Fica este videozinho, seguido de uma letra de música do Sérgio Godinho:
e do Sérgio Godinho:
Dizem no norte: os do norte é que são bons
dizem no sul: os do sul é que são bons
dizem no campo: nós é que somos os bons
dizem na cidade: nós é que somos os bons
bem, para isto não ficar
numa canção em dois tons
vou tentar abreviar
somos todos muito bons!
Que a capital seja em Lisboa ou no Porto
o capital é que é preciso ver morto
e é natural
que não seja ele a matar-se
e vamos lá, mal por mal
queira até socializar-se.
Gente do sul, gente do norte
gente que quer sair do nada
há uma classe exploradora
e há uma outra que é explorada.
Gente do campo, gente da cidade
gente que quer sair do nada
há uma classe exploradora
e há uma outra que é explorada.
Quem é que explora toda esta rivalidade
quem tem nas mãos, sul, norte, campo, cidade
quem é que puxa
os cordelinhos da gente
nos põe na boca uma chucha
e nos empurra para a frente.
Faz-me lembrar quando ainda eramos meninos
e nos mandavam à caça aos gambuzinos
só que os meninos
estão a crescer de estatura
e antes de cantar hinos
querem ver a partitura.
Gente do sul gente do norte, etc.
A pôr fronteiras entre Minhos e Sados
ainda acabamos todos encurralados
a fazer manguitos
ao irmão do outro lado
e a gritar: estamos quites
lixaste-me e estás lixado
Dizem no norte os do norte é que são bons
Dizem no sul os do sul é que são bons, etc...
aqui se narram as aventuras de um portuguesito que desde tenra idade é vítima de erros vários, mas com abertura para outros textos de reflexão e de intervenção cívica
segunda-feira, abril 24, 2017
domingo, abril 23, 2017
MARIA JOÃO NO HOTEL BABILÓNIA
Um dos programas de culto da Antena 1 é o Hotel Babilónia. Aos fins-de-semana. E há mais de um mês, a propósito do novo trabalho em que podemos ouvir a Maria João, fizeram esta entrevista com música, que aconselho (link para a segunda hora do programa). Para ouvir ao fim-de-semana, numa pausa.
sábado, abril 22, 2017
THE BLUES EXPERIENCE - BUDDA POWER BLUES E MARIA JOÃO
Saiu este CD assim intitulado de "experiência". Uma experiência muito bem conseguida e aqui está tudo explicadinho, ao som da forte música. Um curto documentário de 20 minutos:
Quem não puder dispor de 20 minutos, pode sempre procurar e ver no youtube uma das músicas e impressionar-se com a grande Maria João, num registo bonito e emocionante. E nacional...
Quem não puder dispor de 20 minutos, pode sempre procurar e ver no youtube uma das músicas e impressionar-se com a grande Maria João, num registo bonito e emocionante. E nacional...
sexta-feira, abril 21, 2017
SIMON DU FLEUVE - A SAGA DE CLAUDE AUCLAIR
Um destes dias vim à net à procura de coisas sobre Simon du Fleuve, uma obra em vários álbuns de BD. É de leitura obrigatória. Quem nunca leu, em vez de pôr o dedo no ar, vá depressa a uma biblioteca ou peça emprestado a um amigo próximo. O melhor que encontrei na net foi num blogue de um amigo que já não vejo há decénios, dos tempos do GIDC em Coimbra. Aconselho a leitura clicando aqui nest link (para o Kafe Kultura). Quem quiser apenas recordar, aqui fica um filmezinho de 4 minutos de homenagem ao autor:
quinta-feira, abril 20, 2017
PLANTAÇÃO DE PLANTAS AUTÓCTONES EM SEVER DO VOUGA
Pois, isto foi já em Março, mas só agora tem eco aqui no Malfadado. Estive lá e foi uma limpeza, plantámos as árvores e arbustos com uma perna às costas, porque foi ao longo da ciclovia que eu já percorri de bicicleta (e aconselho vivamente). Uma acção de voluntariado em prol de um ambiente melhor, numa zona já toda estragada pelos eucaliptos e pelas acácias. Fica aqui a reportagem video:
Falta só chamar a atenção para a falta de rigor no trabalho jornalístico, porque se é verdade que fizemos o trabalho num instante, e com a ajuda de máquinas da autarquia, não se pode dizer que se levou a efeito "uma acção de limpeza".
