situações que ainda hoje têm grande impacto naquilo que se pode considerar como a preservação do ambiente em Portugal: a eucaliptização e favorecimento das grandes empresas, com a destruição do mundo rural. O estabelecimento de zonas de caça privadas, turísticas ou associativas, com grandes impactos na biodiversidade. A implantação de métodos agrícolas industriais e de elevado recurso a adubos e pesticidas, com grandes impactos na saúde da população e na qualidade da água. A construção de grandes barragens financiadas pelo estado e concedidas a grandes empresas privadas, com graves impactos regionais e na biodiversidade. A destruição da ferrovia e a aposta nos veículos individuais motorizados, em detrimento do transporte público ou dos modos suaves de deslocação, contribuindo para problemas para a conservação da natureza e para a saúde individual. A construção de inúmeras instalações industriais e comerciais em áreas agrícolas e florestais, aumentando o número de edifícios abandonados quer em meios urbanos quer em meios rurais, mas também destruindo solos e promovendo a impermeabilização dos mesmos. O abandono rural, a promoção da florestação monoespecífica e as alterações climáticas, que levaram aos enormes incêndios rurais dos últimos anos."

Um dia gostava de ter tempo de ir colando aqui no Malfadado os recortes que ilustram todo este activismo, principalmente os anteriores a este registo em forma de artigos malfadados. Mas para já fica aqui este guia.

Quem sabe um dia alguém leia isto e me convide para fazer palestras sobre partes deste currículo de contestação.

segunda-feira, junho 08, 2020

BAÚ DAS MEMÓRIAS - LP FINE ART OF SURFACING

O texto de ontem levou-me a recordar um LP que comprei em 1980, e que ouvi tantas e tantas vezes (link para o texto na Wikipedia em inglês, e com imagem da capa). Das várias músicas deste LP dos Boomtown Rats ainda consigo trautear quase todas, e até todas se ouvir o início para "dar o tom".

Fica aqui uma das que melhor descreve o som e intervenção desta banda irlandesa, na versão ao vivo da época, e que está no Fine Art of Surfacing:



Os Boomtown Rats (link para o seu site) estiveram activos entre 1975 e 1986, nessa altura pararam e dedicaram-se a outras coisas individualmente, mas regressaram em 2013, tendo lançado um novo álbum de composições originais este ano, e fica aqui o single tal como partilhado no Youtube:



Vê-se bem o passar dos anos, estão velhinhos como eu. Mas não parámos ainda, essa é que é essa. Mesmo com pausas pelo meio.

Este grupo tem referência resumida na Wikipédia em português (link), para quem quiser ter uma ideia da cronologia do seu trabalho.



domingo, junho 07, 2020

BLACK FLOYD

Porque nasceste preto em vez de cor-de-rosa? (14 de Outubro 1973 - 25 de Maio 2020) (link aqui para Wikipedia)

A obra de Banksy, tal como publicada no seu Insta:


Do álbum The Wall, dos Pink Floyd, que continua na minha lista da análise crítica obrigatória para alunos do ensino secundário:

"Are there any queers in the theater tonight?
Get them up against the wall! There's one in the spotlight, he don't look right to me, Get him up against the wall! That one looks Jewish! And that one's a coon! Who let all of this riff-raff into the room? There's one smoking a joint, And another with spots! If I had my way, I'd have all of you shot!"



Ou a mesma música no excerto do filme The Wall, protagonizado pelo Bob Geldof (vocalista nos Boomtown Rats, quem se lembra?):

sexta-feira, junho 05, 2020

5 ANOS DE VOLTAR À TERRA

Hoje, Dia Mundial do Ambiente, celebra-se o 5. Foi a 5 de Junho de 1972 que teve início em Estocolmo aquilo que mais tarde daria direito à declaração do Dia Mundial do Ambiente. Cujas comemorações farão 50 anos em 2023. Eu já tinha nascido nessa altura, mas não percebia nada do que se passava à minha volta, nem o fascismo nem o colonialismo, estávamos em estado de guerra a matar pretos na sua terra, sem perceber que aquela faz parte da nossa Terra. Sem perceber que vivemos numa aldeia global e que só temos a ganhar em conviver de forma harmoniosa com os vizinhos. Também nessa altura não percebia nada de ambiente, nem eu nem os portugueses, salvo raras excepções, de gente que sempre existe e que vai à frente do seu tempo. Mas nessa altura já havia gente que protestava e chamava a atenção para a necessidade de defender o ambiente, o Greenpeace vai comemorar 50 anos já para o ano que vem.

Hoje o Malfadado comemora voltando a referir o blogue da actriz Anabela Teixeira, "Voltar à Terra" (link aqui). Fez 5 anos este blogue, muito bonitinho e bem organizadinho, que com a sua edição e divulgação vai levando as questões ambientais a um pequeno universo de leitores. E até organiza alguns pequenos e simpáticos passatempos. A Anabela Teixeira é das que contribui com o seu grãozinho de areia.

Nestes tempos em que as artes estão a passar mal, especialmente as artes de palco, aqui fica a divulgação desta iniciativa pessoal de uma das nossas melhores e mais conceituadas actrizes. E aqui fica um videozinho com a Anabela nalguns papéis principais:

Anabela Teixeira Showreel 2020 from Anabela Teixeira on Vimeo.

quinta-feira, junho 04, 2020

FAZER PARTE DA ASSOCIAÇÃO CABEÇO SANTO

A ida ao Cabeço Santo teve também como resultado ter recebido em mão o recibo de pagamento da quota de 2020 referente a associado fundador. A nova associação precisa de novos sócios e não é preciso ter ido ao Cabeço Santo, para trabalhar ou apenas para reequilibrar corpo e mente, para pertencer. Pertencer pode ser de alguém lá de longe e que com o seu pequeno contributo de 10 euros anuais quer dizer que também acredita na mudança e na resistência e que contribui assim. Muitos com pouco podem fazer muito mais que apenas um com muito.

Fica o convite para se inscreverem na ACS e fica aqui uma música dedicada ao local perto e longe onde toda a beleza do mundo se esconde:



Video de espectáculo ao vivo, com letra e tudo na descrição.