segunda-feira, abril 06, 2026

ROGER WATERS CANTA NOVA MÚSICA - SUMUD

 Vi em casa de um amigo recentemente, e tenho mesmo que partilhar aqui, em solidariedade com os israelitas e judeus que se opõem à violência do seu governo, e à violência dos meninos do Trump.

domingo, abril 05, 2026

A PROPÓSITO DAS OPINIÕES E DO TRIUNFO DOS PORCOS

 Miguel Sousa Tavares, publicou no Expresso, deste 26 de Março que passou, uma crónica semanal. A última semanal. Fica aqui um excerto, da parte final:

"E se alguém podia imaginar, como eu imaginei em tempos, que nesta nova luta de classes os vencedores seriam os que se deram ao trabalho de tentar saber, aprender, distinguir a verdade da mentira, tentar ver claro o que não é nítido, enganaram-se redondamente: os vencedores são os ignorantes e os que tiram partido dessa ignorância, servindo, pronto-a-vestir, um simplismo opinativo que se torna irresistível para os crentes. Donald Trump é, obviamente, o exemplo consumado deste mundo assustador, cuja história não vejo como possa não acabar mal.
E então, chegado àquilo que consta ser a idade da sabedoria, dei-me conta de que talvez saiba mais do que percebo — uma armadilha muito comum. Parece-me que, incapaz de continuar a acompanhar eternamente a urgência e a abundância dos acontecimentos, a menos que nada mais de jeito faça, e mesmo já desinteressado de tanta espuma noticiosa, é chegado o tempo de me deter e recuar — como fazemos diante de um quadro, para melhor o fixarmos, melhor o decifrarmos. Quero tentar entender em vez de saber, olhar em vez de contar, escutar em vez de declarar, pensar em vez de concluir. Quero um dia novo, com menos notícias, menos ruído do mundo e das gentes. A partir de hoje, a minha colaboração com o Expresso passa a quinzenal — um pedido meu que a direcção do jornal teve a delicadeza de compreender e aceitar. Quem sabe se assim mais desprendido desta voragem em que vivemos, não ficarei mais lúcido ou, pelo menos, mais esclarecido!"

Miguel Sousa Tavares escreve de acordo com a antiga ortografia

sábado, abril 04, 2026

MAIS E MAIS PORRADA NOS TERRORISTAS - O COMENTÁRIO DE ANDROLFO

 Incrível! Ainda há gente que defende os palestinianos. Essa raça nunca deveria ter nascido. Israel poderia agora ser um país sem apartheid, sem armas nucleares para se defender do terrorismo, poderia ser um paraíso na terra para todos os judeus do mundo, poderia ser um enorme país abarcando territórios que são agora de países vizinhos e cujas populações não palestinianas sempre se poderiam mudar para outros lugares. Só não vê quem não quer ver. Israel só fez uma lei nova de aplicação de pena de morte por culpa dos terroristas palestinianos. Israel só assassinou milhares de palestinianos, crianças, médicos, jornalistas, mulheres, jovens e idosos porque foi obrigado a isso, a culpa é dos terroristas. Que andam para aí a gritar que Israel é um estado terrorista. Terrorista? Só se for por culpa dos palestinianos, que teimam em não deixar Israel em paz, que não percebem que as suas terras ficam mais valorizadas e em paz nas mãos dos colonos israelitas, todos eles, sem excepção, excelentes pessoas que se preocupam em fazer a paz.

Vi na televisão um especialista a comentar as acções das Forças de Defesa de Israel, no Líbano, na Síria, no Irão. Ele tem toda a razão, de que servem as leis internacionais? Se um país soberano, que até participa no Eurofestival da Canção e tudo, é atacado, tem todo o direito em se defender, de todas as formas mais violentas possíveis. Porque como o próprio nome indica, o exército de Israel nunca ataca ninguém, só se defende.

Só não percebo é o que raio é que os palestinianos têm contra o estado de Israel, mas também não quero perder tempo a informar-me. Vem aí o Mundial de Futebol e preciso de acompanhar as notícias sobre a nossa selecção. Que normalmente também é muito boa a defender!

A. D.

sexta-feira, abril 03, 2026

20 ANOS DE MALFADADO - 3 DE ABRIL, HÁ 10 ANOS ATRÁS

 Há precisamente 10 anos atrás, no Malfadado, registei uma entrevista ao Dr. António Coimbra de Matos. A mesma estava publicada de forma aberta no Público, mas agora o link de então vai para o site do Público, onde a entrevista só pode ser acedida pelos assinantes...

Pesquisando na net, lá descobri que um ano antes dele falecer, o Fumaça, em 2020, lhe fez uma entrevista, sobre depressões e medos. Esta está disponível também no YouTube (só som), fica já aqui, para quem quiser aproveitar:


quinta-feira, abril 02, 2026

HUMANTI - ESCREVER AO NOSSO MINISTRO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS

Na última semana de Março apanhei na net uma acção online de uma organização que desconhecia. A Humanti (link aqui para o site) (o site adianta pouco sobre esta organização, resume-se a este parágrafo: "We're a grass-roots collective advocating for Palestinian liberation. Humanti Project share resources and strategic actions to mount political and societal pressure to invoke meaningful change.". Ora a Humanti lançou uma campanha em que os activistas de cada país poderiam escrever ao seu ministro dos negócios estrangeiros. Para isso eles criaram uma plataforma onde somos dirigidos para a página do Ministério, e ali escrever um ofício (link aqui). Neste caso, para Portugal, não colocaram a página do próprio ministério no portal do governo, mas sim um endereço dedicado a promover o contacto com portugueses espalhados pelo mundo. E nesta página não dá para mandar ofícios, mas eu inseri o ofício como se fosse uma sugestão / reclamação, e assim já foi aceite.