Falta só chamar a atenção para a falta de rigor no trabalho jornalístico, porque se é verdade que fizemos o trabalho num instante, e com a ajuda de máquinas da autarquia, não se pode dizer que se levou a efeito "uma acção de limpeza".
quarta-feira, abril 19, 2017
3 COISAS MAIS IMPORTANTES NA VIDA
As três coisas começam ao minuto e vinte e cinco. Este homem safou-se por pouco, e ele conta como ninguém o tempo em que viu a morte à sua frente.
Diz ele quase no final: "acima de tudo, acima de tudo, o único objectivo que tenho na vida é ser um bom pai". E digo eu, para isso (ser pai, ou educador, ou trabalhar em prol dos outros) é preciso cumprir os dois pontos anteriores e também ter saúde para o fazer bem e duradouramente, até chegar o dia em que se passa a bola aos outros... sendo que os dois pontos anteriores são também importantes para mantermos a nossa saúde num ponto alto. Mas para isso há que investir tempo e energia.
Diz ele quase no final: "acima de tudo, acima de tudo, o único objectivo que tenho na vida é ser um bom pai". E digo eu, para isso (ser pai, ou educador, ou trabalhar em prol dos outros) é preciso cumprir os dois pontos anteriores e também ter saúde para o fazer bem e duradouramente, até chegar o dia em que se passa a bola aos outros... sendo que os dois pontos anteriores são também importantes para mantermos a nossa saúde num ponto alto. Mas para isso há que investir tempo e energia.
segunda-feira, abril 17, 2017
BOLINHAS DE CENOURA E COCO
Esta receita é super simples e junta quase só ingredientes saudáveis. Para a inauguração da exposição que já dei destaque aqui no Malfadado (reportagem Fotobox), baseei-me nesta receita explicada no blogue "As receitas lá de casa":
"150g de cenoura cozida, escorrida e passada em puré
130g de coco ralado
130g de açúcar
Misturar todos os ingredientes de forma homogénea. Levar ao frigorífico de um dia para o outro. Se mesmo assim ainda estiver muito macio e difícil de manejar acrescentar mais um pouco de coco. Fazer bolinhas e passar por coco ralado ou açúcar."
"150g de cenoura cozida, escorrida e passada em puré
130g de coco ralado
130g de açúcar
Misturar todos os ingredientes de forma homogénea. Levar ao frigorífico de um dia para o outro. Se mesmo assim ainda estiver muito macio e difícil de manejar acrescentar mais um pouco de coco. Fazer bolinhas e passar por coco ralado ou açúcar."
Mas como gosto de melhorar as coisas, e como me lembrava bem que estas bolinhas ficam deliciosas, não mexi muito na receita, mas usei cenouras de agricultura biológica, açúcar de cana mascavado para rolar no fim as bolinhas e para parte do açúcar a misturar com a cenoura. Parte porque também usei mel purinho e uma pitada de sal, reduzindo assim a bomba calórica e de sacarose, realçando os açúcares naturais da cenoura.
Quando fizerem uma festa para crianças, ponham-nas a fazer destas bolinhas doces. Se elas fizerem, depois vão comê-las e habituarem-se a comer coisas mais naturais. Há coisas da nossa infância (o nossa refere-se ao período entre os anos sessenta e oitenta) que eram tão boas e que foram ficando esquecidas. Esta é uma das obrigatórias e que vale a pena recuperar.
sábado, abril 15, 2017
SEMANA PERGUNTE PELO BIO VAI ESTAR EM VAGOS
Vai ser já daqui a uns dias, às 17 horas do dia 20. Podem procurar aqui nesta página (clicar aqui para link do site da AGROBIO) não só a iniciativa em Vagos, como muitas outras por todo o nosso Portugal pouco biológico. É por isso cada vez mais importante ir perguntado pelo Bio...
domingo, abril 09, 2017
EM VEZ DE DESPERDIÇAR ÁGUA, COMPOSTAGEM DA NOSSA CAQUINHA
Aqui está o modelo mais simples de um wc de compostagem. Sem grandes complicações de arejamentos e com baldes reutilizados. Imagino que às vezes não cheire bem quando se levanta a tampa, mas com serradura e cinza a cobrir as fezes também não deve ser pior que aquelas casas de banho portáteis de alguns festivais de Verão.
