A Nadi foi dar uma volta e não voltou. Ainda pensei que se poderia ter distraído, e não ter dado pelo passar do tempo. Mas esperei, voltei ao lugar, apitei, chamei, dois dias depois andei por ali na mesma zona, procurei, esperei, indaguei, esperei, deixei comida, esperei... e nada de Nadi. Resta divulgar no Facebook, pois já andei nas aldeias e mostrei a foto, e deixei contactos e foto na GNR de Paranhos da Beira. A Nadi tem chip, mas isso de pouco serve num mundo rural onde ainda existem armadilhas para capturar animais selvagens (sejam elas de dentes e "Clac", o animal fica preso ou morre imediatamente, para depois se tirar a pele e vender, ou sejam elas um laço de arame, em que o animal enfia a cabeça e quando se tenta libertar vai apertando mais e mais, e morre "enforcado", cobardemente asfixiado, para depois se tirar a pele, ou caso seja um javali, para se vender a carne). Ainda tenho uma pequena réstia de esperança que assim não tenha sido, e que se tenha desorientado e ande por aí à procura do caminho de casa.
É uma amargura...
Já em jeito de recordação aqui fica uma colecção das fotos que consegui juntar, desta cadela que comigo andou no interior e no litoral, em jardins e floresta, em campos e cidades. Da cadela que não era minha, mas que perfilhei e ajudei a transformar o seu quotidiano solitário, de corrente e casota de cimento, com dias de muita animação e contacto com muitos outros cães. E com gatos também...
A Nadi nasceu em 2018, foi esterilizada, esteve quase a morrer envenenada por ingerir veneno em ratazanas ressequidas. A Nadi foi atropelada, pancada forte na cabeça, o carro passou-lhe por cima, mas não partiu nada, só que ficou surda de um ouvido. Mas ouvia bem demais do outro ouvido, só não conseguia era perceber de que lado vinha o som, tinha que olhar e reolhar para ver se percebia de onde vinha o som. A Nadi tinha o nome de Nádia, mas eu mudei para um nome mais sonoro e canino. Um amigo chamava-lhe Nadine, um nome menos canino.
Ficam as fotos que consegui juntar:














1 comentário:
Ligou-me o veterinário municipal de Nelas ao fim da tarde de ontem, dia 23. Visivelmente não tinha recebido o e-mail que enviei para a CM de Nelas, a pedir para ajudarem a encontrar a Nadi. Quando andei a contactar diferentes entidades, não consegui melhor contacto de e-mail para o Gabinete Veterinário do que o e-mail geral da autarquia. O site da CM Nelas deixa algo a desejar quando as pessoas querem entrar em contacto directo. Cá para mim esse e-mail ficou ali perdido. Como tal, ainda ontem à noite, reencaminhei-o com um pedido expresso de o dirigirem ao veterinário municipal.
Amanhã à tarde, depois de umas plantações de árvores que tenho combinadas com as eco-escolas aqui em Vagos, já vou buscar a Nadi. É uma sobrevivente nata!
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