quinta-feira, março 19, 2026

COISAS DE QUE POUCA GENTE FALA - 2 - DOS LAMBE-BOTAS

Há uns tempos que ando para escrever aqui sobre este assunto. Que deu que falar na altura, mas que depressa deixou de aparecer nas notícias. Falo do prémio atribuído pela FIFA ao grande empresário, homem de grandes e fartos negócios, que aparece na TV e nas rádios e nos jornais vezes demais. Não estou a falar do nosso presidente Marcelo.A FIFA é a Federação Internacional que regula e organiza as competições de futebol a nível mundial. A FIFA pode muito bem atribuir prémios a jogadores, treinadores, às grandes empresas multinacionais que financiam os grandes clubes e a própria FIFA. Mas criar uma distinção para uma categoria como a paz é algo que não faz nenhum sentido. O futebol tem cada vez mais contribuído para afastar do que para aproximar as pessoas. O futebol dos clubes é cada vez menos um desporto e cada vez mais um negócio. E como negócio, é cada vez mais um nunca acabar de esquemas fraudulentos, de corrupção, de salários perfeitamente escandalosos e injustificáveis. Por acaso descobri este pequeno vídeo que a seguir partilho, e que foi preparado e traduzido para português-bra por uma comunidade da plataforma mal afamada que se intitula "Televisão do Mundo". Fica o convite para verem como os próprios americanos gozaram de grande com esta distinção, numa colectânea de diferentes humoristas, e o meu comentário logo a seguir: De facto, esta situação ridícula foi também apanhada por alguns dos nossos comentadeiros. Mas nenhum teve a coragem de dizer que os nossos lambe-botas de serviço, os escolhidos pela maioria dos votantes portugueses para representar a nação portuguesa, o primeiro ministro e o lamentável ministro dos negócios estrangeiros, estão bem retratados nesta estatueta, e na leitura que os humoristas fazem das mãos a massajar as bolas do laureado. Eles lá usam o termo "suck-up" para os lambe-botas, os que chupam, e francamente é o que vejo na minha cabeça quando sou confrontado com declarações e actos dos nossos governantes perante estas situações continuadas de violações das leis internacionais. Vejo políticos que baixam as calças e se põem a jeito, vejo políticos de joelhos à frente de um homem de negócios e violência, políticos em veneração, massagem, osculação e abocanhamento das pequenas bolas pendentes. A minha esperança é que os eleitores portugueses vão vendo este tipo de vídeos de humoristas e ponham a cabeça a trabalhar. E que vão acompanhando as notícias em Espanha, onde apenas um governo tem feito mais pela defesa do direito internacional, do que toda a Europa junta, onde mais parece que fazem fila para, de joelhos, ali estarem à espera da sua vez de lamber o cú (expressão mais usada em Espanha para lamber botas). Aliás, é mais certo os espanhóis defenderem o papel do português à frente da ONU do que os portugueses. Mas isso são contas de outro rosário...

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