Fica aqui o video, e em breve estará disponível uma para experimentação na Gândara (de Vagos).
Fica aqui o video, e em breve estará disponível uma para experimentação na Gândara (de Vagos).
sábado, abril 08, 2017
NATUREZA COMESTÍVEL?
Não, não é sobre lebres, perdizes e caracóis e caracoletas. É uma entrevista da grande Alexandra Azevedo que saiu aqui na net recentemente. Fica aqui o convite para lerem e para um dia, quem sabe, introduzirem alimentos saudáveis na vossa dieta. Mais verdes, mais folhas, menos trigo mais bolotas. Toda a entrevista aqui (clicar neste link para o site do UniPlanet).
sexta-feira, abril 07, 2017
OVERDRIVER DUO
Os brasileiros são muitos, milhões, e de vez em quando descobrimos gente assim, que canta músicas com muito sucesso internacional, e fazem-no de forma muito original. E com uma qualidade que nos deixa mudos. Fica o convite para os descobrirem nos videozinho que têm no seu canal You Tube. Para "decorar" o Malfadado fica esta versão de Chandelier, one, two, three:
quinta-feira, abril 06, 2017
A NOSSA GENTE - JORGE BACELAR E OS SEUS MODELOS FOTOGRÁFICOS
No final de Março participei na inauguração da exposição de fotografias do Jorge Bacelar, em Estarreja. Foi uma bonita festa e pude falar com pessoas que conhecia apenas das imagens que este fotógrafo capta. Fica aqui a reportagem do programa Fotobox:
FOTOBOX 44 from fotoboxTV on Vimeo.
FOTOBOX 44 from fotoboxTV on Vimeo.
quarta-feira, abril 05, 2017
TANTA COISA, TANTA GENTE E BICHOS VÁRIOS
Pronto, depois da peta de primeiro de Abril, aqui vai um pequeno registo dos meses de Fevereiro e Março: entre coisas da Quercus (ilegalidades do PCI com cobertura dos organismos oficiais, pareceres do Conselho Fiscal e o melhor de tudo, que são as Jornadas de Voluntariado no Cabeço Santo) e coisas pessoais, houve bastante tempo para muitas outras coisas. Assim que possa vou deixar aqui uns links e fotos e comentários. E vou dar mais umas férias ao Facebook. Hoje ficam as fotos do Sctoch e da Whisky (aka Tipetí), a banhos de Sol de Inverno na nossa sala virada a sul.
sábado, abril 01, 2017
BALANÇO NEGATIVO
É mesmo assim... sem nenhum registo desde final de Janeiro, o Malfadado regista um balanço negativo. O qual contrasta com o balanço positivo de muitas coisas feitas por estes dias. Umas melhor, outras pior. Hoje é fim-de-semana, e acordei a pensar que fazendo um balanço, e relativizando, mas também calculando o valor daquilo que escrevemos na internet, este blog termina hoje a sua carreira. Vou lá para fora apanhar ar puro (se é que o ar que respiramos ainda se pode considerar puro...) e ganhar novo fôlego para aquilo que há para fazer.