Havia uma minuta de texto, em inglês. Com a IA fiz uma tradução, que depois revi e adaptei, acrescentando alguns conteúdos. Aqui está o resultado final:

Exmo. Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros

Dr. Paulo Rangel

Escrevo-lhe este ofício na medida em que gostaria que Vossa Excelência representasse Portugal e os portugueses, e não apenas parte dos eleitores que o elegeram, que não representam, nem de longe, nem de perto, a maioria dos cidadãos nacionais. De facto, mesmo sem nenhuma sondagem, será fácil perceber que num país de maioria cristã, e com uma história plena de bons exemplos (muitos episódios também para esquecer, ou melhor, para nunca esquecer!), os portugueses defendem os direitos humanos e as leis internacionais.

Aqui ficam alguns factos que serão certamente do seu conhecimento, mas que registo para enquadramento da minha solicitação:

- Desde 2 de março de 2026, os ataques israelitas ao Líbano e as ordens de deslocação forçada causaram o deslocamento de quase 1 em cada 5 pessoas no país — mais de 1 milhão de pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas. Destas, 134.377 encontram-se em abrigos governamentais, enquanto centenas de milhares vivem com amigos e familiares, ou foram forçadas a dormir nas ruas.

- Desde 2 de março de 2026, Israel matou pelo menos 1.000 pessoas no Líbano, incluindo 118 crianças e 40 profissionais de saúde. Antes da mais recente guerra de Israel contra o Líbano, Israel violava diariamente o anterior acordo de cessar-fogo, com mais de 15.400 violações registadas entre novembro de 2024 e fevereiro de 2026.

- Atualmente, o sul do Líbano está a ser esvaziado dos seus habitantes pelas forças de ocupação israelitas, que utilizam armas proibidas internacionalmente, como o fósforo branco — uma substância química que se inflama em contacto com o oxigénio e arde a temperaturas extremamente elevadas, causando ferimentos graves, incêndios e danos ambientais duradouros. Israel também está a destruir infraestruturas civis, incluindo pontes, habitações e redes elétricas em todo o país.

- Os bombardeamentos israelitas destruíram edifícios residenciais inteiros nos subúrbios de Beirute — uma área urbana densamente povoada —, matando frequentemente vários membros da mesma família ao mesmo tempo. Os mesmos crimes de guerra cometidos em Gaza estão agora a ser cometidos no Líbano.

O que o mundo está a testemunhar no sul do Líbano é uma limpeza étnica de parte de um território soberano e ocupação. Tal como em Gaza. Dirigentes israelitas ameaçaram explicitamente, há apenas alguns dias, transformar partes do Líbano em Gaza. Não podemos permitir que isto continue.

Apelo-lhe, com urgência, para que:

- Imponha sanções totais e abrangentes a Israel e ponha fim às relações diplomáticas;
- Faça cumprir um embargo comercial completo em ambas as direções, encerrando toda a atividade de importação e exportação;
- Cesse imediatamente todas as vendas de armamento e a cooperação em matéria de informação com o Estado de apartheid;
- Garanta acesso livre e sem restrições às organizações de ajuda humanitária;
- Exija o fim da ocupação ilegal dos territórios palestinianos e sírios.

No mínimo, caso não queira Vossa Excelência expor-se, e à sua família, às pressões e chantagens mais ou menos violentas vindas de interesses sionistas (sejam eles israelitas ou americanos), agradecia que tomasse uma atitude cristã e pró-semita, ao contactar a administração da RTP e a direcção da FPF, no sentido de estas entidades ameaçarem publicamente que vão deixar de participar em competições que envolvam Israel como sendo uma nação europeia de plenos direitos.


Com os meus melhores cumprimentos

quarta-feira, abril 01, 2026

1º DE ABRIL - DIA DAS MENTIRAS

 Só em jeito de registo para memória futura.

Este ano não me lembrei de nenhuma mentira para colocar na internet. Noutros anos este mesmo blogue serviu para uma ou outra, e até o Facebook ajudava. Não me lembro, mas já aqui devem estar registadas algumas das minhas melhores brincadeiras deste género, pequenas mentiras que vou inventando só para ver a reacção dos amigos a quem as vou pregando.

Este ano, ali num instante, inventei 2 mentiras, uma foi por via telemóvel, e envolvia uma crise de direcção na Quercus - ANCN, e a outra foi pessoalmente, depois de referir que era dia das mentiras disse ao meu amigo, que me ia ajudar numas tarefas, que tinham abandonado 3 cães de uma ninhada, já grandes e atados entre eles por uma corda, dentro do cercado de um vizinho. Local esse aonde depois chegámos, ele ficou a olhar para dentro do cercado, e perguntei: viste os cães?

Hoje já é dia 8 de Abril, e só agora estou a actualizar o Malfadado. Nestes dias tenho tido pouca ou nenhuma disponibilidade para escrever aqui ao computador. Havia muitas árvores ainda para plantar, e outros trabalhos entre mãos, e à noite o cansaço é muito, e outras vezes não tenho internet. E o estado do mundo também não ajuda a inspirar para escrever.