Decorreu no Monte Barata um convívio de velhos amigos, cujo ponto alto foi um almoço partilhado no sábado, dia 16 de Maio. Cheguei no próprio dia, tinha ido de comboio de Aveiro até Castelo Branco uns dias antes, para participar no festival da Ajidanha, fiquei a dormir em casa da Lena em Idanha-a-Nova e nesse dia precisei de boleia, que tentei combinar na véspera. A amiga Lídia do Ladoeiro arranjou uma boleia até essa conhecida terra da campina, depois pensei ir andando e pedir boleia a quem passasse, até Monforte da Beira. Mas o Tito afinal lá teve que ir a Idanha e deu-me logo boleia directa. Mas, como eu queria ainda ir comprar queijos à queijaria Falcão, para partilhar no almoço, fiquei por ali e o Tito levou a minha mochila e a velha tenda até ao Monte.
Ali fiquei na conversa, na queijaria, com a Júlia e com o Fernando, em despique de contar novidades, ainda vi o grande Sérgio (filho do casal e continuador da tradição ganadeira), até que já muito atrasado lá me despedi e comecei a descer a encosta, disposto a fazer o resto do caminho a pé. Mal tinha descido 20 metros, toca o telemóvel, era a Marta, que estava com o Artur, e iam para o Monte na carrinha da Quercus, queriam saber onde eu andava e se precisava de boleia. Claro! Num instante estava lá no meio de malta que já não via há mais de 30 anos, outros ainda tinha visto entretanto, aqui e ali. Já todos velhos como eu, mas tal como eu, ainda não tão velhos que prescindissem de participar neste convívio.
E revi o Armando Carvalho, que a propósito deste convívio o Samuel me tinha dito que lhe tinham contado que ele tinha estado muito mal. Eu não fazia ideia, até que lá fiz uns telefonemas e me contaram assim por alto. Mas a verdadeira história contou-me ele, que sobreviveu mesmo por um triz. Na verdade, apesar de muitos amigos em comum, como andei afastado da net mais de um mês, na altura em que ele foi hospitalizado, acabou por me passar ao lado essa notícia trágica, e que ficou a uns passos de ser fatídica.
Foi um momento para recordar com saudade o Luís Monteiro, que uniu todas aquelas pessoas há muitos anos atrás, e para isso contámos com a presença do Paulo Monteiro.
Voltando atrás no tempo, muito atrás, eu conheci o Luis Monteiro em Montesinho, bem lá no norte. Soubemos que a Quercus estava a organizar um Campo de Verão, e eu e o João Santos fomos de propósito desde Coimbra até lá. Fomos à boleia, mas depois a última parte do trajecto acabámos por apanhar um comboio, uma vez que as boleias escasseavam, na mesma medida em que escasseava o trânsito automóvel. Desse acampamento guardo excelentes memórias, do Armando e da Bebé, da Paula Leitão, da Cristina (de Aveiro) e do Luís Monteiro (os dois que nos deixaram na sequência de trágicos acidentes), do João Santos (como não!), de uma Joana Barbedo (do Porto), de uma jugoslava que já não me lembro do nome mas deve andar por aí perdido em papéis.
Neste meu regresso ao Monte Barata tirei fotografias e verifiquei como as coisas estavam depois da passagem da tempestade que derrubou azinheiras centenárias. Mas as que foram podadas em 2024/2025 estavam todas imponentes e belas. E inspiradoras.
Aqui partilho algumas dessas fotos.





Sem comentários:
Enviar um comentário