segunda-feira, janeiro 30, 2017
PEDIDO ESPECIAL AOS AMIGOS E LEITORES DO MALFADADO
No início dos anos 90, há cerca de 25 anos atrás, quando as lutas ambientais em Portugal eram duras e difíceis, um pequeno grupo de associados da Quercus decidiu avançar para a compra de terrenos, de modo a evitar a destruição dos montados, que nessa altura ou viravam eucaliptais, ou as árvores eram dizimadas dando lugar a desertos ou, ainda, eram terrenos transformados em gigantescas zonas de caça, onde se matavam a tiro, envenenavam ou destruíam inúmeras espécies da fauna selvagem, mamíferos, aves, répteis. Com uma parte das despesas cobertas por fundos comunitários, nessa altura foi possível comprar terrenos na zona do Tejo Internacional que foram e são muito importantes para a conservação da natureza. Passados 25 anos os problemas com os eucaliptos estão resolvidos, ali no interior. As condições extremas não dão plantações rentáveis. Mas continua a desflorestação e substituição por plantações, e continuam as zonas de caça a destruir o nosso património e a espalhar a morte. Por isso faço aqui um pedido especial de ajuda: entre o final deste mês e os primeiros dias de Fevereiro há que atingir uma determinada verba, juntando donativos. É a oportunidade de participar numa campanha de crowdfunding, onde a ideia é muitos pequenos donativos chegarem a grandes objectivos. E quem não puder dar muito, ou mesmo dar nada, pode ajudar com 10 minutos e partilhar esta campanha junto dos seus amigos. Vamos dar mais espaço para a vida selvagem no Tejo Internacional? Fica então o link para o crowdfunding com um pequeno video onde se explica a campanha e como participar (clicar aqui).
sábado, janeiro 28, 2017
AO FAMOSO GESTOR DA PADARIA PORTUGUESA
Tenho amigos que escrevem muito bem. Muito e bem. Aqui fica a carta (publicada sem autorização prévia) de um desses amigos, dirigida ao dono de um negócio que apareceu na televisão a comentar o aumento do salário mínimo (link para a notícia - clicar):
Caro Camarada Nuno Carvalho:
Antes de mais, deixe-me agradecer-lhe o facto de vir a público defender a minha causa! Sou trabalhador por conta de outrem e acho absurdo que a lei não me permita trabalhar 60 ou 70 horas por semana. Tenho um tio que, entre 1950 e 1972 trabalhou quase esse número de horas nas minas da Urgeiriça e hoje está ali rijo como um pêro, na lista de transplantes para um pulmão. Não se queixa (não sei se da valentia ou da insuficiência respiratória, mas não se queixa).
O que interessa é que eu adoraria trabalhar 40 horas num lugar que me paga de salário quase dois terços do que preciso para arrendar um apartamento em Lisboa e o estupor da lei impede-me de trabalhar mais 14 horas por semana para poder acabar de pagar a renda ali, mensalmente, certinho.
E mais 11 horas por semana para poder pagar a eletricidade e a água, 3,4h para pagar a internet, 6h para o estupor do puto poder comprar os livros da escola e 40 minutos para o passe mensal, que isto de ter carro é desnecessário numa cidade com excelentes transportes como Lisboa. Ah, e não esquecer as 8,35 horas semanais extra para poder almoçar diariamente a sandes no Colombo. Sim, que isto de almoçar na Padaria Portuguesa não é para todos. Ao jantar toma-se um chazinho, que até desenjoa daquela mortadela toda da sandes do almoço.
Queria também agradecer-lhe o facto de tentar proteger-me de fazer despesas desnecessárias. Referiu - e muitíssimo bem! - a pouca vergonha de ter um smartphone ou coisas dessas. Especialmente num país como o nosso, onde pagar impostos, tratar da segurança social, fazer contratos, compras, vendas, tratar de transportes ou estudar se faz através de recursos em linha. Modernices. Tratar do IRS no telefone? Despesa absurda. Obrigado, Nuno por me defender deste consumismo. Vou voltar a fazer filinha na Repartição de Finanças da minha área de residência, que assim é que está bem.
Entretanto, o meu patrão lá fica 2 horitas sem o empregado, mas não faz mal, que o Raul fica lá no meu lugar, todo contente por poder trabalhar mais 2 horas a substituir-me e, assim, ganhar uns cobres para comprar o aparelho dos diabetes. Sim, que ele não pode contar com a mulher. Aquela flausina - que não tem outro nome - conseguiu arranjar emprego numa empresa um bocado bota-de-elástico: pagam-lhe 1783,45€ mensais e ela trabalha só 7 horas por dia. Diz que a empresa até lhes paga encontros de vez em quando, passeios de grupo e formação profissional. Tem uma mesa de pingue-pongue no bufete. Não lhes antecipo grande futuro. Diz que as empresas na Suécia e na Noruega são quase todas assim - outros que não tarda estão na bancarrota! Ah, se eles tivessem lá um Nuno como o nosso... Só é pena não a deixarem trabalhar mais horas, que ela bem gostava de escapar às conversas rebuscadas das amigas do ginásio. Ma o estupor da lei que não a deixa... Qualquer dia a mulher aparece-me em casa com uma depressão por não poder fazer as 12 horas por dia que tanto deseja.
O que interessa é que eu adoraria trabalhar 40 horas num lugar que me paga de salário quase dois terços do que preciso para arrendar um apartamento em Lisboa e o estupor da lei impede-me de trabalhar mais 14 horas por semana para poder acabar de pagar a renda ali, mensalmente, certinho.
E mais 11 horas por semana para poder pagar a eletricidade e a água, 3,4h para pagar a internet, 6h para o estupor do puto poder comprar os livros da escola e 40 minutos para o passe mensal, que isto de ter carro é desnecessário numa cidade com excelentes transportes como Lisboa. Ah, e não esquecer as 8,35 horas semanais extra para poder almoçar diariamente a sandes no Colombo. Sim, que isto de almoçar na Padaria Portuguesa não é para todos. Ao jantar toma-se um chazinho, que até desenjoa daquela mortadela toda da sandes do almoço.
Queria também agradecer-lhe o facto de tentar proteger-me de fazer despesas desnecessárias. Referiu - e muitíssimo bem! - a pouca vergonha de ter um smartphone ou coisas dessas. Especialmente num país como o nosso, onde pagar impostos, tratar da segurança social, fazer contratos, compras, vendas, tratar de transportes ou estudar se faz através de recursos em linha. Modernices. Tratar do IRS no telefone? Despesa absurda. Obrigado, Nuno por me defender deste consumismo. Vou voltar a fazer filinha na Repartição de Finanças da minha área de residência, que assim é que está bem.
Entretanto, o meu patrão lá fica 2 horitas sem o empregado, mas não faz mal, que o Raul fica lá no meu lugar, todo contente por poder trabalhar mais 2 horas a substituir-me e, assim, ganhar uns cobres para comprar o aparelho dos diabetes. Sim, que ele não pode contar com a mulher. Aquela flausina - que não tem outro nome - conseguiu arranjar emprego numa empresa um bocado bota-de-elástico: pagam-lhe 1783,45€ mensais e ela trabalha só 7 horas por dia. Diz que a empresa até lhes paga encontros de vez em quando, passeios de grupo e formação profissional. Tem uma mesa de pingue-pongue no bufete. Não lhes antecipo grande futuro. Diz que as empresas na Suécia e na Noruega são quase todas assim - outros que não tarda estão na bancarrota! Ah, se eles tivessem lá um Nuno como o nosso... Só é pena não a deixarem trabalhar mais horas, que ela bem gostava de escapar às conversas rebuscadas das amigas do ginásio. Ma o estupor da lei que não a deixa... Qualquer dia a mulher aparece-me em casa com uma depressão por não poder fazer as 12 horas por dia que tanto deseja.
Mas do que eu gostei mesmo foi de quando disse que um salário mínimo de 557€ era, de facto, um salário de 877€ porque é isso que o empregador paga. Isso é que é fazer contas! Por o dedo na ferida. Ah valente! Do que Portugal precisa é de gente assim!!
Está decidido: de hoje em diante, a diferença entre os 557€ e os 877€ que o patrão afinal me deposita no banco mensalmente, vai ser toda para gastar na Padaria Portuguesa!
Está decidido: de hoje em diante, a diferença entre os 557€ e os 877€ que o patrão afinal me deposita no banco mensalmente, vai ser toda para gastar na Padaria Portuguesa!
Já agora, desculpe a pergunta: não é verdade que os salários e contribuições são deduzidos do lucro da empresa? Então o seu esforço não é tão grande assim... Aliás, como a empresa tem personalidade jurídica autónoma, o Nuno até nem faz esforço nenhum. A única coisa que faz, na verdade, é deixar de receber, em lucro, mais cerca de 20%. Sei que parece muito, mas considerando que se o seu trabalhador adoecer, o Estado paga o médico; se a sua empresa for assaltada, o Estado paga a investigação; se não lhe pagarem um jantar, o Estado paga o tribunal e, se o Nuno tiver um banco e este for a falência, o Estado paga o buraco, esses 20% de que se queixa até nem são assim tão mau negócio, pois não?
Mas eu compreendo. Às vezes vejo aquele seu colega empresário, nosso vizinho. Faz barcos. Não paga salários mínimos porque não quer gente na empresa a comer sandes de pão-ralado, a perder tempo de trabalho a pensar como pagar a prestação da casa ou com dores no joelho por não ter dinheiro para a fisioterapia, mas, depois de ler a sua entrevista e ver como se gere uma empresa a sério, tenho a certeza que vai mudar o padrão.
A propósito, eu também estou a pensar abrir um negócio. Tenho força de vontade e também tenho queda para a pastelaria. Não quer vir até cá dar umas ideias? Eu pago-lhe, claro. O ordenado mínimo. Sem contrato, que já não estamos em tempo dessas coisas. A nossa empresa vai ser modernaça. E ainda lhe dou oportunidade de fazer umas 30 horitas a mais por semana. Para fazer o gosto ao dedo. Sábados e domingos? Isso logo se vê.
A Padaria Portuguesa? Ó homem, isso é conversa antiga. Isso está lançado. Não precisa de passar lá o tempo todo. Largue isso e abrace um desafio a sério. Com animação, satisfação pessoal e com 60 a 70 horas semanais. Diga lá se não é de homem!!...
A Padaria Portuguesa? Ó homem, isso é conversa antiga. Isso está lançado. Não precisa de passar lá o tempo todo. Largue isso e abrace um desafio a sério. Com animação, satisfação pessoal e com 60 a 70 horas semanais. Diga lá se não é de homem!!...
Do seu eterno fã:
Joaquim
quinta-feira, janeiro 26, 2017
PÉ DE XUMBO - ANDANÇAS
Para quem gosta de dar um pé de dança, é sempre bom saber que a Associação que anualmente organiza o Andanças continua em grande, e já está decidido que este ano de 2017 vamos ter um Andanças diferente. Mas não vai desaparecer ou marcar passo. Até lá muitas coisas vão acontecer no mundo das danças e dos convívios dançantes, a começar já com o Entrudanças. Fica aqui a informação porque quero que o Malfadado seja lido por gente alegre, e fica o link para o site da Pé de Xumbo (clicar aqui), onde se pode ver toda a informação e agenda para este ano.
terça-feira, janeiro 24, 2017
TAMBÉM SOMOS PORTUGUESES
Numa altura em que se fala tanto de resultados eleitorais, por causa da trampa que deram as eleições americanas, uma petição de portugueses que não conseguem votar, reuniu as assinaturas suficientes para obrigar os deputados a fazerem aquilo que deveriam fazer e não fazem. Eu assinei há uns meses atrás, mas decerto ainda há pessoas que não assinaram. Apesar da petição já ter reunido um número suficiente para ser entregue na AR (link com a notícia), a mesma ainda está aberta para recolha de mais apoiantes. Fica aqui o convite e o link da Petição "TAMBÉM SOMOS PORTUGUESES".
domingo, janeiro 22, 2017
A PRIMEIRA DO ANO NO CABEÇO SANTO
Neste link (clicar aqui) a reportagem completa e onde se pode confirmar que eu estive lá. Desta vez levei umas azeitoninhas, que ajudaram à festa que foi o piquenique, o primeiro com comida quentinha na história deste Projecto.
sexta-feira, janeiro 20, 2017
UM BLOGUE SIMPÁTICO ONDE ENTRAR
Para quem gosta de encontrar coisas simples na net, aqui fica um blogue que só descobri recentemente. É o Porta da Frente Aberta (link aqui) que já teve dias com muito mais entradas. Agora é mais correntes de ar...
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